• 12/11/2018

    As dez mais marcantes aparições de Stan Lee em filmes da Marvel

    As dez mais marcantes aparições de Stan Lee em filmes da Marvel

    Nesta segunda-feira (12), Stan Lee, o consagrado autor de histórias em quadrinhos, foi para algum lugar do Universo que ele mesmo ajudou a criar. O quadrinista que agora é parte do Cosmos tinha 95 anos e ficou marcado não apenas pelas dezenas de personagens que criou para a Marvel, mas também pelas rápidas aparições em filmes. Foram 35 ao todo – confira todas AQUI. Dizem os produtores de ‘Vingadores: Guerra Infinita 2’, que estreia em maio de 2019, que a participação de Stan Lee neste filme já foi gravada. Talvez a de ‘Capitã Marvel’, que estreia em março, também. Essas são as 10 aparições mais marcantes.

    X-Men: O Filme (2000)
    Era para ser apenas uma cena pequena: Stan Lee interpreta um vendedor de cachorro-quente na praia entre a multidão espantada quando o senador Kelly sai do mar (ao alto). Era para ser uma cena pequena, mas virou uma tradição grande: nunca mais os filmes de personagens da Marvel ficaram sem uma aparição do quadrinista.

    Hulk (2003)
    O filme foi um fiasco, mas uma cena valeu por todas: Stan Lee tem sua primeira fala em filmes da Marvel. E em alto estilo. Ele conversa com seu parceiro de trabalho, interpretado por ninguém menos que Lou Ferrigno, o Hulk do antigo seriado.

    Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007)
    Depois de já ter interpretado o carteiro Willie Lumpkin no primeiro filme do Quarteto Fantástico, Stan Lee interpreta a si mesmo ao ser barrado na fila do casamento de Susan Storm e Reed Richards. O segurança não acredita que Stan Lee seja... Stan Lee.

    O Incrível Hulk (2008)
    A primeira aparição de Stan Lee que tem impacto direto no desenrolar da história. Ele toma um refrigerante contaminado com o sangue radioativo de Bruce Banner, que havia se cortado na fábrica de bebidas no Rio de Janeiro, onde trabalhava. Graças a isso, os militares chefiados pelo general Ross descobriram o paradeiro de Banner no Brasil.

    Vingadores (2012)
    Criador de centenas de heróis, Stan Lee tira um sarro de si mesmo. No fim do filme, depois do desastre em Nova York, ele aparece no noticiário jogando dominó quando é perguntado sobre os acontecimentos. E diz: “Super heróis em Nova York? Dá um tempo.”

    O Espetacular Homem-Aranha (2012)
    Provavelmente a mais hilária aparição de Stan Lee. Ele está em uma biblioteca, trabalhando e usando fones de ouvido, ouvindo música clássica. Ao som dessa música, o Homem-Aranha e o Lagarto quebram tudo ao fundo. O Aranha inclusive evita que um objeto atirado pelo Lagarto atinja o incauto quadrinista.

    Capitão América: O Soldado Invernal (2014)
    O Capitão América fica sem uniforme para a reta final do filme, mas já um jeito. A solução encontrada pelo Capitão é percebida primeiro por Stan Lee, no papel de um vigia do Instituto Smithsonian. É ele quem nota que o sumiço do uniforme original, que vestia um manequim: “Ah cara, eu vou ser demitido!”

    Operação Big Hero (2014)
    Durante o filme, o personagem Fred identifica um quadro de Stan Lee como sendo o seu pai. Nas cenas pós-créditos, Stan Lee aparece como o pai do personagem Fred, quando este descobre uma sala secreta cheia de equipamentos de super herói.

    X-Men: Apocalipse (2016)
    Talvez a cena mais emocionante com Stan Lee. Ele é umas das muitas pessoas que vislumbram o decolar de várias ogivas nucleares. Mas isso é irrelevante: o importante é que é a única vez que ele aparece ao lado de sua esposa, Joan Lee.

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    Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017)
    Stan Lee faz duas aparições. Uma, em trajes espaciais, em que fala a um grupo de alienígenas – os Vigias. Na outra cena, ele é deixado para trás pelos alienígenas. A cena ganha importância porque, a partir dela, fãs começaram a especular que Lee seria um dos vigias, atento ao que acontece na Terra, mas sem interferir.

  • 12/10/2018

    Hugh Jackman completa 50 anos. Veja filmes do ator além de Wolverine

    Hugh Jackman completa 50 anos. Veja filmes do ator além de Wolverine

    O ator australiano Hugh Jackman completou 50 anos nesta sexta-feira (12). Ele ficou eternizado como o Wolverine dos filmes das histórias em quadrinhos. Ele apareceu pela primeira vez em ‘X-Men’ (2000) e repetiu o papel em ‘X-Men 2’ (2003), ‘X-Men – O Confronto final’ (2006), ‘X-Men Origens: Wolverine’ (2009), ‘Wolverine: Imortal’ (2013), ‘X-Men: Dias de um Futuro Esquecido’ (2014) e ‘Logan’ (2017), além de participações mais curtas em ‘X-Men: Primeira Classe’ (2011), ‘X-Men: Apocalipse’ (2016) e ‘Deadpool 2’ (2018). 

    Contudo, nem só de Wolverine foi feita a carreira de Jackman. Ele se mostrou um ator versátil, bom cantor e ótimo dançarino em outras produções. Tanto que já foi até indicado ao Oscar. Ele tem outras qualidades, como o carisma, e é considerado um dos atores mais 'gente boa' de Hollywood.

    Veja cinco filmes da carreira do ator além do universo dos mutantes da Marvel.

    Kate and Leopold (2001)

    Nesta comédia romântica, Jackman é Leopold Otis, um dos precursores da invenção do elevador, no século 19. Mas isso é irrelevante. O importante é que ele acidentalmente viaja no tempo e vai parar no começo do século 21, onde se apaixona por Kate (Meg Ryan).

    Austrália (2008)

    Um pastiche de ‘E o Vento Levou’ que se passa na Austrália. Tem uma história de amor entre o fazendeiro rude Drover (Jackman) e a aristocrática Sarah Ashley (Nicole Kidman) com um pano de fundo de guerras – como o bombardeio de Darwin, durante a Segunda Guerra Mundial.

    Os Miseráveis (2012)

    Nesta versão musical da obra de Victor Hugo, Jackman interpreta o protagonista Jean Valjean. O filme ainda reúne Russell Crowe, Amanda Seyfried e Eddir Redmayne. Jackman foi indicado ao Oscar pelo papel, mas perdeu para Daniel Day-Lewis, por ‘Lincoln’.

    Peter Pan (2015)

    Jackman é o pirata Barba-Negra, o grande vilão que aterroriza a Terra do Nunca quando Peter Pan chega lá. Capitão Gancho? Não passa de um reles escravo do Barba-Negra – e, ainda por cima, faz amizade com Peter Pan para que, juntos, derrotem o pirata malvado.

    O Rei do Show (2017)

    Ninguém melhor que Jackman para cantar, dançar e encarnar P.T. Barnum, empresário circense famoso por promover as mais famosas fraudes e por fundar o circo que viria a se tornar o Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus. Chegou a ser cotado para o Oscar, mas não foi indicado.

  • 03/10/2018

    'Venom' é o filme que a Marvel não esperava

    'Venom' é o filme que a Marvel não esperava

    Desde que comprou os direitos do super-herói Homem-Aranha para o cinema, a Sony produziu cinco filmes do personagem e coproduziu ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’ junto com a Marvel. Mas, para a Sony, o universo do Homem-Aranha não se resume ao aracnídeo. Prova disso é ‘Venom’, filme que estreia nesta quinta-feira (4) em Curitiba, com Tom Hardy no papel principal.

    Venom é um personagem criado por Todd McFarlane, Randy Schueller, David Michelinie e Mike Zeck nos anos 80. Na época, em que as HQs sofriam com inúmeras transformações, o Homem-Aranha apareceu com um uniforme totalmente preto, maior poder de renegeração e um comportamento diferente. Com o desenrolar das histórias, descobriu-se que tudo isso era por causa de uma espécie de parasita alienígena que havia tomado o corpo de Peter Parker de maneira simbiótica – um dependia do outro para sobreviver. Depois que deixou seu hospedeiro, o simbionte infectou Eddie Brock e se tornou um dos inimigos do Aranha. Venom já apareceu na telona, em ‘Homem-Aranha 3’, de 2007 – que, dentre os filmes do herói, foi um dos maiores sucessos em termos de bilheteria e um dos maiores fracassos em termos de crítica. Nos quadrinhos, também já ganhou séries próprias.

    Em ‘Venom’, contudo, não há Homem-Aranha. Venom é o protagonista. E o filme quase não saiu. Vários atores foram cotados para o papel principal e o longa só ganhou forma depois que Tom Hardy (de ‘Mad Max: Estrada da Fúria’) topou a parada. E não apenas como ator, mas também como produtor executivo. Hardy já fez um herói icônico, o Max de ‘Mad Max’. Já fez filme de quadrinhos – foi o vilão Bane de ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge’. Já foi indicado a um Oscar, como coadjuvante em ‘O Regresso’. Mas faltava a ele um protagonista do universo ´das HQs. Ou ao menos foi isso que ele pensou com ‘Venom’.

    Na trama do filme, Eddie Brock (Hardy) é um jornalista investigativo de São Francisco que mexeu onde não devia. Resolveu bater de frente com um poderoso empresário, Carlton Drake (Riz Ahmed), dono da Fundação Vida, envolvida com negócios de remédios a foguetes. Acusou-o de matar gente que servia de cobaia para experimentos escusos. Em represália, acabou demitido. E não somente ele, mas também a namorada, a advogada Anne (Michelle Williams). O que o jornalista não desconfiava é que o problema era bem pior. Drake tinha ordenado uma expedição para trazer “amostras” alienígenas, com o intuito de colonizar planetas. Seis meses após a demissão, Brock está na rua da amargura. É quando uma funcionária da Fundação Vida, Dora Skrith (Jenny Slate), o procura. Ela não apenas diz que Brock tinha razão sobre as acusações, mas também o coloca dentro da fundação Vida para ver o simbionte de perto. E Brock acaba “infectado”.

    O ‘Venom’ do filme não é bem um herói. Também não é um vilão como nos quadrinhos. Está mais para um anti-herói. Ou, sob outro aspecto, uma versão moderna do clássico ‘O Médico e o Monstro’, de Robert Louis Stevenson, em que basicamente o doutor Henry Jakyll tem que conviver com um monstro (Edward Hyde) dentro de si. Até por causa disso, o tom é mais sombrio que os demais filmes com personagens da Marvel. Ainda que com alguns momentos cômicos – especialmente aqueles em que Brock tenta um convívio pacífico com uma criatura cuja versão de “fazer o bem” é simplesmente comer carne. Por essa a Marvel não esperava.

    Obs: Há a indefectível aparição de Stan Lee, o grande criador dos personagens Marvel, e duas cenas pós-créditos. Na primeira, Brock vai a uma prisão e encontra Cletus Kasady, o vilão Carnificina – outro que também foi infectado por um simbionte. A segunda é uma animação com o “Spiderverso”, em que Peter Parker está morto e Miles Morales é um Homem-Aranha cheoi de dúvidas. Esse filme deve estrear no fim do ano no Brasil.

  • 26/09/2018

    ‘Creed 2’, com Rocky Balboa de coadjuvante, ganha trailer e imagens

    ‘Creed 2’, com Rocky Balboa de coadjuvante, ganha trailer e imagens
    (Foto: Divulgação)

    ‘Creed – Nascido para Lutar’ tornou-se uma grata surpresa quando foi lançado, em 2015. Trata-se de um filme com Sylvester Stallone no papel do icônico Rocky Balboa, mas sem que ele seja o protagonista. Ele vira o treinador de Adonis Creed (Michael B. Jordan), filho do antigo rival e depois amigo Apollo Creed (Carl Weathers). Stallone foi até indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante – perdeu para Mark Rylance, por ‘Ponte de Espiões’. Adonis e Rocky voltam à telona em ‘Creed 2’, cujo trailer foi divulgado pela Warner. O filme deve ser lançado em novembro deste ano.

    Veja o trailer AQUI

    Apolo foi rival de Rocky nos dois primeiros filmes do pugilista. No terceiro, ele foi o treinador no combate contra Clubber Lang (Mr. T) e ambos ficaram amigos. No quarto, que se passa em 1985, época da guerra fria, Apolo acabou morto em uma luta contra o lutador soviético Ivan Drago (Dolph Lundgren). Este, por sua vez, foi derrotado por Rocky no clímax do filme (esse spoiler prescreveu).

    Em ‘Creed 2’, Adonis encara Viktor Drago (o pugilista profissional Florian Munteanu, que está em seu segundo filme. Viktor é filho de Ivan Drago, algoz do pai de Adonis Creed. Como curiosidade, a mesma diferença de tamanho entre Stallone (1,77m) ou Weathers (1,85m) contra Lundgren (1,96m) é reeditada no combate de segunda geração. Michael B. Jordan, que já foi o vilão de ‘Pantera Negra’, mede 1,82m. Menos que os 1,93m de Munteanu.

  • 25/07/2018

    Como eram os outros filmes de ‘Missão: Impossível’ mesmo?

    ‘Missão: Impossível – Efeito Fallout’ estreia nesta quinta-feira (26) nos cinemas. É o sexto filme da franquia estrelada por Tom Cruise, que interpreta o agente Ethan Hunt. Além dele, apenas Luther (Ving Rhames), um fiel amigo para todas as horas, aparece em todos os filmes. Mas como eles eram mesmo? O blog dá uma palhinha de cada um.

    Missão: Impossível (1996)

    O agente do governo Ethan Hunt e seu mentor, Jim Phelps, embarcam em uma missão secreta que dá errado; Jim é dado como morto e Ethan vira suspeito do assassinato. Agora um fugitivo, Hunt recruta o brilhante Luther Stickell e o piloto Franz Krieger para ajudá-lo a entrar no prédio da CIA, a fim de pegar um arquivo confidencial que vai provar sua inocência.

    Missão: Impossível 2 (2000)

    Ethan Hunt lidera sua equipe em uma missão que pretende capturar um vírus mortal alemão antes que ele seja liberado por terroristas. Sua missão é fazer o impossível, até porque ele não é a única pessoa procurando as amostras da doença. Ele também compete com uma gangue de terroristas internacionais, liderados por um ex-agente que já roubou a cura para o vírus.

    Missão: Impossível 3 (2005)

    Aposentado do serviço ativo e treinando recrutas para a Força Missão Impossível, Ethan Hunt enfrenta o inimigo mais difícil de sua carreira: Owen Davian, um negociante internacional de armas e informação que é tão esperto quanto implacável. Davian surge para ameaçar Hunt e tudo o que ele mais estima, incluindo a mulher que tanto ama.

    Missão: Impossível – Protocolo Fantasma (2011)

    Quando a Força Missão Impossível é fechada depois de ser envolvida em um plano terrorista internacional, Ethan Hunt e sua equipe tentam limpar o nome da organização. Não é uma tarefa fácil: eles são acusados de querer explodir nada menos que o Kremlin, o palácio de governo da Rússia.

    Missão: Impossível – Nação Secreta (2015)

    Ethan Hunt e sua equipe enfrentam uma das missões mais difíceis: erradicar o Sindicato, uma organização secreta internacional de assassinos profissionais, tão treinada e equipada quanto eles mesmos, que está determinada a destruir o Força Missão Impossível. Hunt tem que contar com toda a ajuda disponível, incluindo pessoas não muito confiáveis.

    Missão: Impossível – Efeito Fallout (2018)

    Desta vez, a equipe do agente Ethan Hunt tenta impedir que uma carga de plutônio vá parar nas mãos de um grupo terrorista de dissidentes do Sindicato – supostamente eliminado em ‘Missão Impossível: Nação Secreta’. Se os caras maus colocarem a mão na carga, poderão construir bombas nucleares.

  • 01/03/2018

    Palpites para o Oscar deste domingo

    O Oscar será entregue neste domingo (4). Teoricamente, ‘A Forma da Água’, com 13 indicações, é o favorito. Contudo, de acordo com as premiações de eventos anteriores, ‘Três Anúncios para um Crime’ pode levar o prêmio máximo. Desta vez, as categorias de atores parecem já decididas. Abaixo, seguem alguns palpites para a festa deste domingo. Melhor filme ‘Corra!’ ‘O Destino de uma Nação’ ‘Dunkirk’ ‘Me Chame pelo Seu Nome’ ‘A Forma da Água’ ‘Lady Bird - É Hora de Voar’ ‘Trama Fantasma’ ‘The Post - A Guerra Secreta’ ‘Três Anúncios para um Crime’ Palpite: Na real, ‘Dunkirk’ é o melhor filme. Não vai ganhar. O favoritismo está entre ‘A Forma da Água’ e ‘Três Anúncios para um Crime’. Pelas premiações anteriores, ‘Três Anúncios para um Crime’ entra mais forte. Venceu o Globo de Ouro, o Bafta e o SAG (Sindicato dos Atores) – esta última premiação cravou as vitórias de ‘Spotlight: Segredos revelados’ (2015/16) e ‘Moonlight’ (2016/17) quando eles não eram favoritos em seus respectivos anos.   Melhor diretor Christopher Nolan (‘Dunkirk’) Guillermo del Toro (‘A Forma na Água’) Jordan Peele (‘Corra!’) Paul Thomas Anderson (‘Trama Fantasma’) Greta Gerwig (‘Lady Bird - É Hora de Voar’) Palpite: Christopher Nolan fez o melhor trabalho, com ‘Dunkirk’, e não vai ganhar. Greta Gerwig fez um belo trabalho com ‘Lady Bird’ e não vai ganhar, apesar de haver um certo clima para premiar uma mulher depois da atriz Natalie Portman ter alfinetado a categoria no Globo de Ouro – ao anunciar os candidatos, ela falou “e os cinco indicados homens são...”. Na verdade, Guillermo del Toro é o grande favorito. Venceu o Globo de Ouro e o Bafta.   Melhor ator Daniel Day-Lewis (‘Trama Fantasma’) Daniel Kaluuya (‘Corra!’) Denzel Washington (‘Roman J. Israel, Esq.’) Gary Oldman (‘O Destino de uma Nação’) Timothée Chalamet (‘Me Chame pelo Seu Nome’) Palpite: Daniel Day-Lewis, vencedor de três Oscars nesta categoria, anunciou que iria se aposentar depois de ‘Trama Fantasma’. Foi indicado, mas não deve levar. Ao que tudo indica, a vez é de Gary Oldman, que levou todos os principais prêmios possíveis com sua interpretação de Winston Churchill. Merece.   Melhor atriz Frances McDormand (‘Três Anúncios para um Crime’) Margot Robbie (‘Eu, Tonya’) Meryl Streep (‘The Post: A Guerra Secreta’) Saoirse Ronan (‘Lady Bird’) Sally Hawkins (‘A Forma da Água’) Palpite: Frances McDormand é a grande barbada. Venceu o Globo de Ouro (atriz dramática), o SAG e o Bafta. Se é que alguém pode ameaça-la, esse alguém seria Saoirse Ronan (Globo de ouro com atriz comédia/musical por ‘Lady Bird’). As chances são mínimas.   Melhor ator coadjuvante Sam Rockwell (‘Três Anúncios para um Crime’) Willem Defoe - Projeto Flórida Woody Harrelson - Três Anúncios para um Crime Richard Jenkins - A Forma da Água Christopher Plummer - Todo Dinheiro do Mundo Palpite: Sam Rockwell larga na frente. Venceu o Globo de Ouro, o SAG e o Bafta.   Melhor atriz coadjuvante Mary J. Blige – ‘Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi’ Allison Janney – ‘Eu, Tonya’ Lesley Manville – ‘Trama Fantasma’ Laurie Metcalf – ‘Lady Bird - A Hora de Voar’ Octavia Spencer – ‘A Forma da Água' Palpite: Allison Janney é a favorita. Venceu o Globo de Ouro, o SAG e o Bafta (II).   Melhor roteiro original ‘Corra!’ ‘Doentes de Amor’ ‘A Forma da Água’ ‘Lady Bird - É Hora de Voar’ ‘Três Anúncios para um Crime’ Palpite: Seria divertida a vitória de ‘Corra’, mas é pouco provável. ‘Três Anúncios para Um Crime’ venceu o Globo de Ouro e larga na frente.   Melhor roteiro adaptado ‘Me Chame pelo Seu Nome’ ‘O Artista do Desastre’ ‘A Grande Jogada’ ‘Logan’ ‘Mudbound - Lágrimas sobre o Mississipi’ Palpite: Normalmente, os indicados para melhor roteiro adaptado também concorrem a melhor filme. Não é o caso de quatro dos cinco indicados. A exceção é ‘Me Chame pelo Seu Nome’, não por acaso o mais cotado ao prêmio de roteiro.   Melhor fotografia ‘Blade Runner 2049’ ‘O Destino de uma Nação’ ‘Dunkirk’ ‘Mudbound - Lágrima sobre o Mississipi’ ‘A Forma da Água’ Palpite: ‘Dunkirk’ mereceria, mas tem poucas chances. O duelo fica entre ‘A Forma da Água’ e ‘Blade Runner 2049’ – que recriou o clima noir do Blade Runner original, na época bastante esnobado. ‘Blade Runner 2049’ já venceu o Bafta, embora esse prêmio não tenha tanto peso para o Oscar.   Melhor direção de arte ‘A Bela e a Fera’ ‘Blade Runner 2049’ ‘Dunkirk’ ‘O Destino de uma Nação’ ‘A Forma da Água’ Palpite: Novamente o duelo fica entre ‘A Forma da Água’ e ‘Blade Runner 2049’ – que é o favorito.   Melhor figurino ‘A Bela e a Fera’ ‘O Destino de uma Nação’ ‘Trama Fantasma’ ‘Victoria & Abdul’ ‘A Forma da Água’ Palpite: O Bafta não serve muito de parâmetro, mas premiou ‘Trama Fantasma’. Como é um filme de alta costura com contexto histórico, carrega certo favoritismo nesta categoria.   Melhor edição ‘Dunkirk’ ‘Em Ritmo de Fuga’ ‘Eu, Tonya’ ‘A Forma da Água’ ‘Três Anúncios para um Crime’ Palpite: Parece repetivivo, mas ‘Dunkirk’ mereceria. Contudo, ‘A Forma da Água’ é o favorito. ‘Em Ritmo de Fuga’ pode surpreender – já levou o Bafta.   Melhor trilha sonora ‘Dunkirk’ ‘A Forma da Água’ ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ ‘Trama Fantasma’ ‘Três Anúncios para um Crime’ Palpite: ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ rendeu ao maestro John Williams a sua 51ª indicação ao Oscar. E será, provavelmente, a 46ª derrota – ele faturou cinco estatuetas na carreira. O favoritismo recai sobre ‘A Forma da Água’, de Alexandre Desplat, vencedor do Globo de Ouro e do Bafta.   Melhor animação ‘O Poderoso Chefinho’ ‘Com Amor, Van Gogh’ ‘O Touro Ferdinando’ ‘The Breadwinner’ ‘Viva - A Vida É uma Festa’ Palpite: Tem Pixar na jogada? Tem: ‘Viva - A Vida É uma Festa’. Já tem no currículo o Globo de Ouro e o Bafta. Melhor esquecer os outros.   Melhor canção ‘Remember Me’ - Viva - A Vida é uma Festa - Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez ‘This is Me’ - O Rei do Show - Benj Pasek e Justin Paul ‘Mighty River’ - Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi - Mary J. Blige, Raphael Saadiq e Taura Stinson ‘Mystery of Love’ - Me Chame Pelo Seu Nome - Sufjan Stevens ‘Stand Up for Something’ - Marshall - Diane Warren e Lonnie R. Lynn Palpite: A categoria costuma premiar, pela ordem: 1) Músicas de musicais. 2) Músicas de desenho animado. Assim, ‘This is Me’, de ‘ Rei do Show’, é a mais cotada, seguida de ‘Remember Me’, de ‘Viva - A Vida é uma Festa’.   Melhor mixagem de som ‘Em Ritmo de Fuga’ ‘Blade Runner 2049’ ‘Dunkirk’ ‘A Forma da Água’ ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ Palpite: Os filmes de Christopher Nolan tendem a se dar bem nas premiações de som – como ‘Batman: Cavaleiro das Trevas’ e ‘A Origem’. Assim, ‘Dunkirk’ (agora sim) deve levar.   Melhor edição de som ‘Em Ritmo de Fuga’ ‘Blade Runner 2049’ ‘Dunkirk’ ‘A Forma da Água’ ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ Palpite: Os filmes de Christopher Nolan tendem a se dar bem nas premiações de som – como ‘Batman: Cavaleiro das Trevas’ e ‘A Origem’. Assim, ‘Dunkirk’ deve levar (II).   Melhores efeitos visuais ‘Blade Runner 2049’ ‘Guardiões da Galáxia’ ‘Kong - A Ilha da Caveira’ ‘Planeta dos Macacos - A Guerra’ ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ Palpite: ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ bem que poderia ganhar o Oscar na categoria em que tradicionalmente é forte candidato. Mas a franquia não é premiada na categoria de efeitos visuais desde 1983. ‘Blade Runner 2049’ está mais cotado, após ter vencido o Bafta.   Melhor maquiagem ‘O Destino de uma Nação’ ‘Extraordinário’ ‘Victoria & Abdul’ Palpite: ‘O Destino de uma Nação’ levou o Bafta. Faz sentido, já que o filme é inglês e o Bafta é o Oscar inglês. A tendência é que leve também o Oscar. É difícil olhar o magrelo Gary Oldman em cena como o rechonchudo Winston Churchill sem especular se é maquiagem, se é maquiagem digital ou se o ator engordou mesmo. Se a Academia cair no sentimentalismo, premiará ‘Extraordinário’, filme sobre um menino com uma deformidade facial que acaba cativando todos em uma escola pelo seu jeito de ser.   Melhor filme estrangeiro ‘Uma Mulher Fantástica’, de Sebastián Lelio (Chile) ‘Corpo e Alma’, de Ildikó Enyedi (Hungria) ‘O Insulto’, de Ziad Doueiri (Líbano) ‘Loveless’, de Andrey Zvyagintsev (Rússia) ‘The Square - A Arte da Discórdia’, de Ruben Östlund (Suécia) Palpite: ‘A Criada’, filme coreano que venceu o Bafta, não concorre ao Oscar. O sueco ‘The Square - A Arte da Discórdia’ aparece como favorito, com o chileno ‘Uma Mulher Fantástica’ correndo por fora.
  • 06/02/2018

    Cena em que Tom Cruise ‘se quebra’ está em trailer de Missão Impossível

    A Paramount divulgou nesta segunda-feira (5) o primeiro trailer de ‘Missão: Impossível – Efeito Fallout’, sexto filme da franquia com Tom Cruise no papel do agente Ethan Hunt. Curiosamente, uma cena em que o ator sofreu uma fratura de verdade no tornozelo está presente no trailer. Nas filmagens, o ator – notório por fazer todas as cenas de ação, sem o uso de dublês – deveria pular de um prédio para outro, mas o salto foi curto demais. Tom Cruise, em vez de cair e sair rolando no topo do segundo prédio, bateu com o tórax na murada do prédio. Ele sofreu uma fratura no tornozelo. O filme estreia no dia 26 de julho nos cinemas é produzido por Tom Cruise, Jake Myers, J.J. Abrams e Christopher McQuarrie, que também assina o roteiro e direção da produção. No filme, Ethan Hunt (Tom Cruise) e sua equipe do IMF (Alec Baldwin, Simon Pegg, Ving Rhames), na companhia de aliados conhecidos (Rebecca Ferguson, Michelle Monaghan), estão em uma corrida contra o tempo depois que uma missão dá errado. Resultado de imagem para missao impossivel fallout Henry Cavill, Angela Basset e Vanessa Kirby são as novidades do elenco. Cavill, que interpreta o Superman nos filmes da Warner/DC Comics, está com barba e bigode – o que foi motivo de polêmica em ‘Liga das Justiça’ e no trailer faz uma cena de luta com o protagonista. Curiosamente, Cruise tem 21 anos mais que Cavill (55 a 34) e é 15 cm mais baixo (tem 1,70, contra 1,85 do oponente). Veja o trailer AQUI.
  • 25/01/2018

    ‘Mamma Mia’ terá uma sequência, dez anos depois

    ‘Mamma Mia’, musical lançado em 2008 e que arrecadou mais de US$ 600 milhões em todo o mundo, terá uma sequência: ‘Mamma Mia! Lá vamos nós de novo’ (Mamma Mia: Here We Go Again!). O trailer foi lançado nesta quinta-feira (25). Veja o trailer ‘Mamma Mia! Lá vamos nós de novo’ é uma sequência e, ao mesmo tempo, um “prequel”: embora seja um filme feito depois do original, traz acontecimentos de muitos anos antes de ‘Mamma Mia’. Junto ao trailer, os produtores também lançaram o primeiro cartaz do filme, que mostra o antes e depois dos personagens. A arte também apresenta Lili James, como Donna - interpretada por Meryl Streep no longa original - aos vinte e poucos anos. Seus três amores também ganharam intérpretes novos. Josh Dylan será Bill (Stellan Skarsgård no primeiro filme). Jeremy Irvine será Sam (Pierce Brosnan no original). E Hugh Skinner será Harry (Colin Firth no original). A trilha sonora traz sucessos do ABBA não caracterizadas no primeiro filme. O filme chega aos cinemas em 19 de julho.
  • 25/01/2018

    O governo erra. A culpa é da imprensa? Isso é velho

    Ben Bradlee (Tom Hanks), com o copo na mão: tensão em uma redação (foto: Divulgação) O jornal ‘The Washington Post’ fez fama global com o caso Watergate, que em 1974 fez com que Richard Nixon renunciasse à presidência dos Estados Unidos. Essa história já foi contada no cinema, no filme ‘Todos os Homens do Presidente’ (1976), com Dustin Hoffmann e Robert Redford no papel de dois jornalistas do ‘Post’ que publicaram as matérias sobre o caso. Antes disso, porém, o jornal viveu momentos de tensão ao publicar outra história contra os interesses do governo americano, o caso do Pentagono Papers, em 1971. É essa a história narrada em ‘The Post: A Guerra Secreta’, dirigido por Steven Spielberg e que estreia nesta quinta-feira (25) em Curitiba. Resumidamente, o caso do Pentagono Papers traz documentos secretos de como o governo norte-americano sabia desde sempre que a Guerra do Vietnã era uma fria (embora os governantes negassem), que pragmaticamente não valia a pena estar ali (idem) e como as estratégias de guerra se mostravam furadas (idem). Mesmo assim, uma vez dentro da guerra, os Estados Unidos não quiseram mais sair dela – e, dizem os Papers do Pentágono, era para evitar o risco de humilhação com a derrota. A história cai no colo do ‘The New York Times’, o jornal mais famoso dos Estados Unidos e historicamente oposicionista, seja qual foi o presidente. Mas o presidente da vez é Richard Nixon. Belicoso. Mentiroso. Vingativo. Claro que ele dá um jeito para que o caso não apareça mais nas páginas do ‘Times’ – o jornal vinha publicando tudo aos poucos, dado o volume das 14 mil páginas de documentos. E a história vai parar nas mãos do ‘The Washington Post’, através dos trabalhos dos repórteres e do editor. Ao mesmo tempo em que o caso atrai a atenção do editor Ben Bradlee (Tom Hanks), a dona do ‘Post’, Kat Graham (Meryl Streep), negocia com banqueiros e investidores para dar fôlego financeiro ao jornal, que na época era pequeno e tinha uma pecha ruim de empresa familiar. Muitos acham que Kat está ali por acaso. O pai dela, antigo dono do ‘Post’, havia passado o comando ao genro dele, Phil, e Phil morreu cedo, deixando a viúva Kat como administradora desde os 45 anos (isso em 1963). Bem-intencionada, ela tem o intuito de fazer o ‘Post’ crescer. Mas ela é uma mulher na machista sociedade norte-americana dos anos 70. Ao mesmo tempo, os banqueiros e investidores se dizem bem avessos a “terremotos” como o que a divulgação do Pentagono Papers poderia gerar. Se Nixon provocou uma espécie de censura judiciária ao ‘NY Times’, imagine o que não faria no ‘Post’... Bradlee, claro, faz o papel dele: insiste em publicar e invoca a primeira emenda da constituição dos Estados Unidos (“O congresso não deverá fazer qualquer lei a respeito de um estabelecimento de religião, ou proibir o seu livre exercício; ou restringindo a liberdade de expressão, ou da imprensa”). Os advogados do ‘Washington Post’, claro, fazem o papel deles: insistem em não publicar. Eles sabem que à Primeira Emenda contrapõem-se aquelas leis que os governos adoram criam para proteger a si mesmos, alegando coisas como segurança nacional. A direção de Spielberg tenta equilibrar os momentos de tensão e consegue valorizar as interpretações de Hanks e principalmente de Meryl Streep – sua Kat Graham parece frívola, mas tem a coragem para fazer coisas, mesmo sendo malvista naqueles altos cargos de comando apenas e tão-somente por ser uma mulher. O maior mérito do diretor, contudo, é retratar como funcionava o jornalismo numa época em que não havia celular, nem internet, nem computador. Época em que o jornalismo era feito “no muque” (a cena em que um repórter tem que fazer uma ligação importante fora da redação e derruba as moedas diante de um orelhão é impensável nos dias de hoje). Época em que se valorizavam mais os repórteres, principalmente os bons. Época em que sempre havia a tensão de a manchete ser derrubada em cima da hora. Uma boa lição de como funciona a apuração de informações de verdade em contraponto aos tempos de hoje, recheados com desinformação, algoritmos e “fake news”. Apenas uma coisa não mudou: os governos, sejam eles quais forem, continuam afirmando que seus erros são sempre culpa da imprensa, seja ela qual for. Filmes sobre jornalismo A Montanha dos Sete Abutres (1951) O repórter Chuck Tatum (Kirk Douglas) é talentoso, mas comete falcatruas e por isso não para nos empregos. Até que ele vai trabalhar em um jornal no Novo México e transforma a história de um caçador de tesouros (Richard Benedict) em uma sensação na mídia. Tatum começa a usar táticas inescrupulosas para tirar proveito da situação O Jornal (1994) Diante de um possível furo de reportagem, Henry Hacket (Michael Keaton), editor de um tabloide sensacionalista de Nova York, se vê no meio de um conflito entre sua carreira e sua esposa (Marisa Tomei), que está grávida e quer que o marido arrume outro emprego para passar mais tempo com a família. A chefe do jornal é Alicia Clark (Glenn Close). Spotlight: Segredos Revelados (2015) Um grupo de jornalistas em Boston, chefiado pelo veterano Walter Robinson (Michael Keaton, de novo), investiga o abuso de crianças por padres católicos, acobertados pela Igreja. Eles conseguem reunir documentos que podem provar os crimes cometidos e o envolvimento de líderes religiosos que tentaram ocultar os casos. Levou o Oscar de Melhor Filme Todos os Homens do Presidente (1976) Dois repórteres que trabalham para o ‘Washington Post’, Bob Woodward (Roberf Redford) e CarlBernstein (Dustin Hoffmann), pesquisam sobre o roubo de 1972 da Sede do Partido Democrático no condomínio Watergate — uma cena, aliás, que aparece rapidamente em ‘The Post’. Com a ajuda de uma fonte misteriosa, os dois repórteres fazem conexão entre os ladrões e um funcionário da Casa Branca. Zodíaco (2007) Durante os anos 60 e 70, a cidade de São Francisco vive com os ataques de um assassino maníaco chamado Zodíaco. o chargista iniciante Robert Graysmith (Jake Gyllenhaal) e o repórter cascudoPaul Avery (Robert Downey Jr. ), do jornal ‘San Francisco Chronicle’, tentam descobrir a identidade do assassino — junto com o detetive Dave Toschi (Mark Ruffalo) — e levá-lo à justiça.
  • 05/01/2018

    Há ‘Jumanji' sem Robin Williams

    Em ‘Jumanji’ (1995), duas crianças começam a jogar um misterioso jogo de tabuleiro que transpõe, para a vida real, os perigos do jogo, como morcegos em uma selva, leões ou um estouro de uma manada de elefantes. Um dos meninos desaparece por causa do jogo e só é encontrado anos depois, já adulto (e vivido pelo saudoso Robin Williams). Isso ocorre porque, passados esses anos depois, outras duas crianças encontram o tabuleiro e começam a jogar. Para que tudo dê certo e todos sobrevivam, o jogo tem que ser jogado até o fim. O filme, bizarro e divertido, tornou-se um exemplo clássico de ‘Sessão da Tarde’. Agora, ‘Jumanji’ volta à telona, numa versão século 21. O novo filme — ‘Jumanji: Bem-Vindo à Selva’ —estreia nesta quinta-feira (4/1) em Curitiba. Dr. Bravestone (Dwayne Johnson): avatar do nerd Spencer Quando o reboot de ‘Jumanji’ foi anunciado pela Sony, houve chiadeira, pelo medo de que o exemplo clássico de ‘Sessão da Tarde’ fosse estragado. Mas não. ‘Jumanji: Bem-Vindo à Selva’ mantém o clima do original: muita ação e diversão numa história levemente bizarra. A grande sacada de ‘Jumanji: Bem-Vindo à Selva’ recai sobre a ambientação do filme. Nada de jogo de tabuleiro (quem, nessa geração millennials, ainda tem paciência para um jogo de tabuleiro?). Desta vez, Jumanji é um jogo de videogame, com o poder de transpor os jogadores ao cenário. Quando quatro adolescentes descobrem o videogame em uma casa antiga, acabam sugados à selva do jogo. E os quatro assumem o corpo dos avatares que escolheram. Para completar, os avatares não necessariamente refletem os adolescentes... Assim, o nerd-de-carteirinha Spencer (Alex Wolff) vira o Dr. Bravestone (Dwayne Johnson), um herói cheio de músculos e com uma voz grossa. O professor Oberon (Jack Black): avatar da gatinha Bettany A gatinha-da-turma Bettany (Madison Iseman) toma a forma do professor Shelly Oberon (Jack Black), um cartógrafo com comportamento de adolescente mimada. O biólogo Moose Finbar (Kevin Hart): avatar do atlético Fridge O adolescente-atlético Fridge (Ser’Darius Blain) se torna o histriônico biólogo Moose Finbar (Kevin Hart). Ruby Roundhouse (Karen Gillan): avatar da nerd Martha E a também-nerd Martha (Morgan Turner) assume o corpo de Ruby Roundhouse (Karen Gillan), uma espécie de Lara Croft, que no fim das contas entrega uma das cenas mais divertidas do filme. Cada um dos avatares tem habilidades especiais, que serão reveladas com o passar da aventura. Outra grande sacada foi não apelar para a nostalgia barata fazendo referências demais ao filme dos anos 90. ‘Jumanji: Bem Vindo à Selva’ tem vida própria e não tenta lembrar que houve um filme anterior. Fora isso, o novo ‘Jumanji’ repete a premissa do longa de 1995, colocando os quatro personagens diante de perigos diferentes a cada jogada. Há menos ligação com o livro que deu origem ao filme, escrito pelo norte-americano Chris Van Allsburg. Em contrapartida, apresenta um tom cômico mais acentuado que o filme antecessor. Jake Kasdan, o diretor (o mesmo de ‘Sex Tape – Perdido na Nuvem‘ e ‘Professora Sem Classe’), consegue equilibrar ação e humor. Robin Williams iria gostar.

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