Publicidade
Vigilância sanitária

Com aumento de casos em 2018, Paraná promove ações contra a tuberculose

(Foto: Pedro Ribas/SMCS)

Representantes das 22 regionais de saúde do Paraná participaram de oficina para tratar de mudanças no sistema de vigilância da Tuberculose. O secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto, explicou que o novo Sistema de Notificação de Tratamento da Infecção Latente está sendo implantado em todo país com a meta de reduzir a incidência de casos até 2035.

“Dia 24 de março é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose e estamos ampliando a busca por pessoas expostas ao bacilo para que elas não venham adoecer. Vamos envolver todas as equipes da saúde neste trabalho com a meta de chegarmos às famílias paranaenses”, afirmou o secretário.

NÚMEROS - No ano passado o Paraná registrou aumento de cerca de 12% no número de casos: em 2017 foram 18,7 casos por 100 mil habitantes e, em 2018, passou para 21 por 100 mil habitantes, com 950 notificações de tratamentos no sistema (SIS-TILTB).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) avalia que os números registrados no Paraná ainda são considerados aceitáveis. Segundo o secretário, a meta é reduzir a incidência para que o Estado chegue, em 2035, com menos de 10 casos por 100 mil habitantes. “A tuberculose é um problema de saúde pública que só controlaremos com monitoramento e alinhamento de esforços”.

NOVO SISTEMA - A tuberculose é transmitida pelo ar, no espirro ou tosse, e pode matar. O novo sistema de abordagem tem dois focos. O primeiro tem como público-alvo pessoas que tiveram contato com pacientes com tuberculose, pessoas vivendo com HIV, pacientes em uso de terapias imunossupressoras (tratamento de tumores e períodos de pré-transplante) e diabéticos.

O objetivo é interromper a rede de transmissão alertando este público para necessidade do exame que detecta a tuberculose - que é o teste tuberculínico, feito em unidades básicas de saúde. A orientação da Secretaria da Saúde é para que procurem a unidade mais próxima para a indicação do teste.

O segundo foco do Sistema de Notificação é identificar os casos sintomáticos respiratórios, ou seja, pessoas com tosse há mais de 3 semanas e que também devem ser encaminhadas para o teste.

O tratamento contra a tuberculose começa após confirmação bacteriológica, tem duração de 6 meses e a medicação está disponível no SUS.

A superintendente de Atenção à Saúde, Maria Goretti David Lopes, disse que o compromisso do governo Ratinho Junior é implantar o Plano Estadual pelo Fim da Tuberculose no Paraná. “Vamos começar o trabalho neste ano e desenvolve-lo durante a gestão”, afirmou.

DESTAQUES DOS EDITORES