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    Cinebiografia de Allan Kardec traz um homem à frente de seu tempo

    Cinebiografia de Allan Kardec traz um homem à frente de seu tempo

    Intolerância. Discriminação. Ignorância. Pós-verdade. Para quem usa redes sociais – ou seja, quase todo mundo – são conceitos atuais e bastante reclamados. Nas redes, é comum atacar ideias contrárias, sem argumentos sólidos, apenas com convicções vazias baseadas em informações não comprovadas. E quem pensa em contrário acaba discriminado. Infelizmente, esses conceitos são velhos. Um exemplo disso pode ser visto no filme ‘Kardec’, sobre Allan Kardec, o fundador da doutrina espírita, que estreia nesta quinta-feira (16).

    ‘Kardec’ não é um filme religioso, longe disso. Palavra de quem está nele: os atores Leonardo Medeiros (o protagonista) e Sandra Corveloni, intérprete de Amelie-Gabrielle Boudet, a mulher dele (ver entrevistas abaixo). Nada de se discutir se há uma religião melhor que a outra. Trata-se de uma cinebiografia, que inclusive desmistifica pós-verdades sobre ele. A principal: Allan Kardec não era um médium espírita.

    Na verdade, Kardec chamava-se Hyppolite Leon Denizard Rivail. Era um intelectual na Paris do século 19. Intelectual e diversificado: lecionava gramática e aritmética, sabia anatomia, entendia de astronomia, manjava de contabilidade, escrevia livros científicos. Ele mesmo era cético quanto a um fenômeno visto na época, o de “mesas que flutuavam ou faziam barulhos por causa de espíritos”. Leon foi investigar, usando métodos científicos. E convenceu-se de que as manifestações testemunhadas por ele – através de médiuns – poderiam mudar o mundo. Mudaram mesmo: com seu sistema de pesquisa e observação do que as médiuns escreviam, e o pseudônimo Allan Kardec, Leon publicou ‘O Livro dos Espíritos’ e fundou a doutrina espírita, duas coisas que chacoalharam Paris. Enquanto muitos o apoiavam, muitos o atacavam, principalmente igreja e governo. Com o tempo, até antigos amigos se afastaram.

    ‘Kardec’, o filme, é baseado na biografia de Marcel Souto Maior. Parece estranho um brasileiro fazer essa biografia de um doutrinador francês que nunca veio ao Brasil? Kardec, o espírita, é muito mais conhecido no Brasil que na França, onde seu nome foi praticamente riscado da existência. A direção de Wagner de Assis é fiel ao livro e traz um meticuloso retrato da sociedade parisiense do século 19, com um denso trabalho de luz e sombra. E feito de forma primorosa, principalmente para os padrões do cinema nacional. Mas é a dupla de atores, experiente no teatro brasileiro, que conduz o filme. Leonardo Medeiros está bastante semelhante a Allan Kardec. E Sandra Corveloni brilha como Amélie-Gabi – sua personagem tem uma força que às vezes parece faltar ao próprio Kardec. Havia motivos para faltar-lhe forças: ele foi vítima de intolerância, discriminação e pós-verdades. Segundo disse Medeiros, Kardec estava à frente de seu tempo. Mas não só isso. Hoje parece que o mundo está no tempo de Kardec.

    "É um homem comum colocado em uma situação extraordinária", diz Leonardo Medeiros

    Quanto você conhecia Allan Kardec antes do filme?
    Leonardo Medeiros — Tinha um conhecimento superficial sobre ele, apesar da minha família ser espírita e de ter crescido nessa cultura.

    Como foi o trabalho para o personagem?
    Medeiros — Foi uma viagem interna. O Kardec não representa nenhuma dificuldade técnica, ou algum estudo específico, mas foi uma viagem interna. Ele era um homem muito estudado, tem muita gente que conhece a vida dele. Estava tudo balizado, não tem liberdade de construir personagem humano, não tem escrito em lugar nenhum. Os fatos limitam muito. Basicamente, o trabalho é trazer coerência. Fico feliz, vi o filme e acho que a gente conseguiu, de maneira muito respeitosa, dentro dos documentos históricos, principalmente o do Marcel Souto Maior (autor da biografia).

    Por que você acha que Allan Kardec é mais conhecido no Brasil que na França?
    Medeiros — Ele entrou em embate com a igreja católica. Carregava nas costas a responsabilidade de manter a doutrina espírita, ele e mais outras pessoas. Ele era uma figura forte. Depois que morreu, o espiritismo sofreu um ataque violento na França, comandado pela igreja católica, mais o judiciário. Foi julgado e condenado. A história dele foi apagada. Não está mais na memória dos franceses. Só que cruzou o oceano, principalmente ‘O Livro dos Espíritos’. Paris era a capital cultural da época, muitos iam estudar lá e traziam esses livros. Aqui floresceu como em nenhum lugar do mundo. Nesse sentido, o filme é esclarecedor, desmistifica preconceitos. Ele não era médium, era um homem de ciências, muito inteligente, publicava livros didáticos, aritmética, gramática. Era à frente de seu tempo.

    Você ficou bastante parecido com o Allan Kardec original. Como foi o trabalho de maquiagem?
    Medeiros — Ali não tem nenhuma prótese, enchimento, só tentei me aproximar das feições, a postura. Isso está impregnado no trabalho

    Alguma coisa te surpreendeu na história dele?
    Medeiros — A coragem dele. Ele é um homem comum colocado em uma situação extraordinária. De posse dessas informações, funda uma doutrina e enfrenta a igreja católica de peito aberto. É de uma coragem, uma figura grandiosa, um herói mesmo. Eu, pessoalmente, não teria a coragem que ele teve para enfrentar isso.

    Você acha que esse filme pode virar um filme religioso?
    Medeiros — Espero que não. Inevitavelmente os espíritas vão se identificar, mas é um filme para todo mundo, não tem nenhum sensacionalismo. É a história de um trecho da vida do Kardec, como documentado pelo livro. Um livro isento, só apresenta fatos. Essa figura é iconográfica e importante na cultura brasileira. Todo mundo já ouviu falar. Além de ser bom cinema, um bom filme de época.

    "O filme traz uma mensagem de tolerância mesmo", afirma Sandra Corveloni

    Quanto você conhecia Allan Kardec antes do filme?
    Sandra Corveloni — Conhecia o que maioria das pessoas conhece, quem não é da doutrina. Conhecia pouco, mais os livros que ele escreveu, sabia dos livros. Muitas pessoas próximas já tinham lido, me contado, já tinha frequentado alguns ligares, com amigos. Aqui em SP já tinha ido algumas vezes à federação espírita, sabia dos trabalhos, mas não conhecia o antes, como as pessoas chegaram até ali. Fui conhecer com o roteiro.

    Conhecia a personagem Amelie-Gabrielle antes do filme?
    Sandra — Não, não conhecia, não fazia ideia de que ela existia. Fiquei sabendo dela na primeiro reunião com o diretor, que ele convidou para tomar café, me deu roteiro para ler. Falei: ‘nossa, gente, que história incrível’. Dois professores que se casam com mais idade, não têm filhos, dedicam a vida à educação, frequentavam a sociedade parisiense na época. Fiquei encantada com o lugar que ela ocupa. Depois que eu fiz o filme, fui com Wagner e Leo aos centros espíritas para falar sobre o filme. Mostrar trailer, ouvir palestras do Wagner sobre a vida do Kardec, que ele conhece profundamente. As pessoas falam que era uma mulher incrível. As pessoas me contavam mais da Gabi que a internet ou a biografia. Wager quis dar a ela o lugar que ela tinha na vida dele, e que não é dito comumente, não é falado, mas quem é da doutrina espírita sabe da importância dela. Foi legal descobrir.

    As mulheres não tinham muita voz naquele tempo...
    Sandra — Pois veja só (risos). Tinha as mulheres cientistas da NASA, recentemente saiu um filme sobre elas. Como a história sempre foi escrita por homens, eles puxaram a brasa para as sardinhas deles. Agora a gente está puxando a sardinha e a brasa de volta.

    Como foi o trabalho para o personagem?
    Sandra — Tinha muita experiência. Comportamento físico, ritmo de cena, tudo é diferente. Como se comporta, senta, fala olha, gesticula, tenho treino grande. Fiz parte do grupo Tapa, fazia Shakespeare, Tcheckov, muita coisa de século 19, mesmo Arthur Azevedo, Martin Cena, fiz muita coisa, então tinha experiência grande do comportamento gestual. É completamente diferente a postura. A parte da criação psicológica, de como ela se comportava. Como a maior parte do filme é com ele, eu pude ser bastante expansiva no relacionamento com ele, tudo estava no roteiro. Essa coisa dela ter um pouco de humor, não deixar ir para os lados mais negativos. Impus o comportamento feminino, mais proativo, de resolver os problemas. Fizemos uma cena em Paris, o Wagner dava o ritmo da cena. A primeira manifestação espírita que assistem, praticamente a abertura do filme, a Amelie desce, disposta a entrar na casa. Ele para do lado da carruagem, dei dois passos para frente, voltei, peguei na mão dele, já impondo personalidade. Tem essa coisa da Gabi, que era mulher forte, e também da personalidade feminina.

    Como foi filmar em Paris e no Rio?
    Sandra — Filmar em Paris é muito bacana. Já fiz teatro lá, vários lugares da França. O cinema é diferente. Aquele cenário de Notre-Dame. A gente filmou e aconteceu essa tragédia, não faz nem um ano. Foi no dia 16 de maio, quase um ano, vai ser bem o dia da estreia. No Rio de Janeiro, tem uma arquitetura inspirada em Paris, muitas construções. Conheci o prédio da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), é lindo demais, encantador. A gente vê tanta coisa linda que a gente tem, mas tudo meio abandonado.

    Você acha que esse filme pode virar um filme religioso?
    Sandra — Não, de forma alguma. É uma cinebiografia histórica, e se passa no século 19, tem contexto social fortíssimo, traça paralelo com nossos dias. Fiquei chocada como falam em atualidades como escola laica, o lugar da mulher, do respeito às outras religiões, tolerância, o índice de suicídio era altíssimo nessa época. Tenho um filho adolescente, na escola dele já aconteceu. Escolas grandes têm relatos de casos de suicídio entre adolescentes, é assustador. A gente fala disso no filme, dessa desesperança, diferença de classes, desigualdade social. “Por que alguns nascem nessas condições e outros em condições abastadas? Será que Deus escolhe as pessoas?” É muito atual. Uma oportunidade de reflexão. Traz mensagem de tolerância mesmo, a gente pode tentar ouvir o outro.

    Seria mais uma mensagem de tolerância, não?
    Sandra — Muito. Não é um filme só para iniciados na doutrina espírita. É um grande filme, uma oportunidade de ver um grande filme brasileiro de época. Traz mensagem de tolerância mesmo. Com essa coisa de internet, WhatsApp, a gente está tão preso ao tempo. A gente acha que está super bem informado, em todos os lugares, e quer reafirmar nossas verdades, não quer ouvir outras ideias. Aconteceu nas eleições. O povo ficou brigando com quem era contrário, sem tolerância total, impondo ideias e convicções. Esse debate de ideias é superimportante.

  • 'Vingadores: Ultimato': nós vimos

    'Vingadores: Ultimato': nós vimos
    (Foto: Divulgação)

    Quinta-feira, 25 de abril de 2019. Zero hora e 10 minutos. Pré-estreia de ‘Vingadores: Ultimato’. Sala lotada. Mas isso era o de menos. Parecia não um filme, mas uma partida de futebol em que os heróis da Marvel eram os astros e a plateia, a torcida organizada. Capitã Marvel aparece pela primeira vez em cena? “YEEEAHHH”. Momentos mais tensos? Unhas grudadas na poltrona. Capitão América esmurra Thanos? “YEEEEEEEAAAAAAAAHHHHHHH”. (meio-spoiler: quando ocorre a cena mais emocionante do filme... “YEEEEEEEEEEEEEEEEAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH”). É apenas o indicativo da expectativa dos fãs para ‘Vingadores: Ultimato’, o filme mais aguardado do ano. E o filme cumpre a expectativa: merece todos os superlativos a ele atribuídos. E olha que o sarrafo era alto, depois dos acontecimentos do igualmente superlativo ‘Vingadores: Guerra Infinita’.

    Ao contrário do antecessor, que tem lutas e batalhas do começo ao fim, ‘Vingadores: Ultimato’ tem uma estrutura mais semelhante à do primeiro filme, de 2012. Há menos batalhas – mas elas ocorrem, e são superlativas – e mais diálogos. Parte dos diálogos foca nas questões filosóficas de se perder pessoas queridas, que desapareceram com o famoso estalar de dedos de Thanos. Outra boa parte é centrada em “fundamentos científicos” que norteiam o contra-ataque dos Vingadores. Aliás, o fato de os seis vingadores originais – Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro – terem sobrevivido não é à toa.

    O ponto-chave do filme é uma das muitas teorias formuladas pelos fãs (e publicada em matéria do Bem Paraná): os Vingadores fazem uma viagem no tempo para desfazer o estrago causado por Thanos. Não chega a ser um spoiler porque os trailers sugerem isso. E, na verdade, o filme deixa claro que não há outra coisa a se fazer. A ciência por trás disso até pode parecer questionável na prática, mas para o filme até que faz sentido. Claro que, como em todo filme que envolve viagem no tempo, isso suscita dúvidas sobre os acontecimentos das linhas temporais. E ‘Ultimato’ admite isso: tanto que cita um sem-número de outros filmes com viagens no tempo. “Quer dizer que nossa melhor esperança é uma coisa tipo ‘De Volta para o Futuro’”, questiona um dos heróis. Nessa viagem do tempo, os três principais vingadores – Homem de Ferro, Capitão América e Thor – têm chance de acertar contas com seus próprios passados, em arcos dramáticos distintos. E várias cenas de alguns dos 20 filmes anteriores da Marvel são revisitadas. Também descobre-se a lógica das joias do infinito: elas obedecem aos anseios de quem as tem na mão e estala os dedos. 

    ‘Ultimato’ consegue dar momentos de brilho a todos os personagens em suas três horas de projeção. Além dos vingadores originais, a Capitã Marvel e o Homem-Formiga conseguem ser decisivos. Coadjuvantes como Máquina de Combate e Rocket aparecem bem. A surpresa recai sobre Nebulosa, a “azulzinha raivosa”, nas palavras de Tony Stark, cujo arco acaba se tornando fundamental para a trama. E a conclusão consegue ser épica e ao mesmo tempo emocionante. A plateia, seja torcida organizada, nerd de carteirinha ou público comum, sai da sala com uma certeza: dificilmente o cinema de entretenimento vai ser a mesma coisa depois de ‘Vingadores: Ultimato’.

    PS: Uma última revelação sobre o fim do filme: não tem cenas pós-créditos.

    PS2: Duas cenas dos trailers não aparecem no filme. Uma delas, a da Viíuva-Negra treinando tiros. Outra, a do Capitão América carregando um caixão, numa sugestão de que um importante personagem morreria . Sobre mortes na trama? Isso seria spoiler. 

  • Seis curiosidades sobre ‘Shazam’, que estreia nesta quinta-feira

    Seis curiosidades sobre ‘Shazam’, que estreia nesta quinta-feira
    (Foto: Divulgação)

    Shazam é a junção de seis “heróis” da antiguidade: Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio. Ao pronunciar o nome, Billy Batson ganha a sabedoria de Salomão, a força de Hércules, o vigor de Atlas, o poder dos raios de Zeus, a coragem de Aquiles e a velocidade de Mercúrio.

    Há mais heróis da família nos quadrinhos: Mary Marvel e o Capitão Marvel Júnior. Quando eles se transformam em heróis, Shazam perde força. Isso porque o poder é, de certa forma, uma constante única; quando compartilhado em três, cada um fica apenas com 1/3 do poder.

    A propósito, nos quadrinhos, o herói Shazam era conhecido também como Capitão Marvel; no filme, ninguém usa esse nome. Nunca.

    Zachary Levi, o ator principal, já fez um personagem em filmes da Marvel. Ele era Fandral, amigo de Thor em ‘Thor: o Mundo Sobrio’ e ‘Thor: Ragnarok’. Curiosamente, em ‘Thor’ o intérprete de Fandral foi John Dallas.

    A denominação em português alterou o nome do vilão de Shazam. Nas legendas e nas dublagens, repete-se o nome dos quadrinhos: “Dr. Silvana”, consagrado nos quadrinhos no Brasil. Em inglês, porém, o nome é “Sivana”.

    Mark Strong, que faz o vilão Dr. Silvana, também já esteve em filmes de heróis. Era era o lanterna-verde Sinestro em ‘Lanterna Verde’. Também interpretou o vilão de ‘Sherlock Holmes’, aquele com Robert Downey Jr. no papel principal.

  • ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’ ganha novos cartazes

    ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’ ganha novos cartazes
    (Foto: Divulgação)

    A Sony Pictures divulgou teve nesta segunda-feira (25) três cartazes oficiais de ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’. As imagens retratam o herói em Berlim, Londres e Veneza. O longa é dirigido por Jon Watts, o mesmo de ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’. O roteiro é de Chris McKenna e Erik Sommers. O filme estreia nos cinemas no dia 4 de julho de 2019.

    Tom Holland continua sendo Peter Parker/Homem-Aranha, enquanto Jake Gyllenhaal interpretará o vilão Mysterio. O elenco também conta com Samuel L. Jackson, Zendaya, Cobie Smulders, Jon Favreau, JB Smoove, Jacob Batalon, Martin Starr e Marisa Tomei.

    Na história, Peter Parker embarca com seus melhores amigos Ned, MJ e o resto da turma para curtir férias na Europa. No entanto, os planos de Peter de deixar os feitos heroicos para trás por algumas semanas são rapidamente frustrados quando ele relutantemente aceita ajudar Nick Fury a descobrir o mistério por trás de diversos ataques de seres elementais que espalharam o caos pelo velho continente.

  • Premiação

    Palpites para o Oscar, que será entregue neste domingo

    Palpites para o Oscar, que será entregue neste domingo
    (Foto: Reprodução)

    A exemplo de outros anos, o blog dará seus palpites para os bolões do Oscar 2018/2019. Ao mesmo tempo em que há barbadas – Mahershala Ali como ator coadjuvante, ‘Roma’ como filme estrangeiro –, também há disputas apertadas, principalmente nas categorias de melhor ator e atriz.

    Melhor Filme

    - Bohemian Rhapsody
    - A Favorita
    - Green Book: O Guia
    - Infiltrado na Klan
    - Nasce Uma Estrela
    - Pantera Negra
    - Roma
    - Vice

    Dos oito filmes da lista, cinco já acumulam prêmios. Bohemian Rhapsody ganhou o Globo de Ouro na categoria melhor filme dramático. A Favorita ganhou o Critics Choice Awards como melhor elenco e o Bafta como melhor filme britânico. Green Book: O Guia venceu o Globo de Ouro (melhor filme comédia ou musical) e o prêmio do Sindicato dos Produtores. Pantera Negra levou o prêmio do Sindicato dos atores, o SAG Awards, como melhor elenco (o equivalente a melhor filme). Roma, por fim, levou o Bafta (o “Oscar inglês”, que é relevante, mas não para ajudar nos palpites do Oscar) e o Critics Choice Awards. Roma, produzido no México, aparece como favorito e, se vencer, seria o primeiro filme de língua espanhola premiado na categoria máxima. Há um peso político as seu favor, o de alfinetar o presidente norte-americano, Donald Trump, que quer porque quer construir um muro na fronteira dos Estados Unidos com o México. Se a opção é por algo mais tradicional, o favoritismo recai sobre Green Book: O Guia, uma espécie de releitura de Conduzindo Miss Daisy (de 1989) e que faz um debate sobre o racismo, algo que está em voga na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

    Melhor Atriz

    - Yalitza Aparicio (Roma)
    - Glenn Close (A Esposa)
    - Olivia Colman (A Favorita)
    - Lady Gaga (Nasce Uma Estrela)
    - Melissa McCarthy (Poderia Me Perdoar?)

    Glenn Close e Olivia Colman polarizam a disputa – e ambas merecem o prêmio. Olivia venceu o Bafta e o Globo de Ouro (categoria comédia). Glenn Close levou o Globo de Ouro (categoria drama), o SAG e o Critics Choice. Fosse apenas por isso, ela já largaria na frente. Mas ainda há o peso emocional. Glenn Close está com 72 anos e já perdeu outras seis vezes. Pode não ter outra chance.

    Melhor Ator

    - Christian Bale (Vice)
    - Bradley Cooper (Nasce Uma Estrela)
    - Willem Dafoe (No Portal da Eternidade)
    - Rami Malek (Bohemian Rhapsody)
    - Viggo Mortensen (Green Book: O Guia)

    Talvez a disputa mais cabeça-a-cabeça dentre as mais importantes da premiação. O britânico Christian Bale se transformou no vice-presidente norte-americano Dick Cheney – o homem-forte da gestão do pusilânime George W. Bush. E o americano Rami Malek se transformou no cantor Freddie Mercury – que nunca foi uma figura muito bem vista nos Estados Unidos. Bale venceu o Globo de Ouro (categoria comédia) e o Critics Choice. Malek faturou o Globo de Ouro (categoria drama) e o SAG, além do Bafta. Nos confrontos diretos, está à frente por 2 a 1. Resta saber se a Academia prefere premiar Freddie Mercury, um ícone gay hoje muito mais respeitado que em seus últimos anos, ou Dick Cheney, um ícone de criar de guerras.

    Melhor Atriz Coadjuvante

    - Amy Adams (Vice)
    - Marina De Tavira (Roma)
    - Regina King (Se a Rua Beale Falasse)
    - Emma Stone (A Favorita)
    - Rachel Weisz (A Favorita)

    Quando duas atrizes de um mesmo filme concorrem em uma mesma categoria, elas tendem a pulverizar as escolhas. Assim, a dupla de A Favorita, Emma Stone e Rachel Weisz, que já “se mata” no filme, deve se matar aqui também – embora Rachel já tenha vencido o Bafta. Isso é bom para Regina King, de Se a Rua Beale Falasse, que já venceu o Globo de Ouro e o Critics Choice.

    Melhor Ator Coadjuvante

    - Mahershala Ali (Green Book: O Guia)
    - Adam Driver (Infiltrado na Klan)
    - Sam Elliott (Nasce uma Estrela)
    - Richard E. Grant (Poderia Me Perdoar?)
    - Sam Rockwell (Vice)

    Se depender das premiações anteriores da temporada, essa é a primeira barbada da lista. E, como a categoria é uma das primeiras a entregar o prêmio, é a primeira barbada da noite.  Mahershala Ali, o pianista de jazz que sofre rascismo em Green Book: O Guia, já faturou o prêmio do Sindicato dos Atores, o Globo de Ouro, o Critics Choice e até o Bafta. Ele já levou uma estatueta nessa mesma categoria com Moonlight, de 2016.

    Melhor Direção

    - Spike Lee (Infiltrado na Klan)
    - Pawel Pawlikowski (Guerra Fria)
    - Yorgos Lanthimos (A Favorita)
    - Alfonso Cuarón (Roma)
    - Adam McKay (Vice)

    Se depender das premiações anteriores da temporada, essa é a segunda barbada da lista. Alfonso Cuarón, de Roma, venceu o prêmio do Sindicato dos Diretores, o Globo de Ouro, o Critics Choice e até o Bafta. Seria o quinto prêmio para um diretor mexicano desde 2013, quando o próprio Cuarón ganhou com Gravidade. Depois, vieram Alejandro G. Inárritu (Birdman, 2014, e O Regresso, 2015) e Guillermo del Toro (A Forma da Água, 2017). O “intruso” da lista é Damiel Chazelle, de La La Land (2016). Premiar mexicanos? Nada melhor que isso para provocar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Melhor Roteiro Original

    - A Favorita
    - First Reformed
    - Green Book: O Guia
    - Roma
    - Vice

    Desses filmes da lista, o único premiado foi Green Book: O Guia (no Globo de Ouro). O Critics Choice laureou No Coração da Escuridão (não indicado) e o sindicato dos roteiristas premiou Eighth Grade (também não indicado). As chances de Green Book são maiores, depois vem A Favorita.

    Melhor Roteiro Adaptado

    - The Ballad of Buster Scruggs
    - Infiltrado na Klan
    - Nasce Uma Estrela
    - Poderia Me Perdoar?
    - Se a Rua Beale Falasse

    Dessa lista, os únicos já premiados são Poderia Me Perdoar? (sindicato dos roteiristas)e Se a Rua Beale Falasse (Critics Choice). São os dois favoritos, embora não se deva desprezar Infiltrado na Klan.

    Melhor Figurino

    - The Ballad of Buster Scruggs
    - Duas Rainhas
    - A Favorita
    - Pantera Negra
    - O Retorno de Mary Poppins

    No Critics Choice, o escolhido foi Pantera Negra. A categoria, contudo, também gosta de filmes de época, como A Favorita.

    Melhor Maquiagem & Cabelo

    - Border
    - Duas Rainhas
    - Vice

    Christian Bale está gordo e envelhecido como Dick Cheney em Vice. E o personagem envelhece (e fica mais careca) ao longo do filme, o que rende pontos ao trabalho dos maquiadores.

    Melhor Design de Produção

    - A Favorita
    - Pantera Negra
    - O Primeiro Homem
    - O Retorno de Mary Poppins
    - Roma

    Tem um peso similar ao da categoria de figurino. No Critics Choice, o escolhido foi Pantera Negra. A categoria, contudo, também gosta de filmes de época, como A Favorita.

    Melhor Trilha Sonora Original

    - Infiltrado na Klan
    - Ilha dos Cachorros
    - Pantera Negra
    - O Retorno de Mary Poppins
    - Se a Rua Beale Falasse

    Justin Hurwitz, de La La Land, ganhou o Globo de Ouro e o Critics Choice com a trilha de O Primeiro Homem, que não foi indicada. Essa categoria tende a premiar filmes com canções, o que joga um favoritismo para O Retorno de Mary Poppins – o original, de 1964, venceu fácil.

    Melhor Canção Original

    - All the Stars – Pantera Negra
    - I’ll Fight – RBG
    - The Place Where Lost Things Go – O Retorno de Mary Poppins
    - Shallow – Nasce Uma Estrela
    - When A Cowboy Trades His Spurs For Wings – The Ballad of Buster Scruggs

    A segunda grande barbada da noite. Shallow ganhou todos os prêmios até agora. E não faria sentido levar a estrela Lady Gaga à festa do Oscar se não fosse para ela brilhar por lá.

    Melhor Fotografia

    - A Favorita
    - Guerra Fria
    - Nasce Uma Estrela
    - Nunca Deixe de Lembrar
    - Roma

    Roma venceu o Critics Choice Awards e o Bafta. Além disso, é em preto-e-branco, algo que agrada à Academia. Larga como favorito. O maior rival seria A Favorita, com seus enquadramentos diferentes dos convencionais.

    Melhor Montagem

    - Bohemian Rhapsody
    - A Favorita
    - Green Book: O Guia
    - Pantera Negra
    - Vice

    Existia uma tendência de que essa categoria costuma premiar o filme que, no fim da noite, sai como vencedor. Essa tendência enfraqueceu nos últimos anos – caso contrário, iria para Green Book. O vencedor do Critics Chouce foi O Primeiro Homem, que não está nesta lista de indicados. O mais possível é que o prêmio vá para Pantera Negra.

    Melhor Edição de Som

    - Bohemian Rhapsody
    - Um Lugar Silencioso
    - Pantera Negra
    - O Primeiro Homem
    - Roma

    Essa categoria tende a premiar filmes tidos como barulhentos, normalmente filmes de ação, com possibilidades de um musical ser agraciado. Pantera Negra é favorito, mas tem em  Bohemian Rhapsody e O Primeiro Homem bons adversários.

    Melhor Mixagem de Som

    - Bohemian Rhapsody
    - Nasce Uma Estrela
    - Pantera Negra
    - O Primeiro Homem
    - Roma

    Essa categoria tende a premiar filmes tidos como barulhentos, normalmente filmes de ação, com possibilidades de um musical ser agraciado. Pantera Negra é favorito, mas tem em  Bohemian Rhapsody e O Primeiro Homem bons adversários (II).

    Melhores Efeitos Visuais

    - Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível
    - Han Solo: Uma História Star Wars
    - Jogador N°1
    - O Primeiro Homem
    - Vingadores: Guerra Infinita

    Era para ser uma das categorias a consagrar Pantera Negra, mas o filme não foi indicado. O páreo está mais entre Vingadores: Guerra Infinita, da Marvel (que, historicamente, ganhou poucos prêmios nesta categoria), pela questão da bilheteria bilionária, e Jogador nº 1, de Steven Spielberg (cujos filmes historicamente, ganharam muitos prêmios nesta categoria)

    Melhor Filme Estrangeiro

    - Assunto de Família (Japão)
    - Cafernaum (Líbano)
    - Guerra Fria (Polônia)
    - Nunca Deixe de Lembrar (Alemanha)
    - Roma (México)

    A terceira grande barbada da noite. Roma ganhou todos os prêmios até agora.

    Melhor Animação

    - Homem-Aranha no Aranhaverso
    - Os Incríveis 2
    -  Ilha de Cachorros
    - Mirai
    - Wifi Ralph: Quebrando a Internet

    A quarta grande barbada da noite. Homem-Aranha no Aranhaverso ganhou todos os prêmios até agora.

    Melhor Curta Animado

    - Animal Behavior
    - Bao
    - Late Afternoon
    - One Small Ste
    - Weekends

    Melhor Documentário

    - Free Solo
    - Hale County This Morning, This Evening
    - Minding the Gap
    - Of Fathers and Sons
    - RBG

    Melhor Curta em Documentário

    - Black Sheep
    - End Game
    - Lifeboat
    - A Night at the Garden
    - Period. End of Sentence.

    Melhor Curta em Live-Action

    - Detainment
    - Fauve
    - Marguerite
    - Mother
    - Skin

  • Em ‘Todos Já Sabem’, mais vale a viagem que a chegada

    Em ‘Todos Já Sabem’, mais vale a viagem que a chegada
    Penélope Cruz e Javier Bardem em 'Todos Já Sabem' (Foto: Divulgação)

    ‘Todos Já Sabem’, filme que estreia nesta quinta-feira (21) em Curitiba, traz três dos atores de língua espanhola mais badalados do momento: os espanhóis Penélope Cruz (Oscar por ‘Vicky Cristina Barcelona’) e Javier Bardem (Oscar por ‘Onde os Fracos Não Têm Vez’), que são mulher e marido na vida real, e o argentino Ricardo Darín (‘O Segredo dos Seus Olhos’). Mas quem escreveu o roteiro e dirigiu o filme é o iraniano Asghar Farhadi (Oscar de melhor filme estrangeiro por ‘A Separação’, de 2011, e ‘O Apartamento’, de 2016). Curiosamente, Farhadi não fala espanhol.

    O que resulta dessa mistura é um thriller policial e psicológico em cima de uma história aparentemente batida. Laura (Penépole Cruz) é uma espanhola que mora em Buenos Aires e vai ao casamento da irmã, Ana (Inma Cuesta), na Espanha. Ela deixa o marido, Alejandro (Ricardo Darín) em casa, mas leva os filhos. Na festa, aas luzes repentinamente se apagam e uma das filhas de Laura desaparece, o que deriva em uma investigação para se achar o responsável.

    É Farhadi quem faz com que essa história não seja como parece. Primeiro, porque na festa estava presente Paco (Javier Bardem), ex-namorado de Laura, agora casado com Bea (Barbara Lennie). Segundo, porque há pistas falsas pelo caminho. Terceiro, porque Paco coloca em xeque a confiança de Laura em Alejandro. O clichê óbvio, de que Laura e Paco retomam o antigo relacionamento, nunca parece se concretizar de fato.

    No filme de Farhadi, o casamento e o sumiço da menina são contratempos; vai-se da alegria à tragédia. A tensão cresce principalmente em meio às intrigas familiares que desabrocham. E ainda há elementos que aumentam o clima de conflito, como o dinheiro, a estrutura familiar patriarcal e a defesa da honra, que soa diferente para mulheres e homens, a ponto de todos serem, ou parecerem, culpados. A solução do crime? Em ‘Todos Já Sabem’, mais vale a viagem que a chegada.

  • Taron Egerton aparece como Elton John em novas fotos do filme 'Rocketman'

    Taron Egerton aparece como Elton John em novas fotos do filme 'Rocketman'
    (Foto: Divulgação / Paramount)

    Depois de ‘Bohemian Rhapsody’, que conta a trajetória do cantor Freddie Mercury e d banda Queen, o muindo do rock terá poutra cinebiografia em breve: ‘Rocketman’, que traz a vida de Elton John. Ele será interpretado pelo ator britânico Taron Egerton (de ‘Kingsman’ e ‘Robin Hood’). A estreia está prevista para 30 de maio de 2019.

    Nesta terça-feira (8), a Paramount divulgou fotos de Egerton como o cantor. Em uma delas, o ator aparece com um figurino clássico usado por Elton John. Nas outras duas, aparece no show histórico no Dodger Stadium, em Los Angeles, em 1975, e ao piano, numa gravação em estúdio (abaixo).

    Além de Egerton, o elenco da cinebiografia sobre o astro britânico conta com Jamie Bell, Richard Madden e Bryce Dallas Howard. A direção é de Dexter Fletcher – que, curiosamente, dirigiu ‘Bohemian Rhapsody’ depois que Bryan Singer foi demitido, ainda com as filmagens em andamento.

     

  • As dez mais marcantes aparições de Stan Lee em filmes da Marvel

    As dez mais marcantes aparições de Stan Lee em filmes da Marvel

    Nesta segunda-feira (12), Stan Lee, o consagrado autor de histórias em quadrinhos, foi para algum lugar do Universo que ele mesmo ajudou a criar. O quadrinista que agora é parte do Cosmos tinha 95 anos e ficou marcado não apenas pelas dezenas de personagens que criou para a Marvel, mas também pelas rápidas aparições em filmes. Foram 35 ao todo – confira todas AQUI. Dizem os produtores de ‘Vingadores: Guerra Infinita 2’, que estreia em maio de 2019, que a participação de Stan Lee neste filme já foi gravada. Talvez a de ‘Capitã Marvel’, que estreia em março, também. Essas são as 10 aparições mais marcantes.

    X-Men: O Filme (2000)
    Era para ser apenas uma cena pequena: Stan Lee interpreta um vendedor de cachorro-quente na praia entre a multidão espantada quando o senador Kelly sai do mar (ao alto). Era para ser uma cena pequena, mas virou uma tradição grande: nunca mais os filmes de personagens da Marvel ficaram sem uma aparição do quadrinista.

    Hulk (2003)
    O filme foi um fiasco, mas uma cena valeu por todas: Stan Lee tem sua primeira fala em filmes da Marvel. E em alto estilo. Ele conversa com seu parceiro de trabalho, interpretado por ninguém menos que Lou Ferrigno, o Hulk do antigo seriado.

    Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007)
    Depois de já ter interpretado o carteiro Willie Lumpkin no primeiro filme do Quarteto Fantástico, Stan Lee interpreta a si mesmo ao ser barrado na fila do casamento de Susan Storm e Reed Richards. O segurança não acredita que Stan Lee seja... Stan Lee.

    O Incrível Hulk (2008)
    A primeira aparição de Stan Lee que tem impacto direto no desenrolar da história. Ele toma um refrigerante contaminado com o sangue radioativo de Bruce Banner, que havia se cortado na fábrica de bebidas no Rio de Janeiro, onde trabalhava. Graças a isso, os militares chefiados pelo general Ross descobriram o paradeiro de Banner no Brasil.

    Vingadores (2012)
    Criador de centenas de heróis, Stan Lee tira um sarro de si mesmo. No fim do filme, depois do desastre em Nova York, ele aparece no noticiário jogando dominó quando é perguntado sobre os acontecimentos. E diz: “Super heróis em Nova York? Dá um tempo.”

    O Espetacular Homem-Aranha (2012)
    Provavelmente a mais hilária aparição de Stan Lee. Ele está em uma biblioteca, trabalhando e usando fones de ouvido, ouvindo música clássica. Ao som dessa música, o Homem-Aranha e o Lagarto quebram tudo ao fundo. O Aranha inclusive evita que um objeto atirado pelo Lagarto atinja o incauto quadrinista.

    Capitão América: O Soldado Invernal (2014)
    O Capitão América fica sem uniforme para a reta final do filme, mas já um jeito. A solução encontrada pelo Capitão é percebida primeiro por Stan Lee, no papel de um vigia do Instituto Smithsonian. É ele quem nota que o sumiço do uniforme original, que vestia um manequim: “Ah cara, eu vou ser demitido!”

    Operação Big Hero (2014)
    Durante o filme, o personagem Fred identifica um quadro de Stan Lee como sendo o seu pai. Nas cenas pós-créditos, Stan Lee aparece como o pai do personagem Fred, quando este descobre uma sala secreta cheia de equipamentos de super herói.

    X-Men: Apocalipse (2016)
    Talvez a cena mais emocionante com Stan Lee. Ele é umas das muitas pessoas que vislumbram o decolar de várias ogivas nucleares. Mas isso é irrelevante: o importante é que é a única vez que ele aparece ao lado de sua esposa, Joan Lee.

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    Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017)
    Stan Lee faz duas aparições. Uma, em trajes espaciais, em que fala a um grupo de alienígenas – os Vigias. Na outra cena, ele é deixado para trás pelos alienígenas. A cena ganha importância porque, a partir dela, fãs começaram a especular que Lee seria um dos vigias, atento ao que acontece na Terra, mas sem interferir.

  • Hugh Jackman completa 50 anos. Veja filmes do ator além de Wolverine

    Hugh Jackman completa 50 anos. Veja filmes do ator além de Wolverine

    O ator australiano Hugh Jackman completou 50 anos nesta sexta-feira (12). Ele ficou eternizado como o Wolverine dos filmes das histórias em quadrinhos. Ele apareceu pela primeira vez em ‘X-Men’ (2000) e repetiu o papel em ‘X-Men 2’ (2003), ‘X-Men – O Confronto final’ (2006), ‘X-Men Origens: Wolverine’ (2009), ‘Wolverine: Imortal’ (2013), ‘X-Men: Dias de um Futuro Esquecido’ (2014) e ‘Logan’ (2017), além de participações mais curtas em ‘X-Men: Primeira Classe’ (2011), ‘X-Men: Apocalipse’ (2016) e ‘Deadpool 2’ (2018). 

    Contudo, nem só de Wolverine foi feita a carreira de Jackman. Ele se mostrou um ator versátil, bom cantor e ótimo dançarino em outras produções. Tanto que já foi até indicado ao Oscar. Ele tem outras qualidades, como o carisma, e é considerado um dos atores mais 'gente boa' de Hollywood.

    Veja cinco filmes da carreira do ator além do universo dos mutantes da Marvel.

    Kate and Leopold (2001)

    Nesta comédia romântica, Jackman é Leopold Otis, um dos precursores da invenção do elevador, no século 19. Mas isso é irrelevante. O importante é que ele acidentalmente viaja no tempo e vai parar no começo do século 21, onde se apaixona por Kate (Meg Ryan).

    Austrália (2008)

    Um pastiche de ‘E o Vento Levou’ que se passa na Austrália. Tem uma história de amor entre o fazendeiro rude Drover (Jackman) e a aristocrática Sarah Ashley (Nicole Kidman) com um pano de fundo de guerras – como o bombardeio de Darwin, durante a Segunda Guerra Mundial.

    Os Miseráveis (2012)

    Nesta versão musical da obra de Victor Hugo, Jackman interpreta o protagonista Jean Valjean. O filme ainda reúne Russell Crowe, Amanda Seyfried e Eddir Redmayne. Jackman foi indicado ao Oscar pelo papel, mas perdeu para Daniel Day-Lewis, por ‘Lincoln’.

    Peter Pan (2015)

    Jackman é o pirata Barba-Negra, o grande vilão que aterroriza a Terra do Nunca quando Peter Pan chega lá. Capitão Gancho? Não passa de um reles escravo do Barba-Negra – e, ainda por cima, faz amizade com Peter Pan para que, juntos, derrotem o pirata malvado.

    O Rei do Show (2017)

    Ninguém melhor que Jackman para cantar, dançar e encarnar P.T. Barnum, empresário circense famoso por promover as mais famosas fraudes e por fundar o circo que viria a se tornar o Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus. Chegou a ser cotado para o Oscar, mas não foi indicado.

  • 'Venom' é o filme que a Marvel não esperava

    'Venom' é o filme que a Marvel não esperava

    Desde que comprou os direitos do super-herói Homem-Aranha para o cinema, a Sony produziu cinco filmes do personagem e coproduziu ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’ junto com a Marvel. Mas, para a Sony, o universo do Homem-Aranha não se resume ao aracnídeo. Prova disso é ‘Venom’, filme que estreia nesta quinta-feira (4) em Curitiba, com Tom Hardy no papel principal.

    Venom é um personagem criado por Todd McFarlane, Randy Schueller, David Michelinie e Mike Zeck nos anos 80. Na época, em que as HQs sofriam com inúmeras transformações, o Homem-Aranha apareceu com um uniforme totalmente preto, maior poder de renegeração e um comportamento diferente. Com o desenrolar das histórias, descobriu-se que tudo isso era por causa de uma espécie de parasita alienígena que havia tomado o corpo de Peter Parker de maneira simbiótica – um dependia do outro para sobreviver. Depois que deixou seu hospedeiro, o simbionte infectou Eddie Brock e se tornou um dos inimigos do Aranha. Venom já apareceu na telona, em ‘Homem-Aranha 3’, de 2007 – que, dentre os filmes do herói, foi um dos maiores sucessos em termos de bilheteria e um dos maiores fracassos em termos de crítica. Nos quadrinhos, também já ganhou séries próprias.

    Em ‘Venom’, contudo, não há Homem-Aranha. Venom é o protagonista. E o filme quase não saiu. Vários atores foram cotados para o papel principal e o longa só ganhou forma depois que Tom Hardy (de ‘Mad Max: Estrada da Fúria’) topou a parada. E não apenas como ator, mas também como produtor executivo. Hardy já fez um herói icônico, o Max de ‘Mad Max’. Já fez filme de quadrinhos – foi o vilão Bane de ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge’. Já foi indicado a um Oscar, como coadjuvante em ‘O Regresso’. Mas faltava a ele um protagonista do universo ´das HQs. Ou ao menos foi isso que ele pensou com ‘Venom’.

    Na trama do filme, Eddie Brock (Hardy) é um jornalista investigativo de São Francisco que mexeu onde não devia. Resolveu bater de frente com um poderoso empresário, Carlton Drake (Riz Ahmed), dono da Fundação Vida, envolvida com negócios de remédios a foguetes. Acusou-o de matar gente que servia de cobaia para experimentos escusos. Em represália, acabou demitido. E não somente ele, mas também a namorada, a advogada Anne (Michelle Williams). O que o jornalista não desconfiava é que o problema era bem pior. Drake tinha ordenado uma expedição para trazer “amostras” alienígenas, com o intuito de colonizar planetas. Seis meses após a demissão, Brock está na rua da amargura. É quando uma funcionária da Fundação Vida, Dora Skrith (Jenny Slate), o procura. Ela não apenas diz que Brock tinha razão sobre as acusações, mas também o coloca dentro da fundação Vida para ver o simbionte de perto. E Brock acaba “infectado”.

    O ‘Venom’ do filme não é bem um herói. Também não é um vilão como nos quadrinhos. Está mais para um anti-herói. Ou, sob outro aspecto, uma versão moderna do clássico ‘O Médico e o Monstro’, de Robert Louis Stevenson, em que basicamente o doutor Henry Jakyll tem que conviver com um monstro (Edward Hyde) dentro de si. Até por causa disso, o tom é mais sombrio que os demais filmes com personagens da Marvel. Ainda que com alguns momentos cômicos – especialmente aqueles em que Brock tenta um convívio pacífico com uma criatura cuja versão de “fazer o bem” é simplesmente comer carne. Por essa a Marvel não esperava.

    Obs: Há a indefectível aparição de Stan Lee, o grande criador dos personagens Marvel, e duas cenas pós-créditos. Na primeira, Brock vai a uma prisão e encontra Cletus Kasady, o vilão Carnificina – outro que também foi infectado por um simbionte. A segunda é uma animação com o “Spiderverso”, em que Peter Parker está morto e Miles Morales é um Homem-Aranha cheoi de dúvidas. Esse filme deve estrear no fim do ano no Brasil.

  • ‘Creed 2’, com Rocky Balboa de coadjuvante, ganha trailer e imagens

    ‘Creed 2’, com Rocky Balboa de coadjuvante, ganha trailer e imagens
    (Foto: Divulgação)

    ‘Creed – Nascido para Lutar’ tornou-se uma grata surpresa quando foi lançado, em 2015. Trata-se de um filme com Sylvester Stallone no papel do icônico Rocky Balboa, mas sem que ele seja o protagonista. Ele vira o treinador de Adonis Creed (Michael B. Jordan), filho do antigo rival e depois amigo Apollo Creed (Carl Weathers). Stallone foi até indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante – perdeu para Mark Rylance, por ‘Ponte de Espiões’. Adonis e Rocky voltam à telona em ‘Creed 2’, cujo trailer foi divulgado pela Warner. O filme deve ser lançado em novembro deste ano.

    Veja o trailer AQUI

    Apolo foi rival de Rocky nos dois primeiros filmes do pugilista. No terceiro, ele foi o treinador no combate contra Clubber Lang (Mr. T) e ambos ficaram amigos. No quarto, que se passa em 1985, época da guerra fria, Apolo acabou morto em uma luta contra o lutador soviético Ivan Drago (Dolph Lundgren). Este, por sua vez, foi derrotado por Rocky no clímax do filme (esse spoiler prescreveu).

    Em ‘Creed 2’, Adonis encara Viktor Drago (o pugilista profissional Florian Munteanu, que está em seu segundo filme. Viktor é filho de Ivan Drago, algoz do pai de Adonis Creed. Como curiosidade, a mesma diferença de tamanho entre Stallone (1,77m) ou Weathers (1,85m) contra Lundgren (1,96m) é reeditada no combate de segunda geração. Michael B. Jordan, que já foi o vilão de ‘Pantera Negra’, mede 1,82m. Menos que os 1,93m de Munteanu.

  • Como eram os outros filmes de ‘Missão: Impossível’ mesmo?

    ‘Missão: Impossível – Efeito Fallout’ estreia nesta quinta-feira (26) nos cinemas. É o sexto filme da franquia estrelada por Tom Cruise, que interpreta o agente Ethan Hunt. Além dele, apenas Luther (Ving Rhames), um fiel amigo para todas as horas, aparece em todos os filmes. Mas como eles eram mesmo? O blog dá uma palhinha de cada um.

    Missão: Impossível (1996)

    O agente do governo Ethan Hunt e seu mentor, Jim Phelps, embarcam em uma missão secreta que dá errado; Jim é dado como morto e Ethan vira suspeito do assassinato. Agora um fugitivo, Hunt recruta o brilhante Luther Stickell e o piloto Franz Krieger para ajudá-lo a entrar no prédio da CIA, a fim de pegar um arquivo confidencial que vai provar sua inocência.

    Missão: Impossível 2 (2000)

    Ethan Hunt lidera sua equipe em uma missão que pretende capturar um vírus mortal alemão antes que ele seja liberado por terroristas. Sua missão é fazer o impossível, até porque ele não é a única pessoa procurando as amostras da doença. Ele também compete com uma gangue de terroristas internacionais, liderados por um ex-agente que já roubou a cura para o vírus.

    Missão: Impossível 3 (2005)

    Aposentado do serviço ativo e treinando recrutas para a Força Missão Impossível, Ethan Hunt enfrenta o inimigo mais difícil de sua carreira: Owen Davian, um negociante internacional de armas e informação que é tão esperto quanto implacável. Davian surge para ameaçar Hunt e tudo o que ele mais estima, incluindo a mulher que tanto ama.

    Missão: Impossível – Protocolo Fantasma (2011)

    Quando a Força Missão Impossível é fechada depois de ser envolvida em um plano terrorista internacional, Ethan Hunt e sua equipe tentam limpar o nome da organização. Não é uma tarefa fácil: eles são acusados de querer explodir nada menos que o Kremlin, o palácio de governo da Rússia.

    Missão: Impossível – Nação Secreta (2015)

    Ethan Hunt e sua equipe enfrentam uma das missões mais difíceis: erradicar o Sindicato, uma organização secreta internacional de assassinos profissionais, tão treinada e equipada quanto eles mesmos, que está determinada a destruir o Força Missão Impossível. Hunt tem que contar com toda a ajuda disponível, incluindo pessoas não muito confiáveis.

    Missão: Impossível – Efeito Fallout (2018)

    Desta vez, a equipe do agente Ethan Hunt tenta impedir que uma carga de plutônio vá parar nas mãos de um grupo terrorista de dissidentes do Sindicato – supostamente eliminado em ‘Missão Impossível: Nação Secreta’. Se os caras maus colocarem a mão na carga, poderão construir bombas nucleares.

  • Palpites para o Oscar deste domingo

    O Oscar será entregue neste domingo (4). Teoricamente, ‘A Forma da Água’, com 13 indicações, é o favorito. Contudo, de acordo com as premiações de eventos anteriores, ‘Três Anúncios para um Crime’ pode levar o prêmio máximo. Desta vez, as categorias de atores parecem já decididas. Abaixo, seguem alguns palpites para a festa deste domingo. Melhor filme ‘Corra!’ ‘O Destino de uma Nação’ ‘Dunkirk’ ‘Me Chame pelo Seu Nome’ ‘A Forma da Água’ ‘Lady Bird - É Hora de Voar’ ‘Trama Fantasma’ ‘The Post - A Guerra Secreta’ ‘Três Anúncios para um Crime’ Palpite: Na real, ‘Dunkirk’ é o melhor filme. Não vai ganhar. O favoritismo está entre ‘A Forma da Água’ e ‘Três Anúncios para um Crime’. Pelas premiações anteriores, ‘Três Anúncios para um Crime’ entra mais forte. Venceu o Globo de Ouro, o Bafta e o SAG (Sindicato dos Atores) – esta última premiação cravou as vitórias de ‘Spotlight: Segredos revelados’ (2015/16) e ‘Moonlight’ (2016/17) quando eles não eram favoritos em seus respectivos anos.   Melhor diretor Christopher Nolan (‘Dunkirk’) Guillermo del Toro (‘A Forma na Água’) Jordan Peele (‘Corra!’) Paul Thomas Anderson (‘Trama Fantasma’) Greta Gerwig (‘Lady Bird - É Hora de Voar’) Palpite: Christopher Nolan fez o melhor trabalho, com ‘Dunkirk’, e não vai ganhar. Greta Gerwig fez um belo trabalho com ‘Lady Bird’ e não vai ganhar, apesar de haver um certo clima para premiar uma mulher depois da atriz Natalie Portman ter alfinetado a categoria no Globo de Ouro – ao anunciar os candidatos, ela falou “e os cinco indicados homens são...”. Na verdade, Guillermo del Toro é o grande favorito. Venceu o Globo de Ouro e o Bafta.   Melhor ator Daniel Day-Lewis (‘Trama Fantasma’) Daniel Kaluuya (‘Corra!’) Denzel Washington (‘Roman J. Israel, Esq.’) Gary Oldman (‘O Destino de uma Nação’) Timothée Chalamet (‘Me Chame pelo Seu Nome’) Palpite: Daniel Day-Lewis, vencedor de três Oscars nesta categoria, anunciou que iria se aposentar depois de ‘Trama Fantasma’. Foi indicado, mas não deve levar. Ao que tudo indica, a vez é de Gary Oldman, que levou todos os principais prêmios possíveis com sua interpretação de Winston Churchill. Merece.   Melhor atriz Frances McDormand (‘Três Anúncios para um Crime’) Margot Robbie (‘Eu, Tonya’) Meryl Streep (‘The Post: A Guerra Secreta’) Saoirse Ronan (‘Lady Bird’) Sally Hawkins (‘A Forma da Água’) Palpite: Frances McDormand é a grande barbada. Venceu o Globo de Ouro (atriz dramática), o SAG e o Bafta. Se é que alguém pode ameaça-la, esse alguém seria Saoirse Ronan (Globo de ouro com atriz comédia/musical por ‘Lady Bird’). As chances são mínimas.   Melhor ator coadjuvante Sam Rockwell (‘Três Anúncios para um Crime’) Willem Defoe - Projeto Flórida Woody Harrelson - Três Anúncios para um Crime Richard Jenkins - A Forma da Água Christopher Plummer - Todo Dinheiro do Mundo Palpite: Sam Rockwell larga na frente. Venceu o Globo de Ouro, o SAG e o Bafta.   Melhor atriz coadjuvante Mary J. Blige – ‘Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi’ Allison Janney – ‘Eu, Tonya’ Lesley Manville – ‘Trama Fantasma’ Laurie Metcalf – ‘Lady Bird - A Hora de Voar’ Octavia Spencer – ‘A Forma da Água' Palpite: Allison Janney é a favorita. Venceu o Globo de Ouro, o SAG e o Bafta (II).   Melhor roteiro original ‘Corra!’ ‘Doentes de Amor’ ‘A Forma da Água’ ‘Lady Bird - É Hora de Voar’ ‘Três Anúncios para um Crime’ Palpite: Seria divertida a vitória de ‘Corra’, mas é pouco provável. ‘Três Anúncios para Um Crime’ venceu o Globo de Ouro e larga na frente.   Melhor roteiro adaptado ‘Me Chame pelo Seu Nome’ ‘O Artista do Desastre’ ‘A Grande Jogada’ ‘Logan’ ‘Mudbound - Lágrimas sobre o Mississipi’ Palpite: Normalmente, os indicados para melhor roteiro adaptado também concorrem a melhor filme. Não é o caso de quatro dos cinco indicados. A exceção é ‘Me Chame pelo Seu Nome’, não por acaso o mais cotado ao prêmio de roteiro.   Melhor fotografia ‘Blade Runner 2049’ ‘O Destino de uma Nação’ ‘Dunkirk’ ‘Mudbound - Lágrima sobre o Mississipi’ ‘A Forma da Água’ Palpite: ‘Dunkirk’ mereceria, mas tem poucas chances. O duelo fica entre ‘A Forma da Água’ e ‘Blade Runner 2049’ – que recriou o clima noir do Blade Runner original, na época bastante esnobado. ‘Blade Runner 2049’ já venceu o Bafta, embora esse prêmio não tenha tanto peso para o Oscar.   Melhor direção de arte ‘A Bela e a Fera’ ‘Blade Runner 2049’ ‘Dunkirk’ ‘O Destino de uma Nação’ ‘A Forma da Água’ Palpite: Novamente o duelo fica entre ‘A Forma da Água’ e ‘Blade Runner 2049’ – que é o favorito.   Melhor figurino ‘A Bela e a Fera’ ‘O Destino de uma Nação’ ‘Trama Fantasma’ ‘Victoria & Abdul’ ‘A Forma da Água’ Palpite: O Bafta não serve muito de parâmetro, mas premiou ‘Trama Fantasma’. Como é um filme de alta costura com contexto histórico, carrega certo favoritismo nesta categoria.   Melhor edição ‘Dunkirk’ ‘Em Ritmo de Fuga’ ‘Eu, Tonya’ ‘A Forma da Água’ ‘Três Anúncios para um Crime’ Palpite: Parece repetivivo, mas ‘Dunkirk’ mereceria. Contudo, ‘A Forma da Água’ é o favorito. ‘Em Ritmo de Fuga’ pode surpreender – já levou o Bafta.   Melhor trilha sonora ‘Dunkirk’ ‘A Forma da Água’ ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ ‘Trama Fantasma’ ‘Três Anúncios para um Crime’ Palpite: ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ rendeu ao maestro John Williams a sua 51ª indicação ao Oscar. E será, provavelmente, a 46ª derrota – ele faturou cinco estatuetas na carreira. O favoritismo recai sobre ‘A Forma da Água’, de Alexandre Desplat, vencedor do Globo de Ouro e do Bafta.   Melhor animação ‘O Poderoso Chefinho’ ‘Com Amor, Van Gogh’ ‘O Touro Ferdinando’ ‘The Breadwinner’ ‘Viva - A Vida É uma Festa’ Palpite: Tem Pixar na jogada? Tem: ‘Viva - A Vida É uma Festa’. Já tem no currículo o Globo de Ouro e o Bafta. Melhor esquecer os outros.   Melhor canção ‘Remember Me’ - Viva - A Vida é uma Festa - Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez ‘This is Me’ - O Rei do Show - Benj Pasek e Justin Paul ‘Mighty River’ - Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi - Mary J. Blige, Raphael Saadiq e Taura Stinson ‘Mystery of Love’ - Me Chame Pelo Seu Nome - Sufjan Stevens ‘Stand Up for Something’ - Marshall - Diane Warren e Lonnie R. Lynn Palpite: A categoria costuma premiar, pela ordem: 1) Músicas de musicais. 2) Músicas de desenho animado. Assim, ‘This is Me’, de ‘ Rei do Show’, é a mais cotada, seguida de ‘Remember Me’, de ‘Viva - A Vida é uma Festa’.   Melhor mixagem de som ‘Em Ritmo de Fuga’ ‘Blade Runner 2049’ ‘Dunkirk’ ‘A Forma da Água’ ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ Palpite: Os filmes de Christopher Nolan tendem a se dar bem nas premiações de som – como ‘Batman: Cavaleiro das Trevas’ e ‘A Origem’. Assim, ‘Dunkirk’ (agora sim) deve levar.   Melhor edição de som ‘Em Ritmo de Fuga’ ‘Blade Runner 2049’ ‘Dunkirk’ ‘A Forma da Água’ ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ Palpite: Os filmes de Christopher Nolan tendem a se dar bem nas premiações de som – como ‘Batman: Cavaleiro das Trevas’ e ‘A Origem’. Assim, ‘Dunkirk’ deve levar (II).   Melhores efeitos visuais ‘Blade Runner 2049’ ‘Guardiões da Galáxia’ ‘Kong - A Ilha da Caveira’ ‘Planeta dos Macacos - A Guerra’ ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ Palpite: ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ bem que poderia ganhar o Oscar na categoria em que tradicionalmente é forte candidato. Mas a franquia não é premiada na categoria de efeitos visuais desde 1983. ‘Blade Runner 2049’ está mais cotado, após ter vencido o Bafta.   Melhor maquiagem ‘O Destino de uma Nação’ ‘Extraordinário’ ‘Victoria & Abdul’ Palpite: ‘O Destino de uma Nação’ levou o Bafta. Faz sentido, já que o filme é inglês e o Bafta é o Oscar inglês. A tendência é que leve também o Oscar. É difícil olhar o magrelo Gary Oldman em cena como o rechonchudo Winston Churchill sem especular se é maquiagem, se é maquiagem digital ou se o ator engordou mesmo. Se a Academia cair no sentimentalismo, premiará ‘Extraordinário’, filme sobre um menino com uma deformidade facial que acaba cativando todos em uma escola pelo seu jeito de ser.   Melhor filme estrangeiro ‘Uma Mulher Fantástica’, de Sebastián Lelio (Chile) ‘Corpo e Alma’, de Ildikó Enyedi (Hungria) ‘O Insulto’, de Ziad Doueiri (Líbano) ‘Loveless’, de Andrey Zvyagintsev (Rússia) ‘The Square - A Arte da Discórdia’, de Ruben Östlund (Suécia) Palpite: ‘A Criada’, filme coreano que venceu o Bafta, não concorre ao Oscar. O sueco ‘The Square - A Arte da Discórdia’ aparece como favorito, com o chileno ‘Uma Mulher Fantástica’ correndo por fora.
  • Cena em que Tom Cruise ‘se quebra’ está em trailer de Missão Impossível

    A Paramount divulgou nesta segunda-feira (5) o primeiro trailer de ‘Missão: Impossível – Efeito Fallout’, sexto filme da franquia com Tom Cruise no papel do agente Ethan Hunt. Curiosamente, uma cena em que o ator sofreu uma fratura de verdade no tornozelo está presente no trailer. Nas filmagens, o ator – notório por fazer todas as cenas de ação, sem o uso de dublês – deveria pular de um prédio para outro, mas o salto foi curto demais. Tom Cruise, em vez de cair e sair rolando no topo do segundo prédio, bateu com o tórax na murada do prédio. Ele sofreu uma fratura no tornozelo. O filme estreia no dia 26 de julho nos cinemas é produzido por Tom Cruise, Jake Myers, J.J. Abrams e Christopher McQuarrie, que também assina o roteiro e direção da produção. No filme, Ethan Hunt (Tom Cruise) e sua equipe do IMF (Alec Baldwin, Simon Pegg, Ving Rhames), na companhia de aliados conhecidos (Rebecca Ferguson, Michelle Monaghan), estão em uma corrida contra o tempo depois que uma missão dá errado. Resultado de imagem para missao impossivel fallout Henry Cavill, Angela Basset e Vanessa Kirby são as novidades do elenco. Cavill, que interpreta o Superman nos filmes da Warner/DC Comics, está com barba e bigode – o que foi motivo de polêmica em ‘Liga das Justiça’ e no trailer faz uma cena de luta com o protagonista. Curiosamente, Cruise tem 21 anos mais que Cavill (55 a 34) e é 15 cm mais baixo (tem 1,70, contra 1,85 do oponente). Veja o trailer AQUI.
  • ‘Mamma Mia’ terá uma sequência, dez anos depois

    ‘Mamma Mia’, musical lançado em 2008 e que arrecadou mais de US$ 600 milhões em todo o mundo, terá uma sequência: ‘Mamma Mia! Lá vamos nós de novo’ (Mamma Mia: Here We Go Again!). O trailer foi lançado nesta quinta-feira (25). Veja o trailer ‘Mamma Mia! Lá vamos nós de novo’ é uma sequência e, ao mesmo tempo, um “prequel”: embora seja um filme feito depois do original, traz acontecimentos de muitos anos antes de ‘Mamma Mia’. Junto ao trailer, os produtores também lançaram o primeiro cartaz do filme, que mostra o antes e depois dos personagens. A arte também apresenta Lili James, como Donna - interpretada por Meryl Streep no longa original - aos vinte e poucos anos. Seus três amores também ganharam intérpretes novos. Josh Dylan será Bill (Stellan Skarsgård no primeiro filme). Jeremy Irvine será Sam (Pierce Brosnan no original). E Hugh Skinner será Harry (Colin Firth no original). A trilha sonora traz sucessos do ABBA não caracterizadas no primeiro filme. O filme chega aos cinemas em 19 de julho.
  • O governo erra. A culpa é da imprensa? Isso é velho

    Ben Bradlee (Tom Hanks), com o copo na mão: tensão em uma redação (foto: Divulgação)
    O jornal ‘The Washington Post’ fez fama global com o caso Watergate, que em 1974 fez com que Richard Nixon renunciasse à presidência dos Estados Unidos. Essa história já foi contada no cinema, no filme ‘Todos os Homens do Presidente’ (1976), com Dustin Hoffmann e Robert Redford no papel de dois jornalistas do ‘Post’ que publicaram as matérias sobre o caso. Antes disso, porém, o jornal viveu momentos de tensão ao publicar outra história contra os interesses do governo americano, o caso do Pentagono Papers, em 1971. É essa a história narrada em ‘The Post: A Guerra Secreta’, dirigido por Steven Spielberg e que estreia nesta quinta-feira (25) em Curitiba. Resumidamente, o caso do Pentagono Papers traz documentos secretos de como o governo norte-americano sabia desde sempre que a Guerra do Vietnã era uma fria (embora os governantes negassem), que pragmaticamente não valia a pena estar ali (idem) e como as estratégias de guerra se mostravam furadas (idem). Mesmo assim, uma vez dentro da guerra, os Estados Unidos não quiseram mais sair dela – e, dizem os Papers do Pentágono, era para evitar o risco de humilhação com a derrota. A história cai no colo do ‘The New York Times’, o jornal mais famoso dos Estados Unidos e historicamente oposicionista, seja qual foi o presidente. Mas o presidente da vez é Richard Nixon. Belicoso. Mentiroso. Vingativo. Claro que ele dá um jeito para que o caso não apareça mais nas páginas do ‘Times’ – o jornal vinha publicando tudo aos poucos, dado o volume das 14 mil páginas de documentos. E a história vai parar nas mãos do ‘The Washington Post’, através dos trabalhos dos repórteres e do editor. Ao mesmo tempo em que o caso atrai a atenção do editor Ben Bradlee (Tom Hanks), a dona do ‘Post’, Kat Graham (Meryl Streep), negocia com banqueiros e investidores para dar fôlego financeiro ao jornal, que na época era pequeno e tinha uma pecha ruim de empresa familiar. Muitos acham que Kat está ali por acaso. O pai dela, antigo dono do ‘Post’, havia passado o comando ao genro dele, Phil, e Phil morreu cedo, deixando a viúva Kat como administradora desde os 45 anos (isso em 1963). Bem-intencionada, ela tem o intuito de fazer o ‘Post’ crescer. Mas ela é uma mulher na machista sociedade norte-americana dos anos 70. Ao mesmo tempo, os banqueiros e investidores se dizem bem avessos a “terremotos” como o que a divulgação do Pentagono Papers poderia gerar. Se Nixon provocou uma espécie de censura judiciária ao ‘NY Times’, imagine o que não faria no ‘Post’... Bradlee, claro, faz o papel dele: insiste em publicar e invoca a primeira emenda da constituição dos Estados Unidos (“O congresso não deverá fazer qualquer lei a respeito de um estabelecimento de religião, ou proibir o seu livre exercício; ou restringindo a liberdade de expressão, ou da imprensa”). Os advogados do ‘Washington Post’, claro, fazem o papel deles: insistem em não publicar. Eles sabem que à Primeira Emenda contrapõem-se aquelas leis que os governos adoram criam para proteger a si mesmos, alegando coisas como segurança nacional. A direção de Spielberg tenta equilibrar os momentos de tensão e consegue valorizar as interpretações de Hanks e principalmente de Meryl Streep – sua Kat Graham parece frívola, mas tem a coragem para fazer coisas, mesmo sendo malvista naqueles altos cargos de comando apenas e tão-somente por ser uma mulher. O maior mérito do diretor, contudo, é retratar como funcionava o jornalismo numa época em que não havia celular, nem internet, nem computador. Época em que o jornalismo era feito “no muque” (a cena em que um repórter tem que fazer uma ligação importante fora da redação e derruba as moedas diante de um orelhão é impensável nos dias de hoje). Época em que se valorizavam mais os repórteres, principalmente os bons. Época em que sempre havia a tensão de a manchete ser derrubada em cima da hora. Uma boa lição de como funciona a apuração de informações de verdade em contraponto aos tempos de hoje, recheados com desinformação, algoritmos e “fake news”. Apenas uma coisa não mudou: os governos, sejam eles quais forem, continuam afirmando que seus erros são sempre culpa da imprensa, seja ela qual for.
    Filmes sobre jornalismo A Montanha dos Sete Abutres (1951) O repórter Chuck Tatum (Kirk Douglas) é talentoso, mas comete falcatruas e por isso não para nos empregos. Até que ele vai trabalhar em um jornal no Novo México e transforma a história de um caçador de tesouros (Richard Benedict) em uma sensação na mídia. Tatum começa a usar táticas inescrupulosas para tirar proveito da situação O Jornal (1994) Diante de um possível furo de reportagem, Henry Hacket (Michael Keaton), editor de um tabloide sensacionalista de Nova York, se vê no meio de um conflito entre sua carreira e sua esposa (Marisa Tomei), que está grávida e quer que o marido arrume outro emprego para passar mais tempo com a família. A chefe do jornal é Alicia Clark (Glenn Close). Spotlight: Segredos Revelados (2015) Um grupo de jornalistas em Boston, chefiado pelo veterano Walter Robinson (Michael Keaton, de novo), investiga o abuso de crianças por padres católicos, acobertados pela Igreja. Eles conseguem reunir documentos que podem provar os crimes cometidos e o envolvimento de líderes religiosos que tentaram ocultar os casos. Levou o Oscar de Melhor Filme Todos os Homens do Presidente (1976) Dois repórteres que trabalham para o ‘Washington Post’, Bob Woodward (Roberf Redford) e CarlBernstein (Dustin Hoffmann), pesquisam sobre o roubo de 1972 da Sede do Partido Democrático no condomínio Watergate — uma cena, aliás, que aparece rapidamente em ‘The Post’. Com a ajuda de uma fonte misteriosa, os dois repórteres fazem conexão entre os ladrões e um funcionário da Casa Branca. Zodíaco (2007) Durante os anos 60 e 70, a cidade de São Francisco vive com os ataques de um assassino maníaco chamado Zodíaco. o chargista iniciante Robert Graysmith (Jake Gyllenhaal) e o repórter cascudoPaul Avery (Robert Downey Jr. ), do jornal ‘San Francisco Chronicle’, tentam descobrir a identidade do assassino — junto com o detetive Dave Toschi (Mark Ruffalo) — e levá-lo à justiça.
  • Há ‘Jumanji' sem Robin Williams

    Dr. Bravestone (Dwayne Johnson): avatar do nerd Spencer
    Quando o reboot de ‘Jumanji’ foi anunciado pela Sony, houve chiadeira, pelo medo de que o exemplo clássico de ‘Sessão da Tarde’ fosse estragado. Mas não. ‘Jumanji: Bem-Vindo à Selva’ mantém o clima do original: muita ação e diversão numa história levemente bizarra. A grande sacada de ‘Jumanji: Bem-Vindo à Selva’ recai sobre a ambientação do filme. Nada de jogo de tabuleiro (quem, nessa geração millennials, ainda tem paciência para um jogo de tabuleiro?). Desta vez, Jumanji é um jogo de videogame, com o poder de transpor os jogadores ao cenário. Quando quatro adolescentes descobrem o videogame em uma casa antiga, acabam sugados à selva do jogo. E os quatro assumem o corpo dos avatares que escolheram. Para completar, os avatares não necessariamente refletem os adolescentes... Assim, o nerd-de-carteirinha Spencer (Alex Wolff) vira o Dr. Bravestone (Dwayne Johnson), um herói cheio de músculos e com uma voz grossa. O professor Oberon (Jack Black): avatar da gatinha Bettany A gatinha-da-turma Bettany (Madison Iseman) toma a forma do professor Shelly Oberon (Jack Black), um cartógrafo com comportamento de adolescente mimada. O biólogo Moose Finbar (Kevin Hart): avatar do atlético Fridge O adolescente-atlético Fridge (Ser’Darius Blain) se torna o histriônico biólogo Moose Finbar (Kevin Hart). Ruby Roundhouse (Karen Gillan): avatar da nerd Martha E a também-nerd Martha (Morgan Turner) assume o corpo de Ruby Roundhouse (Karen Gillan), uma espécie de Lara Croft, que no fim das contas entrega uma das cenas mais divertidas do filme. Cada um dos avatares tem habilidades especiais, que serão reveladas com o passar da aventura. Outra grande sacada foi não apelar para a nostalgia barata fazendo referências demais ao filme dos anos 90. ‘Jumanji: Bem Vindo à Selva’ tem vida própria e não tenta lembrar que houve um filme anterior. Fora isso, o novo ‘Jumanji’ repete a premissa do longa de 1995, colocando os quatro personagens diante de perigos diferentes a cada jogada. Há menos ligação com o livro que deu origem ao filme, escrito pelo norte-americano Chris Van Allsburg. Em contrapartida, apresenta um tom cômico mais acentuado que o filme antecessor. Jake Kasdan, o diretor (o mesmo de ‘Sex Tape – Perdido na Nuvem‘ e ‘Professora Sem Classe’), consegue equilibrar ação e humor. Robin Williams iria gostar.
  • 'Extraordinário' traz um garoto contra um mundo individualista e materialista

    ‘Extradordinário’, filme que estreia nesta quinta-feira (7) em Curitiba, traz Julia Roberts e Owen Wilson como um casal que tem um filho com uma deformidade facial. Dito isso, o casal de astros fica em segundo plano e quem centraliza as atenções é August Pullmann, ou Auggie (Jacob Tremblay), em seu primeiro dia de escola. Ele é obrigado a tirar o capacete de astronauta – sem o qual, aparentemente, nunca sai de casa – e mostrar sua verdadeira face. Imagem relacionada Qualquer um que tenha estudado em uma escola sabe que o mundo das escolas é cruel com os diferentes. Com quem é gordinho. Com quem usa óculos. Com quem tem uma cor diferente. Com quem tem timidez. Imagine com alguém que tem uma deformidade facial. Os pais sabem disso. O pai (Owen Wilson) diz à mãe (Julia Roberts): “Ó Deus, fazei com que sejam gentis com ele”. Claro que, durante os primeiros dias, Auggie é visto com desconfiança pelos demais colegas. Mas, por incrível que pareça, ele leva na boa, na medida do possível. Até comenta isso. “Auggie, você deveria fazer uma cirurgia”, diz um colega. “Esse sou eu depois da cirurgia”, responde. Seu jeito de ser começa a cativar os colegas, pouco a pouco. Sua aceitação é (sem trocadilhos) algo extraordinário. O filme do diretor Stephen Chbosky baseou-se em um livro da norte americana Raquel Jaramillo, que usa o pseudônimo de R.J. Palacio. Tanto o diretor quanto a autora afirmaram que o que mais queriam é que o filme fosse um manifesto de gentileza num mundo cada vez mais individualista e materialista. O trunfo é contar a história de Auggie pelos olhos dos outros personagens. O menino tem deformidade facial. Mas quem disse que os outros também não têm problemas?
  • Poirot é redescoberto e desvenda o ‘Assassinato no Expresso do Oriente’

    Em tempos recentes, o cinema deu roupagens novas para Sherlock Holmes, Tarzan e Drácula, personagens clássicos da literatura do fim do século 19 e começo do século 20. Dito isso, até que demorou para os produtores tirarem o detetive Hercule Poirot do limbo. Poirot é um dos principais personagens criados pela escritora Agatha Christie – a outra é a detetive Miss Marple – para seus contos de investigação policial. Há tempos Poirot não aparecia no cinema, mas ele volta, com bigodão e tudo, à telona. Imagem relacionada E quem o interpreta é Kenneth Branagh, na refilmagem de ‘Assassinato no Expresso do Oriente’, uma das principais obras de Agatha Christie e que teve uma consagrada adaptação para o cinema em 1974. Agatha talvez reclamasse da releitura de Poirot, que agora sai mais para a ação e até luta no corpo a corpo – uma demanda para os filmes de hoje, mas incompatível com o que a escritora concebeu; o detetive usa apenas o cérebro para resolver problemas. Imagem relacionada Branagh não apenas interpreta Poirot, mas também dirige o filme. E isso significa dirigir um grande elenco, incluindo Michelle Pfeiffer (a ainda elegante madame Hubbard), Judi Dench (a esnobe Princesa Dragomiroff), Olivia Colman (Hildegarde Schmidt, a serviçal da princesa), Willem Dafoe (o professor Gerhard Hardman), Johnny Depp (o escroque Ratchett), Derek Jacobi (o mordomo Edward Masterman), Penélope Cruz (a missionária Greta Ohlsson), Daisy Ridley (a jovem Mary Debenham) e outros menos cotados, como Tom Bateman (o bom vivant M. Bouc), Lucy Boynton (a Condessa Andrenyi), Sergei Polunin (o Conde Andrenyi), Josh Gad (o contador Hector MacQueen), Manuel Garcia-Rulfo (o latino Marquez), Marwan Kenzari (o condutor Pierre Michel) e Leslie Odom Jr. (o médico Arbuthnot). Na trama, Poirot entra de última hora no Expresso Oriente, saindo do Oriente Médio rumo a Londres, passando por vários países da Europa dos anos 30. O trem carrega uma diversidade de personagens, sendo um deles bastante peculiar: Ratchett. Ele acaba assassinado dentro do trem. Para azar do assassino, o trem acaba parando após uma avalanche, o que dá tempo para Poirot investigar. Nisso, o detetive descobre que Ratchett não é quem diz ser e que todos ali no trem tinham um motivo para matá-lo. Algumas peças do quebra-cabeças da investigação podem soar como soluções canhestras, principalmente quando se compara Poirot com outro detetive famoso, Sherlock Holmes. Uma questão de estilo. Enquanto sir Arthur Conan Doyle faz do raciocínio de Holmes a mola-mestra para suas histórias, Agatha Christie tem como ponto forte a construção dos personagens. A ponto de suas histórias sempre terem uma aristocrata, um indiano (ou alguém que esteve na Índia) e uma referência a veneno. Branagh respeita e reverencia isso no filme. Mas também acrescenta elementos próprios, como o grand-finale que lembra a santa ceia de Jesus Cristo. Isso o credencia a, eventualmente, comandar uma nova aventura de Poirot – ‘Assassinato no Expresso do Oriente’ contém uma referência a ‘Morte sobre o Nilo’, outro dos grandes sucessos de Agatha Christie. Poirot, até que demorou, foi redescoberto como  potencial protagonista de uma franquia para o cinema.
  • ‘Liga da Justiça’ estreia hoje e tem duas missões

    ‘Liga da Justiça’, que estreia nesta quarta-feira (15) em Curitiba, acusou a bomba em que ‘Batman vs Supeman: A Origem da Justiça’ se tornou. Primeiro, por causa da pressa: a junção dos poderosos heróis da DC Comics chega aos cinemas um ano e meio após o filme antecessor. Filmes-sequência nunca são lançados num prazo tão curto – a exceção é a saga ‘O Senhor dos Aneis’, mas isso ocorreu porque os três longas foram feitos todos de uma só vez. Segundo, porque ‘Liga da Justiça’ tenta valorizar ‘Batman vs Superman’, com várias referências até em pequenos detalhes, além de trazer vários coadjuvantes de volta, como a jornalista Lois Lane e o mordomo Alfred. Liga-MM-Bat ‘Liga da Justiça’, por sinal, tem lá seu momento ‘Senhor dos Aneis’. A trama que movimenta o filme dos super-heróis existe porque, séculos antes, amazonas, atlantes e humanos lutaram contra um inimigo em comum – o vilão Lobo da Estepe – que cobiça um objeto de poder incalculável – no caso, três caixas-maternas, uma espécie de computadores-vivos. Ao derrotar esse inimigo em comum, amazonas, atlantes e humanos levam as caixas-maternas e as escondem. Mas o inimigo ressurge após muitos e muitos anos e quer recuperar os artefatos para dominar o mundo (parece elfos, anões e humanos contra o detentor do “um anel”?). Liga-amazinas ‘Liga da Justiça’ começa onde terminou ‘Batman vs Supeman’, com o mundo chorando a morte do Homem de Aço (esse spoiler prescreveu) e o Batman achando que ele – e qualquer outro com poderes especiais – será necessário numa batalha que ainda pode estar por vir. Ele já havia deduzido isso no filme anterior e a certeza aumenta depois que enfrenta um parademônio em Gotham City. Batman contacta a amazona Diana Prince (A Mulher-Maravilha) e ambos vão atrás do “morto-vivo” Victor Stone, do escondido Barry Allen e do misterioso Arthur Curry. Stone, o Ciborgue, teve o corpo reconstituído com peças metálicas (graças a uma das três caixas-maternas) e pode acessar qualquer tipo de tecnologia. Allen, o Flash, possui supervelocidade. E Curry, o Aquaman, é um atlante, capaz de se comunicar com as águas e a vida marinha. Juntos, os heróis terão como missão salvar o Mundo, algo que nenhum deles poderia fazer sozinho. Batman, claro, lamenta a ausência do Superman... Liga-memorial ‘Liga da Justiça’ possui outra missão: ressaltar o que ‘Batman vs Superman’ tinha de bom (heróis superpoderosos unidos) e esconder o que tinha de ruim. O clima 100% soturno do primeiro filme deu lugar a momentos de bom humor – a mudança de tom teve ligação direta com a troca do diretor Zack Snyder por Joss Whedon, de ‘Os Vingadores’. Por outro lado, há um antagonista que não é lá essas maravilhas. O Lobo da Estepe nem sequer é um vilão bem cotado nos quadrinhos da DC Comics. Suas ambições parecem coisa de dominador do século 20 – no universo da editora, Darkseid seria o oponente ideal e há indícios que ele pode aparecer em um futuro filme. Em ‘Liga’, a única função do Lobo da Estepe é ser a cola que liga heróis que não necessariamente se toleram. Aliás, esse é um dos grandes méritos do filme: ensinar como pessoas aparentemente incompatíveis podem vir a trabalhar em equipe. Batman (Ben Affleck) é a cabeça pensante. Mulher-Maravilha (Gal Gadot) vira a líder de campo. O Ciborgue (Ray Fisher), a ferramenta perfeita. Aquaman (Jason Momoa) assume um lado guerreiro que não tinha antes. Cabe ao Flash (Ezra Miller) ser o escape cômico, embora algumas situações soem forçadas; até o sombrio Batman tem lá suas tiradas. Liga-Steppenwolf ‘Liga da Justiça’ não para por aí. O epílogo indica que a equipe pode crescer – provavelmente com algum Lanterna Verde, já que esses heróis intergalácticos aparecem de relance. Aliás, uma cena de um dos trailers, em que o mordomo Alfred (Jerey Irons) conversa com um misterioso visitante (internautas especularam que seria um Lanterna Verde), não aparece no filme. E há duas cenas pós-créditos: uma, de tom cômico. Outra, indicando uma continuação. Liga-Liga

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