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Paris: quando ir, onde ficar, o que fazer e muito mais – Parte III

14 março, 2014 às 14:51  |  por Candice Bittencourt

Tenho a impressão que Paris é o tipo de cidade que você pode morar por anos e anos e nunca vai se entediar por falta do que fazer. Paris é um verdadeiro caldeirão cultural, respirando o tempo todo história, arte e cultura. Das três semanas que fiquei por lá seguem alguns passeios que me marcaram:

Cemitério Père- Lachaise

Para sair um pouco dos passeios convencionais, que tal uma tarde em um dos cemitérios mais célebres do mundo? Para alguns pode parecer um tanto estranho ficar caminhando por entre mortos em um ambiente fúnebre, mas acredite, a sensação de caminhar pelas ruelas do Père Lachaise é emocionante e única. Se você se deixar levar pelo clima bucólico e envolvente dos encantos da arquitetura neo-gótica, sua tarde pode se tornar inesquecível. Por lá, descansam nomes consagrados da história e da arte francesa e internacional. É um verdadeiro museu a céu aberto.

Se eu consegui te convencer, tenho um conselho: tenha um mapa em mãos se quiser ver as sepulturas dos famosos. Não é nem um pouco difícil se perder nas vias de paralelepípedos.

Entre as lápides mais visitadas está a de Edith Piaf que encantou gerações com sua voz singular. Na sua lápide coberta de flores é possível ler ” La Vie en Rose”.

Chopin, um dos maiores pianistas da história da humanidade também está enterrado no Père Lachaise.

Seguindo na área musical outra lápide famosa e sempre cheia de fãs é do Jim Morrison, o vocalista do The Doors.

túmulo da Edith Piaf

No dia da minha visita, o túmulo do Jim Morrison é onde tinham mais fãs. Tinha até um cercadinho que separava o túmulo dos visitantes, mas os fãs de Morrison não queriam saber, eles pulavam a cerca, acendiam uma vela, ligavam um som baixinho com a voz de Jim ao fundo e ficavam ao lado da lápide só curtindo o momento.

lápide do Jim Morrison

Voltando a infância, quem não lembra da fábula da lebre e da tartaruga? Pois lá você também pode visitar o túmulo de La Fontaine e bem ao lado da sua lápide está enterrado outro grande dramaturgo e considerado um dos gênios do teatro francês: Molière.

Alguns filósofos, escritores, pintores, escultores, historiadores que deixaram sua história para a posteridade e que estão enterrados no Père-Lachaise: Oscar Wilde, Honorè de Balzac, Cyrano de Bergerac, Delacroix e até o pai do espiritismo, Allan Kardec.

As torres da Catedral de Notre Dame

A catedral de Notre Dame com certeza é dos passeios mais conhecidos para se fazer em Paris. Localizada bem no coração da antiga cidade e não muito longe das margens do rio Sena, essa obra arquitetônica construída no ano de 1163 é uma das mais antigas igrejas no estilo gótico na cidade. Com suas dimensões imponentes e cheia de detalhes em cada milímetro, a visita à catedral é de encher os olhos de tanta arte e história.

fachada principal da Notre Dame

Confesso que toda essa beleza poderosa da catedral misturada com o circo que virou a praça Parvis, que fica em frente a fachada principal, deixa o clima meio “calçadão” com uma aglomeração de turistas vendo artistas de rua que fazem de tudoum pouco: colocam música da pior qualidade, cantam, pulam, dançam e passam o chapéu. Haja paciência.

interior da catedral

Para conhecer a Catedral você tem duas opções: a primeira e a mais procurada é o passeio pelo interior que é de graça, só que às vezes precisa encarar uma fila que pode ser desanimadora.

alto da torre

A outra opção é subir pela lateral esquerda da catedral por uma escadinha apertada em forma de caracol de quase 400 degraus. Pensei em fazer a visita próximo do pôr do sol e para mim foi uma das vistas mais lindas de Paris. Ficar perto dos gárgulas (o que sempre me atraiu na Catedral ) é uma experiência única. O ingresso para subir custa 8.50 euros e é sempre bom olhar as datas e horários. Nesse link AQUI você pode encontrar informações.

Paris

bem próximo dos gárgulas, com a torre Eiffel ao fundo

A livraria Shakespeare & Company 

Já que você estará do lado da catedral de Notre Dame, que tal atravessar para a margem esquerda do rio Sena e dar uma passada para conhecer uma das livrarias mais charmosas de Paris?

A Shakespeare & Company foi aberta em 1913 por uma americana chamada Sylvia Beach e na época era ponto de encontro de todos os escritores de língua inglesa em Paris.

Ernest Hemingway era um visitante regular na livraria, inclusive no seu livro “A Moveable Feast” ele retrata bem os anos 20 na cidade luz. Nessa mesma época, Beach acolhia, alimentava e dava apoio aos escritores que muitas vezes não tinham onde dormir, mas a única exigência era que eles lessem um livro por dia. A livraria é pequena, mas muito charmosa e sempre tem alguém recitando embaixo de uma linda árvore que fica do lado da Shakespeare & Company. Vale a pena uma visita.

O rio Sena e suas pontes

Essa nem eu imaginava meus caros, mas andei pesquisando e descobri que Paris tem 37 pontes sobre o rio Sena. Esteja certo, cruzar o rio Sena do “rive droite” (como os franceses chamam a margem direita) para o “rive gauche” (a margem esquerda) através de suas pontes lindíssimas é um momento para se viver muitas vezes na cidade. Não importa o horário e nem o tipo de locomoção, absolutamente tudo perto do Sena é de tirar o fôlego de tanta beleza.

As pontes mais famosas e que ficam no coração da antiga Paris são a Ponte Nova ( Pont Neuf ) que apesar do nome, é a mais antiga de todas. Construída de pedra e madeira a ponte foi inaugurado em 1606 por Henrique IV. A segunda ponte mais antiga da cidade e que faz ligação da Ilha de Saint Louis e o famoso Hotel Del Ville é a Pont Marie.

Outras pontes famosas e que valem uma vista são: Pont Alexander III, Pont des Arts, Pont Royal e Pont de La Tornelle.

Pont Alexandre III

 

Pont des Arts – onde os enamorados escrevem seus nomes no cadeado como jura de eterno amor.Diz a lenda que só dá certo se a chave for jogada no rio Sena.

Museu D’Orsay

Situado à margem esquerda do rio Sena, o museu D’ Orsay foi instalado em uma antiga e importante estação ferroviária desativada chamada Gare D’Orsay. Inaugurado em 1986, a coleção do museu retrata principalmente o período de 1848 até 1914, ou seja, um lar de profusão de artistas realistas/naturalistas, pré-impressionistas, impressionistas, expressionistas e art-nouveau como Van Gogh, Manet, Monet, Delacroix, Toulouse-Lautrec, Renoir, entre tantos outros.

No terceiro andar do museu tem um café e uma grande varanda com vista para o rio Sena. Desfrutar de uma tarde sem pressa no museu D’Orsay é um bom alimento para a alma.

 

No próximo post: venha conhecer um pouco da Grécia! Atenas e as ilhas de Santorini e Milos.

 

Paris: quando ir, onde ficar, o que fazer e muito mais – Parte II

16 janeiro, 2014 às 20:15  |  por Candice Bittencourt

Como se locomover em Paris – metrô (em qualquer época do ano)

Paris é uma cidade fácil de se locomover graças a seu metrô, considerado um dos melhores e mais movimentados do mundo e que atende quase toda a cidade. Imagine, 214 quilômetros divididos em 16 linhas (numeradas de 1 a 14 com duas pequenas linhas 3bis e 7bis), com 62 conexões entre as linhas e 303 estações espalhadas pela cidade.

Além de ser rápido e barato, é o meio de transporte que te leva de um ponto a outro do mapa sem grandes dificuldades. Só precisa prestar atenção porque algumas vezes é necessário fazer conexões nas estações, ou seja mudar de uma linha para outra para se chegar ao destino desejado.

O que facilita bastante é que as linhas do metrô têm cores, o que nos ajuda muito na hora de se localizar. Eu lembro que ir para a minha casa temporária em Paris, eu precisava sempre chegar até a linha 11, a marrom.

E não se assuste se você se sentir uma sardinha enlatada na hora do rush, afinal são cerca de 5 milhões de pessoas diariamente utilizando o meio de transporte número 1 na cidade luz. Vamos ao mapa:

A primeira linha ( linha 1) do metrô de Paris foi inaugurada em 1900 e a última, linha 14 foi construída no final de 1990 e é toda automatizada.

Dicas de qual bilhete comprar

Se você for explorar apenas o grande centro de Paris compre os bilhetes de zona  1-2. Todos os passeios que estiverem fora da zona 1-2 como por exemplo, o castelo de Versalhes que fica na zona 4, ou o parque da Disneyland que fica na zona 5 ou mesmo os aeroportos Charles de Gaulle, na zona 5 e o Orly, na zona 3 , já tem um acréscimo no valor do bilhete. 

Eu comprei a zona1-2 por uma semana e quando queria ir além como o La Defense, por exemplo, comprava o bilhete individual. Repare no mapa as zonas como são divididas:

Quais são as opções para comprar tickets para a zona 1-2?

- comprar individualmente por 1.70 euros cada vez que for usar ou escolher a opção do pacote com 10 bilhetes (conhecido por carnet voyage) por 13.30 euros. O ticket t+  não tem data de validade e também pode ser usado no ônibus, nos bondes, no funicular de Montmartre e nos trens RER da zona 1.

- outra opção é comprar o passe metro Navigo por uso ilimitado por uma semana, um mês ou um ano.

 Para comprar você precisa pedir para um atendente no guichê do metrô um passe Navigo. Primeiro eles vão te perguntar para qual zona você quer  e depois por quanto tempo.

Importante saber que a validade do passe semanal começa sempre na segunda-feira e termina no domingo. Ou seja, se você chegar na quinta em Paris, vale mais a pena comprar o pacote de 10 bilhetes, a não ser que você vá fazer bem mais de 10 viagens entre quinta a domingo.

Quando comprei escolhi a zona1-2 por uma semana. O preço do passe semanal custa 19,80 €, além dos 5 € para comprar o cartão magnético Navigo. Ou seja, quase 25 euros por uma semana (de segunda a domingo) ou seja, 3,57 € por dia com direito a fazer viagens ilimitadas. Vale a pena né?

 

Como se locomover em Paris – Vélib bike  (para dias de calor ou meia estação) 

Vélib é uma empresa que no verão de 2007 inventou um novo jeito de se locomover por Paris de uma forma barata, rápida, inteligente e bem charmosa: eles espalharam estações de bicicletas por toda a cidade com a idéia de apanhá-la em uma estação (por exemplo na frente da catedral de Notre Dame) e devolvê-la em outra (por exemplo próximo da Torre Eiffel) em no máximo 30 minutos ( tempo máximo em que ela é gratuíta ) para que a rotatividade seja grande e para que todos possam usar.

Hoje em dia, esse sistema de bicicleta de auto-atendimento (disponível 24 horas por dia, durante o ano todo) oferece mais de 20 mil Vélibs com mais de 1.400 estações por toda a cidade.

E nós que somos turistas podemos usufruir desses serviço? sim e é bem fácil e confiável.

Siga os passos que aprendi com meus amigos parisienses:

1 – Vá até a estação mais próxima de você. É muito fácil de encontrar Vélibs pelas ruas de Paris.

2 – Para acessar o serviço, ou seja para retirar uma bike da estação, você precisa ir até o terminal computadorizado, que é tipo um tótem que tem junto com as bikes, mas, antes de passar o cartão de crédito escolha que bike você vai pegar na estação e já anote o número dela.

3 – Para escolher uma boa bike observe primeiro se os pneus estão em boas condições e se as correntes se estão correndo bem ( é só dar uma girada no pedal).  Sempre que você for pegar uma bike, observe se o botão verde está ligado. Se tiver vermelho, não mexa com ela. Ela está indisponível por alguma razão.

Tenha uma dica: toda vez que vc vê as bikes com o assento virado ao contrário é sinal que ela está com algum problema. Os franceses já fazem isso para ajudar um ao outro na hora de escolher uma boa bike.

Quando você encontrar um banco virado assim é porque a bike está com algum defeito. Escolha outra.

4 – Volte para o tótem e agora você verá uma tela e um display com botões. Primeiro, escolha o idioma mais apropriado para se entender com a máquina. Os opções são: inglês, francês, espanhol, alemão e italiano. Agora é só seguir as instruções.

5 – Você vai precisar digitar o número da sua bike escolhida e logo depois passar o seu cartão de crédito no momento solicitado. Eles também pedirão uma autorização para um depósito de segurança caso aconteça alguma com a sua bike, tipo roubo, furto. Depois eles devolvem esse valor, não se preocupe.

6 – Assim que o seu cartão for aceito pela máquina, um ticket será impresso e você só precisa ir até a sua bike, passar o ticket sobre o leitor do lado da bicicleta e ela automaticamente será liberada, fazendo um barulhinho. Aí é só tirá-la do encaixe e pronto, você está pronto para a diversão!

Se você quiser, também dá para alugar a Vélib através da internet. 

Veja como funciona:

1 – vá até o site deles e você verá na primeira página 3 opções do lado esquerdo: sign up now / buy a 1-day ticket por 1.70 Euros / buy a 7 days tickets por 8 Euros. Não clique no signup now e sim na compra para um dia ou para uma semana de acordo com a sua permanência na cidade.

2 – Depois de você escolher entre 1 dia ou 7 dias, eles vão pedir para digitar duas vezes seu email e depois uma senha de 4 dígitos ( PIN ) também duas vezes. Daí você precisa colocar que dia você quer começar a validar sua corrida de bike, Pode ser no mesmo dia ou no dia seguinte…ou o dia que for!

3 – na próxima página vem a confirmação e o pedido dos dados do seu cartão de crédito. Eles farão um depósito de segurança de 150 euros e que depois que terminar o contrato eles liberam de volta esse crédito para você. Eles não cobram esse 150 euros, eles só deixam “pendurado” no seu cartão, da mesma maneira quando você faz check in num hotel.

4 – depois do pagamento você receberá seu número de contrato, ou sua ID number (acredito que são uns 8 a nove números juntos) que você precisa marcar e guardar com você por onde você andar, porque vc precisará toda a vez que for retirar uma bike da estação.

5 – Nos tótens, na hora de retirar a bike, é muito fácil: é só seguir as instruções da máquina: digitando seu ID number, depois sua senha de 4 dígitos (aquela digitada no computador) e o número da bike que você quer destrancar na estação e pronto!

Uma dica muito importante: quando você for devolver sua bike, tenha certeza que ela ficou travada na estação: como? toda vez que ela fizer um CLIC e aparecer uma luz verde, está tudo certo! 

Se aparecer uma luz vermelha ( o que é raríssimo) você vai precisar voltar ao tótem, munidos com o numero da sua ID, o nome da estação e pedir para falar com uma das atendentes ( eles tem atendimento pelo tóten também e falam inglês, uh la la) para reportar que sua bike está com a luz vermelha. 

O resto eles resolvem por você. Já aconteceu comigo uma vez e é tranquilo e tudo se resolve rapidamente, mas é preciso ser feito, porque quando você devolve a bike e aparece a luz vermelha significa que a máquina não registrou que sua bike não foi devolvida e isso pode te trazer problema.

Como funciona os preços para andar de Vélib:

Se você tiver a manha e quiser pagar uma mixaria para conhecer Paris você vai precisar de um cronômetro ou ficar ligado no relógio.

Como funciona: a cada primeira meia-hora o serviço é gratuito, ou seja, se você pega numa estação, roda 25 minutos, devolve na estação mais próxima, espera 2 minutos ( por que é uma regra) pega outra bike na mesma estação que você devolveu sua última bike e roda por mais 25 minutos e vai indo nesse ritmo, você não pagará mais de 1.70 ao dia ou 8 euros a semana patra conhecer Paris de Vélib.

Se você passar a meia hora os preços vão subindo como um foguete:

A próxima meia hora com a mesma bike custará 1 Euro.

A segunda próxima meia hora com a mesma bike, mais 2 Euros.

A terceira próxima meia hora com a mesma bike, mais 4 Euros.

Qualquer adicional meia hora com a mesma bike custará 4 Euros.

Calculando: se você pegar um bike meio-dia e devolver às 4 da tarde por exemplo, a brincadeira custará  23 Euros! Ou seja, não dá chamar a Vélib de “sua” por muito tempo, a brincadeira aqui é comunitária.

O segredo é andar um pouquinho, no máximo por uma horinha, e já troca por outra, compris?

Boa sorte com sua experiência com a Vélib!

 

eu e a  Lu rodando Paris de Velib

 

No próximo e último post : venha descobrir alguns encantos e segredinhos da cidade! Voilá

Mais dicas sobre Paris? Segue alguns links abaixo:

Paris: quando ir, onde ficar, o que fazer e muito mais – Parte I

Paris: quando ir, onde ficar, o que fazer e muito mais – Parte III

Cingapura – A Ásia para iniciantes

14 março, 2013 às 16:58  |  por Candice Bittencourt

Se você nunca esteve na Ásia e não tem idéia por onde começar, Cingapura pode ser uma bela porta de entrada para ir aos poucos se acostumando com tudo de novo que vem pela frente no lado oriental do mundo. Para ser bem sincera, Cingapura já não é assim tão oriental…

 

Localizada no sudeste asiático esse pequeno país insular com apenas 710 km quadrados (só para ter uma medida de comparação, Curitiba tem 435 km quadrados e o Rio de Janeiro 1.180 km quadrados) Cingapura já foi parte da Malásia e depois de muitas batalhas com japoneses e britânicos na época da segunda guerra tornou-se independente em 1965 é hoje é o país mais rico da Ásia e o terceiro mais rico do mundo segundo pesquisa de 2012 da revista Forbes.

E toda essa riqueza investida no país você vê nas ruas, nos seus edifícios imponentes, na sua arquitetura ultra moderna e faz Cingapura colecionadora de vários títulos de grandeza como por exemplo: a maior roda gigante do mundo, a maior piscina infinita do mundo, o melhor aeroporto do mundo, entre outros que vou contar aqui.

Cingapura é um país formado 70% por chineses, 13% por malaios (onde a maioria esmagadora é muçulmana), 10 % de indianos e o restante por Eurasians (europeus casados com asiáticos).

Por aí já dá pra imaginar a torre de babel cultural, religiosa e étnica que borbulha na cidade.

Pelas ruas você encontra desde templos budistas (a religião mais praticada no país) até mesquitas pelo bairro árabe.

A culinária é riquíssima e os bairros como o Little India e Chinatown valem uma visita pela autenticidade. Se você está planejando sua trip para Cingapura eu tenho dicas e quero contar umas curiosidades e impressões bem frescas de uma semana de experiência (fevereiro/2012) pelo país.

Vamos aos clássicos:

 

Cingapura - Quando ir e quanto tempo ficar

 

Cingapura – como chegar no melhor aeroporto do mundo

 

Cingapura – onde ficar, como se locomover e suas leis bizarras

 

Cingapura - pela banalização do superlativo

 

 

Fotos – Daniel Bittencourt

 

A força do Rockabilly curitibano atravessando fronteiras

11 março, 2013 às 05:53  |  por Candice Bittencourt

Você pode até convencer alguém que Curitiba tem potencial para fazer festa de carnaval daqueles trabalhados na lantejoula e no boá e que brincar na avenida ou nos blocos animados do Largo da Ordem seja um direito do cidadão. Sem preconceitos, se a ordem é brincar que seja feita a sua fantasia.

Agora experimente dar uma “googada” usando as palavras “Carnaval Curitiba” e veja o resultado. Perceba que a óbvia turma sobe e desce dos dedos indicadores animados não está sozinha. Vá mais além. Tente explicar para um gringo que carnaval é esse que acontece em Curitiba.

Ele provavelmente vai te perguntar: “Parece que tem algo errado porque essa turma usa quase os mesmos instrumentos para fazer um rock n’ roll. E as meninas gostam de vestidos rodados e os meninos usam cabelo pompadour. Parece que eu já vi essa imagem antes”. – Sim, seu gringo, essa imagem e esse som vem lá na época que seu avô dançava “Rock Around the Clock”.

E Curitiba gosta disso, tem raízes fortes no Rockabilly e um notável reconhecimento internacional que avança muito além do perímetro curitibano atingindo terras longínquas. E o bom exemplo dessa notoriedade mundial é que vira e mexe a cidade está encabeçando os lineups de grandes festivais de Rockabilly pelo mundo.

E esse ano a apimentada banda curitibana Annie & The Malagueta Boys estará representando o Brasil e dividindo o palco com nada menos que o “Tutti Frutti” Little Richard, o rei do surf music, Dick Dale, e os novaiorquinos do Cleftones, no maior festival de Rockabilly do mundo, no Viva Las Vegas Rockabilly Weekend que acontece de 28 a 31 de março em Las Vegas.

E sei que vocês vão concordar: já estava bom demais só de ver essas lendas vivas em ação, afinal, Little Richard está com 80 anos e Dick Tale com 75 anos, mas o festival quer mesmo é provocar uma overdose de prazer para os mais de 20 mil amantes do gênero que por ali se divertem.

O festival que acontece no grande hotel casino The Orleans (que fica fora do eixo turístico onde 99% dos turistas se instalam) está na sua 16 edicão, é audacioso e faz você ter a sensação que um teletransporte te levou para os anos 50.

Com quatro dias de festival, as atrações são das mais variadas: shows de burlesque, reunião de carros antigos com os Hot Rods mais irados do mundo pra causar inveja a qualquer museu do automóvel, estandes de tatuagens, competição da pin up mais original da festa, dezenas de bandas tocando o dia todo pelas piscinas e palcos espalhados pelo evento e muito mais que vou descobrir por lá e contar depois aqui no blog.

E conta na boca pequena que eu vou poder praticar meu curitibanês por lá já que uma turma 35 amigos esperam ansiosos e preparadíssimos para festival desde o ano passado. A raiz é forte mesmo.

Sobre Annie & The Malaguetas Boys

Formada em 2009, o quinteto Malaguetas é apimentado pela poderosa vocal pin up Annie Lee, junto com os violões e guitarras de Rick Pacheco e o sax tenor de Victor Rodder. A cozinha fica por conta do baixo acústico de Jonny Mormelo e as baquetas de Jeffo Moreira. O clima é total pré-rockabilly dos anos 40 misturada com uma brasilidade à flor da pele. Abaixo no vídeo, a divertida “Up &Down” que brinca com aquele clichêzão da imagem do Brasil aos olhos dos “gringos”.

 

A importância do Psychobilly na cena curitibana

Não tem como falar do movimento Rockabilly em Curitiba sem citar o força do movimento Psychobilly  na cidade quando a banda dos anos 90  Os Catalépticos criou em 2000 a primeira edicão do Psycho Carnival.

O festival começou pequeno com o objetivo de reunir bandas que misturavam o rockabilly com o punk rock, sempre brincando com referências do que é tabu na sociedade (horror, sangue, ficção científica, sexo).

Hoje, Psycho Carnival está na sua 14 edição e é o maior festival de Psychobilly  do Brasil, reconhecido no exterior e que sempre tem nos headlines bandas lendárias como The Caravans e o Demented Are Go. Além das dezenas de bandas, um bazar e uma “zombie walk”  já fazem parte da confraternização que dura seis dias e está cada vez mais popular na cidade.

Na verdade, o Psycho Carnival acabou virando um grande intercâmbio musical e que faz Curitiba ser reconhecida como o maior reduto Rockabilly e do Psychobilly no Brasil.

Para você que não sabia e nunca imaginou que tivesse um movimento desse na capital, fica a dica para o carnaval de 2014.

 

 

 

 

 

 

Planejando sua viagem para esquiar na Califórnia

25 fevereiro, 2013 às 07:44  |  por Candice Bittencourt

Se você ama esquiar na neve mas que já está cansado de sempre ir para as mesmas estações de esqui, na Agentina ou no Chile ou se você é tão  fissurado pelo esporte que não se contenta em esquiar só uma vez por ano, esse texto vai te fazer sonhar com novas possibilidades!

Pensando nos apaixonados pelo esporte que resolvi preparar um guia de Tahoe, um dos melhores picos de estações de esqui nos Estados Unidos localizado no norte da Califórnia.

Nesse guia com cinco matérias, você vai encontrar um pouco da história do lugar, a partir de que época é bom planejar sua trip pra Tahoe, como chegaronde ficaropções de restaurantesas melhores estações que existem em volta do lago, alternativas de hospedagem bem bacanas e as melhores lojas de aluguéis de equipamento de neve.

Como vocês devem saber, enquanto o verão no Brasil bomba (hemisfério sul) com temperaturas acima dos 30 graus, nos Estados Unidos (hemisfério norte)  entre dezembro e fevereiro quase tudo fica branquinho com temperaturas abaixo de zero e neve caindo por várias semanas durante o mesmo período.

O que tem para fazer além de ficar dentro de casa tomando vinho, vendo a lareira queimar uns pedacinhos de madeira ou mesmo se deliciar na jacuzzi quente para relaxar e se esquentar?

Que tal esquiar!?

Lençóis Maranhenses – aventura por uma imensidão de paz

3 dezembro, 2012 às 03:57  |  por Candice Bittencourt

Sabe aquele lugar que você tem um sonho em conhecer e até já usou a tal imagem do paraíso como tela de descanso do computador?

A beleza natural dos Lençóis Maranhenses há tempos rondava meu pensamento…só de imaginar aquela imensidão de terra (tamanho de São Paulo em área territorial) cheia de dunas branquinhas entremeadas por infinitas lagoas azuis naturais me fazia sonhar um dia estar a dois passos do paraíso.

Como moro fora há cinco anos e estava de passeio pelo Brasil e programando uma viagem fora do eixo Curitiba – Rio de janeiro, combinamos eu e minha tia de conhecer um lugar inédito para ambas.

Eis que recebo sua ligação com a grata surpresa: passagem Rio – São Luis por R$ 169 cada perna pela Gol em plena estação seca (julho a dezembro – quando as chuvas cessam) e a mais recomendável para conhecer o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

Hora de tirar a mala do armário e começar umas das partes que mais gosto na viagem: pesquisar sobre o local a ser visitado! E aí vai desde a cultura local, culinária, os diversos povoados, artesanato da região, os passeios e por aí vai…e nessa busca eis que me deparo com uma surpresa: o Maranhão é quase uma incógnita “interneticamente” falando: bem precário o acesso às informações sobre o turismo local e os sites dos hotéis ainda na época da manivela, no esquema “manda um email” para ver se tem vaga. As fotos parecem que nunca foram atualizadas e aí é melhor dançar conforme a música e entrar  no clima do “deixa rolar” (o que não é nada mal).

Escolhemos o seguinte itinerário:

  • São Luis – 1 noite
  • Santo Amaro – 2 noites
  • Barreirinhas/Atins – 2 noites
  • São Luis – 1 noite

Decolamos do Santos Dumond no dia 28 de junho pela manhã com apenas uma noite de reserva no hotel Portas da Amazônia que fica no meio do centro histórico de São Luis. O vôo fez uma escala em Brasilia e no início da tarde já estavámos aterrizando no aeroporto que está passando por obras de infraestrutura e o que se vê é uma grande bagunça.

De lá seguimos em uma corrida de 25 minutos de táxi (35 reais) até o hotel Portas da Amazônia para fazer o check in.

Primeira dica de ouro: (e espero que dure bastante): se abrace no Henrique, o concierge do hotel. Além do sorriso fácil no rosto, ele pode e muito te ajudar nas dicas valiosas sobre o Maranhão.

Sobre o hotel o que posso dizer é que é bem bonito, estilão rústico, com aquelas portas e janelas enormes e quase tudo de bom gosto. Com uma localização fantástica (bem no meio do centro histórico) o hotel surgiu da restauração de uma casa colonial de 1839. Eu super recomendo para começar sua aventura pelos Lencóis.

O café da manhã é bem servido, com vários tipos de suco de fruta da região, além de pão, queijo caseiro, café, geléias e etc. A cama é confortável e o banheiro funciona bem, apesar de feio, que também não é nada grave. O preço da diária foi R$ 200.

Como tínhamos apenas uma noite em São Luis, resolvemos pegar um taxista para fazer um city tour pela capital com uma parada no famoso restaurante Chapeú de Palha (pasmen,não tem site) que fica na orla da praia, na Ponta do Farol.

A comida é maravilhosa: carne de sol, baião de dois, macaxeira, manteiga de garrafa. Uma comida saborosa porém pesada.

Durante o percurso, conversando com o taxista, muito simpático por sinal, como quase todo o povo maranhense, descobrimos que mais de 90% das praias de São Luis são impróprias para banho porque o sistema de esgoto lá aplicado não dá conta do problema.

Claro que o assunto “política” veio à tona e conversando com o povo nas esquinas, nos bares e restaurantes você vai descobrindo os podres do mais grosseiro coronelismo da política brasileira.Eu não quero me estender a falar da barbaridade que é ver, ouvir e ler sobre a política que se faz no Maranhão, mas é triste meus amigos, triste mesmo de ver o grande percentual do povo maranhense na extrema pobreza, uma realidade que incomoda até o turista mais alienado.

O povo sem ter o direito nem a um banho de mar, que vem da natureza, imagine o resto…mas seguimos porque esse não é o objetivo do post.

Depois do farto jantar regado à suco de maracujá, cervejinha e sabores que só a comida nordestina tem, voltamos para o hotel caminhando boa parte do trajeto pela orla de São Luis.

Como chegamos um dia antes da comemoração de São João, festejada no dia 29 de junho em grande estilo pelo povo maranhense, a cidade estava num fervo só.

E esse fervor todo vinha de um aguardente artesanal feito de mandioca, bem forte e cor violeta chamado Tiquira, com teor álcoolico quase nos 50% girando na veia do cidadão.

Eu preciso abrir um parênteses aqui: como moro há pelo menos 5 anos em uma cidade que se você estiver muito bêbado na rua a polícia te leva pra dormir no xilindró, foi um tanto chocante ver a quantidade de pessoas caindo de bêbadas nas ruas. Uma tristeza na minha modesta opinião e viva São João que perdoa todos os pecados.

Como estávamos hospedadas no meio do centro histórico, adivinha o que tínhamos de presente?

Em frente ao nosso hotel um palco instalado cheio de atrações musicais e grupos folclóricos fez a festa do povo até às 3 da manhã. Claro que fomos dar uma banda na rua (nunca vi uma festa junina tão original) além de ver e ouvir o som do Maranhão. Esqueça o reggae. Eu não escutei nem uma nota parecida por lá.

O instrumento principal das festas juninas no Maranhão é a matraca que são dois paus que eles ficam batendo e fazendo ritmo. Vai misturando isso com a Tiquira e depois me conta o que você achou…

 

Dia seguinte – rumo a Santo Amaro, o lado mais aventureiro dos Lençóis Maranhenses

Depois de um café da manhã delicioso, seguimos em uma van que contratamos no dia anterior com indicação do Henrique para nos levar até Santo Amaro (28 reais por pessoa) que é a parte menos turística dos Lençóis Maranhenses. No caminho, fomos buscando outros turistas e conhecendo ainda mais São Luis e posso te dizer que é uma cidade que está abandonada e mal cuidada. Praticamente quase todo o centro histórico precisa ser restaurado e são poucos os casarões que já estão recebendo um carinho…

O Manuel, responsável pela empresa que fez esse trajeto também faz transfer para o aeroporto e seu telefone é o (98) 8114 – 1801 ou 8825-0425. Depois da van lotada seguimos por uma boa estrada de asfalto quase 200 km até chegar em Sangue, uma micro cidade que na verdade é conhecida porque é a partir dalí que saem o comboio de pick ups tração 4×4 por uma estrada de areia de 38 quilômetros até chegar em Santo Amaro.

rodoviária de Sangue, de onde saem as pick ups 4×4

Esse trecho leva em média 2 horas de viagem, mas a sensação é que nunca mais vai chegar…principalmente porque viajamos de noite e não deu pra curtir o visual que só descobrimos na volta que até que é bonito!

 

E quem disse que é fácil chegar ao paraíso?

Uma dica: não se esqueça quando for contratar a van pra te levar de São Luis até Sangue, pedir também o trajeto de Sangue até Santo Amaro. Normalmente eles já oferecem o segundo trajeto da viagem mas não custa nada ficar atento. Nem sempre as toyotas estão disponíveis em Sangue para te levar até Santo Amaro. Precisa combinar o horário certinho…

Se você fizer as contas é quase metade de um dia para chegar até Santo Amaro: a primeira parte do percusso de São Luis até Sangue – 200 km ( 3 horas de viagem) e depois a segunda parte do percurso de Sangue até Santo Amaro – 40 km ( 2 horas de viagem).

Nós chegamos à noite em Santo Amaro e nos hospedamos no Ciamat Camp que na verdade é uma grande área verde com árvores frutíferas de frente para um lindo rio, com poucos chalés espalhados dando privacidade total para os hóspedes.

Pra quem gosta de rede para ler um livro, tem várias amarradinhas nas árvores de Santo Amaro.

Os chalés são todos de madeira e muito charmosos.

A localização do Ciamat é incrível porque fica na parte silenciosa de Santo Amaro, ou seja do outro lado do rio longe da bagunça da turma trabalhada na tiquira. Se você procura por descanso e quer contato com a natureza para ouvir o cantar dos pássaros, aqui é o lugar.

Nem pense duas vezes. Além do quê a Fulvia, dona desse pedaço de terra é super atenciosa e faz você se sentir como se estivesse na sua casa. Uma grata experiência. O contato do Ciamat (98) 9604-5824.

Na manhã seguinte, acordamos, tomamos um belo café da manhã e uma pick up ( indicação da Fulvia) com dois nativos veio nos buscar para o passeio até uma parte dos Lençóis que vou contar no próximo post!

Até mais!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De Cusco a Machu Picchu – uma viagem ao passado da América – Parte III

27 novembro, 2012 às 13:00  |  por Candice Bittencourt

Acordei bem cedo e já fui na sacada ver se a chuva da noite anterior estava na ativa e por sorte ela tinha dado uma trégua. Machu Picchu na chuva pode até ser interessante, mas não é o que você espera para um primeiro encontro.

Depois de um café da manhã caprichado do hotel seguimos até a pracinha central (que fica ao lado do nosso hotel) e logo na próxima esquina já se via um movimento expressivo de turistas. A partir dalí, você tem duas opções para chegar até Machu Picchu:

  •  seguir a pé os seis quilômetros até o topo da montanha (leva em média 2 horas de caminhada praticamente íngreme).
  • Usar um micro ônibus (viagem de 25 minutos por uma estradinha de chão bem sinuosa) que te deixa na portão de entrada da velha montanha. O comboio parte da estação de Águas Calientes de 20 em 20 minutos e o ticket (ida e volta) sai por nove dólares.

 Se você quer ser o primeiro a chegar a Machu Picchu se prepare para chegar cedo na estação porque o primeiro ônibus parte as 5:10 da manhã e o último volta de Machu Picchu às 5:30 da tarde.



Como não estávamos no espírito “caminhada” e tínhamos pouco tempo, seguimos no micro ônibus das 9:30 e próximo das 10 da manhã já estávamos na entrada de Machu Picchu.

Ainda dentro do ônibus já se vê um movimento grande de turistas e ao lado da entrada um grandioso hotel chamado Machu Picchu Sanctuary Lodgecom diárias a partir de 925 dólares. Só Mike Jagger e seus amigos para se hospedarem em um hotel desse nível! Conta-se na boca pequena que quando o rock star esteve ano passado visitando o Machu Picchu uma chuva torrencial não o deixou apreciar o local.

Ingressos nas mãos, uma fila pequena, passamos por uma catraca, depois uma revista e já estavámos dentro da cidade.

Dica: bem na entrada do parque tem um pessoal oferecendo para carimbar seu passaporte com os 100 anos de comemoração. Não se esqueça de pedir um mapa gratuito da cidade também.


Daqui pra frente o que eu falar aqui, seja lá o adjetivo que for, não será o suficiente para traduzir a emoção que é sentir aquela grandiosidade da natureza bem na sua cara, cada pedra, cada canto, toda a energia girando bem viva naquelas velhas montanhas gigantescas.


É algo realmente emocionante e único.

E se você tem dúvida se vale a pena mesmo conhecer o Machu Picchu, tenha a certeza que a hora que você der de cara com essa paisagem ao vivo, vai perceber que não é a toa que é uma das maravilhas do mundo moderno.  Eu fiquei realmente emocionada, de imaginar o povo Inca vivendo bem lá no alto dessa montanha tão bonita. É algo que toma conta de você, maior que a sua própria respiração, algo dificil de explicar em palavras…algo como se fosse um sonho.



Dicas, dicas!

  • Leve água porque o passeio é longo e o sol é de rachar mesmo.
  • Filtro solar é imprescindível!
  •  Quando eu voltar pela segunda vez quero fazer um pic nic (é permitido) no meio daquelas pedras incas tão lindas! Só (pela amor) deixe tudo limpinho na hora de ir embora.
  • Vista-se em camadas: fica mais fácil pra se adequar ao clima na montanha que muda rapidinho.
  • Aprecie, aprecie. Sente-se na grama e fique ali por horas admirando esse presente.
  • Se você gosta de fotografar, não esqueça de carregar uma bateria extra e se prepare porque os ângulos, cores e dimensões são de tirar o fôlego.

Mas não tem nada de ruim no Machu Picchu?

Tem sim senhor e sabe o quê é? o seu semelhante!

Como o Machu Picchu se transforma diariamente em uma enorme torre de babel com gente do mundo inteiro falando diferentes línguas e se comportando tal qual a educação que lhe foi ensinada, pode-se esperar de tudo e às vezes amigos, pode ser triste.

 Durante as quase cinco horas de passeio pelo parque arqueológico, eu assisti uma cena por lá que foi ultrajante. Uma mulher e uma amiga vestidas como se estivessem indo pra “night” sentaram por uma meia hora lá no topo da montanha e em posse de um celular ligavam muito animadas para vários amigos contando onde estavam e tal. O que aconteceu é que a voz gritada e as gargalhadas dessas mulheres ecoavam forte e incomodaram muitas pessoas que estavam tentando apreciar o local em paz.

 Lidar com esse tipo de falta de educação requer muita paciência. Só mesmo um monge para abstrair com esses tipo de situação. Nessas horas você respira e lembra de Sartre com sua famosa: “O inferno são os outros”.

Agora entendo porque algumas pessoas buscam como prioridade nessa viagem alternativas de chegar bem cedinho ao local sem multidão por perto…Para ir com calma, apreciando cada pedacinho da cidade e fotografando você deve levar entre quatro a cinco horas de passeio. Por isso que uma barrinha de cereal, uma maçâ e uma garrafa de água são salvadoras nesse momento.

Macho Picchu é um lindo presente, por isso aproveite cada momento quando estiver por lá. E ainda dá pra brincar com as alpacas e lhamas da região! A volta para Águas Calientes foi bem tranquila e aproveitamos para almoçar em um dos restaurantes mais bem comentados da cidade chamado Indio Feliz e que fica bem pertinho da praça principal. O local é uma atração à parte: decoração bem criativa, com cartões postais ou de visita pelas paredes de vários turistas que passam por ali. A comida é divina e o atendimento impecável. Uma experiência de restaurante!

 

Logo depois do almoço, pegamos o nosso trem de volta para Cusco que saiu às 16:45 da estação. Dormi como uma pedra de tanto cansaço no trajeto que levou quase três horas até Ollantaytambo. De lá tivemos que seguir em um ônibus até Cusco (cortesia da Peruail) porque não rolou ir de trem: tinha um trecho interditado por causa das fortes chuvas na região.Chegamos muito cansados e com fome. Seguimos a dica esperta do nosso amigo e tio Paulo e fomos comer em um restaurante delicioso e charmoso chamado Cicciolina bem pertinho da Plaza Del Armas. Recomendo total.

No dia seguinte, acordamos cedo e fomos direto para o aeroporto pegar nosso vôo para Lima. Sobre Lima prefiro não me atrever a escrever porque passei apenas 24 horas na capital peruana. A única dica que tenho para oferecer é um restaurante maravilhoso chamado Mango’s que fica na beira mar com uma vista lindíssima do Pacifico no fim de tarde. Ali comemos um ceviche, prato típico da cidade e tomamos nossa última Chicha Morada e um suco de maracujá dos deuses!



No dia seguinte cedinho já estávamos voltando para casa…

Se você procura um ótimo guia turístico no Perú, entre em contato com o Raul Pacheco: (51 01) 984686414 ou 984322941.

Viva Perú


De Cusco a Machu Picchu – uma viagem ao passado da América – Parte II

15 novembro, 2012 às 00:01  |  por Candice Bittencourt

Hoje é dia de dormir no pé de Machu Picchu…veio meu primeiro pensamento quando abri os olhos pela manhã. E lá vamos nós para a aventura mais esperada da viagem. Antes do café reforçado, separamos duas mudas de roupa, câmera fotográfica, protetor solar, óculos de sol, um casaco de chuva (a previsão avisava que ia chover) e socamos na mochila. A outra mala deixamos no guarda volume do hotel e com um quarto já reservadopara última noite em Cusco.

Depois de pesquisar pela internet e ler alguns relatos de viajantes, escolhemos dormir em Águas Calientes para poder subir bem cedinho para Machu Picchu no dia seguinte, 20 de janeiro de 2012, uma sexta-feira.

 Para ir para Machu Picchu pela Perurail existem algumas opções.

Para entender melhor, segue abaixo o mapa do trajeto de trem e suas estações.

Primeira opção: fazer um bate volta de trem (sem pernoite em Águas Calientes) – Precisa reservar o trem que sai bem cedinho de Cusco ( na verdade, a estação fica em Poroy, 30 minutos de carro de Cusco) e o último trem do dia que normalmente retorna perto das quatro da tarde. Dica: seja rápido para adquirir seu ticket se você decidir por essa opção porque é a mais popular, mais em conta e o que lota mais rápido. A viagem dura 4 horas.

Segunda opção: fazer Cusco ida e volta com pernoite em Águas Calientes. Nessa opção você só precisa decidir que dia você irá até Machu Picchu (no mesmo dia da subida do trem ou no dia seguinte bem cedinho). Não esqueça de reservar hotel em Águas Calientes!

Terceira opção: Partir da estação Ollantaytambo e depois voltar por Cusco. Escolhemos esse trajeto por dois motivos: como tínhamos pouco tempo e queríamos explorar um pouco mais o lindíssimo Valle Sagrado, escolhemos dar mais uma banda pela região e no final da tarde (já de noite mesmo) subir de trem até Águas Calientes. Outro bom motivo é que por Ollantaytambo a viagem reduz para duas horas e meia (contra 4 horas via Cusco).

Existem outras opções para se chegar à Velha Montanha, como por exemplo fazer a trilha Inca mas precisa pesquisar mais sobre esse trajeto que desconheço. O que posso adiantar é que dura entre 3 a 4 dias de caminhada.

Nosso dia começou cedo, em busca de um novo taxista para nos levar de novo para o Valle Sagrado: dessa vez escolhemos conhecer Pisac, Uruabamba e por último, antes de embarcar para Águas Calientes, apreciar as ruínas de Ollantaytambo.

Por 100 soles (38 dólares) conseguimos fazer o passeio (que durou 6 horas) mas que faltou tempo pra ver tudo. A estrada que liga Cusco a Pisac é lindíssima e digna de parar o carro para fotografar algumas vezes durante o trajeto. As montanhas gigantes recortando todo o céu é um espetáculo da natureza.

 Pisac é uma das cidades mais importantes do Valle Sagrado por preservar belos resquícios da cultura Inca . Esse vale banhado pelo rio Urubamba, a 35 quilômetros de Cusco é o fino do interior, aquele bem puro, intocável  mesmo.  


Lá você ouve as pessoas conversando em Quechua na rua e pode passear pela famosa feira de artesanato local que fica na praça central da cidade. Nessa feirinha você pode experimentar o milho cozido maravilhoso das nativas, comer uma empanada bem quentinha recém tirada do forno a lenha ou mesmo ver o artesão trabalhando em um tear. Minha dica: deixe para comprar artesanato por aqui. Além de ser mais bonito e barato comparado com Cusco, você ainda ajuda a comunidade local.




De Pisac seguimos pelo vale contornando o rio Urubamba até chegar na cidade que leva o mesmo nome do rio e que fica no coração do Valle Sagrado dos Incas. Urubamba é conhecido por abrigar sítios arqueológicos da época pré-hispânica e por ser um dos vales mais produtivos no setor agropecuário do país. A boa pedida em Urubamba é almoçar nos restaurantes típicos incas na beira do rio.

 O que aconteceu com o nosso passeio nesse dia é que ficamos tão fascinados com tudo que víamos que esquecemos do relógio e quando fomos ver estava mais do que na hora de correr para a estação de Ollantaytambo para seguir até Águas Calientes.

Na hora de embarcar começou uma chuva fina constante, eu e o Daniel nos olhamos e resumimos: Machu Picchu debaixo de chuva? Que pena. Acho que teremos mesmo que voltar para o Perú!

Entramos no vagão do Expedition (nome do trem) e parece que todo mundo já se conhecia. Uma alegria pairava no ar…é como se fossemos todos cúmplices da maravilha que veríamos pela frente!

A viagem foi tranquila e animada. Eu fiquei trocando idéia com a Tati, uma mineirinha simpática que sabia tudo e mais um pouco sobre o Perú.

Chegamos em Águas Calientes 9h30 da noite e fomos caminhando debaixo de chuva para encontrar o nosso hotel que ficava bem pertinho da praça central da cidade. Bem melhor do que o hotel em Cusco, o Gringo Bill’s (diária 50 dólares)  foi uma grata surpresa desde o atendimento, passando pelo conforto do quarto, cama boa, chuveiro bacana, sacadinha linda para as montanhas e um café da manhã caprichado!


Fomos dormir com o barulho da chuva que não deu trégua…

 Próximo post: Machu Picchu e último dia em Cusco – de volta à Lima












De Cusco a Machu Picchu – uma viagem ao passado da América – Parte I

8 novembro, 2012 às 00:15  |  por Candice Bittencourt

Preciso confessar que a experiência de conhecer o Peru foi mais uma oportunidade de percurso do que um planejamento de viagem (como faz a maioria dos turistas) ainda mais visitando Cusco e Machu Picchu, um dos destinos mais visitados na América Latina.

O planejamento desde o início era visitar o Brasil para reunir amigos e família para o fim do ano. Depois de inúmeras pesquisas em companhias aéreas escolhemos voar (pela primeira vez) pela famosa peruana Taca.

Nesse ínterim, como era obrigatória uma conexão em Lima (tanto na ida quanto na volta) perguntei quanto custaria estender a viagem pelo país e descobri que por apenas 100 dólares a mais no valor final do ticket,  tínhamos uma “perna” bate volta com direito a seis noites entre Cusco e Machu Picchu. Bati o martelo! Se valeu a pena? Mil vezes sim!

E aí vai minha primeira dica: leve o mínimo necessário de bagagem. Esqueça o glamour porque simplesmente luxo não combina com Cusco/Machu Picchu. Eu como estava voltando com uma mala grande e uma pequena do Brasil, fiz a redução mágica e viajei apenas com a minha “carry on”. A outra mala grande estacionei no Left Luggage no aeroporto em Lima que fica bem na saída do desembarque doméstico e custa 21 soles (cerca de 8 dólares) por dia.

O Vôo de Lima para Cusco é pá pum. Depois dos primeiros 60 minutos, pela janela do avião começa a surgir um cenário lindo com montanhas enormes e vem a voz do comandante: “tripulação preparar para a aterrissagem”. Agora vou dizer: a sensação de pousar em Cusco é uma experiência única.

Como o aeroporto é um dos mais altos do mundo, a 10.860 pés (3.310 metros) de altitude e ao redor de Cusco tem montanhas ainda mais altas (algumas com mais de 4.500 metros) vai imaginando os contornos insanos que o piloto precisa fazer para pousar na cidade.

A vista da janela do avião é estonteante e deixa qualquer um impressionado pela imensidão das montanhas. Esse foi o primeiro momento que me veio o pensamento: a natureza por aqui é grandiosa.

O aeroporto de Cusco é pequeno, bem simples e cheio de nativos querendo te acompanhar como guia turístico e cheios de dicas de locais que você deve conhecer e tal.

Como não tínhamos planejamento de nada, seguimos em um táxi comum até próximo da famosa Praça Del Armas. Já no caminho, o taxista ofereceu um hostel no bairro de San Blas chamado “Los Monarcas” pela bagatela de 28 dólares o quarto. Decidimos encarar. Nosso hotel tirando o chuveiro que era algo formidável de forte, nada era muito atraente. Tudo bem simples.

A essa altura você já começa a sentir algo diferente no seu corpo. Um cansaço além “das alturas” toma conta e qualquer esforço parece o fim. Incrível como a altitude me pegou de jeito. Chá de coca e cama.


Essa foi a receita para as primeiras horas em Cusco. Depois de ler bastante a respeito sobre os efeitos da altitude no corpo ( falta de ar, cansaço, sangramento no nariz, entre outros) tirei um cochilo e no final de tarde arriscamos uma caminhada até a Plaza Del Armas para jantar e caminhar pela cidade.

Na primeira noite, o passeio foi no estilo tartaruga. O coração ainda disparava e longas caminhadas estavam fora de cogitação. O que fazer? mangiare que te fa bene!

Por um acaso, passeando pelo setor histórico da cidade arriscamos um restaurante chamado Pasta Brava e Grill (recém reformado) e qual a nossa surpresa! Que maravilha de comida. Atendimento impecável e preço justo.

A conta saiu 26 dólares com prato principal, bebida alcoólica e sobremesa inclusa para duas pessoas. Tudo no estilo gourmet!

Depois do jantar caminhamos até o bairro boêmio San Blas, experimentamos o popular Pisco Sour ao som de um show acústico dos Beatles em um bar chamado Km 0, mas o passeio durou pouco porque o cansaço no corpo do ar rarefeito estava punk. Chamamos um táxi e voltamos para o hotel.


Na manha seguinte, dia 18 de janeiro, acordamos mais dispostos para o café da manhã: pão, manteiga, geléia,  queijo branco, chá de coca, café e suco de laranja. Mochila leve nas costas e lá fomos nós para uma das partes mais bacanas da viagem: explorar o desconhecido!

Como ainda não tínhamos garantia alguma de entrada para  Machu Picchu (não aconselho isso para ninguém) fomos até a Praça Del Armas providenciar os tickets e passagens de trem.

Na própria loja da Perurail, (empresa que te leva de trem até Aguas Calientes, cidade mais próxima do Machu Picchu) você emite os bilhetes e se quiser pode comprar as entradas para a cidade perdida dos Incas. Ingressos nas mãos, lá fomos nós explorar o centro histórico de Cusco.



E aí vai minha segunda dica: procure se informar para entender o valor do legado que Cusco deixou para a história da humanidade. A cidade também conhecida como “umbigo do mundo” (como o povo andino gostava de chama-la) é um gigantesco museu a céu aberto onde conforme você vai ouvindo suas histórias, a imaginação voa longe e te transporta fácil para o apogeu do Império Inca (1432 até 1532) até a chegada esmagadora dos espanhóis que coloca no chão Tupac Amaro um dos últimos resistentes indígenas na época. 

Cusco através de suas ruelas, muros e igrejas vai revelando suas incríveis histórias (quantas delas tão inocentes) e nos deixando apaixonados pela cidade. Mas o melhor da cidade eu ainda não contei…

Viver Cusco é mergulhar no olhar desse povo tão encantador. O cusquenho é amigável,  carinhoso, humilde e carrega um sorriso puro e meio que tímido por onde passa. 

 As crianças encantam com suas roupas coloridas e as mulheres gostam de adornar o cabelo com lindas tranças.


Se prepare pois você será abordado na rua inúmeras vezes com a famosa e clássica: “compre amigo” mas basta um “não obrigada” e tudo fica mais fácil. São vendedores ambulantes inofensivos tentando vender algum trabalho manual, bem comum na cidade.

Outra curiosidade em Cusco é a quantidade de cães nas ruas. Repare. De várias cores e tamanhos. Em uma dessas conversas com uma nativa, ela me contou que os cães tem donos e que a noite eles voltam para suas casas.

Para o povo cusquenho, o cão traz sorte e representa o guardião da casa.

PREÇOS

Cusco é uma cidade barata. Só para ter uma idéia:

Cada 10 dólares vale 27 soles.

Em média, uma refeição completa sai em torno de 25/30 soles.

Táxi é quase de graça: qualquer volta pela região do centro histórico (ou proximidades) sai entre 3 a 6 soles.

Uma diária em um hostel mediano (3 estrelas) gira em torno de 100 soles.

Um gorro ou um cachecol de artesãos de rua sai em torno de 20 soles.

Ticket de trem (via Ollantaytambo) ida e volta para Águas Calientes: 230 soles (85 dolares)

Entrada para Machu Picchu: 126 soles (46 dólares)

Contratar um taxista durante um dia todo (5 horas) pra dar uma banda pelos arredores de Cusco (Maras, Moray, Valle Sagrado) custa entre 80 a 120 soles.

Pelos arredores de Cusco – Maras e Moray

Sempre que possível busco fazer turismo da maneira mais livre possível, por isso um transporte particular (ou pelo menos independente) onde você tem a liberdade de parar para admirar uma paisagem ou mesmo fotografar um momento único quando quiser é para mim uma diferença relevante na viagem! Em uma excursão esses momentos não existem.

E foi com o novo amigo Jimmy, um taxista que conhecemos na Plaza Del Armas que fechamos por 100 soles nossa ida até Maras e Moray, cidades vizinhas localizadas no Valle Sagrado a 40 quilômetros de Cusco.

Já na saída de Cusco o cenário foi se modificando aos poucos. Seguimos por uma estrada (que lembra as brasileiras) por quase 45 minutos até que a paisagem se transformou em lindos campos sem fim e no fundo gigantescas montanhas do Valle Sagrado dos Incas. 

 Seguindo por uma estradinha de terra, lá de longe surgiam rebanhos de cabras quase sempre com duas crianças (entre 8 a 10 anos) no comando.



Fotografamos demais. Uma cenário de filme mesmo.


O povoado de Maras é um outro mundo. As casas feitas de adobe, as poucas pessoas nas ruas, os animais…parece que o tempo parou e por ali ficou…

Em Maras também visitamos a salineira Marasal e vimos  o quanto forte é a relação que o povo Inca tem com a natureza, seja ela através da agricultura, de cerimonias de adoração ao sol, entre outras…

De Maras seguimos em uma outra estradinha e mais sete quilômetros uma placa indicava o sitio arqueológico. Para visitar Moray, o maior laboratório de pesquisa agrícola Inca, você precisa desembolsar 10 soles. Como chegamos quase no fim do dia, pegamos Moray sem uma alma viva e que frio fazia naquele cair de tarde..

O guarda muito simpático nos acompanhou no passeio enquanto nos explicava toda a história desse lugar mágico. Mais uma vez a comprovação incrível da relação dos Incas com a natureza estava ali estampada na nossa cara.

O sol estava quase se pondo e longe você via uma nuvem escura se formando com um lindo arco-íris despontando no céu. Hora de voltar para Cusco e descansar para o dia seguinte.

***Próxima parada: Pisac, Urubamba, e Ollantaytambo. E a noite o trem que te leva até Águas Calientes. Destino: Machu Picchu!

 

Quer uma ilha “quase” deserta? Ko Yao Yai

22 outubro, 2012 às 10:30  |  por Candice Bittencourt

Saímos de Phi Phi no sábado de manhã, no ferry até Phuket (viagem de uma hora e meia), de lá um táxi até outro ferry e depois mais um speed boat de meia hora para a Ilha de Ko Yao Yai. Mas por quê?

Depois de conhecer as ilhas Phi Phi e toda sua fama, decidimos ir para uma ilha desconhecida (presumindo-se quase deserta também) e quem sabe arriscarmos a sorte de encontrar uma praia estilo “Phi Phi” virgem!
A ilha escolhida: Ko Yao Yai



Só para situar: Ko Yao se resume a duas ilhas bem no meio da baia de Phang Nga, no meio do lindo e azul mar do Andaman: Ko Yao Yai e Ko Yao Noi (a maior e a menorzinha, respectivamente).


Entramos no booking.com de última hora e achamos um hotel resort no meio da floresta pra lá de charmoso, com aquelas piscinas infinitas conectando com o marzão e decidimos nos dar de presente duas noites nesse hotel.


Já no píer da ilha deu pra sacar que estávamos meio que “ilhados”. Três tailandeses e mais uma mulher que estavam por ali se aproximaram. E lá vamos (de novo) brincar de imagem e ação! Sorrisos pra cá, gestos pra lá, eles apontaram para um mapa grande, bem rústico que ficava pertinho do desembarque da lancha. Ali caiu a ficha: duas vilas e três resorts? Hum, o que vem por ai…


Em cinco minutos chegou uma caminhonete estilo safári do resort e mais nove km de estradinha e já estávamos praticamente entrando no hotel.


Como é fácil ser feliz em um lugar onde tudo é lindo, de extremo bom gosto, com uma cama absurda de boa e um chuveirão ao ar livre! Na verdade, o tal “quarto” que você reserva é um bungalow alto nível com janelões de vidro e com uma enorme varanda no meio da floresta. Aproveitamos o final de tarde na piscina e a noite jantamos no próprio hotel. Tudo melhor do que o esperado.


www.kohyaoyaivillage.com


Aproveitamos o dia seguinte pra fazer um reconhecimento na ilha com uma scotter alugada no próprio hotel. Em duas horas conseguimos dar quase a volta em toda na ilha e se encontramos pelo menos uns vinte turistas passeando pela ilha foi muito.


Não sei a porcentagem real, mas a população massiva da ilha é muçulmana e quase todas as mulheres usavam burca, que no calor que fazia, só por Alá!


Escolhemos uma praia bonita para almoçar e depois fazer uma caminhada. Bem longe da beleza de Phi Phi, diga-se de passagem.





Ao entrar no mar, não deu um minuto e comecei a sentir várias picadas por todo o corpo, bem ardidas e  incômoda. S do mar às pressas e fui conferir o estrago, mas não apareceu nenhuma marca, só a sensação do queimado em alguns pontos. Não sei o que aconteceu (talvez micro água-vivas) mas não foi nem um pouco agradável.


De volta para o hotel, tentamos achar um vilarejo ou algo parecido, mas nada. Nessa ilha, a surpresa é ver um lagartão atravessar a estrada bem devagar, um monte de siri na praia, conchinhas andantes, enfim, uma fauna viva e tanto!



Só pra ter uma idéia da precariedade do local, a gasolina você compra em garrafa pet em vendinhas bem pequenas.


Resumindo Ko Yao Yai: uma ilha que tem seus encantos, mas sem nenhuma infra-estrutura turística (nem uma vilazinha sequer). Se você está procurando ficar isolado, escrever um livro ou algo que precise de silêncio, esse é o lugar.


Diária no Ko Yao Yai Village – $ 110
Aluguel da moto – $ 18