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Novo governo australiano promete estimular economia

O novo governo da Austrália agirá rapidamente para reduzir impostos e tomará medidas para impulsionar a economia em meio desaceleração do boom da mineração no país, disse Tony Abbott, novo primeiro-ministro do país e líder da coalizão que venceu a eleição federal australiana.

No fim de semana, a Austrália elegeu seu primeiro governo conservador em seis anos, com maioria de votos para a Coalizão Nacional Liberal. Segundo a Comissão Eleitoral Australiana, a coalizão conquistou 88 dos 150 assentos da Câmara dos Representantes, uma quantidade bem maior do que as 76 cadeiras necessárias para formar o governo. Já o Partido Trabalhista, até então no poder com o primeiro-ministro Kevin Rudd, ficou com 57 assentos.

Depois da eleição, o novo premiê, Tony Abbott, reiterou a promessa de acabar com um impopular imposto sobre emissões de carbono. Além disso, ele enfatizou os futuros esforços para conter a crescente onda de requerentes de asilo. "Há a segurança na fronteira, a segurança econômica e as pessoas esperam de maneira justificada que o próximo governo construa uma economia forte e próspera", disse Abbott no domingo.

Abbott também prometeu gastar bilhões de dólares na construção de estradas para estimular o crescimento, ao mesmo tempo em que procura formas de reduzir os gastos do governo e pagar a dívida, como prometido na campanha eleitoral.

O novo líder herda uma economia em desaceleração, ferida pelo esfriamento de um boom da mineração que manteve o país sem recessão mesmo durante a crise financeira global. O novo governo já prometeu reduzir os gastos de ajuda externa, se concentrar em devolver o orçamento a um superávit e revogar um tributo sobre empresas de carvão e minério de ferro.

Os números oficiais mostram que a economia da Austrália cresceu 2,6% no segundo trimestre ante o mesmo período do ano anterior, em comparação com um crescimento anual de 3,7% no mesmo trimestre de 2012 e expansão de 4,4% no primeiro trimestre daquele ano.

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