• As Panteras estão mais poderosas do que nunca

    As Panteras estão mais poderosas do que nunca
    As Panteras: Elena (Naomi Scott), Sabina (Kristen Stewart), Jane (Ella Balinska) e Bosley (Elizabeth Banks) (Foto: Divulgação)

    As Panteras estão mais poderosas do que nunca. Que o diga o novo filme delas, que estreia nesta quinta-feira (14) e traz as atrizes Kristen Stewart, Naomi Scott, Ella Balinska e Elizabeth Banks. Isso porque as agentes souberam sobreviver ao tempo. Se James Bond virou um espião anacrônico com o passar dos anos, as Panteras acompanharam a evolução da tecnologia e dos costumes. Provas? No primeiro filme das Panteras, produzido no ano 2000, o grande temor era de que o chefão delas, Charlie Townsend, fosse localizado por causa do seu celular (esse spoiler prescreveu). Hoje isso seria banal; os celulares estão altamente integrados à espionagem, de todos os lados.

    Como o filme deixa claro logo no começo, as Panteras sobreviveram porque nunca houve apenas um grupo de Panteras – ou os “anjos de Charlie”, de acordo com o título original (‘Charlie´s Angels’). No começo, nos anos 70, sim, era apenas um grupo. Mas a organização cresceu, ultrapassou as fronteiras da Califórnia e virou global. Isso graças ao trabalho de Bosley (Patrick Stewart). Ou melhor, o primeiro dos Bosley, já que outras pessoas ascenderam ao cargo (o nome do cargo virou esse mesmo) com a expansão da organização de Charlie Townsend. Quando esse primeiro Bosley se aposenta, ele ganha uma festa. E, nela, há referências tanto às Panteras do seriado original quando às do filme de 2000 (que gerou uma continuação em 2003). Uma clara demonstração de que o tempo passou, mas as Panteras estão na área.

    No filme, Elena Houghlin (Naomi Scott) trabalha numa grande empresa de tecnologia que está desenvolvendo um dispositivo capaz de gerar muita energia, mas também capaz de matar sem deixar vestígios. Ela tenta avisar aos superiores de que se trata de algo potencialmente perigoso, mas, como é uma mulher, ninguém dá ouvidos. Contudo, o dispositivo está no radar de uma das Bosley (Elizabeth Banks), uma ex-Pantera, que destaca as agentes Sabina (Kristen Stewart) e Jane (Ella Balinska), ex-MI-6, para evitar uma tragédia.

    O roteiro pode parecer cheio de clichês. Elena Houghlin é inteligente, mas atrapalhada – e acaba virando uma Pantera “sem querer”. Sabina e Jane se antipatizam logo na primeira cena do filme, mas salvam a vida uma da outra quando necessário. E o tal dispositivo será vendido como arma no mercado negro. Além disso, há a possibilidade de uma traição dentro do grupo de espiãs.

    Mas as Panteras acompanharam a evolução dos costumes. Na prática, o que diferencia esse filme dos outros é o olhar feminino da diretora e roteirista Elizabeth Banks sobre as agentes. O tom leve, inerente ao seriado e aos filmes do começo do século, foi mantido. Há equilíbrio entre humor e ação. As garotas até querem ser sensuais, mas trabalham duro, são competentes no que fazem e acreditam umas nas outras. Em tempos de empoderamento feminino, nada melhor que contar histórias de mulheres com uma honestidade feminina na abordagem. Sim, as Panteras estão mais poderosas do que nunca.

  • Acordo por Homem-Aranha saiu por causa de fãs, dizem estúdios

    Acordo por Homem-Aranha saiu por causa de fãs, dizem estúdios

    No fim de setembro, a Marvel e a Sony entraram em acordo a respeito da utilização do Homem-Aranha nos cinemas. Nesta quarta-feira (30/10), o chefe de produção da Disney, Alan Horn, e o chefe de estúdio da Sony, Tom Rothma, afirmaram que o acordo saiu por causa da reação dos fãs. A afirmação foi dada por ambos ao ‘The Hollywood Reporter’.

    Os direitos do Homem-Aranha para o cinema pertencem à Sony, que produziu sete filmes do herói desde 2002. Mas o personagem integrou filmes do Universo Cinematográfico Marvel (que pertence à Disney), como os dois últimos ‘Os Vingadores’, além de ‘Capitão América: Guerra Civil’. Para que a Marvel pudesse continuar utilizando o personagem em seus filmes, o longa ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’, lançado neste ano, deveria passar de US$ 1 bilhão nas bilheterias. A marca foi batida, mas mesmo assim os estúdios romperam o acordo. Isso em setembro.

    Segundo o site ‘Deadline’, a questão da ruptura teria sido financeira. A Marvel propôs um acordo de bancar 50% do financiamento dos próximos filmes, com a Sony pagando os outros 50%. Consequentemente, o lucro seria metade para cada um. Mas a Sony recusou – até então, ela pagava 90% da conta, mas ficava com toda a bilheteria. Como a bilheteria dava lucro...

    A ruptura dos dois estúdios não havia sido bem aceita pelos fãs. A Marvel perderia a chance de usar o Homem-Aranha em filmes com outros heróis da editora e a Sony perderia força criativa – os filmes com Tom Holland foram exatamente os que mais renderam nas bilheterias. Como o dinheiro é a mola do mundo, os executivos se acertaram e o Aranha deverá integrar mais filmes da Marvel, além de longas próprios feitos pela Sony. "O ritmo de negociações entre estúdios e o ciclo de notícias da imprensa nem sempre coincidem. Nós teríamos chegado a um acordo de qualquer forma. A cobertura da imprensa foi um pouco além do que deveria", disse Rothman. "O nosso público gosta que o Homem-Aranha faça parte do universo Marvel. Nós ouvimos o retorno dos fãs, e ele sugeria que continuar a nossa parceria era a escolha certa", falou Horn.

  •  ‘Anna – O Perigo Tem Nome’ é Luc Besson sendo Luc Besson

     ‘Anna – O Perigo Tem Nome’ é Luc Besson sendo Luc Besson
    Helen Mirren, Sasha Luss e Luke Evans em 'Anna - O Perigo Tem nome' (Foto: Divulgação)

    ‘Anna – O Perigo Tem Nome’, filme que estreia nesta quinta-feira (29) em Curitiba, tem direção e roteiro do francês Luc Besson. Dizer isso é quase um pleonasmo. O filme repete muitas ideias de ‘La Femme Nikita’, de 1990, com Anne Parillaud: uma protagonista que tem uma vida comum até virar uma espiã, muita ação e tiroteios e uma reviravolta na história. Não por acaso, ‘Nikita’ é do mesmo diretor francês. Ou seja, ‘Anna – O Perigo Tem Nome’ é Luc Besson sendo Luc Besson.

    Para não dar muito na cara que está se repetindo, Besson usa uma narrativa não-linear em ‘Anna”. Se a trama é previsível, a maneira de contar dá uma disfarçada. Anna Poliatova (Sasha Luss) é uma garota russa que vende artesanato e também consegue uns trabalhos de modelo. Em pouco tempo, ela já é uma matadora da KGB, cheia de missões secretas. Depois é que se vê como ela chegou lá. As cenas de ação estão lá, suficientemente convincentes, mas quase cartunescas. Bem como as reviravoltas propostas pelo diretor.

    O elenco de ‘Anna’ ainda tem Helen Mirren, Cillian Murphy e Luke Evans com destaques. Ela como uma espécie de chefe de Anna e os dois como contrapontos. Mas eles não interferem em uma nova “repetição” de Besson, a de tentar entregar uma protagonista feminina forte, assim como em ‘Nikita’ – e também em ‘Lucy’, com Scarlett Johansson, de 2014. Sasha Luss segura a onda, interpretando uma “espiã-matrioshka”: cheia de camadas facetadas. Ela ainda pode se gabar de estar em boa companhia.

  • Marvel não poderá mais produzir filmes do Homem-Aranha

    Marvel não poderá mais produzir filmes do Homem-Aranha
    (Foto: Divulgação)

    A Marvel não poderá mais produzir filmes do Homem-Aranha. A informação foi dada nesta terça-feira (20) pelo site ‘Deadline’ e por outros sites internacionais. Embora o herói tenha sido criado pela Marvel (hoje pertencente à Disney), os direitos dele para o cinema são da Sony. E os dois estúdios não teriam entrado em acordo para co-produzir novos filmes. Como consequência, os filmes do Aranha não farão mais parte do Universo Marvel.

    A Sony produziu todos os filmes do Homem-Aranha desde 2002. Mas, em 2015, o estúdio entrou em acordo com a Marvel e, com isso, o personagem pôde aparecer em ‘Capitão América: Guerra Civil’ e nos filmes dos Vingadores – produzidos pela Marvel. Além disso, os dois estúdios fizeram, juntos, os longas ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’ e ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’.

    O acordo, porém, não vale mais. Existia uma possiblidade de ruptura vinculada à bilheteria de ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’, lançado em julho deste ano. Se não rendesse pelo menos US$ 1 bilhão, os direitos reverteriam todos para a Sony. Nesta semana, o filme passou de US$ 1 bilhão na bilheteria, mas mesmo assim o acordo foi desfeito.

    A questão da ruptura teria sido financeira, segundo o ‘Deadline’. A Marvel propôs um acordo de bancar 50% do financiamento dos próximos filmes, com a Sony pagando os outros 50%. Consequentemente, o lucro seria metade para cada um. Mas a Sony recusou.

    Por ora, não se sabe o que vai acontecer com os outros filmes do Aranha que estavam em desenvolvimento. Não há nada sobre troca de elenco e nenhuma das empresas se pronunciou oficialmente.

  • Pai herói, literalmente? Veja as relações de pai e filho entre os personagens Marvel

    Pai herói, literalmente? Veja as relações de pai e filho entre os personagens Marvel

    Os filmes da Marvel são filmes-família. Pode reparar: a maioria dos personagens da Marvel tem uma relação pai/filho forte. Isso ficou evidente nos longas – em especial, em ‘Vingadores: Ultimato’. E muitas vezes são essas relações que determinam os heróis. Entre os principais vingadores, todos eles tiveram pelo menos alguma citação de relação pai e filho (o texto pode conter spoilers).

    Thor
    Thor, Deus do Trovão, é filho de Odin, o rei dos Deuses nórdicos. Em seu primeiro filme, de 2011, o herói – então uma espécie de playboy de Asgard – é punido pelo pai e acaba encaminhado à Terra (sem poderes) para aprender a ser humilde. Em ‘O Mundo Sombrio’, é Thor quem ensina humanidade ao pai. Em “Thor: Ragnarok’, o Deus do Trovão acaba se despedindo de Odin.

    Homem de Ferro
    Nos filmes, é talvez a relação mais densa entre pai e filho dentre os heróis Marvel. Howard Stark, pai de Tony Stark, já havia aparecido em ‘Capitão América: O Primeiro Vingador’ e já havia morrido quando Tony Stark se tornou o Homem de Ferro. Se antes vivia às turras com o pai e tinha queixas dele, Tony passa a reconhecer os esforços dele em transmitir conhecimento (em ‘Homem de Ferro 2’) e percebe que, se chegou longe, foi graças aos esforços de Howard. Tony também reconhece e lamenta que o último dia em que falou com o pai não foi amigável (em ‘Capitão América: Guerra Civil’). Já ciente de como é ser pai, uma vez que tem a pequena Morgan, Tony ganha uma chance de rever Howard num contexto diferente, em ‘Vingadores: Ultimato’.

    Capitão América
    A única referência ao pai de Steve Rogers é que já é falecido em 1942, quando o jovem (ainda raquítico e tísico) tenta se alistar ao exército norte-americano para lutar na Segunda Guerra Mundial.

    Viúva Negra
    “Natasha, filha de Ivan”, diz a ela o Caveira Vermelha no planeta Vormir, em ‘Vingadores: Ultimato’. Foi ali que ela soube que seu pai se chamava Ivan.

    Gavião Arqueiro
    Clint Barton é filho de Edith, como dito pelo Caveira Vermelha em ‘Ultimato’. Mas a relação pai/filho para ele é diferente. Trata-se do único vingador que tem filhos – e os outros colegas só descobrem isso em ‘Vingadores: Era de Ultron’. A cena em que seus três filhos desaparecem com o estalar de dedos de Thanos abre ‘Vingadores: Ultimato’ – e também determina as ações do Gavião no desenrolar do filme.

    Pantera Negra
    T’Chala é filho de T’Chaka, rei de Wakanda, que acaba morto num atentado terrorista em ‘Capitão América: Guerra Civil’. Com isso, T’Chala assume o trono e a roupa do Pantera Negra, uma entidade protetora do país africano. Mas, em ‘Pantera Negra’, o herói descobre que o pai, apesar de bom e sábio, é falível, e suas falhas trazem consequências graves.

    Peter Quill
    Quill é, literalmente, filho de um planeta, Ego – que um dia assumiu uma forma humana e acasalou com a mãe dele na Terra. O poder conferido pelo pai faz com que o filho aguente segurar, na mão, a joia do Poder (uma das joias do infinito), como visto em ‘Guardiões da Galáxia’. Mas o pai mostra não ser o santo que parece em ‘Guardiões da Galáxia: Volume 2’.

    Homem-Formiga
    Scott Lang cometeu alguns deslizes na vida e foi preso por isso, mas sua relação de carinho com a filha, Cassie, é altamente genuína. Ele faz tudo por ela. É ela sua primeira preocupação quando ele retorna do mundo quântico em ‘Vingadores: Ultimato’. O mentor de Scott, Hank Pym, o inventor da tecnologia que faz as coisas diminuírem de tamanho, também faz tudo pela filha, Hope.

    Homem-Aranha
    Não tem quase nenhuma relação paternal. Nos filmes de 2012 e 2014 (com Andrew Garfield como Peter Parker), mostra-se que o trabalho perigoso do pai, Richard Parker, é o que leva Peter a ir morar com os tios, Ben (irmão de Richard) e May Parker. Na prática, quem faz o papel de pai é o tio Ben, autor involuntário da frase “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Sua morte é que leva Peter Parker a se tornar o Homem-Aranha (como visto no filme de 2002).

    Hulk
    Na nova geração de filmes dos Vingadores, desde 2008, Bruce Banner não tem nenhuma relação paternal. Mas, em ‘Hulk’, de 2003, o pai dele se mostra como o grande vilão do filme.

    Thanos
    Parece incrível, mas o grande vilão dos Vingadores é um pai zeloso, à maneira dele. Ensina as filhas (adotivas) Gamora e Nebula a serem fortes e a lutar – mesmo que, no caso de Nebula, isso signifique substituir partes orgânicas por componentes tecnológicos. Ensina também a sempre falar a verdade. O sofrimento do Titã Louco em sacrificar Gamora para obter a joia da Alma (em ‘Vingadores: Guerra Infinita’) é de doer na alma.

  • As semelhanças do novo ‘O Rei Leão’ em relação ao filme de 1994

    As semelhanças do novo ‘O Rei Leão’ em relação ao filme de 1994

    ‘O Rei Leão’ estreia oficialmente nesta quinta-feira (18) e é um remake de um desenho clássico da Disney, produzido em 1994. É tão remake que a maioria das cenas ficou praticamente idêntica às originais. Confira:

    Voo das aves sobre as águas da África

    Mufasa e Simba no alto da Pedra do Rei

    Mufasa e Simba

    Simba e Nala no cemitério de elefantes

    Mufasa leva Nala e Simba para casa

    Scar, o tio de Simba

    Estouro da manada de gnus

    Simba ainda criança, Pumbaa e Timon

    Simba jovem, Pumbaa e Timon

    Simba e Nala na cachoeira

    Simba ruge triunfante

  • Estreia nesta quinta

    ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’ tem cinco pequenos detalhes importantes

    ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’ tem cinco pequenos detalhes importantes
    Mysterio (Jake Gyllenhaal) e o Homem-Aranha (Tom Holland) (Foto: Divulgação)

    O filme ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’, que estreia nesta quinta-feira (4), tem cinco pequenos detalhes que fazem diferença para o universo Marvel.

    Veja crítica do filme AQUI.

    O ‘Blip’

    As explicações sobre a reaparição dos que haviam sumido com o estalar de dedos de Thanos em ‘Vingadores; Guerra Infinita’ aparece na segunda cena de ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’. Como se passaram cinco anos, quem ficou na Terra está cinco anos mais velho. Quem virou pó e volta do nada manteve a idade que tinha – ou seja, não envelheceu nada em cinco anos. É o caso do Homem-Aranha e da maioria de seus amigos de escola. No videojornal da escola, onde se explica tudo, a reaparição é chamada simplesmente de “O Blip”. Por incrível que pareça, o desenrolar da história mostra que essa seria a melhor solução.

    Citação à Capitã Marvel e o In Memoriam

    Vários heróis da Marvel aparecem indiretamente em ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’. No começo do filme, os que morreram nos filmes anteriores da Marvel ganharam uma homenagem à la “In Memoriam”, do Oscar. Além disso, em dado momento, Peter Parker, ou o Homem-Aranha, sugere a Nick Fury que chame um herói mais poderoso para lidar com os elementais, como Thor ou Capitã Marvel. A reação de Fury ao ouvir o nome da Capitã Marvel chama atenção: “Não diga esse nome de novo”. Depois, explica-se por quê.

    Mystério

    Ao menos nos trailers, Mysterio (Jake Gyllenhaal) foi apresentado como um herói. Nas histórias em quadrinhos, contudo, ele é um vilão. O personagem tem como identidade original Quentin Beck, um dublê e especialista em efeitos visuais que usa de suas habilidades para confundir o Aranha. Usa um capacete redondo e possui gases que desnorteiam o sentido-aranha de Parker.

    Fake News

    “As pessoas querem acreditar em qualquer coisa”, diz Mysterio, em uma das cenas do filme. Um terreno fértil para Fake News. E um terreno fértil para a reaparição de J. J. Jameson, chefão do ‘Clarim Diário’, um tablode sensacionalista. E quem interpreta J. J. Jameson? O mesmo J. K. Simmons dos primeiros três filmes do Aranha (aqueles com Tobey Maguire no papel principal).

    Peter Parker gosta das morenas altas

    Se não fosse um filme de heróis, Peter Parker estaria mais para o protagonista de ‘Passaporte para Confusão’ – filme de 2004 no qual o jovem americano vira a Europa do avesso para se dar bem com a mocinha. ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’ e o antecessor, ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’, mostra que Parker gosta das morenas altas. Antes, foi Liz (Laura Harrier). Agora, é MJ (Zendaya). Ambas são bem mais altas que ele.

  • Estreia

    Cinebiografia de Allan Kardec traz um homem à frente de seu tempo

    Cinebiografia de Allan Kardec traz um homem à frente de seu tempo

    Intolerância. Discriminação. Ignorância. Pós-verdade. Para quem usa redes sociais – ou seja, quase todo mundo – são conceitos atuais e bastante reclamados. Nas redes, é comum atacar ideias contrárias, sem argumentos sólidos, apenas com convicções vazias baseadas em informações não comprovadas. E quem pensa em contrário acaba discriminado. Infelizmente, esses conceitos são velhos. Um exemplo disso pode ser visto no filme ‘Kardec’, sobre Allan Kardec, o fundador da doutrina espírita, que estreia nesta quinta-feira (16).

    ‘Kardec’ não é um filme religioso, longe disso. Palavra de quem está nele: os atores Leonardo Medeiros (o protagonista) e Sandra Corveloni, intérprete de Amelie-Gabrielle Boudet, a mulher dele (ver entrevistas abaixo). Nada de se discutir se há uma religião melhor que a outra. Trata-se de uma cinebiografia, que inclusive desmistifica pós-verdades sobre ele. A principal: Allan Kardec não era um médium espírita.

    Na verdade, Kardec chamava-se Hyppolite Leon Denizard Rivail. Era um intelectual na Paris do século 19. Intelectual e diversificado: lecionava gramática e aritmética, sabia anatomia, entendia de astronomia, manjava de contabilidade, escrevia livros científicos. Ele mesmo era cético quanto a um fenômeno visto na época, o de “mesas que flutuavam ou faziam barulhos por causa de espíritos”. Leon foi investigar, usando métodos científicos. E convenceu-se de que as manifestações testemunhadas por ele – através de médiuns – poderiam mudar o mundo. Mudaram mesmo: com seu sistema de pesquisa e observação do que as médiuns escreviam, e o pseudônimo Allan Kardec, Leon publicou ‘O Livro dos Espíritos’ e fundou a doutrina espírita, duas coisas que chacoalharam Paris. Enquanto muitos o apoiavam, muitos o atacavam, principalmente igreja e governo. Com o tempo, até antigos amigos se afastaram.

    ‘Kardec’, o filme, é baseado na biografia de Marcel Souto Maior. Parece estranho um brasileiro fazer essa biografia de um doutrinador francês que nunca veio ao Brasil? Kardec, o espírita, é muito mais conhecido no Brasil que na França, onde seu nome foi praticamente riscado da existência. A direção de Wagner de Assis é fiel ao livro e traz um meticuloso retrato da sociedade parisiense do século 19, com um denso trabalho de luz e sombra. E feito de forma primorosa, principalmente para os padrões do cinema nacional. Mas é a dupla de atores, experiente no teatro brasileiro, que conduz o filme. Leonardo Medeiros está bastante semelhante a Allan Kardec. E Sandra Corveloni brilha como Amélie-Gabi – sua personagem tem uma força que às vezes parece faltar ao próprio Kardec. Havia motivos para faltar-lhe forças: ele foi vítima de intolerância, discriminação e pós-verdades. Segundo disse Medeiros, Kardec estava à frente de seu tempo. Mas não só isso. Hoje parece que o mundo está no tempo de Kardec.

    "É um homem comum colocado em uma situação extraordinária", diz Leonardo Medeiros

    Quanto você conhecia Allan Kardec antes do filme?
    Leonardo Medeiros — Tinha um conhecimento superficial sobre ele, apesar da minha família ser espírita e de ter crescido nessa cultura.

    Como foi o trabalho para o personagem?
    Medeiros — Foi uma viagem interna. O Kardec não representa nenhuma dificuldade técnica, ou algum estudo específico, mas foi uma viagem interna. Ele era um homem muito estudado, tem muita gente que conhece a vida dele. Estava tudo balizado, não tem liberdade de construir personagem humano, não tem escrito em lugar nenhum. Os fatos limitam muito. Basicamente, o trabalho é trazer coerência. Fico feliz, vi o filme e acho que a gente conseguiu, de maneira muito respeitosa, dentro dos documentos históricos, principalmente o do Marcel Souto Maior (autor da biografia).

    Por que você acha que Allan Kardec é mais conhecido no Brasil que na França?
    Medeiros — Ele entrou em embate com a igreja católica. Carregava nas costas a responsabilidade de manter a doutrina espírita, ele e mais outras pessoas. Ele era uma figura forte. Depois que morreu, o espiritismo sofreu um ataque violento na França, comandado pela igreja católica, mais o judiciário. Foi julgado e condenado. A história dele foi apagada. Não está mais na memória dos franceses. Só que cruzou o oceano, principalmente ‘O Livro dos Espíritos’. Paris era a capital cultural da época, muitos iam estudar lá e traziam esses livros. Aqui floresceu como em nenhum lugar do mundo. Nesse sentido, o filme é esclarecedor, desmistifica preconceitos. Ele não era médium, era um homem de ciências, muito inteligente, publicava livros didáticos, aritmética, gramática. Era à frente de seu tempo.

    Você ficou bastante parecido com o Allan Kardec original. Como foi o trabalho de maquiagem?
    Medeiros — Ali não tem nenhuma prótese, enchimento, só tentei me aproximar das feições, a postura. Isso está impregnado no trabalho

    Alguma coisa te surpreendeu na história dele?
    Medeiros — A coragem dele. Ele é um homem comum colocado em uma situação extraordinária. De posse dessas informações, funda uma doutrina e enfrenta a igreja católica de peito aberto. É de uma coragem, uma figura grandiosa, um herói mesmo. Eu, pessoalmente, não teria a coragem que ele teve para enfrentar isso.

    Você acha que esse filme pode virar um filme religioso?
    Medeiros — Espero que não. Inevitavelmente os espíritas vão se identificar, mas é um filme para todo mundo, não tem nenhum sensacionalismo. É a história de um trecho da vida do Kardec, como documentado pelo livro. Um livro isento, só apresenta fatos. Essa figura é iconográfica e importante na cultura brasileira. Todo mundo já ouviu falar. Além de ser bom cinema, um bom filme de época.

    "O filme traz uma mensagem de tolerância mesmo", afirma Sandra Corveloni

    Quanto você conhecia Allan Kardec antes do filme?
    Sandra Corveloni — Conhecia o que maioria das pessoas conhece, quem não é da doutrina. Conhecia pouco, mais os livros que ele escreveu, sabia dos livros. Muitas pessoas próximas já tinham lido, me contado, já tinha frequentado alguns ligares, com amigos. Aqui em SP já tinha ido algumas vezes à federação espírita, sabia dos trabalhos, mas não conhecia o antes, como as pessoas chegaram até ali. Fui conhecer com o roteiro.

    Conhecia a personagem Amelie-Gabrielle antes do filme?
    Sandra — Não, não conhecia, não fazia ideia de que ela existia. Fiquei sabendo dela na primeiro reunião com o diretor, que ele convidou para tomar café, me deu roteiro para ler. Falei: ‘nossa, gente, que história incrível’. Dois professores que se casam com mais idade, não têm filhos, dedicam a vida à educação, frequentavam a sociedade parisiense na época. Fiquei encantada com o lugar que ela ocupa. Depois que eu fiz o filme, fui com Wagner e Leo aos centros espíritas para falar sobre o filme. Mostrar trailer, ouvir palestras do Wagner sobre a vida do Kardec, que ele conhece profundamente. As pessoas falam que era uma mulher incrível. As pessoas me contavam mais da Gabi que a internet ou a biografia. Wager quis dar a ela o lugar que ela tinha na vida dele, e que não é dito comumente, não é falado, mas quem é da doutrina espírita sabe da importância dela. Foi legal descobrir.

    As mulheres não tinham muita voz naquele tempo...
    Sandra — Pois veja só (risos). Tinha as mulheres cientistas da NASA, recentemente saiu um filme sobre elas. Como a história sempre foi escrita por homens, eles puxaram a brasa para as sardinhas deles. Agora a gente está puxando a sardinha e a brasa de volta.

    Como foi o trabalho para o personagem?
    Sandra — Tinha muita experiência. Comportamento físico, ritmo de cena, tudo é diferente. Como se comporta, senta, fala olha, gesticula, tenho treino grande. Fiz parte do grupo Tapa, fazia Shakespeare, Tcheckov, muita coisa de século 19, mesmo Arthur Azevedo, Martin Cena, fiz muita coisa, então tinha experiência grande do comportamento gestual. É completamente diferente a postura. A parte da criação psicológica, de como ela se comportava. Como a maior parte do filme é com ele, eu pude ser bastante expansiva no relacionamento com ele, tudo estava no roteiro. Essa coisa dela ter um pouco de humor, não deixar ir para os lados mais negativos. Impus o comportamento feminino, mais proativo, de resolver os problemas. Fizemos uma cena em Paris, o Wagner dava o ritmo da cena. A primeira manifestação espírita que assistem, praticamente a abertura do filme, a Amelie desce, disposta a entrar na casa. Ele para do lado da carruagem, dei dois passos para frente, voltei, peguei na mão dele, já impondo personalidade. Tem essa coisa da Gabi, que era mulher forte, e também da personalidade feminina.

    Como foi filmar em Paris e no Rio?
    Sandra — Filmar em Paris é muito bacana. Já fiz teatro lá, vários lugares da França. O cinema é diferente. Aquele cenário de Notre-Dame. A gente filmou e aconteceu essa tragédia, não faz nem um ano. Foi no dia 16 de maio, quase um ano, vai ser bem o dia da estreia. No Rio de Janeiro, tem uma arquitetura inspirada em Paris, muitas construções. Conheci o prédio da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), é lindo demais, encantador. A gente vê tanta coisa linda que a gente tem, mas tudo meio abandonado.

    Você acha que esse filme pode virar um filme religioso?
    Sandra — Não, de forma alguma. É uma cinebiografia histórica, e se passa no século 19, tem contexto social fortíssimo, traça paralelo com nossos dias. Fiquei chocada como falam em atualidades como escola laica, o lugar da mulher, do respeito às outras religiões, tolerância, o índice de suicídio era altíssimo nessa época. Tenho um filho adolescente, na escola dele já aconteceu. Escolas grandes têm relatos de casos de suicídio entre adolescentes, é assustador. A gente fala disso no filme, dessa desesperança, diferença de classes, desigualdade social. “Por que alguns nascem nessas condições e outros em condições abastadas? Será que Deus escolhe as pessoas?” É muito atual. Uma oportunidade de reflexão. Traz mensagem de tolerância mesmo, a gente pode tentar ouvir o outro.

    Seria mais uma mensagem de tolerância, não?
    Sandra — Muito. Não é um filme só para iniciados na doutrina espírita. É um grande filme, uma oportunidade de ver um grande filme brasileiro de época. Traz mensagem de tolerância mesmo. Com essa coisa de internet, WhatsApp, a gente está tão preso ao tempo. A gente acha que está super bem informado, em todos os lugares, e quer reafirmar nossas verdades, não quer ouvir outras ideias. Aconteceu nas eleições. O povo ficou brigando com quem era contrário, sem tolerância total, impondo ideias e convicções. Esse debate de ideias é superimportante.

  • 'Vingadores: Ultimato': nós vimos

    'Vingadores: Ultimato': nós vimos
    (Foto: Divulgação)

    Quinta-feira, 25 de abril de 2019. Zero hora e 10 minutos. Pré-estreia de ‘Vingadores: Ultimato’. Sala lotada. Mas isso era o de menos. Parecia não um filme, mas uma partida de futebol em que os heróis da Marvel eram os astros e a plateia, a torcida organizada. Capitã Marvel aparece pela primeira vez em cena? “YEEEAHHH”. Momentos mais tensos? Unhas grudadas na poltrona. Capitão América esmurra Thanos? “YEEEEEEEAAAAAAAAHHHHHHH”. (meio-spoiler: quando ocorre a cena mais emocionante do filme... “YEEEEEEEEEEEEEEEEAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH”). É apenas o indicativo da expectativa dos fãs para ‘Vingadores: Ultimato’, o filme mais aguardado do ano. E o filme cumpre a expectativa: merece todos os superlativos a ele atribuídos. E olha que o sarrafo era alto, depois dos acontecimentos do igualmente superlativo ‘Vingadores: Guerra Infinita’.

    Ao contrário do antecessor, que tem lutas e batalhas do começo ao fim, ‘Vingadores: Ultimato’ tem uma estrutura mais semelhante à do primeiro filme, de 2012. Há menos batalhas – mas elas ocorrem, e são superlativas – e mais diálogos. Parte dos diálogos foca nas questões filosóficas de se perder pessoas queridas, que desapareceram com o famoso estalar de dedos de Thanos. Outra boa parte é centrada em “fundamentos científicos” que norteiam o contra-ataque dos Vingadores. Aliás, o fato de os seis vingadores originais – Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro – terem sobrevivido não é à toa.

    O ponto-chave do filme é uma das muitas teorias formuladas pelos fãs (e publicada em matéria do Bem Paraná): os Vingadores fazem uma viagem no tempo para desfazer o estrago causado por Thanos. Não chega a ser um spoiler porque os trailers sugerem isso. E, na verdade, o filme deixa claro que não há outra coisa a se fazer. A ciência por trás disso até pode parecer questionável na prática, mas para o filme até que faz sentido. Claro que, como em todo filme que envolve viagem no tempo, isso suscita dúvidas sobre os acontecimentos das linhas temporais. E ‘Ultimato’ admite isso: tanto que cita um sem-número de outros filmes com viagens no tempo. “Quer dizer que nossa melhor esperança é uma coisa tipo ‘De Volta para o Futuro’”, questiona um dos heróis. Nessa viagem do tempo, os três principais vingadores – Homem de Ferro, Capitão América e Thor – têm chance de acertar contas com seus próprios passados, em arcos dramáticos distintos. E várias cenas de alguns dos 20 filmes anteriores da Marvel são revisitadas. Também descobre-se a lógica das joias do infinito: elas obedecem aos anseios de quem as tem na mão e estala os dedos. 

    ‘Ultimato’ consegue dar momentos de brilho a todos os personagens em suas três horas de projeção. Além dos vingadores originais, a Capitã Marvel e o Homem-Formiga conseguem ser decisivos. Coadjuvantes como Máquina de Combate e Rocket aparecem bem. A surpresa recai sobre Nebulosa, a “azulzinha raivosa”, nas palavras de Tony Stark, cujo arco acaba se tornando fundamental para a trama. E a conclusão consegue ser épica e ao mesmo tempo emocionante. A plateia, seja torcida organizada, nerd de carteirinha ou público comum, sai da sala com uma certeza: dificilmente o cinema de entretenimento vai ser a mesma coisa depois de ‘Vingadores: Ultimato’.

    PS: Uma última revelação sobre o fim do filme: não tem cenas pós-créditos.

    PS2: Duas cenas dos trailers não aparecem no filme. Uma delas, a da Viíuva-Negra treinando tiros. Outra, a do Capitão América carregando um caixão, numa sugestão de que um importante personagem morreria . Sobre mortes na trama? Isso seria spoiler. 

  • Seis curiosidades sobre ‘Shazam’, que estreia nesta quinta-feira

    Seis curiosidades sobre ‘Shazam’, que estreia nesta quinta-feira
    (Foto: Divulgação)

    Shazam é a junção de seis “heróis” da antiguidade: Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio. Ao pronunciar o nome, Billy Batson ganha a sabedoria de Salomão, a força de Hércules, o vigor de Atlas, o poder dos raios de Zeus, a coragem de Aquiles e a velocidade de Mercúrio.

    Há mais heróis da família nos quadrinhos: Mary Marvel e o Capitão Marvel Júnior. Quando eles se transformam em heróis, Shazam perde força. Isso porque o poder é, de certa forma, uma constante única; quando compartilhado em três, cada um fica apenas com 1/3 do poder.

    A propósito, nos quadrinhos, o herói Shazam era conhecido também como Capitão Marvel; no filme, ninguém usa esse nome. Nunca.

    Zachary Levi, o ator principal, já fez um personagem em filmes da Marvel. Ele era Fandral, amigo de Thor em ‘Thor: o Mundo Sobrio’ e ‘Thor: Ragnarok’. Curiosamente, em ‘Thor’ o intérprete de Fandral foi John Dallas.

    A denominação em português alterou o nome do vilão de Shazam. Nas legendas e nas dublagens, repete-se o nome dos quadrinhos: “Dr. Silvana”, consagrado nos quadrinhos no Brasil. Em inglês, porém, o nome é “Sivana”.

    Mark Strong, que faz o vilão Dr. Silvana, também já esteve em filmes de heróis. Era era o lanterna-verde Sinestro em ‘Lanterna Verde’. Também interpretou o vilão de ‘Sherlock Holmes’, aquele com Robert Downey Jr. no papel principal.

  • ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’ ganha novos cartazes

    ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’ ganha novos cartazes
    (Foto: Divulgação)

    A Sony Pictures divulgou teve nesta segunda-feira (25) três cartazes oficiais de ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’. As imagens retratam o herói em Berlim, Londres e Veneza. O longa é dirigido por Jon Watts, o mesmo de ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’. O roteiro é de Chris McKenna e Erik Sommers. O filme estreia nos cinemas no dia 4 de julho de 2019.

    Tom Holland continua sendo Peter Parker/Homem-Aranha, enquanto Jake Gyllenhaal interpretará o vilão Mysterio. O elenco também conta com Samuel L. Jackson, Zendaya, Cobie Smulders, Jon Favreau, JB Smoove, Jacob Batalon, Martin Starr e Marisa Tomei.

    Na história, Peter Parker embarca com seus melhores amigos Ned, MJ e o resto da turma para curtir férias na Europa. No entanto, os planos de Peter de deixar os feitos heroicos para trás por algumas semanas são rapidamente frustrados quando ele relutantemente aceita ajudar Nick Fury a descobrir o mistério por trás de diversos ataques de seres elementais que espalharam o caos pelo velho continente.

  • Premiação

    Palpites para o Oscar, que será entregue neste domingo

    Palpites para o Oscar, que será entregue neste domingo
    (Foto: Reprodução)

    A exemplo de outros anos, o blog dará seus palpites para os bolões do Oscar 2018/2019. Ao mesmo tempo em que há barbadas – Mahershala Ali como ator coadjuvante, ‘Roma’ como filme estrangeiro –, também há disputas apertadas, principalmente nas categorias de melhor ator e atriz.

    Melhor Filme

    - Bohemian Rhapsody
    - A Favorita
    - Green Book: O Guia
    - Infiltrado na Klan
    - Nasce Uma Estrela
    - Pantera Negra
    - Roma
    - Vice

    Dos oito filmes da lista, cinco já acumulam prêmios. Bohemian Rhapsody ganhou o Globo de Ouro na categoria melhor filme dramático. A Favorita ganhou o Critics Choice Awards como melhor elenco e o Bafta como melhor filme britânico. Green Book: O Guia venceu o Globo de Ouro (melhor filme comédia ou musical) e o prêmio do Sindicato dos Produtores. Pantera Negra levou o prêmio do Sindicato dos atores, o SAG Awards, como melhor elenco (o equivalente a melhor filme). Roma, por fim, levou o Bafta (o “Oscar inglês”, que é relevante, mas não para ajudar nos palpites do Oscar) e o Critics Choice Awards. Roma, produzido no México, aparece como favorito e, se vencer, seria o primeiro filme de língua espanhola premiado na categoria máxima. Há um peso político as seu favor, o de alfinetar o presidente norte-americano, Donald Trump, que quer porque quer construir um muro na fronteira dos Estados Unidos com o México. Se a opção é por algo mais tradicional, o favoritismo recai sobre Green Book: O Guia, uma espécie de releitura de Conduzindo Miss Daisy (de 1989) e que faz um debate sobre o racismo, algo que está em voga na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

    Melhor Atriz

    - Yalitza Aparicio (Roma)
    - Glenn Close (A Esposa)
    - Olivia Colman (A Favorita)
    - Lady Gaga (Nasce Uma Estrela)
    - Melissa McCarthy (Poderia Me Perdoar?)

    Glenn Close e Olivia Colman polarizam a disputa – e ambas merecem o prêmio. Olivia venceu o Bafta e o Globo de Ouro (categoria comédia). Glenn Close levou o Globo de Ouro (categoria drama), o SAG e o Critics Choice. Fosse apenas por isso, ela já largaria na frente. Mas ainda há o peso emocional. Glenn Close está com 72 anos e já perdeu outras seis vezes. Pode não ter outra chance.

    Melhor Ator

    - Christian Bale (Vice)
    - Bradley Cooper (Nasce Uma Estrela)
    - Willem Dafoe (No Portal da Eternidade)
    - Rami Malek (Bohemian Rhapsody)
    - Viggo Mortensen (Green Book: O Guia)

    Talvez a disputa mais cabeça-a-cabeça dentre as mais importantes da premiação. O britânico Christian Bale se transformou no vice-presidente norte-americano Dick Cheney – o homem-forte da gestão do pusilânime George W. Bush. E o americano Rami Malek se transformou no cantor Freddie Mercury – que nunca foi uma figura muito bem vista nos Estados Unidos. Bale venceu o Globo de Ouro (categoria comédia) e o Critics Choice. Malek faturou o Globo de Ouro (categoria drama) e o SAG, além do Bafta. Nos confrontos diretos, está à frente por 2 a 1. Resta saber se a Academia prefere premiar Freddie Mercury, um ícone gay hoje muito mais respeitado que em seus últimos anos, ou Dick Cheney, um ícone de criar de guerras.

    Melhor Atriz Coadjuvante

    - Amy Adams (Vice)
    - Marina De Tavira (Roma)
    - Regina King (Se a Rua Beale Falasse)
    - Emma Stone (A Favorita)
    - Rachel Weisz (A Favorita)

    Quando duas atrizes de um mesmo filme concorrem em uma mesma categoria, elas tendem a pulverizar as escolhas. Assim, a dupla de A Favorita, Emma Stone e Rachel Weisz, que já “se mata” no filme, deve se matar aqui também – embora Rachel já tenha vencido o Bafta. Isso é bom para Regina King, de Se a Rua Beale Falasse, que já venceu o Globo de Ouro e o Critics Choice.

    Melhor Ator Coadjuvante

    - Mahershala Ali (Green Book: O Guia)
    - Adam Driver (Infiltrado na Klan)
    - Sam Elliott (Nasce uma Estrela)
    - Richard E. Grant (Poderia Me Perdoar?)
    - Sam Rockwell (Vice)

    Se depender das premiações anteriores da temporada, essa é a primeira barbada da lista. E, como a categoria é uma das primeiras a entregar o prêmio, é a primeira barbada da noite.  Mahershala Ali, o pianista de jazz que sofre rascismo em Green Book: O Guia, já faturou o prêmio do Sindicato dos Atores, o Globo de Ouro, o Critics Choice e até o Bafta. Ele já levou uma estatueta nessa mesma categoria com Moonlight, de 2016.

    Melhor Direção

    - Spike Lee (Infiltrado na Klan)
    - Pawel Pawlikowski (Guerra Fria)
    - Yorgos Lanthimos (A Favorita)
    - Alfonso Cuarón (Roma)
    - Adam McKay (Vice)

    Se depender das premiações anteriores da temporada, essa é a segunda barbada da lista. Alfonso Cuarón, de Roma, venceu o prêmio do Sindicato dos Diretores, o Globo de Ouro, o Critics Choice e até o Bafta. Seria o quinto prêmio para um diretor mexicano desde 2013, quando o próprio Cuarón ganhou com Gravidade. Depois, vieram Alejandro G. Inárritu (Birdman, 2014, e O Regresso, 2015) e Guillermo del Toro (A Forma da Água, 2017). O “intruso” da lista é Damiel Chazelle, de La La Land (2016). Premiar mexicanos? Nada melhor que isso para provocar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Melhor Roteiro Original

    - A Favorita
    - First Reformed
    - Green Book: O Guia
    - Roma
    - Vice

    Desses filmes da lista, o único premiado foi Green Book: O Guia (no Globo de Ouro). O Critics Choice laureou No Coração da Escuridão (não indicado) e o sindicato dos roteiristas premiou Eighth Grade (também não indicado). As chances de Green Book são maiores, depois vem A Favorita.

    Melhor Roteiro Adaptado

    - The Ballad of Buster Scruggs
    - Infiltrado na Klan
    - Nasce Uma Estrela
    - Poderia Me Perdoar?
    - Se a Rua Beale Falasse

    Dessa lista, os únicos já premiados são Poderia Me Perdoar? (sindicato dos roteiristas)e Se a Rua Beale Falasse (Critics Choice). São os dois favoritos, embora não se deva desprezar Infiltrado na Klan.

    Melhor Figurino

    - The Ballad of Buster Scruggs
    - Duas Rainhas
    - A Favorita
    - Pantera Negra
    - O Retorno de Mary Poppins

    No Critics Choice, o escolhido foi Pantera Negra. A categoria, contudo, também gosta de filmes de época, como A Favorita.

    Melhor Maquiagem & Cabelo

    - Border
    - Duas Rainhas
    - Vice

    Christian Bale está gordo e envelhecido como Dick Cheney em Vice. E o personagem envelhece (e fica mais careca) ao longo do filme, o que rende pontos ao trabalho dos maquiadores.

    Melhor Design de Produção

    - A Favorita
    - Pantera Negra
    - O Primeiro Homem
    - O Retorno de Mary Poppins
    - Roma

    Tem um peso similar ao da categoria de figurino. No Critics Choice, o escolhido foi Pantera Negra. A categoria, contudo, também gosta de filmes de época, como A Favorita.

    Melhor Trilha Sonora Original

    - Infiltrado na Klan
    - Ilha dos Cachorros
    - Pantera Negra
    - O Retorno de Mary Poppins
    - Se a Rua Beale Falasse

    Justin Hurwitz, de La La Land, ganhou o Globo de Ouro e o Critics Choice com a trilha de O Primeiro Homem, que não foi indicada. Essa categoria tende a premiar filmes com canções, o que joga um favoritismo para O Retorno de Mary Poppins – o original, de 1964, venceu fácil.

    Melhor Canção Original

    - All the Stars – Pantera Negra
    - I’ll Fight – RBG
    - The Place Where Lost Things Go – O Retorno de Mary Poppins
    - Shallow – Nasce Uma Estrela
    - When A Cowboy Trades His Spurs For Wings – The Ballad of Buster Scruggs

    A segunda grande barbada da noite. Shallow ganhou todos os prêmios até agora. E não faria sentido levar a estrela Lady Gaga à festa do Oscar se não fosse para ela brilhar por lá.

    Melhor Fotografia

    - A Favorita
    - Guerra Fria
    - Nasce Uma Estrela
    - Nunca Deixe de Lembrar
    - Roma

    Roma venceu o Critics Choice Awards e o Bafta. Além disso, é em preto-e-branco, algo que agrada à Academia. Larga como favorito. O maior rival seria A Favorita, com seus enquadramentos diferentes dos convencionais.

    Melhor Montagem

    - Bohemian Rhapsody
    - A Favorita
    - Green Book: O Guia
    - Pantera Negra
    - Vice

    Existia uma tendência de que essa categoria costuma premiar o filme que, no fim da noite, sai como vencedor. Essa tendência enfraqueceu nos últimos anos – caso contrário, iria para Green Book. O vencedor do Critics Chouce foi O Primeiro Homem, que não está nesta lista de indicados. O mais possível é que o prêmio vá para Pantera Negra.

    Melhor Edição de Som

    - Bohemian Rhapsody
    - Um Lugar Silencioso
    - Pantera Negra
    - O Primeiro Homem
    - Roma

    Essa categoria tende a premiar filmes tidos como barulhentos, normalmente filmes de ação, com possibilidades de um musical ser agraciado. Pantera Negra é favorito, mas tem em  Bohemian Rhapsody e O Primeiro Homem bons adversários.

    Melhor Mixagem de Som

    - Bohemian Rhapsody
    - Nasce Uma Estrela
    - Pantera Negra
    - O Primeiro Homem
    - Roma

    Essa categoria tende a premiar filmes tidos como barulhentos, normalmente filmes de ação, com possibilidades de um musical ser agraciado. Pantera Negra é favorito, mas tem em  Bohemian Rhapsody e O Primeiro Homem bons adversários (II).

    Melhores Efeitos Visuais

    - Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível
    - Han Solo: Uma História Star Wars
    - Jogador N°1
    - O Primeiro Homem
    - Vingadores: Guerra Infinita

    Era para ser uma das categorias a consagrar Pantera Negra, mas o filme não foi indicado. O páreo está mais entre Vingadores: Guerra Infinita, da Marvel (que, historicamente, ganhou poucos prêmios nesta categoria), pela questão da bilheteria bilionária, e Jogador nº 1, de Steven Spielberg (cujos filmes historicamente, ganharam muitos prêmios nesta categoria)

    Melhor Filme Estrangeiro

    - Assunto de Família (Japão)
    - Cafernaum (Líbano)
    - Guerra Fria (Polônia)
    - Nunca Deixe de Lembrar (Alemanha)
    - Roma (México)

    A terceira grande barbada da noite. Roma ganhou todos os prêmios até agora.

    Melhor Animação

    - Homem-Aranha no Aranhaverso
    - Os Incríveis 2
    -  Ilha de Cachorros
    - Mirai
    - Wifi Ralph: Quebrando a Internet

    A quarta grande barbada da noite. Homem-Aranha no Aranhaverso ganhou todos os prêmios até agora.

    Melhor Curta Animado

    - Animal Behavior
    - Bao
    - Late Afternoon
    - One Small Ste
    - Weekends

    Melhor Documentário

    - Free Solo
    - Hale County This Morning, This Evening
    - Minding the Gap
    - Of Fathers and Sons
    - RBG

    Melhor Curta em Documentário

    - Black Sheep
    - End Game
    - Lifeboat
    - A Night at the Garden
    - Period. End of Sentence.

    Melhor Curta em Live-Action

    - Detainment
    - Fauve
    - Marguerite
    - Mother
    - Skin

  • Em ‘Todos Já Sabem’, mais vale a viagem que a chegada

    Em ‘Todos Já Sabem’, mais vale a viagem que a chegada
    Penélope Cruz e Javier Bardem em 'Todos Já Sabem' (Foto: Divulgação)

    ‘Todos Já Sabem’, filme que estreia nesta quinta-feira (21) em Curitiba, traz três dos atores de língua espanhola mais badalados do momento: os espanhóis Penélope Cruz (Oscar por ‘Vicky Cristina Barcelona’) e Javier Bardem (Oscar por ‘Onde os Fracos Não Têm Vez’), que são mulher e marido na vida real, e o argentino Ricardo Darín (‘O Segredo dos Seus Olhos’). Mas quem escreveu o roteiro e dirigiu o filme é o iraniano Asghar Farhadi (Oscar de melhor filme estrangeiro por ‘A Separação’, de 2011, e ‘O Apartamento’, de 2016). Curiosamente, Farhadi não fala espanhol.

    O que resulta dessa mistura é um thriller policial e psicológico em cima de uma história aparentemente batida. Laura (Penépole Cruz) é uma espanhola que mora em Buenos Aires e vai ao casamento da irmã, Ana (Inma Cuesta), na Espanha. Ela deixa o marido, Alejandro (Ricardo Darín) em casa, mas leva os filhos. Na festa, aas luzes repentinamente se apagam e uma das filhas de Laura desaparece, o que deriva em uma investigação para se achar o responsável.

    É Farhadi quem faz com que essa história não seja como parece. Primeiro, porque na festa estava presente Paco (Javier Bardem), ex-namorado de Laura, agora casado com Bea (Barbara Lennie). Segundo, porque há pistas falsas pelo caminho. Terceiro, porque Paco coloca em xeque a confiança de Laura em Alejandro. O clichê óbvio, de que Laura e Paco retomam o antigo relacionamento, nunca parece se concretizar de fato.

    No filme de Farhadi, o casamento e o sumiço da menina são contratempos; vai-se da alegria à tragédia. A tensão cresce principalmente em meio às intrigas familiares que desabrocham. E ainda há elementos que aumentam o clima de conflito, como o dinheiro, a estrutura familiar patriarcal e a defesa da honra, que soa diferente para mulheres e homens, a ponto de todos serem, ou parecerem, culpados. A solução do crime? Em ‘Todos Já Sabem’, mais vale a viagem que a chegada.

  • Taron Egerton aparece como Elton John em novas fotos do filme 'Rocketman'

    Taron Egerton aparece como Elton John em novas fotos do filme 'Rocketman'
    (Foto: Divulgação / Paramount)

    Depois de ‘Bohemian Rhapsody’, que conta a trajetória do cantor Freddie Mercury e d banda Queen, o muindo do rock terá poutra cinebiografia em breve: ‘Rocketman’, que traz a vida de Elton John. Ele será interpretado pelo ator britânico Taron Egerton (de ‘Kingsman’ e ‘Robin Hood’). A estreia está prevista para 30 de maio de 2019.

    Nesta terça-feira (8), a Paramount divulgou fotos de Egerton como o cantor. Em uma delas, o ator aparece com um figurino clássico usado por Elton John. Nas outras duas, aparece no show histórico no Dodger Stadium, em Los Angeles, em 1975, e ao piano, numa gravação em estúdio (abaixo).

    Além de Egerton, o elenco da cinebiografia sobre o astro britânico conta com Jamie Bell, Richard Madden e Bryce Dallas Howard. A direção é de Dexter Fletcher – que, curiosamente, dirigiu ‘Bohemian Rhapsody’ depois que Bryan Singer foi demitido, ainda com as filmagens em andamento.

     

  • As dez mais marcantes aparições de Stan Lee em filmes da Marvel

    As dez mais marcantes aparições de Stan Lee em filmes da Marvel

    Nesta segunda-feira (12), Stan Lee, o consagrado autor de histórias em quadrinhos, foi para algum lugar do Universo que ele mesmo ajudou a criar. O quadrinista que agora é parte do Cosmos tinha 95 anos e ficou marcado não apenas pelas dezenas de personagens que criou para a Marvel, mas também pelas rápidas aparições em filmes. Foram 35 ao todo – confira todas AQUI. Dizem os produtores de ‘Vingadores: Guerra Infinita 2’, que estreia em maio de 2019, que a participação de Stan Lee neste filme já foi gravada. Talvez a de ‘Capitã Marvel’, que estreia em março, também. Essas são as 10 aparições mais marcantes.

    X-Men: O Filme (2000)
    Era para ser apenas uma cena pequena: Stan Lee interpreta um vendedor de cachorro-quente na praia entre a multidão espantada quando o senador Kelly sai do mar (ao alto). Era para ser uma cena pequena, mas virou uma tradição grande: nunca mais os filmes de personagens da Marvel ficaram sem uma aparição do quadrinista.

    Hulk (2003)
    O filme foi um fiasco, mas uma cena valeu por todas: Stan Lee tem sua primeira fala em filmes da Marvel. E em alto estilo. Ele conversa com seu parceiro de trabalho, interpretado por ninguém menos que Lou Ferrigno, o Hulk do antigo seriado.

    Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007)
    Depois de já ter interpretado o carteiro Willie Lumpkin no primeiro filme do Quarteto Fantástico, Stan Lee interpreta a si mesmo ao ser barrado na fila do casamento de Susan Storm e Reed Richards. O segurança não acredita que Stan Lee seja... Stan Lee.

    O Incrível Hulk (2008)
    A primeira aparição de Stan Lee que tem impacto direto no desenrolar da história. Ele toma um refrigerante contaminado com o sangue radioativo de Bruce Banner, que havia se cortado na fábrica de bebidas no Rio de Janeiro, onde trabalhava. Graças a isso, os militares chefiados pelo general Ross descobriram o paradeiro de Banner no Brasil.

    Vingadores (2012)
    Criador de centenas de heróis, Stan Lee tira um sarro de si mesmo. No fim do filme, depois do desastre em Nova York, ele aparece no noticiário jogando dominó quando é perguntado sobre os acontecimentos. E diz: “Super heróis em Nova York? Dá um tempo.”

    O Espetacular Homem-Aranha (2012)
    Provavelmente a mais hilária aparição de Stan Lee. Ele está em uma biblioteca, trabalhando e usando fones de ouvido, ouvindo música clássica. Ao som dessa música, o Homem-Aranha e o Lagarto quebram tudo ao fundo. O Aranha inclusive evita que um objeto atirado pelo Lagarto atinja o incauto quadrinista.

    Capitão América: O Soldado Invernal (2014)
    O Capitão América fica sem uniforme para a reta final do filme, mas já um jeito. A solução encontrada pelo Capitão é percebida primeiro por Stan Lee, no papel de um vigia do Instituto Smithsonian. É ele quem nota que o sumiço do uniforme original, que vestia um manequim: “Ah cara, eu vou ser demitido!”

    Operação Big Hero (2014)
    Durante o filme, o personagem Fred identifica um quadro de Stan Lee como sendo o seu pai. Nas cenas pós-créditos, Stan Lee aparece como o pai do personagem Fred, quando este descobre uma sala secreta cheia de equipamentos de super herói.

    X-Men: Apocalipse (2016)
    Talvez a cena mais emocionante com Stan Lee. Ele é umas das muitas pessoas que vislumbram o decolar de várias ogivas nucleares. Mas isso é irrelevante: o importante é que é a única vez que ele aparece ao lado de sua esposa, Joan Lee.

    .

    Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017)
    Stan Lee faz duas aparições. Uma, em trajes espaciais, em que fala a um grupo de alienígenas – os Vigias. Na outra cena, ele é deixado para trás pelos alienígenas. A cena ganha importância porque, a partir dela, fãs começaram a especular que Lee seria um dos vigias, atento ao que acontece na Terra, mas sem interferir.

  • Hugh Jackman completa 50 anos. Veja filmes do ator além de Wolverine

    Hugh Jackman completa 50 anos. Veja filmes do ator além de Wolverine

    O ator australiano Hugh Jackman completou 50 anos nesta sexta-feira (12). Ele ficou eternizado como o Wolverine dos filmes das histórias em quadrinhos. Ele apareceu pela primeira vez em ‘X-Men’ (2000) e repetiu o papel em ‘X-Men 2’ (2003), ‘X-Men – O Confronto final’ (2006), ‘X-Men Origens: Wolverine’ (2009), ‘Wolverine: Imortal’ (2013), ‘X-Men: Dias de um Futuro Esquecido’ (2014) e ‘Logan’ (2017), além de participações mais curtas em ‘X-Men: Primeira Classe’ (2011), ‘X-Men: Apocalipse’ (2016) e ‘Deadpool 2’ (2018). 

    Contudo, nem só de Wolverine foi feita a carreira de Jackman. Ele se mostrou um ator versátil, bom cantor e ótimo dançarino em outras produções. Tanto que já foi até indicado ao Oscar. Ele tem outras qualidades, como o carisma, e é considerado um dos atores mais 'gente boa' de Hollywood.

    Veja cinco filmes da carreira do ator além do universo dos mutantes da Marvel.

    Kate and Leopold (2001)

    Nesta comédia romântica, Jackman é Leopold Otis, um dos precursores da invenção do elevador, no século 19. Mas isso é irrelevante. O importante é que ele acidentalmente viaja no tempo e vai parar no começo do século 21, onde se apaixona por Kate (Meg Ryan).

    Austrália (2008)

    Um pastiche de ‘E o Vento Levou’ que se passa na Austrália. Tem uma história de amor entre o fazendeiro rude Drover (Jackman) e a aristocrática Sarah Ashley (Nicole Kidman) com um pano de fundo de guerras – como o bombardeio de Darwin, durante a Segunda Guerra Mundial.

    Os Miseráveis (2012)

    Nesta versão musical da obra de Victor Hugo, Jackman interpreta o protagonista Jean Valjean. O filme ainda reúne Russell Crowe, Amanda Seyfried e Eddir Redmayne. Jackman foi indicado ao Oscar pelo papel, mas perdeu para Daniel Day-Lewis, por ‘Lincoln’.

    Peter Pan (2015)

    Jackman é o pirata Barba-Negra, o grande vilão que aterroriza a Terra do Nunca quando Peter Pan chega lá. Capitão Gancho? Não passa de um reles escravo do Barba-Negra – e, ainda por cima, faz amizade com Peter Pan para que, juntos, derrotem o pirata malvado.

    O Rei do Show (2017)

    Ninguém melhor que Jackman para cantar, dançar e encarnar P.T. Barnum, empresário circense famoso por promover as mais famosas fraudes e por fundar o circo que viria a se tornar o Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus. Chegou a ser cotado para o Oscar, mas não foi indicado.

  • 'Venom' é o filme que a Marvel não esperava

    'Venom' é o filme que a Marvel não esperava

    Desde que comprou os direitos do super-herói Homem-Aranha para o cinema, a Sony produziu cinco filmes do personagem e coproduziu ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’ junto com a Marvel. Mas, para a Sony, o universo do Homem-Aranha não se resume ao aracnídeo. Prova disso é ‘Venom’, filme que estreia nesta quinta-feira (4) em Curitiba, com Tom Hardy no papel principal.

    Venom é um personagem criado por Todd McFarlane, Randy Schueller, David Michelinie e Mike Zeck nos anos 80. Na época, em que as HQs sofriam com inúmeras transformações, o Homem-Aranha apareceu com um uniforme totalmente preto, maior poder de renegeração e um comportamento diferente. Com o desenrolar das histórias, descobriu-se que tudo isso era por causa de uma espécie de parasita alienígena que havia tomado o corpo de Peter Parker de maneira simbiótica – um dependia do outro para sobreviver. Depois que deixou seu hospedeiro, o simbionte infectou Eddie Brock e se tornou um dos inimigos do Aranha. Venom já apareceu na telona, em ‘Homem-Aranha 3’, de 2007 – que, dentre os filmes do herói, foi um dos maiores sucessos em termos de bilheteria e um dos maiores fracassos em termos de crítica. Nos quadrinhos, também já ganhou séries próprias.

    Em ‘Venom’, contudo, não há Homem-Aranha. Venom é o protagonista. E o filme quase não saiu. Vários atores foram cotados para o papel principal e o longa só ganhou forma depois que Tom Hardy (de ‘Mad Max: Estrada da Fúria’) topou a parada. E não apenas como ator, mas também como produtor executivo. Hardy já fez um herói icônico, o Max de ‘Mad Max’. Já fez filme de quadrinhos – foi o vilão Bane de ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge’. Já foi indicado a um Oscar, como coadjuvante em ‘O Regresso’. Mas faltava a ele um protagonista do universo ´das HQs. Ou ao menos foi isso que ele pensou com ‘Venom’.

    Na trama do filme, Eddie Brock (Hardy) é um jornalista investigativo de São Francisco que mexeu onde não devia. Resolveu bater de frente com um poderoso empresário, Carlton Drake (Riz Ahmed), dono da Fundação Vida, envolvida com negócios de remédios a foguetes. Acusou-o de matar gente que servia de cobaia para experimentos escusos. Em represália, acabou demitido. E não somente ele, mas também a namorada, a advogada Anne (Michelle Williams). O que o jornalista não desconfiava é que o problema era bem pior. Drake tinha ordenado uma expedição para trazer “amostras” alienígenas, com o intuito de colonizar planetas. Seis meses após a demissão, Brock está na rua da amargura. É quando uma funcionária da Fundação Vida, Dora Skrith (Jenny Slate), o procura. Ela não apenas diz que Brock tinha razão sobre as acusações, mas também o coloca dentro da fundação Vida para ver o simbionte de perto. E Brock acaba “infectado”.

    O ‘Venom’ do filme não é bem um herói. Também não é um vilão como nos quadrinhos. Está mais para um anti-herói. Ou, sob outro aspecto, uma versão moderna do clássico ‘O Médico e o Monstro’, de Robert Louis Stevenson, em que basicamente o doutor Henry Jakyll tem que conviver com um monstro (Edward Hyde) dentro de si. Até por causa disso, o tom é mais sombrio que os demais filmes com personagens da Marvel. Ainda que com alguns momentos cômicos – especialmente aqueles em que Brock tenta um convívio pacífico com uma criatura cuja versão de “fazer o bem” é simplesmente comer carne. Por essa a Marvel não esperava.

    Obs: Há a indefectível aparição de Stan Lee, o grande criador dos personagens Marvel, e duas cenas pós-créditos. Na primeira, Brock vai a uma prisão e encontra Cletus Kasady, o vilão Carnificina – outro que também foi infectado por um simbionte. A segunda é uma animação com o “Spiderverso”, em que Peter Parker está morto e Miles Morales é um Homem-Aranha cheoi de dúvidas. Esse filme deve estrear no fim do ano no Brasil.

  • ‘Creed 2’, com Rocky Balboa de coadjuvante, ganha trailer e imagens

    ‘Creed 2’, com Rocky Balboa de coadjuvante, ganha trailer e imagens
    (Foto: Divulgação)

    ‘Creed – Nascido para Lutar’ tornou-se uma grata surpresa quando foi lançado, em 2015. Trata-se de um filme com Sylvester Stallone no papel do icônico Rocky Balboa, mas sem que ele seja o protagonista. Ele vira o treinador de Adonis Creed (Michael B. Jordan), filho do antigo rival e depois amigo Apollo Creed (Carl Weathers). Stallone foi até indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante – perdeu para Mark Rylance, por ‘Ponte de Espiões’. Adonis e Rocky voltam à telona em ‘Creed 2’, cujo trailer foi divulgado pela Warner. O filme deve ser lançado em novembro deste ano.

    Veja o trailer AQUI

    Apolo foi rival de Rocky nos dois primeiros filmes do pugilista. No terceiro, ele foi o treinador no combate contra Clubber Lang (Mr. T) e ambos ficaram amigos. No quarto, que se passa em 1985, época da guerra fria, Apolo acabou morto em uma luta contra o lutador soviético Ivan Drago (Dolph Lundgren). Este, por sua vez, foi derrotado por Rocky no clímax do filme (esse spoiler prescreveu).

    Em ‘Creed 2’, Adonis encara Viktor Drago (o pugilista profissional Florian Munteanu, que está em seu segundo filme. Viktor é filho de Ivan Drago, algoz do pai de Adonis Creed. Como curiosidade, a mesma diferença de tamanho entre Stallone (1,77m) ou Weathers (1,85m) contra Lundgren (1,96m) é reeditada no combate de segunda geração. Michael B. Jordan, que já foi o vilão de ‘Pantera Negra’, mede 1,82m. Menos que os 1,93m de Munteanu.

  • Como eram os outros filmes de ‘Missão: Impossível’ mesmo?

    ‘Missão: Impossível – Efeito Fallout’ estreia nesta quinta-feira (26) nos cinemas. É o sexto filme da franquia estrelada por Tom Cruise, que interpreta o agente Ethan Hunt. Além dele, apenas Luther (Ving Rhames), um fiel amigo para todas as horas, aparece em todos os filmes. Mas como eles eram mesmo? O blog dá uma palhinha de cada um.

    Missão: Impossível (1996)

    O agente do governo Ethan Hunt e seu mentor, Jim Phelps, embarcam em uma missão secreta que dá errado; Jim é dado como morto e Ethan vira suspeito do assassinato. Agora um fugitivo, Hunt recruta o brilhante Luther Stickell e o piloto Franz Krieger para ajudá-lo a entrar no prédio da CIA, a fim de pegar um arquivo confidencial que vai provar sua inocência.

    Missão: Impossível 2 (2000)

    Ethan Hunt lidera sua equipe em uma missão que pretende capturar um vírus mortal alemão antes que ele seja liberado por terroristas. Sua missão é fazer o impossível, até porque ele não é a única pessoa procurando as amostras da doença. Ele também compete com uma gangue de terroristas internacionais, liderados por um ex-agente que já roubou a cura para o vírus.

    Missão: Impossível 3 (2005)

    Aposentado do serviço ativo e treinando recrutas para a Força Missão Impossível, Ethan Hunt enfrenta o inimigo mais difícil de sua carreira: Owen Davian, um negociante internacional de armas e informação que é tão esperto quanto implacável. Davian surge para ameaçar Hunt e tudo o que ele mais estima, incluindo a mulher que tanto ama.

    Missão: Impossível – Protocolo Fantasma (2011)

    Quando a Força Missão Impossível é fechada depois de ser envolvida em um plano terrorista internacional, Ethan Hunt e sua equipe tentam limpar o nome da organização. Não é uma tarefa fácil: eles são acusados de querer explodir nada menos que o Kremlin, o palácio de governo da Rússia.

    Missão: Impossível – Nação Secreta (2015)

    Ethan Hunt e sua equipe enfrentam uma das missões mais difíceis: erradicar o Sindicato, uma organização secreta internacional de assassinos profissionais, tão treinada e equipada quanto eles mesmos, que está determinada a destruir o Força Missão Impossível. Hunt tem que contar com toda a ajuda disponível, incluindo pessoas não muito confiáveis.

    Missão: Impossível – Efeito Fallout (2018)

    Desta vez, a equipe do agente Ethan Hunt tenta impedir que uma carga de plutônio vá parar nas mãos de um grupo terrorista de dissidentes do Sindicato – supostamente eliminado em ‘Missão Impossível: Nação Secreta’. Se os caras maus colocarem a mão na carga, poderão construir bombas nucleares.

  • Palpites para o Oscar deste domingo

    O Oscar será entregue neste domingo (4). Teoricamente, ‘A Forma da Água’, com 13 indicações, é o favorito. Contudo, de acordo com as premiações de eventos anteriores, ‘Três Anúncios para um Crime’ pode levar o prêmio máximo. Desta vez, as categorias de atores parecem já decididas. Abaixo, seguem alguns palpites para a festa deste domingo. Melhor filme ‘Corra!’ ‘O Destino de uma Nação’ ‘Dunkirk’ ‘Me Chame pelo Seu Nome’ ‘A Forma da Água’ ‘Lady Bird - É Hora de Voar’ ‘Trama Fantasma’ ‘The Post - A Guerra Secreta’ ‘Três Anúncios para um Crime’ Palpite: Na real, ‘Dunkirk’ é o melhor filme. Não vai ganhar. O favoritismo está entre ‘A Forma da Água’ e ‘Três Anúncios para um Crime’. Pelas premiações anteriores, ‘Três Anúncios para um Crime’ entra mais forte. Venceu o Globo de Ouro, o Bafta e o SAG (Sindicato dos Atores) – esta última premiação cravou as vitórias de ‘Spotlight: Segredos revelados’ (2015/16) e ‘Moonlight’ (2016/17) quando eles não eram favoritos em seus respectivos anos.   Melhor diretor Christopher Nolan (‘Dunkirk’) Guillermo del Toro (‘A Forma na Água’) Jordan Peele (‘Corra!’) Paul Thomas Anderson (‘Trama Fantasma’) Greta Gerwig (‘Lady Bird - É Hora de Voar’) Palpite: Christopher Nolan fez o melhor trabalho, com ‘Dunkirk’, e não vai ganhar. Greta Gerwig fez um belo trabalho com ‘Lady Bird’ e não vai ganhar, apesar de haver um certo clima para premiar uma mulher depois da atriz Natalie Portman ter alfinetado a categoria no Globo de Ouro – ao anunciar os candidatos, ela falou “e os cinco indicados homens são...”. Na verdade, Guillermo del Toro é o grande favorito. Venceu o Globo de Ouro e o Bafta.   Melhor ator Daniel Day-Lewis (‘Trama Fantasma’) Daniel Kaluuya (‘Corra!’) Denzel Washington (‘Roman J. Israel, Esq.’) Gary Oldman (‘O Destino de uma Nação’) Timothée Chalamet (‘Me Chame pelo Seu Nome’) Palpite: Daniel Day-Lewis, vencedor de três Oscars nesta categoria, anunciou que iria se aposentar depois de ‘Trama Fantasma’. Foi indicado, mas não deve levar. Ao que tudo indica, a vez é de Gary Oldman, que levou todos os principais prêmios possíveis com sua interpretação de Winston Churchill. Merece.   Melhor atriz Frances McDormand (‘Três Anúncios para um Crime’) Margot Robbie (‘Eu, Tonya’) Meryl Streep (‘The Post: A Guerra Secreta’) Saoirse Ronan (‘Lady Bird’) Sally Hawkins (‘A Forma da Água’) Palpite: Frances McDormand é a grande barbada. Venceu o Globo de Ouro (atriz dramática), o SAG e o Bafta. Se é que alguém pode ameaça-la, esse alguém seria Saoirse Ronan (Globo de ouro com atriz comédia/musical por ‘Lady Bird’). As chances são mínimas.   Melhor ator coadjuvante Sam Rockwell (‘Três Anúncios para um Crime’) Willem Defoe - Projeto Flórida Woody Harrelson - Três Anúncios para um Crime Richard Jenkins - A Forma da Água Christopher Plummer - Todo Dinheiro do Mundo Palpite: Sam Rockwell larga na frente. Venceu o Globo de Ouro, o SAG e o Bafta.   Melhor atriz coadjuvante Mary J. Blige – ‘Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi’ Allison Janney – ‘Eu, Tonya’ Lesley Manville – ‘Trama Fantasma’ Laurie Metcalf – ‘Lady Bird - A Hora de Voar’ Octavia Spencer – ‘A Forma da Água' Palpite: Allison Janney é a favorita. Venceu o Globo de Ouro, o SAG e o Bafta (II).   Melhor roteiro original ‘Corra!’ ‘Doentes de Amor’ ‘A Forma da Água’ ‘Lady Bird - É Hora de Voar’ ‘Três Anúncios para um Crime’ Palpite: Seria divertida a vitória de ‘Corra’, mas é pouco provável. ‘Três Anúncios para Um Crime’ venceu o Globo de Ouro e larga na frente.   Melhor roteiro adaptado ‘Me Chame pelo Seu Nome’ ‘O Artista do Desastre’ ‘A Grande Jogada’ ‘Logan’ ‘Mudbound - Lágrimas sobre o Mississipi’ Palpite: Normalmente, os indicados para melhor roteiro adaptado também concorrem a melhor filme. Não é o caso de quatro dos cinco indicados. A exceção é ‘Me Chame pelo Seu Nome’, não por acaso o mais cotado ao prêmio de roteiro.   Melhor fotografia ‘Blade Runner 2049’ ‘O Destino de uma Nação’ ‘Dunkirk’ ‘Mudbound - Lágrima sobre o Mississipi’ ‘A Forma da Água’ Palpite: ‘Dunkirk’ mereceria, mas tem poucas chances. O duelo fica entre ‘A Forma da Água’ e ‘Blade Runner 2049’ – que recriou o clima noir do Blade Runner original, na época bastante esnobado. ‘Blade Runner 2049’ já venceu o Bafta, embora esse prêmio não tenha tanto peso para o Oscar.   Melhor direção de arte ‘A Bela e a Fera’ ‘Blade Runner 2049’ ‘Dunkirk’ ‘O Destino de uma Nação’ ‘A Forma da Água’ Palpite: Novamente o duelo fica entre ‘A Forma da Água’ e ‘Blade Runner 2049’ – que é o favorito.   Melhor figurino ‘A Bela e a Fera’ ‘O Destino de uma Nação’ ‘Trama Fantasma’ ‘Victoria & Abdul’ ‘A Forma da Água’ Palpite: O Bafta não serve muito de parâmetro, mas premiou ‘Trama Fantasma’. Como é um filme de alta costura com contexto histórico, carrega certo favoritismo nesta categoria.   Melhor edição ‘Dunkirk’ ‘Em Ritmo de Fuga’ ‘Eu, Tonya’ ‘A Forma da Água’ ‘Três Anúncios para um Crime’ Palpite: Parece repetivivo, mas ‘Dunkirk’ mereceria. Contudo, ‘A Forma da Água’ é o favorito. ‘Em Ritmo de Fuga’ pode surpreender – já levou o Bafta.   Melhor trilha sonora ‘Dunkirk’ ‘A Forma da Água’ ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ ‘Trama Fantasma’ ‘Três Anúncios para um Crime’ Palpite: ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ rendeu ao maestro John Williams a sua 51ª indicação ao Oscar. E será, provavelmente, a 46ª derrota – ele faturou cinco estatuetas na carreira. O favoritismo recai sobre ‘A Forma da Água’, de Alexandre Desplat, vencedor do Globo de Ouro e do Bafta.   Melhor animação ‘O Poderoso Chefinho’ ‘Com Amor, Van Gogh’ ‘O Touro Ferdinando’ ‘The Breadwinner’ ‘Viva - A Vida É uma Festa’ Palpite: Tem Pixar na jogada? Tem: ‘Viva - A Vida É uma Festa’. Já tem no currículo o Globo de Ouro e o Bafta. Melhor esquecer os outros.   Melhor canção ‘Remember Me’ - Viva - A Vida é uma Festa - Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez ‘This is Me’ - O Rei do Show - Benj Pasek e Justin Paul ‘Mighty River’ - Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi - Mary J. Blige, Raphael Saadiq e Taura Stinson ‘Mystery of Love’ - Me Chame Pelo Seu Nome - Sufjan Stevens ‘Stand Up for Something’ - Marshall - Diane Warren e Lonnie R. Lynn Palpite: A categoria costuma premiar, pela ordem: 1) Músicas de musicais. 2) Músicas de desenho animado. Assim, ‘This is Me’, de ‘ Rei do Show’, é a mais cotada, seguida de ‘Remember Me’, de ‘Viva - A Vida é uma Festa’.   Melhor mixagem de som ‘Em Ritmo de Fuga’ ‘Blade Runner 2049’ ‘Dunkirk’ ‘A Forma da Água’ ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ Palpite: Os filmes de Christopher Nolan tendem a se dar bem nas premiações de som – como ‘Batman: Cavaleiro das Trevas’ e ‘A Origem’. Assim, ‘Dunkirk’ (agora sim) deve levar.   Melhor edição de som ‘Em Ritmo de Fuga’ ‘Blade Runner 2049’ ‘Dunkirk’ ‘A Forma da Água’ ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ Palpite: Os filmes de Christopher Nolan tendem a se dar bem nas premiações de som – como ‘Batman: Cavaleiro das Trevas’ e ‘A Origem’. Assim, ‘Dunkirk’ deve levar (II).   Melhores efeitos visuais ‘Blade Runner 2049’ ‘Guardiões da Galáxia’ ‘Kong - A Ilha da Caveira’ ‘Planeta dos Macacos - A Guerra’ ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ Palpite: ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ bem que poderia ganhar o Oscar na categoria em que tradicionalmente é forte candidato. Mas a franquia não é premiada na categoria de efeitos visuais desde 1983. ‘Blade Runner 2049’ está mais cotado, após ter vencido o Bafta.   Melhor maquiagem ‘O Destino de uma Nação’ ‘Extraordinário’ ‘Victoria & Abdul’ Palpite: ‘O Destino de uma Nação’ levou o Bafta. Faz sentido, já que o filme é inglês e o Bafta é o Oscar inglês. A tendência é que leve também o Oscar. É difícil olhar o magrelo Gary Oldman em cena como o rechonchudo Winston Churchill sem especular se é maquiagem, se é maquiagem digital ou se o ator engordou mesmo. Se a Academia cair no sentimentalismo, premiará ‘Extraordinário’, filme sobre um menino com uma deformidade facial que acaba cativando todos em uma escola pelo seu jeito de ser.   Melhor filme estrangeiro ‘Uma Mulher Fantástica’, de Sebastián Lelio (Chile) ‘Corpo e Alma’, de Ildikó Enyedi (Hungria) ‘O Insulto’, de Ziad Doueiri (Líbano) ‘Loveless’, de Andrey Zvyagintsev (Rússia) ‘The Square - A Arte da Discórdia’, de Ruben Östlund (Suécia) Palpite: ‘A Criada’, filme coreano que venceu o Bafta, não concorre ao Oscar. O sueco ‘The Square - A Arte da Discórdia’ aparece como favorito, com o chileno ‘Uma Mulher Fantástica’ correndo por fora.

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