Ceará 1 x 0 Athletico

Antônio Oliveira reclama da arbitragem: 'O Athletico hoje não foi respeitado'

(Foto: Franklin de Freitas)

O técnico Antônio Oliveira, do Athletico Paranaense, não se furtou de criticar a arbitragem do jogo deste sábado (17 de julho) na Arena Castelão. Depois da derrota por 1 a 0 de sua equipe contra o Ceará, com um gol marcado aos 53 minutos da etapa final por Wendson, o português comentou que o árbitro Marielson Alves Silva teria prometido encerrar o jogo após uma cobrança de falta na entrada da área athleticana, aos 52 minutos de jogos. Depois da batida de Lima, no entanto, a bola desviou na barreira rubro-negra e saiu pela linha de fundo. O grupo paranaense clamou pelo apito final, mas o juiz mandou os cearenses cobrarem escanteio e o gol acabou saindo nessa jogada de bola parada.

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“Um jogo com poucas chances de gol para ambas as equipes, jogo muito controlado, dentro daquilo que foi o plano e estratégia que alinhavámos para este jogo. O gol acaba por sair de uma situação fora de tempo, completamente. Não gosto muito de falar de arbitragem, respeito muito o trabalho deles, também é um trabalho difícil. Mas eu também apelo muito à honestidade, e o que o juiz disse foi que ao final do livre o jogo acabaria. Os árbitros precisam ser mais racionais, o Athletico hoje não foi respeitado. Ele não pode dar um minuto de acréscimo depois do livre. Tinha de ter dado antes. Foi até os 52 minutos e meio quando era só até 51. Mas os erros acontecem no jogo, os árbitros também erram”, lamentou o comandante do Furacão.

Questionado sobre a justiça do placar, Oliveira foi pragmático. “Isso é muito relativo no futebol. A justiça é vence quem faz mais gols, o Ceará fez mais gols que a gente e está de parabéns por isso. Mas eu acho que foi um jogo muito bem disputado, de acordo com nossa estratégia e plano de jogo”, disse o treinador, que ainda fez questão de elogiar seus comandados, embora ressaltando que o time poderia ter sido mais agressivo, especialmente na hora de atacar o gol adversário.

“Saio satisfeito pela entrega, pela solidariedade, pela organização, pelo rigor que eles [jogadores] colocaram em campo. Saímos frustrados com o resultado, queremos sempre a vitória. Mas como eu digo: a vitória será sempre deles, a derrota será sempre minha.”