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Virgínia acompanha depoimentos de testemunhas de defesa

Acusada de antecipar a morte de pacientes da UTI Geral do Hospital Evangélico, a médica Virgínia Soares de Souza acompanhou nesta terça-feira (3) os depoimentos das testemunhas de defesa na 2ª Vara do Tribunal do Júri. Ao todo, oito pessoas – sendo cinco médicos – foram ouvidas.

Entre as testemunhas, dois diretores do Hospital Evangélico, um paciente, um engenheiro e um gerente de faturamento que prestavam serviços para o hospital. A defesa da ex-chefe da UTI Geral tenta esclarecer a história de que Virgínia era a dona dos equipamentos da UTI.

No fim do mês de setembro, 18 testemunhas de acusação selecionadas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) também foram ouvidas pela Justiça. Nesta quinta-feira, uma suposta vítima da médica deverá ser ouvida no Fórum da Barra Funda em São Paulo – quando estava internado, o homem escreveu uma carta relatando o que acontecia na UTI.

Entenda o caso

Virgínia foi presa em 19 de fevereiro deste ano. Ela e mais sete pessoas foram acusadas pelo Ministério Público (MP) de homicídio com duas qualificações e formação de quadrilha, sendo que cinco chegaram a ser presas. Virgínia Soares de Souza foi a última entre os envolvidos a conquistar a liberdade.

O processo tem como base uma investigação do Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa), que, assim que se tornou pública, provocou uma série de denúncias de ex-funcionários do hospital e de familiares de pacientes. Conforme a acusação, os pacientes foram mortos por asfixia, com uso do medicamento Pavulon e diminuição de oxigênio no respirador artificial. Sete mortes fazem parte deste processo.

O advogado da médica, Elias Mattar Assad, nega as acusações e diz que Virgínia está "feliz com a chegada das audiências". "Para ela e para nós da defesa, é uma oportunidade de evidenciar que a acusação não passa de ficção. Nós vamos provar que não existe fato criminoso e que isso é o começo do fim", ressalta. O advogado destacou que a tese da defesa desde o início é a inexistência de provas e fato criminoso. "O MP provou que morreram pessoas naquela UTI, mas não provou que elas foram mortas por algum ato humano", completou.

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