Luto

Câmara de Curitiba lamenta morte do ex-vereador Algaci Tulio

Algaci Tulio: ex-vereador começou a vida pública na Câmara em 1983, eleito para seu primeiro mandato
Algaci Tulio: ex-vereador começou a vida pública na Câmara em 1983, eleito para seu primeiro mandato (Foto: CMC/arquivo)

A Câmara Municipal de Curitiba divulgou nota lamentando o falecimento do ex-vereador Algaci Tulio, aos 80 anos de idade, por complicações decorrentes da covid-19. Ele começou a vida pública na Câmara em 1983, eleito para seu primeiro mandato como vereador de Curitiba. Ele voltaria à Casa décadas depois, em 2009, após uma bem-sucedida carreira, na qual foi vice-prefeito de Jaime Lerner (1988-1992) e de Cássio Taniguchi (1997-2000), além de deputado estadual por três vezes. Algaci deixa esposa, Raquel, funcionária aposentada da CMC, 7 filhos e 8 netos.

“Para mim, (o falecimento de Algaci Tulio) é a perda de um grande amigo”, registrou Tito Zeglin (PDT), colega do ex-vereador na primeira legislatura. “Ele foi um dos vereadores mais sérios que passou pela CMC, e isto eu posso atestar em mais de 30 anos que estou aqui. Muito competente, justo e sempre com conteúdo na defesa de projetos. Perdi um amigo sincero, prestativo e que nos últimos anos se doou muito para as causas sociais, para o Pequeno Cotolengo. Uma perda irreparável”, disse Zeglin.

Colega de partido de Tulio quando ele voltou para a Câmara, Noemia Rocha (MDB) era uma vereadora de primeiro mandato que se sentiu acolhida pelo político experiente. “Quero lamentar a morte do querido Algaci Túlio, que foi vereador comigo no meu primeiro mandato. Era uma pessoa do bem e que pensava no coletivo. No meu partido, o MDB, me ajudou muito quando eu era uma iniciante [na CMC]. Que Deus possa consolar nosso coração”, desejou.

Na Câmara, foi autor de 23 leis municipais, tendo apoiado a criação do capítulo sobre a Defesa dos Direitos Humanos na Lei Orgânica de Curitiba. Algaci Tulio assumiu a Prefeitura de Curitiba interinamente por 29 vezes e, em âmbito estadual coordenou o Procon-PR e foi secretário estadual da Copa, nos governos Requião e Orlando Pessuti. Durante esse tempo, ele conciliou uma trajetória profissional de radialista e repórter, policial e esportivo, com a atuação política. Ele atuou contra a privatização da Copel, a favor do Porto de Paranaguá, criou a lei da Central de Transplantes do Paraná e trabalhou pela desativação da Penitenciária do Ahú.