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Sem concorrência, empresas de ônibus da periferia de SP pedem o máximo de remuneração

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de São Paulo recebeu nesta sexta-feira (15) as propostas comerciais do sistema distribuidor de ônibus da cidade, que contempla os ônibus menores e que atendem a periferia. Todas elas estipulam a remuneração máxima possível para as empresas. 

Dos 13 lotes em disputa, apenas um poderia ter concorrência de fato, já que em cada um dos demais, havia apenas uma proposta de empresas do setor. 

Ainda assim, no lote 7, que poderia ter concorrência, uma das empresas foi inabilitada pela prefeitura por falta de documentos apresentados. A Imperial, empresa inabilitada, recorreu e conseguiu suspender a disputa neste lote. 

Nos outros 12 lotes, cada uma das empresas que apresentou suas propostas pediu o valor máximo de remuneração possível. 

O teto da remuneração dos contratos estava previsto em uma tabela no edital da licitação. Na plateia, antes do anúncio dos valores pedidos pelas empresas, o público olhava para a tabela e já "adivinhava" a proposta que seria feita. "Parece um bingo", brincou um.

Ainda restam dois sistemas de ônibus a terem suas propostas comerciais reveladas. O estrutural, que liga grandes regiões com veículos maiores, e o de articulação, que conecta o sistema estrutural ao de distribuição nos bairros.

De qualquer forma, nesses sistemas há também apenas uma empresa disputando cada um dos 19 lotes restantes.

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