Crianças e adolescentes têm tido um incentivo a mais para leitura na Unidade Básica de Saúde Dom Inácio Krause, no bairro Boqueirão, em Araucária. O local conta com o projeto Sala da Leitura, onde há duas turmas de jovens que estão frequentando o espaço uma vez por semana.
Os encontros são conduzidos por uma psicóloga e uma fonoaudióloga, são amparados por um acervo de livros e muita disposição para ajudar no desenvolvimento das crianças. Além de contribuir para desenvoltura das crianças, os encontros têm influenciado no aumento da concentração das crianças durante as atividades ali e na escola, mais facilidade na fala, melhora em relacionamento e na escrita.
Pais e filhos se entretêm nas explanações que são sobre assuntos variados, relacionando as histórias lidas com o dia a dia das crianças. “Praticamos a interação das atividades com questões de saúde, alimentação, higiene dental, educação, bons exemplos, a lista temática é bem extensa. Fazemos também atividades de acordo com as datas comemorativas e criamos até situações nossas, como o dia do super filho, que adotamos aqui”, comenta a fonoaudióloga, Regina Gabardo.
O clima propício para o entrosamento encanta as crianças que ficam ansiosas pelas histórias e pelos livros que podem pegar durante a semana, por meio de uma carteirinha para acesso ao acervo do local, denominada Biblioteca da Imaginação.
Adriano, de oito anos, escolheu desta vez o título Cachinhos de Ouro para ler. A mãe, Marely Wuiechorlowski, conta que o menino gosta muito de ir no local e já levou até amigos que estudam com ele para conhecer a iniciativa.
“Além de ser uma distração para ele, não há como não notar o desenvolvimento dele. Conheci a oficina por recomendação do pediatra pois ele tinha dificuldades na fala desde pequeno. Hoje ele é outra criança, conversa, presta atenção quando precisa e interage com outras crianças”, diz.
Já a mãe Giseline de Lima decidiu levar a filha Larissa, de nove anos, pela timidez da menina. “A professora dela sugeriu e está sendo bom. No mesmo dia que vim aqui já consegui a vaga e está sendo muito produtivo”, comenta.
Como participar
A coordenação da unidade informa que para participar das oficinas basta que haja vaga disponível. O trabalho é aberto à comunidade, ajuda na desinibição das crianças, na prevenção e minimização de alterações na oralidade e na escrita.
A unidade tem atualmente aproximadamente 300 livros em seu acervo para empréstimo e aceita doações de outros títulos. A preferência é para livros infantis, mas outros gêneros são bem vindos para serem incorporados à biblioteca. Quem quiser doar, pode se dirigir à unidade de saúde e procurar as coordenadoras do projeto, Salete ou Regina, ou conversar com a coordenadora da unidade, Cláudia Gomes Sant’Anna.