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Comporte-se

Hora de ir à balada – ou não?

Qual a hora certa de permitir que seu filho, adolescente ou pré-adolescente sair para as festinhas, baladinhas, enfim, aos programas sem a presença dos pais ou o responsável. Como definir se está na hora certa de deixar seu filho responder pelos seus atos num lugar, evento, sem seus olhos.

Há pais que optaramem vigiar os filhos sem que a vigilância seja implícita. S.A., que prefere não se identificar, a fim de que sua estratégia não seja descoberta, conta que preferiu estender sua adolescência acompanhando sua filha, N.R.A., hoje com 16 anos, há um ano, quando começou a pedir para sair. Ela gosta do mesmo programa que eu e a mãe dela, dançar. Todos os domingos, pai, mãe e a filha vão a umclube dançar os clássicos do rock. E foi nesse ambiente, que N.R.A. conheceu seu primeiro namorado, reproduzindo a própria história dos pais.

As dúvidas são unânimes: companhia, segurança do local e se há o acesso às drogas. Todos os conselhos, valores e educação são colocados em xeque a partir do momento em que os filhos criam asas. É o que podemos chamar a verdadeira prova de fogo!

A promotora de eventos Mireille Villela, 40 anos, mantém a política da confiança com sua filha de 15 anos. ‘As regras se baseiamessencialmente no comportamento e em sua atuação na escola. Como é uma adolescente, na maioria das vezes sem problemas e ótima aluna, ela ‘cumpre’ sua parte, praticamente frequenta os programas que pede para ir, explica a mãe. Entretanto, enfatiza que a garota não vai à baladas, mas as festa de 15 anos, sejam em clubes ou na casa da aniversariante.

A preocupação é normal: quem são as pessoas, endereço, telefone, nome dos pais, quem leva quem vai pegar, as outras normas e dicas são discutidas independente se é uma balada ou não, porque abordagens sobre drogas, namoricos ou companhias acontecemem todos os ambientes em que o adolescente tenha uma vida social, isso independe de ‘balada.

Cada família tem sua regra, seus valores e sua maneira de educar. O importante é ter regras, para quem não tem preguiça de estabelecê-las. Deixar o acordo claro, de causa e consequência. Não há como blindar os filhos dos perigos do mundo, mas explicar, de acordo com sua maturidade que a confiança é o mais importante para que a boa relação seja mantida.

No entanto, os pais devem sempre contar com a variável da quebra de regras, seja ela proposital, impulsiva ou mesmo a falta de noção. Afinal de contas, quem nunca quebrou as regras?

 

Ronise Vilela é jornalista e mãe. Sugestões de pauta podem ser enviadas para [email protected]

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