Que me perdoe Luís XV, prefiro ser pé no chão

08/11/13 às 00:00 Por Hellen Albuquerque - hellenrochadea@hotmail.com

INDUMENTÁRIA

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Reprodução/Pinterest

Que me perdoe Luís XV, prefiro ser pé no chão
Meu meio de transporte são meus pés. Não que eu não utilize outros, vivo correndo para pegar ônibus, raras vezes ganho caronas de carro ou pago corridas de taxi – sempre uma fortuna. Mas se eu puder ir a pé, irei. Morar em Curitiba pode tornar essa tarefa mais difícil, as calçadas da capital são feitas do artístico e nada prático petit-pavê, quadradinhos brancos e pretos, que segundo os criativos formam desenhos de pinhão, um dos símbolos curitibocas. Embora meus olhos apreciem; meus pés nem tanto. A situação piora se você for mulher que, por uma convenção social, deve usar sapatos de salto alto sempre que for a um evento minimamente importante ou ao bar, encontrar os amigos. Tropeços, trupicos, torções, dores, calos. Dos males que não sofri, presenciei amigas sofrendo. Mas... pra que? Os primeiros saltos altos de que se tem notícia datam de 3500 a.C., são séculos e séculos de tortura velada. A criação como conhecemos hoje, é amplamente atribuída aos franceses, o rei Luís XV teria popularizado seu uso na Europa durante o século XVII. A novidade virou moda entre os aristocratas, que usavam para marcar sua alta posição social. A sexualidade até hoje atribuída a este sapato, pode ser justificada pelo seu uso pelas prostitutas dos bordéis de Paris, que angariavam mais clientes do que as moças de pés no chão. Os simbolismos cresceram com o tempo, mulher de salto alto é elegante, segura, sexy, provocante, charmosa. E com dor. Tatiana Loureiro dedicou seu conhecimento como designer de sapatos às sapatilhas, iniciou para suprir sua própria necessidade de um sapato bonito e confortável, mas ampliou o alcance para os pés das brasileiras. “Você olha os primeiros cinco minutos para o que a pessoa está vestindo no pé, depois você olha na cara, e a mulher de sapatilha está feliz. A beleza não está no seu sapato, está na segurança que você passa. E pra mim a segurança está no conforto”, declara a designer. Assim como Tatiana, acredito que a beleza exterior é mero reflexo, de como estamos, como nos sentimos e como vemos a nós mesmos. Não é o salto alto que te faz bonita, e sim, você. Clichê dos mais propagados, mas se não fosse verdade, tão pouco seria clichê. Que me perdoe Luís XV, prefiro ter meus pés próximos ao chão, principalmente se for de petit-pavé.

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Divulgação

Moda e utilidade

O MEMI é um bracelete de prata, muito elegante, que tem outra função além da de acessório fashion: é um telefone. Desenhado especificamente para mulheres, o dispositivo se conecta ao iPhone via bluetooth e vibra quando o usuário recebe chamadas ou textos de determinados contatos pré-designados. O projeto foi lançado online com o Kickstarter, site de crowndfounding, ou seja, em que o público financia algo através de doações. O objetivo é que o bracelete esteja disponível em agosto de 2014. Para nunca mais perder uma ligação importante!

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Hellen Albuquerque


Para ler

Curitiba agora conta com um espaço dedicado aos leitores da cultura, da moda e das artes em geral. A Livraria Vertov inaugurou recentemente no centro da cidade, trazendo títulos especializados em um lugar aconchegante. Comandada pelo casal Tiago, artista plástico, e Juliana, acadêmica de moda, a Vertov também irá abrigar rodas de discussões, palestras e o bom e velho pensamento crítico – artigo sempre raro. Para se perder nas histórias bem escritas é só ir até a Rua Visconde do Rio Branco, número 835.

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Hellen Albuquerque

Sorteio!
Assim como a Livraria Vertov, o Blog Indumentária venera a leitura, principalmente quando se trata de moda. E como todo mundo (ou quase) gosta de ganhar livros de presente, estamos sorteando em conjunto um título sobre moda, para participar é só acessar nossa página no facebook e seguir as instruções: http://www.facebook.com/indumentariablog.

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por Hellen Albuquerque | hellenrochadea@hotmail.com

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