LANÇAMENTO
Alice no País das Maravilhas É inegável que o principal apelo ao espectador é o aspecto visual. Com cenários fabulosos construídos em computação gráfica, Burton cria um mundo onírico tão verossímil quanto possível, combinando um visual soturno de uma ameaça iminente com uma vegetação exuberante e multicolorida. Da mesma forma, os personagens que acompanham Alice durante a sua aventura pelo País das Maravilhas são construídos de maneira exemplar. Um dos aspectos onde menos se imaginavam problemas é onde reside talvez a maior das decepções de Alice no País das Maravilhas: as atuações. A sensação que se tem é que falta um pouco de vida a alguns dos personagens. E isso fica mais evidente quando olhamos para Alice (Mia Wasikowska). Sua atuação é apática e, nas cenas fora do País das Maravilhas, extremamente teatral. Seu rosto é inexpressivo na maioria dos momentos tanto que, quando há um ponto de virada e ela precisa renovar forças para ir à luta, a mudança é muito mais visível em seus companheiros do que nela mesma. Disponível em Blu-ray.
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Substitutos Substitutos não é nada original. Sua metáfora pode até funcionar, mas dificilmente irá gerar a reflexão que poderia no espectador, por erros de um roteiro confuso e pela própria maneira de apresentar a sua história. Estamos no ano de 2054 e graças a uma revolução tecnológica os humanos tem a possibilidade de ter seu próprio robô – os chamados substitutos (ou surrogates, para usar o termo original). Com pouco menos de 1h30 de duração, o filme não chega a ser cansativo, mas decepciona, e muito, pelo fato de tentar se levar a sério e apresentar uma história em que os próprios diálogos e a condução dos personagens não permitem sustentar a proposta do autor. Se por um lado o filme não chega a ser ruim, por outro não acrescenta em nada ao tema, revelando-se mais um discurso vazio do que qualquer outra coisa. Como robôs – extremamente belos e eficientes por fora, mas sem alma e sem vida – Substitutos é um filme descartável e, para usar a terminologia da produção, substituível pela maioria dos filmes do gênero que estão por aí. Disponível em DVD e Blu-ray.
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Missão Quase Impossível Jackie Chan é um ator carismático e não é por acaso que conquistou o sucesso com seus inúmeros filmes de ação. No entanto, de uns anos para cá, cada vez mais ele se afasta do foco das artes marciais sérias para produzir meros entretenimentos familiares. Missão Quase Impossível é mais uma infeliz produção para ilustrar esse exemplo. No filme, Chan trabalha como babá dos filhos do vizinho. Quando um dos garotos acidentalmente faz download de um arquivo confidencial, ele precisa lutar contra uma unidade secreta de agentes. Poderia até ser legal e divertido, se outros tantos já não tivessem feito o mesmo e o filme não fosse um festival de clichês. Típico filme Sessão da Tarde. Disponível em DVD.
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* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * por Wikerson Landim [email protected] www.portaldecinema.com.br
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