Comporte-se

Obesidade mental na Era da Tecnologia

Um efeito bastante comum na obesidade mental é a paralisação
Um efeito bastante comum na obesidade mental é a paralisação (Foto: Cottonbro-Pexels)

Seja no tablet, smartphone ou na tela do seu computador, a velocidade da navegação segue o ritmo de um piscar de olhos. Um bombardeio de informações de entretenimento, mensagens de trabalho, da família, o papo-furado, as últimas notícias, um vídeo viralizado, lives, dicas e assim começa o sintoma de um comportamento crescente: a obesidade mental.

Assim como a conhecida obesidade corpórea, basicamente criada a partir de excessos no hábito alimentar e sem compensação de escape para manter o equilíbrio, a obesidade mental acontece a partir do não processamento dessa ingestão contínua de dados diários do usuário digital.

Um pequeno teste agora: quantas lives de mentores e players você assistiu? sua audiência foi na íntegra? ao mesmo tempo estava respondendo mensagens no WhatsApp? clicou o link que mandaram? assistiu o Tik Tok com a nova trend? encaminhou para os grupos? consultou seu saldo bancário? quantos aplicativos tem instalado? abriu o PDF do novo e-book que chegou pelo e-mail? preencheu aquele formulário que só vai tomar dois minutos do seu tempo? E tudo isso com o podcast ao fundo.

Cansativo? Imagina o efeito cumulativo na sua mente.

 

O que devo fazer?

Não há uma fórmula mágica, até porque o dia a dia está condicionado aos dispositivos digitais que facilitam nossa vida. Na obesidade mental é interessante observar o quanto e quais as informações são relevantes e a partir disso, fazer uma triagem de forma consciente.

Escolher antes o que é preciso ser feito e depois o que você quer fazer, pode ser um caminho mais leve e organizado, porque em caso contrário acontece a velha e conhecida procrastinação, uma vez que o cérebro por programação natural, sempre se conecta com opções menos trabalhosas e já conhecidas, o tal piloto automático.

Preste atenção se você não está consumindo conteúdo mais do mesmo. Pessoas que falam assuntos afins com visões diferentes. Exemplo: oração hindu, celta, católica, afro e assim por diante. Claro que você tem liberdade para seguir quem quiser, mas 500 da mesma categoria agrega o que para seu conhecimento? Aliás, a overdose de informações não gera conhecimento, às vezes é só empilhar dados e estressar a mente. Gerar ações para vida a partir daquilo que aprendeu de novo é sabedoria e inteligência.

Outro efeito bastante comum na obesidade mental é a paralisação. Você está tão cheio de saberes, que na hora de colocar a mão na massa, não sabe a direção a ser tomada, porque cada informação tem seu método e seu poder de decisão se baseia apenas nas regras, sem intuição, sem exercício de si mesmo. Sim, autoconhecimento é imprescindível. Contudo, não precisa seguir dezenas de “gurus” que falem sobre o assunto, porque isso causa confusão mental em vez de esclarecimento. Escolha algo que faça sentido, de verdade, sem mentiras ou pontos de virada sem processo.

Em caso contrário, a tendência pode ser um pouco como essa música do Kid Abelha, “eu sei de quase tudo um pouco e quase tudo mal”. Ouça AQUI!

 

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*Ronise Vilela é criativa de Comunicação e Escrita Afetiva, Jornalista e Escritora.

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