• Memória: Sean Connery em onze filmes

    Sean Connery
    Sean Connery (Foto: Divulgação)

    O cinema perdeu neste sábado (31) o ator Sean Connery, que havia completado 90 anos em 25 de agosto. Escocês de nascimento, ex-motorista, ex-jogador de futebol, porte másculo, 1,88m de altura, ele redefiniu o conceito de astro no cinema com um papel icônico, o de James Bond. E conseguiu se reinventar como ator, ao mostrar um talento dramático que ia além de sua aparência. Estava aposentado desde 2012 e estava nas Bahamas quando morreu. Aqui vai uma lista de 11 filmes para relembrar Sean Connery.

    O Satânico Dr. No (1962)

    Primeiro filme em que interpretou “Bond, James Bond”. Curiosamente, ele não era uma opção do agrado do escritor Ian Fleming, que o considerava pouco refinado para o papel e queria Cary Grant como o espião. Depois, Fleming mordeu a língua. Connery virou a figura ideal de James Bond e ainda repetiu o papel em mais cinco filmes: ‘Moscou contra 007’ (que era o seu preferido), ‘Goldfinger’, ‘Com 007 só se vive duas vezes’, ‘Os Diamantes são Eternos’ e ‘Nunca Mais Outra Vez’, que foi seu último, em 1983.

    Marnie: Confissões de uma ladra (1964)

    Depois de já ter feito dois filmes como James Bond, Connery estrelou este suspense dirigido por Alfred Hitchcock — considerado uma das obras-primas do diretor. Ele interpreta Mark Rutland, um viúvo rico que possui uma editora na Filadélfia e descobre um dos roubos cometido pela cleptomaníaca Marnie Edgar (Tippi Hedren). Curiosidade: o papel de Marnie deveria ficar com Grace Kelly, mas ela já estava casada com Rainier III, príncipe de Mônaco, e ele pressionou para que ela ficasse de fora do filme.

    O Homem que Queria ser Rei (1975)

    Contribuição de Connery com outro diretor mítico, John Huston, baseado em uma obra de Rudyard Kipling. Connery faz o rude soldado Daniel Dravot, que leva uma flechada no peito durante uma batalha, mas não sangra nem morre — a flecha fica presa numa bandoleira de couro que ele usava embaixo da roupa. Por não ter sido ferido, ele e Prachey Carnahan (Michael Caine) são vistos como divindades em uma comunidade na Índia. Isso até que são desmascarados.

    Robin e Marian (1976)

    Connery já estava com 46 anos quando o filme foi lançado. Na época, era uma idade relativamente avançada para os atores. Mas isso jogou a favor dele no papel de um Robin Hood envelhecido, numa trama que se passa anos à frente do que normalmente se imagina da vida do cara que rouba dos ricos para dar aos pobres. Quando ele volta pela enésima vez das Cruzadas, ele descobre que sua amada Marian (Audrey Hepburn) tornou-se freira e está em um convento. Ele trata de resgatá-la e a chama da paixão reacende.

    O Nome da Rosa (1986)

    Connery brilha como William de Baskerville, um monge que, pelas circunstâncias, é levado a investigar misteriosos assassinatos em uma abadia na Itália do século 13. A descrição do personagem narrada no livro de Umberto Eco leva à conclusão que ninguém, fora Sean Connery, poderia interpretar o papel. A obra traz discussões sobre valores religiosos — como “Jesus Cristo ria?” — em meio a uma investigação de nível Sherlock Holmes. Aliás, Baskerville era o antigo nome da cidade inglesa de Newcastle, onde, segundo os livros, Holmes teria nascido.

    Highlander (1987)

    O primeiro de três filmes em que Connery, à beira dos 60 anos, entra como coadjuvante, mas rouba a cena e o filme inteiro. O ator aqui interpreta Juan Sanchez Villa-Lobos Ramirez, um dos cavaleiros imortais que estão na Terra e têm que duelar entre si por um prêmio desconhecido, destinado apenas ao último imortal que restar no planeta. Cabe a ele explicar ao também imortal Connor MacLeod (Christophe Lambert) toda a história e que, no fim das contas, “só pode haver um” — e, para isso, não se pode perder a cabeça. Literalmente.

    Os Intocáveis (1987)

    O grande papel da carreira de Connery: John Malone, um policial veterano que sabe das coisas e age de maneira pragmática na Chicago dos anos 30, que vivia sob o jugo da máfia de Al Capone (Robert de Niro). Sua atitude sarcástica contrasta com o idealismo de Elliot Ness (Kevin Costner, em um de seus primeiros papéis), que quer caçar os mafiosos. Connery ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante pelo filme. Mais que isso: ao receber o prêmio, ganhou uma ovação que durou dois minutos, uma das maiores da história do Oscar.

    Indiana Jones e a Última Cruzada (1989)

    O terceiro filme seguido em que Connery, como coadjuvante, roubou o filme. Aqui, ele faz o pai do famoso aventureiro Indiana Jones (Harrison Ford). Embora a idade dos dois atores na vida real seja incompatível para pai e filho (Connery nasceu em 1930 e Ford, em 1942), a interação entre os dois é tão boa que a idade vira um detalhe sem importância. Henry Jones pai é um aficionado pelo Santo Graal, mas acaba sequestrado pelos nazistas. Cabe ao filho, Henry “Indiana” Jones Junior, achá-lo em meio a uma perseguição que pode mesmo ser chamada de “a última cruzada”.

    A Rocha (1996)

    Depois de ter brilhado em ‘Caçada ao Outubro Vermelho’, de 1990, e 'Sol Nascente', de 1993, Connery mostrou que estava em plena forma para filmes de ação, mesmo com mais de 60 anos. ‘A Rocha’ que o diga. Aqui, ele é John Patrick Mason, o único homem que já conseguiu escapar da mítica prisão de Alcatraz. Mas ele é obrigado a voltar para lá, ao lado de um jovem especialista em armas bioquímicas (Nicolas Cage), com a missão de combater um ex-general (Ed Harris) que se instalou na prisão (agora, desativada) com armas químicas e 81 reféns.

    Coração de Dragão (1996)

    Numa época em que poucos astros faziam dublagens de personagens virtuais, Connery deu voz e feições a um dragão feito por CGI nessa fábula medieval. Quando Draco fala, é possível ver (e ouvir, lógico) os lábios e os trejeitos de Sean Connery. No filme, Bowen (Dennis Quaid) se considera traído pelo dragão Draco, mas os dois percebem que na verdade ambos foram traídos pelo menino que virou rei. Então, fazem uma aliança para arrancar uns trocados dos vassalos do rei. O cavaleiro finge que mata o dragão e sai como herói, depois eles repetem a trapaça em outra aldeia, e repetem de novo...

    A Liga Extraordinária (2003)

    Connery faz um Allan Quatermain (aventureiro do século 19) envelhecido. Nessa adaptação de uma história em quadrinhos de Allan Moore, Quatermain lidera um grupo de personagens clássicos da literatura do fim do século 19, como Mina Harker (Drácula), Henry Jakill (O médico e o Monstro) e o Capitao Nemo (20 mil Léguas Submarinas). Infelizmente, a adaptação ficou forçada e destoou bastante da HQ original. A citação na lista vale apenas porque foi o último filme em que Sean Connery realmente aparece no cinema. Depois, ele fez apenas um filme para a TV e narrações em off para outras produções.

  • Cinco filmes com Pelé, que faz 80 anos

    (Foto: Reprodução)

    Pelé, Rei do Futebol, campeão de três Copas do Mundo, autor de 1.283 gols, é o brasileiro mais conhecido e reconhecido no exterior em todos os tempos. Assim, seria normal ele aparecer no cinema. Ele completa 80 anos nesta sexta-feira (23). Em sua homenagem, aqui estão os cinco principais filmes com Pelé.

    Fuga para a Vitória (1981)

    Pelé, Sylvester Stallone, Michael Caine e outro ex-jogador, o inglês Bobby Moore, estão neste filme de John Huston. A trama envolve uma partida de futebol entre jogadores alemães e prisioneiros de um campo de concentração na 2ª Guerra Mundial. Estava tudo orquestrado para promover o Terceiro Reich, mas virou uma oportunidade de fuga para toda a equipe dos aliados. Pelé é o craque do time (mas, no roteiro, ele vem de Trinidad e Tobago...). Há uma história de bastidores segundo a qual Pelé teria quebrado um dedo de Stallone – que era o goleiro do time dos aliados – com um chute muito forte.

    A Vitória do Mais Fraco (1983)

    John Huston, diretor de ‘Fuga para a Vitória’, deve ter gostado de trabalhar com Pelé em seus filmes e abriu as portas para a presença do Rei do Futebol em ‘A Vitória do Mais Fraco’. Huston desta vez não dirige, só atua. Interpreta o Padre Cárdenas, protetor de um grupo de crianças órfãs, que se associam para salvar a Escola St. Francis para meninos. Para isso, eles têm que desfiar, em uma partida de futebol, o time do Padre Reilly (Peter Fox), com crianças riquinhas e mimadas. E quem vai ajudar o time do Padre Cárdenas? Pelé, ele mesmo.

    Os Trapalhões e o Rei do Futebol (1986)

    Comédia dirigida por Carlos Manga e estrelada pelos Trapalhões Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, feito especialmente para comemorar os 20 anos da trupe. Pelé é um dos roteiristas, ao lado de Renato Aragão. O Rei também atua, no papel de um jornalista esportivo (Nascimento, uma alusão a seu sobrenome na vida real) que assume escondido o lugar de um jogador do time Independência. O time, por sua vez é, comandado pelo técnico Cardeal (Didi) e que tem Elvis (Dedé), Fumê (Mussum) e Tremoço (Zacarias) como assessores. Nascimento, ao entrar em campo, realiza um sonho de infância, o de ser um jogador profissional.

    Pelé Eterno (2004)

    Documentário que traz mais de 400 gols do Rei do Futebol, inclusive alguns raros ou considerados perdidos. Tem gols de todos os tipos e para todos os gostos, além de alguns depoimentos curiosos – segundo um deles, Pelé tinha seus momentos de sonambulismo. Na época do lançamento, havia questionamentos sobre se Pelé, que jogou entre os anos 50 a 70, poderia (ou deveria) ser comparado aos melhores jogadores que atuavam em 2004, como Ronaldo, Kaká ou Ronaldinho Gaúcho. A resposta de Pelé: “Agora dá para comparar”. Muitos dos que viram o filme diziam o contrário: “Agora é que não dá para comparar MESMO”.

    Pelé: o Nascimento de uma Lenda (2016)

    Biografia de Pelé, desde a infância em Bauru até a sua explosão meteórica na carreira profissional, culminando com a conquista da Copa do Mundo de 1958. Como a autoria do filme coube aos norte-americanos (embora com alguns atores brasileiros, como Milton Gonçalves), isso virou um problema em vários aspectos, como os fatos históricos errados e os estereótipos de como os americanos veem os brasileiros. O principal problema é dar um tom de drama americano desnecessário e incorreto em várias questões, como “maldizer” a ginga brasileira e forçar uma rivalidade que não existia entre Pelé e Mazzola, até com viés de luta de classes.

  • Homenagens para Chadwick Boseman, o Pantera Negra

    (Foto: Divulgação)

    O ator Chadwick Boseman, o Pantera Negra, morreu na sexta-feira (28), aos 43 anos, e causou uma mistura de surpresa e comoção mundial.

    Surpresa porque até pouco tempo ele estava na ativa. ‘Destacamento Blood’, filme dirigido por Spike Lee e com Boseman  como protagonista, estreou na Netflix em junho deste ano.

    Comoção porque Chadwick Boseman encarnou o Pantera Negra, o primeiro herói negro dos quadrinhos a ser protagonista no cinema. E com isso angariou uma legião imensa de fãs. O filme traz não apenas um herói com quem os afrodescendentes se identificam, mas também dá espaço ao universo feminino. Sua representatividade o levou a uma merecida indicação ao Oscar de melhor filme.

    Na última segunda-feira (31), como parte das homenagens ao ator, o filme ‘Pantera Negra’ passou pela primeira vez na TV aberta.

    As reverências a Chadwick Boseman não pararam. Nem deveriam. A cidade de Anderson (Carolina do Sul), onde o ator nasceu, em 29 de novembro de 1976 (o site IMDb chegou a grafar 1977 até o dia da morte dele), anunciou nesta terça-feira (1) que um memorial para prestigiar o ator será feito às 19 horas desta quinta-feira (3). O evento irá contar com discursos conhecidos de Chadwick. Depois disso, ‘Pantera Negra’ será exibido para todos que estiverem presentes.

    Nos dias anteriores, todo o mundo artístico de Holywood prestou homenagens. Uma das mais interessantes foi o resgate de um vídeo em que Boseman agradece ao ator Denzel Washington, que, mesmo sem conhecê-lo, pagou a ele parte dos estudos. Boseman iria para a Universidade de Oxford, Inglaterra, mas não tinha dinheiro suficiente para pagar pelo curso. Denzel Washington ficou sabendo através da atriz Phylicia Rashad, ex-estrela do ‘The Cosby Show’ e professora de atuação de Boseman, e bancou uma parte. A comoção de Denzel ficou evidente. Não é toda pessoa que tem esse nível de gratidão que Chadwick Boseman demonstrou.

    Em geral, mortes inesperadas de atores ainda jovens são fruto de acidentes (como Paul Walker, de ‘Velozes e Furiosos’) ou overdoses (Heath Ledger, de ‘O Cavaleiro das Trevas’). Ou, em tempos atuais, de coronavírus (Nick Cordero, de musicais da Broadway). Não foi o caso de Chadwick Boseman. Segundo a mensagem postada em seu perfil no Twitter, o ator sucumbiu a um câncer de cólon, descoberto em 2016. Foram quatro anos de luta. E nada relativo a câncer chegou a ser comentado abertamente nesse período. O próprio Spike Lee disse, no dia 31, não saber de nada durante a produção de ‘Destacamento Blood’. “Filmamos na Tailândia (em março de 2019), estava quente, tinha selva, montanhas, e Chadwick estava sempre com a gente. Nunca nem suspeitei que havia algo errado. Ninguém sabia nada sobre nenhum tratamento”, disse Lee ao ‘Today’.

    Assim, fato é que Boseman fez, já doente, os filmes que o consagraram. 'Capitão América: Guerra Civil', o primeiro em que ele interpreta o Pantera Negra, é de 2017. A mensagem no Twitter indica que, desde 2016, as filmagens foram feitas em meio a cirurgias e sessões de quimioterapia. Isso chamou atenção porque o papel exige muito fisicamente. Em ‘Pantera Negra’, o ator aparece sem camisa e não há nenhuma cicatriz, nenhum indício de cirurgia.

    Será que os produtores dos filmes da Marvel sabiam dos problemas de saúde do ator? Se sim, e mesmo assim o mantiveram no papel, merecem parabéns.

    Se não sabiam, Chadwick Boseman provou ser mais heroico que o herói.

    Portanto, toda homenagem é pouca.

  • Próximo filme do Homem-Aranha já tem data de estreia no Brasil

    (Foto: Divulgação / Sony)

    O terceiro file do Homem-Aranha com o ator Tom Holland no papel principal já tem data de estreia no Brasil: dia 16 de dezembro de 2021, um dia antes da estreia nos Estados Unidos. A data foi confirmada nesta sexta-feira (14) pela Sony Pictures, como parte das comemorações do aniversário do herói – ao menos segundo a própria Sony.

    Peter Parker fez aniversário nesta segunda-feira (10), provavelmente em referência à data em que chegou às brancas, em agosto de 1962, a 15ª edição da revista Amazing Fantasy, onde o herói fez sua estreia nos quadrinhos. Pela atual cronologia no cinema, o personagem nasceu em 10 de agosto de 2001. Para comemorar a semana de aniversário de Peter Parker, a Sony tem postado conteúdos especiais do filme em suas redes.

    O terceiro filme é a sequência de ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’, que estreou em 2019. Holland também interpretou o herói em ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’ e também apareceu em ‘Capitão América: Guerra Civil’, ‘Vingadores: Guerra Infinita’ e ‘Vingadores: Ultimato’.

  • Cinema

    Dia dos Pais: oito pais marcantes em oito filmes

    Agosto é o mês do Dia dos Pais. Como é o mês de número 8, o blog Coisa de Cinema selecionou oito pais marcantes da história do cinema.

    Darth Vader. ‘O Império Contra-Ataca’ (1980)

    A maior revelação feita em um filme na história do cinema é quando o vilão Darth Vader conta ao mocinho Luke Skywalker que é o pai dele (esse spoiler prescreveu). Isso foi momentos depois de cortar a mão do filho. E momentos antes de tentar passar uma conversa em Luke para atrai-lo ao lado sombrio da Força. Esses fatores e o caráter de Vader fazem com que ele provavelmente seja o pior pai da história. Ao menos, ele tem seu momento de redenção ao salvar Luke do maligno imperador Palpatine (em ‘O Retorno do Jedi’).

    Michael Newman. Click (2006)

    Michael Newman (Adam Sandler) é um arquiteto workaholic que falha como pai, ao negligenciar o crescimento dos filhos, e falha como filho, ao negligenciar o pai. O filme é comumente rotulado como “mais uma comédia com Adam Sandler”, já que a trama gira em tono do controle remoto que faz as suas vontades e estabelece suas prioridades. Mas as subcamadas alertam: o presente está passando e o futuro ninguém sabe. A cena em que Sandler se despede do pai é tocante.

    John Tremont. Meu Pai uma Lição de Vida (1988)

    John Tremont (Ted Danson) é um executivo superocupado (assim como o personagem de Adam Sandler em ‘Click’), mas que tem uma segunda chance de conviver com o pai (Jack Lemmon), quando descobre que ele tem pouco tempo de vida. O personagem de Danson é obrigado a cuidar do pai e aprende valores familiares como nunca havia feito antes – além de se divertir em ocasiões triviais, como jogar frisbee. Durante a convivência, Tremont ensina ao pai o valor da independência. E consegue se reaproximar do próprio filho (Ethan Hawke).

    Vito Corleone. O Poderoso Chefão (1972)

    Claro que, em se tratando de um chefão da máfia, sempre dá para questionar os métodos. O que não dá para questionar é a devoção de Vito Corleone (Marlon Brando) à família e aos filhos. Na verdade, tudo que ele faz é para protegê-los. Desde a rejeição à ideia de colocar o teimoso Sonny (James Caan) como herdeiro dos negócios até o eloquente discurso em proteção a Michael (Al Pacino) perante as famílias mafiosas dos Estados Unidos. Sonny não aprende com o pai, mas Michael aprende; e vira o novo Chefão.

    Chris Gardner. À Procura da Felicidade (2006)

    Que tal um pai que é largado pela mulher, que tem um filho pequeno, e que precisa se desdobrar para conseguir trabalhar (a cada dia, sem a certeza de uma remuneração), comer (a cada dia uma incerteza), dormir (a cada dia em um lugar, já que sua casa foi tomada)? Tudo isso sem descuidar do filho. Esse é Chris Gardner (Wil Smith) em ‘À Procura da Felicidade’, uma história real que mostra uma das pessoas mais dedicadas da história. Curiosidade: o filho de Gardner no filme é vivido por Jaden Smith, filho de Will Smith na vida real.

    Jor-El e Jonathan Kent. Homem de Aço (2013)

    O Superman tem dois excelentes pais. Jor-El (Russell Crowe), seu pai biológico, salvou sua vida ao colocá-lo, ainda bebê, numa nave para tirá-lo de um planeta à beira da explosão. Na Terra, ele teve o pai adotivo Jonathan Kent (Kevin Costner), que ensinou a retidão moral que norteia o caráter do herói (Imagine se o poderoso Superman fosse criado por um pai desajustado...). Na prática, ambos dão a vida para proteger o filho. ‘Homem de Aço’ consegue desenvolver melhor as relações pai e filho que o filme mais famoso do herói, ‘Superman’, de 1978.

    Guido. A Vida é Bela (1998)

    Para salvar seu filho, Giosué, de um destino terrível, como virar sabão nas mãos dos nazistas, Guido (Roberto Benigni) faz todos os tipos de sacrifícios possíveis dentro de um campo de concentração durante a segunda guerra mundial. Mas seu maior feito é estimular que o filho fique escondido nos meandros daquele inferno ao criar, para ele, uma espécie de gincana imaginária na qual o prêmio é um tanque de guerra. Impossível não se emocionar quando o menino diz: “É vero” ao fim do filme.

    Mufasa.O Rei Leão (1994)

    Mufasa é provavelmente o melhor pai da história do cinema. E não apenas porque se sacrifica para salvar o filho Simba em uma situação-limite (esse spoiler também prescreveu). Mas também porque ensina ao filho todas as lições fundamentais para se aprender: respeito a todas as criaturas (independente das características de cada um), responsabilidade, lealdade, sobrevivência, companheirismo e prudência, além do valor da vida. Curiosidade: o ator James Earl Jones, que dá voz ao melhor pai da história, também dá voz a Darth Vader, o pior pai.

  • Harry Potter faz 40 anos. Veja ranking dos filmes do bruxinho

    Harry Potter completa 40 anos nesta sexta-feira (31). Não nos livros, nem nos filmes. Na saga, o bruxo nasceu em 31 de julho de 1980. Não por coincidência, no mesmo dia e mês de sua criadora, a escritora escocesa J.K. Rowling, autora dos sete livros de Potter – o último livro derivou em dois filmes.

    Curiosamente, no último filme, em 2011, Potter aparece já adulto e com filhos. Nessa cena, ele teria 36 anos, de acordo com a cronologia da saga — menos que os 40 que completou nesta sexta. 

    O primeiro livro, ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’, foi lançado em 1997. E o primeiro filme é de 2001. J.K. Rowling foi escrevendo alguns dos livros quando a saga cinematográfica já estava em andamento. Essa é a lista dos filmes, do pior para o melhor.

    8. 'HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE, PARTE 1' (2010)

    Pagou o preço da decisão dos produtores de fazer dois filmes com o último livro. Acaba se tornando um grande prefácio , com um ritmo arrastado. O grande destaque é a explicação da origem das relíquias da morte – que por sua vez integra um outro conto de J.K. Rowling.

    7. 'HARRY POTTER E A CÂMARA SECRETA' (2002)

    O segundo capítulo apresenta a origem de Tom Riddle e já tem um tom mais sombrio que o primeiro filme. Contudo, algumas das soluções usadas no clímax final parecem meio tiradas da cartola (claro, isso não seria surpresa em um universo de magia).

    6. 'HARRY POTTER E O CÁLICE DE FOGO' (2005)

    Harry é colocado no torneio Tribruxo, que reúne representantes de Hogwarts e de duas outras escolas de magia. O professor Moody parece ser o grande ajudante. E Voldemort reaparece em carne e osso (esse spoiler prescreveu), num clima sufocante.

    5. 'HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE' (2009)

    Como o retorno de Voldemort já é uma realidade inegável, Harry precisa destruí-lo. Entram em cenas as horcruxes, objetos mágicos que guardam partes da alma do vilão. Há ainda uma trama sinistra dentro da escola e o desfecho do destino de Dumbledore.

    4. 'HARRY POTTER E A ORDEM DA FÊNIX' (2007)

    Diante da aparição de Voldemort – e de uma negacionista professora de defesa contra arte das trevas –, Harry e seus amigos têm que se virar. Está criada a Armada de Dumbledore, que tem um duelo contra os Comensais da Morte. E há uma morte importante na trama.

    3. 'HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL' (2001)

    O primeiro filme da franquia tem brilho próprio ao revelar a origem de Harry e sua entrada na escola de Hogwarts. E introduz todos os personagens relevantes da trama, como os colegas Rony e Hermione, o guarda-caça Hagrid e os professores Dumbledore, Minerva e Snape.

    2. 'HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN' (2004)

    Tem um visual levemente diferente do resto da franquia e a introdução de outro personagem relevante: Sirius Black. Sua aparição desencadeia uma paranoia em Hogwarts, embora Sirius possa não ser quem pareça ser. O feitiço “expecto patronum” tem uma cena emocionante.

    1. 'HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 2' (2011)

    Traz as melhores partes do último livro. Neville Bongbottom vira um herói improvável e uma batalha feroz entre bruxos do bem e do mal se desenrola, enquanto o destino de Harry e Voldemort é revelado de forma épica. Tudo termina com direito a epílogo e uma cicatriz.

  • ‘Ciao’ para Ennio Morricone

    (Foto: Reprodução)

    “Ennio, Ennio, Ennio. Ciao, Grazie”. Assim o mundo do cinema se manifestou nesta segunda-feira (6), diante de uma notícia triste: O compositor italiano Ennio Morricone, de 91 anos, havia morrido em Roma. “Ennio Morricone morreu em 6 de julho, consolado pela fé. Ele permaneceu "totalmente lúcido e com grande dignidade até o último momento", disse o advogado e amigo da família Giorgio Assuma em comunicado, citado pela imprensa.

    Aos 91 anos, Morricone estava bem de saúde até alguns dias atrás. Em 5 de junho, ele foi anunciado o vencedor, ao lado do também compositor John Williams, com o prêmio Princesa das Astúrias das Artes na Espanha. Contudo, há alguns dias sofreu um acidente doméstico e fraturou o fêmur. Foi internado em uma clínica em Roma, mas piorou e não resistiu.

    Morricone é um dos intocáveis no panteão dos grandes músicos do cinema. Não apenas pelo trabalho prolífico – 520 trilhas sonoras para todos os tipos de filmes, segundo o site IMDB – mas também pela relevância. Milhões de pessoas, cinéfilas ou não, conhecem ou sabem cantarolar temas de filmes que eventualmente nem viram, como o assovio de ‘Três Homens em Conflito’ (1966), ou o solo de oboé de ‘A Missão’ (1986).

    O músico nasceu em Roma em 10 de novembro de 1928 em Roma e começou a compor aos 6 anos. Aos 10, foi matriculado em um curso de trompete da Academia Nacional Santa Cecília de Roma. Também estudou composição, orquestra e órgão. Em 1961, aos 33 anos, estreou no cinema com a música de ‘O Fascista’, de Luciano Salce. Nos anos 60, ganhou fama com as trilhas sonoras de westerns-spaghetti, como ‘Por um Punhado de Dólares’ (1964), ‘Por uns Dólares a Mais’ (1965), ‘Três Homens em Conflito’ (1966) e ‘Era uma Vez no Oeste’ (1968). O gênero ajudou a consagrar o ator Clint Eastwood e o diretor Sergio Leone. Esses trabalhos o levaram a ser conhecido na Europa como o “Imperador das bandas sonoras”.

    Alguns dos trabalhos mais revelantes do músico, contudo, ocorreram nos anos 80. O primeiro deles foi ‘Era Uma Vez na América’ (1984), em nova parceria com Sergio Leone. A partitura é uma das composições mais desafiadoras, complexas e importantes de sua carreira. Em 1986, fez ‘A Missão’ de Roland Joffé. Para o tema principal, inspirou-se ao ver o ator Jeremy Irons dedilhando o oboé. Com ‘A Missão’, Morricone era o favorito ao Oscar – que seria seu primeiro –, mas perdeu para ‘Por Volta da Meia-Noite’, de Herbie Hancock. Em 1987, assinou a trilha de ‘Os Intocáveis’, de Brian de Palma, que mistura suspense e jazz e leva o público à atmosfera da cidade de Chicago dos anos 1930. Em 1988, compôs a música de ‘Cinema Paradiso’, repleta de delicadeza e nostalgia, que ajudou Giuseppe Tornatore a conquistar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

    Apesar de tudo, Morricone demorou para ser consagrado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Em 2007, recebeu um Oscar honorário por sua abundante e elogiada carreira musical. Na ocasião, dedicou o prêmio à esposa Maria Travia, com quem era casado desde 1956 e considerava sua melhor crítica. Morricone só ganhou um Oscar mesmo em 2016, já aos 87 anos, com a trilha de ‘Os Oito Odiados’, de Quentin Tarantino. Antes, havia sido indicado (e preterido) por ‘Cinzas no Paraíso’ (1978), ‘A Missão’ (1986), ‘Os Intocáveis’ (1987), ‘Bugsy’ (1991) e ‘Malenà’ (1999). “O maior presente que eu ganhei fazendo esses filmes foi a amizade do maestro Morricone”, disse Tarantino, que afirma ter mais álbuns de música do italiano do que de Mozart ou Beethoven. Afinal, ninguém é chamado de “imperador” à toa.

    Trinta trilhas famosas de Ennio Morricone

    1964: ‘Por um Punhado de Dólares’, de Sergio Leone

    1965: ‘Por uns Dólares a Mais’, de Sergio Leone

    1966: ‘Três Homens em Conflito’, de Sergio Leone

    1966: ‘A Batalha de Argel’, de Gillo Pontecorvo

    1968: ‘Era uma Vez no Oeste’, de Sergio Leone

    1969: ‘Os Sicilianos’, de Henri Verneuil

    1970: ‘O Pássaro das Plumas de Cristal’, de Dario Argento

    1971: ‘Quando Explode a Vingança’, de Sergio Leone

    1971: ‘Decameron’, de Pier Paolo Pasolini

    1971: ‘A Classe Operária vai para o Paraíso’, de Elio Petri

    1971: ‘Sacco e Vanzetti’, de Guiliano Montaldo

    1974: ‘Medo sobre a Cidade’, de Henri Verneuil

    1975: ‘Saló ou os 120 Dias de Sodoma’, de Pier Paolo Pasolini

    1976: ‘1900’, de Bernardo Bertolucci

    1978: ‘Cinzas no Paraíso’, de Terrence Malick

    1978: ‘A Gaiola das Loucas’, de Edouard Molinaro

    1981: ‘O Profissional’, de Georges Lautner

    1984: ‘Era uma Vez na América’, de Sergio Leone

    1986: ‘A Missão’, de Roland Joffé

    1987: ‘Os Intocáveis’, de Brian de Palma

    1987: ‘Busca Frenética’, de Roman Polanski

    1989: ‘Cinema Paradiso’, de Giuseppe Tornatore

    1989: ‘Ata-me!’, de Pedro Almodóvar

    1989: ‘Pecados de Guerra’, de Brian de Palma

    1991: ‘Bugsy’, de Barry Levinson

    1992: ‘A Cidade da Esperança’, de Roland Joffé

    1998: ‘A Lenda do Pianista do Mar’, de Giuseppe Tornatore

    2000: ‘Vatel, um Banquete para o Rei’, de Roland Joffé

    2000: ‘Missão: Marte’, de Brian de Palma

    2015: ‘Os Oito Odiados’, de Quentin Tarantino

  • Darkseid aparece em primeiro teaser de Snyder Cut de ‘Liga da Justiça’

    (Foto: Reprodução de vídeo)

    O ator Jason Momoa, que interpreta o personagem Aquaman dos filmes de HQs da Warner, deu uma palhinha do novo corte do filme ‘Liga da Justiça’. O filme será remontado de acordo com o planejamento original do diretor Zack Snyder – tanto que é chamado de ‘Snyder Cut de Liga da Justiça’. E o teaser traz o vilão Darkseid, um dos mais relevantes do universo DC.

    O teaser foi publicado no perfil de Momoa no Instagram. No vídeo, aparece a Mulher-Maravilha (Gal Gadot) e o vilão Darkseid. Darkseid seria o comandante por trás das ações do Lobo da Estepe, o vilão que aparece no filme.

    Na época da produção, Snyder teve que lidar com o suicídio da filha e se afastou do filme. O diretor Joss Whe (de ‘Vingadores’) assumiu, mas mudou muita coisa em relação à ideia original. Ele acatou ordens dos diretores da Warner e fez um filme mais colorido, deixando de lado o cunza dramático usado por Snyder.

    O ‘Snyder Cut Liga da Justiça’ deve estrear em 2021 no HBO Max, o serviço de streaming da Warner.

  • Top 5: velocistas no cinema

    Quais são os personagens mais velozes no cinema em todos os tempos? O Blog Coisa de Cinema faz uma lista, citando as aparições dos cinco maiores velocistas na telona.

    E qual deles é o mais veloz? Bom, isso é quase impossível de medir... haja radar.

    Sonic
    Quase “deu ruim” em sua primeira aparição como protagonista no cinema. A primeira versão caiu na internet e foi amplamente criticada, por não se parecer em quase nada com o personagem criado nos videogames. O visual foi repaginado e a versão do ouriço que de fato apareceu na telona acertou em cheio no gosto dos fãs: além de similar aos jogos, é divertido.
    Grande feito: Causou uma briga em um bar e usou sua supervelocidade para mudar todo o cenário, em uma das cenas mais divertidas do filme

    Flash
    O homem mais rápido dos quadrinhos da DC ganhou um filme para a TV em 1990 e dois seriados. Um entre 1990 e 1991, baseado no filme, com John Wesley Shipp. O outro seriado, com Grant Gustin, começou em 2014. No cinema:, esteve apenas em ‘Liga da Justiça’; interpretado por Ezra Miller, não funcionou nem como alívio cômico. A DC prometeu um filme próprio do herói em breve.
    Grande feito: Empurrou um caminhão a toda velocidade e salvou uma família

    Mercúrio
    O velocista dos quadrinhos da Marvel ganhou duas versões no cinema quase ao mesmo tempo. Em ‘Vingadores: Era de Ultron’, de 2015, foi interpretado por Aaron Taylor-Johnson, era o irmão da Feiticeira Escarlate e durou pouco. Na franquia X-Men, com filmes em 2014, 2016 e 2019, foi interpretado por Evan Peters e brilhou mais, a ponto de ganhar cenas revelantes nos três filmes (mesmo estando longe de ser o protagonista).
    Grande feito: Salvou quase todos os estudantes em uma explosão na escola do Professor Xavier (em 'X-Men: Apocalipse') ao som de ‘Sweet Dreams’, da banda Eurythmics.

    Flecha
    Filho do Senhor Incrível e da Mulher Elástica, na franquia ‘Os Incríveis’ (2004/2018), da Disney/Pixar. É uma criança hiperativa que adora perturbar a irmã mais velha e que quer mostrar seu potencial a todo momento, seja na escola, seja conta os supervilões. Mas é tolhido pela mãe, que não quer que os filhos relevem seus poderes em um mundo onde os heróis são proibidos por lei.
    Grande feito: Correu a toda velocidade – inclusive em cima da água – para fugir das armas do vilão Síndrome

    Berthold
    Embora menos conhecido que os outros, é provavelmente o primeiro velocista da história – apareceu no livro ‘Aventuras do Barão Munchhausen’, de 1785 – e provavelmente também no cinema. O Barão de Munchhausen ganhou um filme em 1989, dirigido por Tery Gilliam, ex-Monty Pyrhon. E Berthold (Eric Idle) é um dos asseclas do Barão; salvou-o algumas vezes graças à sua hipervelocidade.
    Grande feito: Salvou o Barão de levar um tiro ao correr mais que a bala e rebatê-la com um cano

  • ‘O Melhor Está Por Vir’ lança a pergunta: o que fazer nos últimos três meses de vida?

    Arthur (Fabrice Luchini) e César (Patrick Bruel): amigos até o fim
    Arthur (Fabrice Luchini) e César (Patrick Bruel): amigos até o fim (Foto: Divulgação)

    O que cada pessoa faria se tivesse três meses de vida? Uma refeição? Iria chorar para valer? Iria mandar tudo à *? ‘O Melhor Está Por Vir’, filme de Matthieu Delaporte e Alexandre De La Patellière que estreia nesta quinta-feira (5) em Curitiba, pode ajudar a responder a essa pergunta. Mas não de uma maneira clássica. E sim de uma maneira subvertida, bem típica da comédia francesa.

    No filme, o introspectivo Arthur (Fabrice Luchini) diz ao seu melhor amigo, César (Patrick Bruel), que tem apenas três meses de vida. Culpa de um câncer. César, por sua vez, é uma pessoa cheia de vida. E larga tudo para viver os últimos momentos com o amigo. Um pouco por curiosidade – quer ver o que o amigo faria antes de morrer – e um pouco por solidariedade mesmo. Não é agora que iria deixar o amigo desamparado.

    A premissa básica do filme – o que cada pessoa faria se soubesse que está com os dias contados – vira uma espécie de competição entre os amigos. César sugere: um amigo escolhe uma coisa, outro amigo escolhe outra coisa, ambos têm que fazer todas as coisas. O contraste é evidente: César é energético e quer consumir a vida. Arthur é neurótico, cheio de freios, propenso a deixar que a vida o consuma. Contudo, as coisas não são como parecem. Arthur admite que há um grande mal-entendido nessa história toda...

    Embora trate de um assunto sério e desconfortável, ‘O Melhor Está Por Vir’ consegue ser leve e descontraído ao abordar a fragilidade da vida. E dá uma alfinetada no comportamento padrão desses tempos em que todos estão conectados. As pessoas dão cada vez mais importância ao mundo virtual e cada vez menos ao mundo real. Dez mil amigos virtuais valem mais que um amigo real? Se é para se ter os dias contados, melhor passá-los ao lado de uma amizade real e verdadeira.

  • Novo Batmóvel de ‘The Batman’ parece carrão à la Hot Wheels. Veja fotos

    (Foto: Reprodução / Twitter)

    O diretor do próximo filme do Batman, Matt Reeves, revelou nesta quarta-feira (4) as primeiras imagens do Batmóvel, o carrão do herói interpretado por Robert Pattinson. E nada de carro parecido com tanque de guerra. O novo Batmóvel parece mais um carrão esportivo com motor para fora, como vários modelos tunados de Hot Wheels. As lanternas traseiras vermelhas e o motor ganham destaque. As fotos foram reveladas no perfil do diretor no Twitter.

    Nos filmes anteriores, protagonizados por Christian Bale (‘Batman Begins’, ‘Cavaleiro das Trevas’ e ‘O Cavaleiro das Trevas Ressurge’) ou Ben Affleck (‘Batman vs Superman’ e ‘Liga da Justiça’), o Batmóvel estava mais para um tanque de guerra, cheio de armas e semiindestrutível.

    As fotos do novo Batmóvel mostram Pattinson como Batman parado ao lado do veículo. 

    ‘The Batman’ deve chegar aos cinemas em junho de 2021. O filme ainda terá Zoë Kravtiz como a Mulher-Gato, Paul Dano como Charada, Colin Farrell como Pinguim e Andy Serkis como o mordomo Alfred.

  • ‘Dolittle’ é o que Robert Downey Jr. quis fazer após os filmes da Marvel

    Robert Downey Jr. como Dr. Dolittle: aventura no fim do mundo
    Robert Downey Jr. como Dr. Dolittle: aventura no fim do mundo (Foto: Divulgação)

    O que Robert Downey Jr. poderia fazer depois de Tony Stark, o eterno Homem de Ferro dos filmes da Marvel? Foi esse personagem que transformou o ator, semidesacreditado até o ano de 2008, em um dos maiores astros da história do cinema. Em tese, Downey Jr. não deverá mais vestir a armadura do Homem de Ferro. Por outro lado, por que ele iria parar de trabalhar? Afinal, ganhou prestígio para fazer o que quisesse. Poderia retomar a franquia de Sherlock Holmes, com filmes produzidos em 2009 e 2011 —um terceiro pode ser lançado neste ano. Mas antes resolveu encarnar outro personagem da literatura: o Doutor Dolittle, o médico que fala com animais. ‘Dolittle’, o filme, estreia nesta quinta-feira (20) em Curitiba.

    Dolittle é protagonista de uma série de livros infantis escritos pelo inglês Hugh Lofting entre 1920 (sim, o primeiro livro chega ao centenário neste ano) e 1952, lançado cinco anos após sua morte. São 15 livros ao todo. Mas Dolittle também é um personagem que se tornou maior que a obra literária, como Sherlock Holmes ou Tarzan. Bastava respeitar a essência dele para, a partir daí, desenvolver qualquer história.

    No cinema, sempre foi assim. Em 1967, Rex Harrison encarnou o personagem em uma comédia musical intitulada ‘O Fabuloso Doutor Dolittle’, dirigida por Richard Fleischer. O longa foi indicado a 9 Oscars (incluindo melhor filme) e venceu dois: melhores efeitos visuais e melhor canção (‘Talk to the Animals’, de Leslie Bricusse). Em 1998, Eddie Murphy iniciou uma franquia que durou cinco filmes – embora Murphy só tenha feito os dois primeiros. Nesse caso, a única semelhança com o livro é que Murphy interpreta um médico que fala com animais; o filme se passa na Califórnia de 1998. Por outro lado, foi essa franquia que tornou o personagem mais conhecido nos tempos atuais.

    Downey Jr. seguiu outra linha, mais semelhante aos livros, ambientados na Inglaterra vitoriana (século 19). O filme, inclusive, tem como base o livro ‘A Viagem do Dr. Dolittle’, de 1922, o segundo a ser escrito por Lofting. Como consequência, seu Dolittle é parecido com o dos livros. Assim, não se deve esperar nada do charme cínico de Tony Stark. Downey Jr. entrega um personagem gentil, sem traços de arrogância, introvertido, meio professoral, cômico em certos momentos, até um pouco teatral e caricato. E isso funciona bem nesse filme.

    O início explica rapidamente a origem do Dr. Dolittle. Por ter prestado serviços à jovem rainha (Jessie Buckley) Victoria, ele ganha uma grande área nos arredores de Londres e nela faz um santuário para seus animais – e para curar outros que aparecem por lá. Mas ele se isola com os bichos depois que sua mulher, Lily, uma excelente exploradora, é dada como morta em um naufrágio. Quando a rainha adoece misteriosamente, Dolittle acaba forçado a embarcar para uma ilha não mapeada à procura de uma cura. Na jornada, o médico é acompanhado por um menino que cai de gaiato no navio, Stubbins (Harry Collett). E, claro, por uma trupe de animais: um gorila medroso, um avestruz com dor nas costas, um urso polar meio ogro, uma pata entusiasmada e uma arara que, na ausência do Doutor, é quem comanda o show.

    Downey Jr. à parte, o destaque do filme recai sobre o “time” de dubladores dos animais na versão original. O gorila ansioso tem a voz de Rami Malek (o Freddie Mercury de ‘Bohemian Rhapsody’). A pata é dublada por Octavia Spencer (Oscar por ‘Histórias Cruzadas’). A arara ganha o timbre de Emma Thompson (Oscar e atriz por ‘Retorno a Howards End’ e de roteiro por ‘Razão e Sensibilidade’). O avestruz é Kumail Nanjiani; o urso polar é o grandalhão John Cena. O cão de Dolittle é feito por Tom Holland (o novo Homem-Aranha). Ainda há espaço para um tigre complexado (Ralph Fiennes, o Voldemort de ‘Harry Potter’) e uma girafa tresloucada (a cantora Selena Gomez). Isso além de coadjuvantes como Antonio Banderas, Jim Broadbent e Michael Sheen (que é quem protagoniza a cena pós-créditos). No mínimo, depois de ‘Vingadores’, Robert Downey Jr. — que também é produtor executivo de ‘Dolittle’ — consegue reunir um time digno dos Vingadores. Só que numa aventura mais voltada ao público infantil.

    Os principais amigos bichos do doutor Dolittle

    A arara Poly
    (voz de Emma Thompson)

    O avestruz Plimpton
    (voz de Kumail Nanjiani)

    O cachorro Jip
    (voz de Tom Holland)

    A girafa Betsy
    (voz de Selena Gomez)

    O gorila Chee-Chee
    (voz de Rami Malek)

    A pata Dab-Dab
    (voz de Octavia Spencer)

    O urso Yoshi
    (voz de John Cena)

  • ‘Parasita’ faz história no Oscar em sinal de mudança de ares na Academia

    Bong Joon-Ho, diretor de ‘Parasita’: ele venceu em 4 categorias
    Bong Joon-Ho, diretor de ‘Parasita’: ele venceu em 4 categorias (Foto: Divulgação)

    O filme sul-coreano ‘Parasita’ fez muito mais que vencer o Oscar de melhor filme, na premiação que se encerrou na madrugada desta segunda-feira (10). ‘Parasita’ também fez história. E não apenas porque desbancou favoritos. Mas porque tornou-se o primeiro filme estrangeiro a levar o Oscar para casa. Não é sempre que um filme faz história. Mas ‘Parasita’ é um sinal dos tempos da Academia de Artes e Ciências cinematográficas, que parece cada vez mais aberta para o mundo.

    Desde a primeira cerimônia do Oscar, em 1929, que terminou com a vitória de ‘Asas’ (produzido em 1928), sempre era um filme americano quem levava o prêmio máximo. No máximo, inglês ou australiano. Mas sempre produzido no idioma inglês – ainda que fosse mudo. Jamais um estrangeiro. Alguns chegaram perto, como o italiano ‘A Vida é Bela’ (1998), de Roberto Benigni. Ou o chinês ‘O Tigre e o Dragão’ (2000), do taiwanês Ang Lee. Ou o mexicano ‘Roma’ (2018), de Alfonso Cuarón. Todos perderam – para ‘Shakespeare Apaixonado’, ‘Gladiador’ e Green Book: O Guia’, respectivamente. Esses vencedores são filmes mais acadêmicos, mais ao gosto do público norte-americano, ou mais fortes na hora do lobby junto ao eleitorado.

    Contudo, a academia tem sinalizado mudanças nos últimos 15 anos. Mudanças atentas com diversidade, representatividade e globalização.

    Um marco é ‘O Segredo Brokeback Mountain’, de Ang Lee, com temática abertamente gay. Na época, 2005, chocou. Gerou piadas e preconceito. E não venceu – quem levou foi ‘Crash: no Limite’, de Paul Haggis. Ang Lee, contudo, faturou o prêmio de melhor diretor ao mostrar sem clichês o amor entre dois homens no meio-oeste americano. Hoje, personagens abertamente gays estão mais comuns no cinema.

    Outro exemplo veio em 2009, com ‘Guerra ao Terror’, dirigido por uma mulher, Kathryn Bigelow. Era azarão contra o superfavorito ‘Avatar’, de James Cameron, mas venceu mesmo assim. E Kathryn ainda faturou o Oscar de melhor diretora, sendo a primeira mulher a conquistar tal feito na história – curiosamente, Cameron era seu ex-marido. O prêmio abriu espaço para mulheres no comando.

    Em 2013, ‘Doze Anos de Escravidão’, filme do inglês Steve McQueen, teve a coragem de expor as agruras de ser um negro livre numa América ainda escravagista e racista. McQueen não levou o Oscar de melhor diretor, mas o filme ganhou o prêmio máximo. E o cinema dirigido por negros e com negros como protagonistas se fortaleceu. Abriram-se portas para ‘Moonlight’, de 2016, vencedor do Oscar, e ‘Pantera Negra’, um marco da Marvel.

    Já a abertura aos estrangeiros parecia se encaminhando há alguns anos. Desde 2013, entre os sete vencedores de Oscar de melhor diretor, os mexicanos somam cinco: Alfonso Cuarón (‘Gravidade’, 2013, e 'Roma', 2018), Alexandro Gonzalez Iñarritu ('Birdman', 2014, e ‘O Regresso’, 2015) e Guillermo del Toro (‘A Forma da Água’, 2017). Ainda houve Damien Chazelle (‘La La Land', 2016). E, obviamente, Bong Joon-Ho, de ‘Parasita’.

    Bong Joon-Ho ainda conseguiu outro feito histórico. Produtor, diretor e roteirista do filme, ele levou quatro Oscars para casa – o quarto é o de melhor filme estrangeiro, a grande barbada da noite. Jamais alguém havia ganho tantas estatuetas em uma única noite. “Me desculpa por levar muitos desses”, falou, humildemente.

    Pode-se dizer que o processo pelo qual passa a Academia é gradual. Provavelmente ainda sofre resistências internas. Mas em alguns aspectos a sociedade parece estar em regressão; abrem-se portas para males que deveriam ter ficado no passado, como mentiras, preconceito e desrespeito aos diferentes. Nesse contexto, a Academia mostra que é possível caminhar para a progressão. O sul-coreano ‘Parasita’ vencer o Oscar é mais uma prova disso. E por isso faz história.

    Todos os vencedores do Oscar 2020

    Melhor Filme: ‘Parasita’
    Melhor Direção: Bong Joon-Ho – ‘Parasita’
    Melhor Atriz: Renée Zellweger – ‘Judy’
    Melhor Ator: Joaquin Phoenix – ‘Coringa’
    Atriz Coadjuvante: Laura Dern – ‘História De Um Casamento’
    Ator Coadjuvante: Brad Pitt – ‘Era Uma Vez Em Hollywood’
    Roteiro Adaptado: Taika Waititi – ‘Jojo Rabbit’
    Roteiro Original: Bong Joon Ho e Han Jin Won – ‘Parasita’
    Trilha Sonora: Hildur Guðnadóttir – ‘Coringa’
    Canção Original: (I’m Gonna) Love Me Again – ‘Rocketman’
    Fotografia: ‘1917’
    Figurino: ‘Adoráveis Mulheres’
    Edição: ‘Ford vs Ferrari’
    Maquiagem e Cabelo: ‘O Escândalo’
    Design de Produção: ‘Era Uma Vez Em Hollywood’
    Edição de Som: ‘Ford vs. Ferrari’
    Mixagem de Som: ‘1917’
    Efeitos Visuais: ‘1917’
    Melhor Animação: ‘Toy Story 4’
    Documentário: ‘American Factory’
    Filme Estrangeiro: ‘Parasita’ (Coreia do Sul)
    Curta Animado: ‘Hair Love’
    Curta Documentário: ‘Learning to Skateboard in a Warzone’
    Curta de animação: ‘The Neighbors’ Window’

    Vencedores do Oscar que estão em cartaz em Curitiba
    ‘1917’ (fotografia, mixagem de som, efeitos visuais)
    ‘Adoráveis Mulheres’ (figurino)
    ‘Coringa’ (ator, para Joaquin Phienix, e trilha sonora)
    ‘Era Uma Vez... em Hollywood’ (ator coadjuvante, para Brad Pitt, e design de produção)
    ‘Ford vs Ferrari’ (edição, edição de som)
    ‘Jojo Rabbit’ (roteiro adaptado)
    ‘Judy’ (atriz, para René Zellweger)
    ‘O Escândalo’ (maquiagem e cabelo)
    ‘Parasita’ (filme, diretor, roteiro original e filme estrangeiro)

  • Festa é neste domingo

    Quer mandar bem no bolão do Oscar? Veja palpites aqui

    Quer mandar bem no bolão do Oscar? Veja os palpites e as informações para a entrega do prêmio deste ano, no dia 9 de fevereiro de 2020.

    MELHOR FILME

    - ‘Ford vs Ferrari’
    - ‘O Irlandês’
    - ‘Jojo Rabbit’
    - ‘Coringa’
    - ‘Adoráveis Mulheres’
    - ‘História De Um Casamento’
    - ‘1917’
    - ‘Era Uma Vez Em Hollywood’
    - ‘Parasita’

    Se dependesse do número de indicações, ‘Coringa’ seria o favorito, já que foi o campeão de nominações, com 11. Mas já se foi o tempo em que isso era garantia de vitória. Se dependesse do prestígio de seus diretores, ‘O Irlandês’, de Martin Scorsese, e ‘Era Uma Vez Em Hollywood’, de Quentin Tarantino, seriam os mais cotados. Contudo, o filme ‘1917’, de Sam Mendes, assumiu o favoritismo após a vitória no Globo de Ouro de melhor filme dramático, em 6 de janeiro. E não apenas pelo Globo de Ouro, historicamente considerado uma prévia do Oscar, mas também porque venceu o prêmio do Sindicato dos Produtores. Esse prêmio também é considerado uma prévia do Oscar, só que com mais acertos: nos últimos anos, cravou ‘Spotlight’, de 2015, ‘Moonlight’, de 2016, e ‘Green Book: O Guia’, de 2018, contra adversários mais bem cotados (e com mais indicações na ocasião). Além disso, ‘1917’ é um filme de guerra, coisa que os norte-americanos adoram (e adoram premiar). Sua maior sombra é ‘Era Uma Vez Em Hollywood’, que venceu o Globo de Ouro (melhor filme comédia ou musical) e o Critics’ Choice, em 12 de janeiro.

    MELHOR DIREÇÃO

    - Bong Joon Ho – ‘Parasita’
    - Sam Mendes – ‘1917’
    - Martin Scorsese – ‘O Irlandês’
    - Quentin Tarantino – ‘Era Uma Vez Em Hollywood’
    - Todd Phillips – ‘Coringa’

    Se ‘1917’ é o favorito ao prêmio máximo, então Sam Mendes é o favorito como melhor diretor. Já venceu o Globo de Ouro e o prêmio do Sindicato dos Diretores. Seu maior rival, por incrível que pareça, é Bong Joon Ho, de ‘Parasita’, que empatou com Mendes na premiação do Critics’ Choice.

    MELHOR ATRIZ

    - Cynthia Erivo – ‘Harriet’
    - Scarlett Johansson – ‘História De Um Casamento’
    - Saoirse Ronan – ‘Adoráveis Mulheres’
    - Charlize Theron – ‘O Escândalo’
    - Renée Zellweger – ‘Judy – Muito Além do Arco-Íris’

    Renée Zellweger aparece como barbada por sua interpretação de Judy Garland em ‘Judy’. Faturou todas as prévias do Oscar: o Globo de Ouro, o prêmio do Sindicato dos Atores e o Critics’ Choice. Além disso, cinebiografias de ícones da América são sempre bem cotadas quando se trata de Oscar.

    MELHOR ATOR

    - Antonio Banderas – ‘Dor e Glória’
    - Adam Driver – ‘História De Um Casamento’
    - Joaquin Phoenix – ‘Coringa’
    - Jonathan Pryce – ‘Dois Papas’
    - Leonardo DiCaprio – ‘Era Uma Vez Em Hollywood’

    Causou estranheza nessa categoria a ausência de Taron Egerton, que interpretou Elton John no filme ‘Rocketman’ e levou um Globo de Ouro por isso. Ele seria uma aposta óbvia, especialmente depois que Rami Malek levou o Oscar no papel de Freddie Mercury em ‘Bohemian Rhapsody’. Com ou sem ele, o favorito da vez é Joaquin Phoenix como o Coringa, vencedor do Globo de Ouro, do prêmio do Sindicato dos Atores e do Critics’ Choice.

    MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

    - Margot Robbie – ‘O Escândalo’
    - Kathy Bates – ‘O Caso Richard Jewell’
    - Laura Dern – ‘História De Um Casamento’
    - Scarlett Johansson – ‘Jojo Rabbit’
    - Florence Pugh – ‘Adoráveis Mulheres’

    Scarlett Johansson acumula duas indicações neste ano – uma de atriz principal por ‘História De Um Casamento’ e uma de coadjuvante por ‘Jojo Rabbit’ – e deve sair de mãos vazias na noite do Oscar. A favorita aqui é Laura Dern, que interpreta a advogada da personagem de Scarlett em ‘História De Um Casamento’. Laura ganhou Globo de Ouro, prêmio do Sindicato dos Atores e Critics’ Choice.

    MELHOR ATOR COADJUVANTE

    - Tom Hanks – ‘Um Lindo Dia na Vizinhança’
    - Al Pacino – ‘O Irlandês’
    - Joe Pesci – ‘O Irlandês’
    - Brad Pitt – ‘Era Uma Vez Em Hollywood’
    - Anthony Hopkins – ‘Dois Papas’

    Curiosamente, Brad Pitt é o único da lista que nunca foi premiado – e, se dependesse apenas e tão somente do prestígio dos concorrentes, não seria de novo. Mas Pitt levou para casa o Globo de Ouro, o prêmio do Sindicato dos Atores e o Critics’ Choice. Salta como favorito. Até porque já não é mais um garoto de rostinho bonito (está com 56 anos).

    MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

    - Greta Gerwig – ‘Adoráveis Mulheres’
    - Anthony McCarten – ‘Dois Papas’
    - Todd Phillips & Scott Silver – ‘Coringa’
    - Taika Waititi – ‘Jojo Rabbit’
    - Steven Zaillian – ‘O Irlandês’

    Greta Gerwig, autora do roteiro (e da direção) de ‘Adoráveis Mulheres’, aparece como favorita depois de ter levado para casa o Critics’ Choice. Há, contudo, uma zebra selecionada: Taika Waititi, de ‘Jojo Rabbit’, uma história com um quê de bizarro e que dá uma bela espinafrada no nazismo (algo que os norte-americanos adoram).

    MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

    - Noah Baumbach – ‘História De Um Casamento’
    - Rian Johnson – ‘Entre Facas e Segredos’
    - Bong Joon Ho e Han Jin Won – ‘Parasita’
    - Quentin Tarantino – ‘Era Uma Vez Em Hollywood’
    - Sam Mendes & Kristy Wilson-Cairns – ‘1917’

    O forte de Quentin Tarantino no cinema nem é tanto a direção, e sim os roteiros, cheios de diálogos peculiares. Ele já venceu duas vezes, por ‘Pulp Fiction’ e ‘Django Livre’. Tem tudo para vencer de novo – já fez isso no Globo de Ouro e no Critics’ Choice. Seu maior rival é a dupla Bong Joon-ho e Han Jin-won, de ‘Parasita’.

    MELHOR FOTOGRAFIA

    - Jarin Blaschke – ‘O Farol’
    - Roger Deakins – ‘1917’
    - Rodrigo Pietro – ‘O Irlandês’
    - Robert Richardson – ‘Era Uma Vez Em Hollywood’
    - Lawrence Sher – ‘Coringa’

    Roger Deakins ganhou o Critics’ Choice por ‘1917’ e salta muito na frente dos concorrentes. Seu filme impressiona pela imersão e porque suas tomadas são longuíssimas – um trabalho hercúleo mesmo.

    MELHOR FIGURINO

    Jacqueline Durran – ‘Adoráveis Mulheres’
    Arianne Phillips – ‘Era Uma Vez Em Hollywood’
    Sandy Powell e Christopher Peterson – ‘O Irlandês’
    Mayes C. Rubeo – ‘Jojo Rabbit’
    Mark Bridges – ‘Coringa’

    A categoria costuma premiar filmes de época, o que em tese baixa as chances de ‘Coringa’ e aumenta as dos outros. ‘Adoráveis Mulheres’, ‘Jojo Rabbit’ e ‘O Irlandês’ são filmes de época. ‘Era Uma Vez Em Hollywood’, ambientado em 1969, fica no meio do caminho entre o filme de época e o atemporal – e aparece como favorito exatamente por isso. Curiosamente, o vencedor do Critics’ Choice, ‘Meu Nome é Dolemite’, nem foi indicado.

    MELHOR EDIÇÃO

    - Andrew Buckland e Michael McCusker – ‘Ford vs Ferrari’
    - Yang Jinmo – ‘Parasita’
    - Thelma Schoonmaker – ‘O Irlandês’
    - Tom Eagles – ‘Jojo Rabbit’
    - Jeff Groth – ‘Coringa’

    Nessa categoria, filmes que concorrem a Melhor Filme tendem a levar vantagem. Como é o caso dos cinco indicados, há uma disputa parelha. Os mais cotados são ‘Ford vs Ferrari’ e Parasita’ – que pode levar, se os eleitores optarem por algo mais “fora da casinha”. Curiosamente, o vencedor do Critics’ Choice nessa categoria – no caso, ‘1917’ – nem foi indicado.

    MELHOR MAQUIAGEM E CABELO

    - ‘O Escândalo’
    - ‘Coringa’
    - ‘Judy’
    - ‘Malévola: Dona do Mal’
    - ‘1917’

    Três dos cinco indicados talvez nem existissem se não fosse o trabalho de maquiagem. Os artistas transformaram o intérprete protagonista em Judy Garland, na Malévola ou no Coringa. Mas é bom lembrar que quem venceu essa categoria no Critics’ Choice foi ‘1917’ e suas maquiagens que simulam soldados mutilados. E ‘O Escândalo’ tem três atrizes – Nicole Kidman, Charlize Theron e Margot Robbie – com maquiagens que fazem diferença.

    MELHOR TRILHA SONORA

    - Alexandre Desplat – ‘Adoráveis Mulheres’
    - Hildur Guðnadóttir – ‘Coringa’
    - Randy Newman – ‘História de um Casamento’
    - Thomas Newman – ‘1917’
    - John Williams – ‘Star Wars: A Ascensão Skywalker’

    Se depender dos prêmios anteriores, a islandesa Hildur Guðnadóttir ,de ‘Coringa’, leva fácil. Mas aqui ela tem um concorrente de peso: John Williams, de ‘Star Wars’. O último filme da franquia galáctica foi lançado em 19 de dezembro, depois de saírem os indicados ao Critics’ Choice (em 8 de dezembro) e ao Globo de Ouro (em 9 de dezembro). Williams completa 88 anos em 8 de fevereiro (na véspera do Oscar) e está provavelmente assinando seu último trabalho. Fatores que podem pesar a seu favor. Por outro lado, ele soma 52 indicações – é a pessoa viva mais indicada na história e a segunda em todos os tempos – e venceu cinco. Fator que pesa contra. Na Academia, há quem diga que Williams é indicado todo ano e que talvez não faça diferença ele ir à festa e sair de mãos vazias mais uma vez.

    MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

    - (I’m Gonna) Love Me Again – ‘Rocketman’
    - I’m Standing With You – ‘Superação: O Milagre da Fé’
    - Into the Unknown – ‘Frozen 2’
    - Stand Up – ‘Harriet’
    - I Can’t Let You Throw Yourself Away – ‘Toy Story 4’

    ‘(I’m Gonna) Love Me Again’, de ‘Rocketman’, composta por Elton John especialmente para o filme, venceu o Globo de Ouro e dividiu o Critics’ Choice com ‘Glasgow (No Place Like Home)’, de ‘As Loucuras de Rose’, que não foi indicada ao Oscar. Como a categoria tende a premiar canções de filmes musicais primeiro, e de filmes da Disney depois, a música de Elton John é ainda mais favorita.

    MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

    - ‘1917’
    - ‘Parasita’
    - ‘Era Uma Vez Em Hollywood’
    - ‘O Irlandês’
    - ‘Jojo Rabbit’

    Outra categoria que gosta de premiar recriações de época. Em tese, o favorito é ‘1917’. Mas ‘Era Uma Vez Em Hollywood’ é um concorrente forte, depois de ter vencido o Critics’ Choice.

    MELHOR EDIÇÃO DE SOM

    - ‘Era Uma Vez Em Hollywood’
    - ‘Coringa’
    - ‘Ford vs. Ferrari’
    - ‘1917’
    - ‘Star Wars: A Ascensão Skywalker’

    A categoria de Edição de Som refere-se à obtenção dos sons necessários para compor o filme (antigamente, o nome da categoria era “Efeitos Sonoros”). Os filmes mais barulhentos são os favoritos. Aqui, ‘Ford vs Ferrari’ e ‘1917’ são os mais cotados, em relativa condição de igualdade.

    MELHOR MIXAGEM DE SOM

    - ‘Ford vs Ferrari’
    - ‘Coringa’
    - ‘Era Uma Vez Em Hollywood’
    - ‘Ad Astra’
    - ‘1917’

    Parece a mesma categoria, mas não é. Na Mixagem de Som, vale a precisão: o objetivo é fundir perfeitamente os sons externos com o diálogo captado durante as gravações e equiparar as gravações de diálogos, normalmente feitas em momentos diferentes (antigamente, era só “Melhor Som”). Mas historicamente também os filmes mais barulhentos levam vantagem. De novo, ‘Ford vs Ferrari’ e ‘1917’. É bem possível que, por exemplo, ‘Ford vs Ferrari’ vença aqui e ‘1917’ ganhe na outra categoria sonora. Ou vice-versa.

    MELHOR ANIMAÇÃO

    - ‘Como Treinar o seu Dragão 3’
    - ‘Perdi Meu Corpo’
    - ‘Link Perdido’
    - ‘Toy Story 4’
    - ‘Klaus’

    Na categoria em que a Disney é a eterna favorita, animações campeãs de bilheteria ficaram ausentes desta vez, casos de ‘Frozen 2’ e ‘O Rei Leão’. No caso de ‘O Rei Leão’, feito em CGI para ser 100% realista, pode-se discutir se trata-se mesmo de uma animação – a Academia o indicou para melhores efeitos visuais, com se fosse um filme real mesmo. Do estúdio do Mickey, sobrou ‘Toy Story 4’, que aqui é o favorito (até por ser Disney). A nova aventura de Woody e Buzz Lightyear já levou o prêmio do Sindicato dos Produtores e o Critics’ Choice. ‘O Link Perdido’ aparece como maior concorrente, após ter vencido o Globo de Ouro. E ‘Klaus’ ganhou o Annie Awards, considerado o Oscar da Animação.

    MELHORES EFEITOS VISUAIS

    - ‘Vingadores: Ultimato’
    - ‘O Irlandês’
    - ‘O Rei Leão’
    - ‘1917’
    - ‘Star Wars: A Ascensão Skywalker’

    ‘O Rei Leão’, animação tão realista que foi considerada “filme de carne e osso” pela Academia, aparecia como favorito. Isso até ‘1917’ estourar e ‘Vingadores: Ultimato’ vencer o Critics’ Choice. O filme dos heróis da Marvel é levemente favorito – o fato de ser a maior bilheteria da história pode pesar. Se vencer, será a primeira vez que algum filme de ‘Vingadores’, notadamente recheados de efeito visuais, ganha algum Oscar de alguma coisa.

    MELHOR FILME ESTRANGEIRO

    - ‘Les Misérables’
    - ‘Dor e Glória’
    - ‘Parasita’
    - ‘Corpus Christi’
    - ‘Honeyland’

    Quando um filme estrangeiro é indicado ao Oscar de Melhor Filme, é gigantesca a tendência de vencer a categoria de Filme Estrangeiro. É o caso aqui de ‘Parasita’, a grande, gigantesca, colossal barbada da noite.

    MELHOR DOCUMENTÁRIO – LISTADOS COM OS TÍTULOS ORIGINAIS

    - ‘American Factory’
    - ‘The Cave’
    - ‘Democracia em Vertigem’ – Brasil
    - ‘For Sama’
    - ‘Honeyland’

    Ideologias políticas à parte, ‘Democracia em Vertigem’ pode dar o primeiro Oscar a um filme produzido no Brasil? Teoricamente, as chances aumentam ao se considerar que ‘Apollo 11’, vencedor do prêmio do Sindicato dos Produtores, não está no páreo. Mas as chances diminuem ao se constatar que todos os outros concorrentes de ‘Democracia...’ao Oscar  também concorriam na premiação do Sindicato dos Produtores – o que faz o filme brasileiro ser meio azarão nesse contexto. ‘American Factory’, ou ‘Indústria Americana’, está como o mais cotado, segundo por ‘Honeyland’.

    MELHOR CURTA ANIMADO – LISTADOS COM OS TÍTULOS ORIGINAIS

    - ‘Dcera (Daughter)’
    - ‘Hair Love’
    - ‘Kitbull’
    - ‘Memorable’
    - ‘Sister’

    MELHOR CURTA DOCUMENTÁRIO – LISTADOS COM OS TÍTULOS ORIGINAIS

    - ‘In the Absence’
    - ‘Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl)’
    - ‘Life Overtakes Me’
    - ‘St. Louis Superman’
    - ‘Walk Run Cha-Cha’

    MELHOR CURTA LIVE-ACTION – LISTADOS COM OS TÍTULOS ORIGINAIS

    - ‘Brotherhood’
    - ‘Nefta Football Club’
    - ‘The Neighbors’ Window’
    - ‘Saria’
    - ‘A Sister’

  • Jumanji entra em ‘próxima fase’, mas com velhas caras

    Jack Black, Kevin Hart, Dwayne Johnson e Karen Gillan: de volta à próxima fase de ‘Jumanji’
    Jack Black, Kevin Hart, Dwayne Johnson e Karen Gillan: de volta à próxima fase de ‘Jumanji’ (Foto: Divulgação / Sony)

    O que é mais clássico nos games que a “próxima fase”? Nada. Assim, considerando que o filme ‘Jumanji’ é essencialmente com jogadores dentro de um jogo de videogame, nada mais natural haver uma próxima fase. Assim, ‘Jumanji: Bem Vindo à Selva’ ganha sua sequência dois anos depois: ‘Jumanji’: Próxima fase’. O filme estrela nesta quinta-feira (16) em Curitiba.

    Claro, para ter um novo filme ‘Jumanji’, seria necessário reunir todo o elenco do filme original. E todos estão lá, novamente sob o comando do diretor Jake Kasdan. Tanto os avatares Dr. Bravestone (Dwayne Johnson), Ruby Roundhouse (Karen Gillan), Shelly Oberon (Jack Black) e Moose Finbar (Kevin Hart) quanto os jogadores originais, Spencer (Alex Wolff), Martha (Morgan Turner), Bettany (Madison Iseman) e Fridge (Ser’Darius Blain). A eles somam-se dois novos personagens: Eddie (Danny de Vito), avô de Spencer, e Milo (Danny Glover), ex-sócio de Eddie.

    Desta vez, os amigos vivem nova realidade em relação ao filme anterior. Spencer está hospedado na casa do avô, Eddie, e o relacionamento com Martha está, como se diz no linguajar dos casais, “dando um tempo”. O jovem, na verdade, vive uma semidepressão. Não por causa da namorada, mas porque sente saudades de ser o Dr. Bravestone. E por isso não parece entusiasmado em rever os amigos Fridge, Martha e Bettany, que marcaram um encontro. Enquanto Eddie recebe a visita de Milo, os amigos estranham a ausência de Spencer ao encontro e decidem procurar por ele na casa do avô. Lá, eles descobrem que Spencer resgatou o jogo de Jumanji e foi sugado por ele. E decidem salvá-lo dentro do jogo.

    Desta vez, porém, as coisas podem não sair como antes. A “próxima fase” tem a mesma premissa do filme anterior — os jogadores precisam encontrar uma joia perdida e evitar os perigos de Jumanji — mas está mais cheia de surpresas. E elas começam logo no início do jogo. Até porque Eddie e Milo também são sugados. E os jovens precisam guiar os mais velhos durante o percurso.

    Em termos de relações pessoais, o novo ‘Jumani’ não versa mais sobre o amadurecimento dos jovens – os nerds que buscam autoconfiança, a patricinha que deve deixar a futilidade de lado, o atleta que precisa mudar de comportamento. Há apenas a questão a se resolver entre Spencer e Marta. Por outro lado, ganha força o drama entre Eddie e Milo, que não se viam há 15 anos e precisam acertar algumas diferenças. Mas tudo isso fica em segundo plano nessa próxima fase, cheia de clichês e recheada de ação. E exatamente por isso tão divertida. Dwayne Johnson transborda carisma a cada cena. Kevin Kart, Jack Black e Karen Gillan também fazem bonito – e ela ganha mais protagonismo na trama. A manutenção do tom do filme original é um dos acertos desta sequência. Além disso, é divertido ver como os avatares incorporam as personalidades dos jogadores originais.

    Originalmente, ‘Jumanji’ é um livro escrito pelo norte-americano Chris van Allburg em 1982. Em 1995, ganhou sua primeira versão cinematográfica, com Robin Williams e Kirsten Dunst, então com menos de 15 anos. Essa versão, mais soturna, é mais próxima do livro original. E pouco tem a ver com o “reboot”, estrelado por Dwayne Johnson e companhia. Ou será que não? ‘Próxima Fase’ indica que novas fases podem estar por vir.

  • As Panteras estão mais poderosas do que nunca

    As Panteras: Elena (Naomi Scott), Sabina (Kristen Stewart), Jane (Ella Balinska) e Bosley (Elizabeth Banks)
    As Panteras: Elena (Naomi Scott), Sabina (Kristen Stewart), Jane (Ella Balinska) e Bosley (Elizabeth Banks) (Foto: Divulgação)

    As Panteras estão mais poderosas do que nunca. Que o diga o novo filme delas, que estreia nesta quinta-feira (14) e traz as atrizes Kristen Stewart, Naomi Scott, Ella Balinska e Elizabeth Banks. Isso porque as agentes souberam sobreviver ao tempo. Se James Bond virou um espião anacrônico com o passar dos anos, as Panteras acompanharam a evolução da tecnologia e dos costumes. Provas? No primeiro filme das Panteras, produzido no ano 2000, o grande temor era de que o chefão delas, Charlie Townsend, fosse localizado por causa do seu celular (esse spoiler prescreveu). Hoje isso seria banal; os celulares estão altamente integrados à espionagem, de todos os lados.

    Como o filme deixa claro logo no começo, as Panteras sobreviveram porque nunca houve apenas um grupo de Panteras – ou os “anjos de Charlie”, de acordo com o título original (‘Charlie´s Angels’). No começo, nos anos 70, sim, era apenas um grupo. Mas a organização cresceu, ultrapassou as fronteiras da Califórnia e virou global. Isso graças ao trabalho de Bosley (Patrick Stewart). Ou melhor, o primeiro dos Bosley, já que outras pessoas ascenderam ao cargo (o nome do cargo virou esse mesmo) com a expansão da organização de Charlie Townsend. Quando esse primeiro Bosley se aposenta, ele ganha uma festa. E, nela, há referências tanto às Panteras do seriado original quando às do filme de 2000 (que gerou uma continuação em 2003). Uma clara demonstração de que o tempo passou, mas as Panteras estão na área.

    No filme, Elena Houghlin (Naomi Scott) trabalha numa grande empresa de tecnologia que está desenvolvendo um dispositivo capaz de gerar muita energia, mas também capaz de matar sem deixar vestígios. Ela tenta avisar aos superiores de que se trata de algo potencialmente perigoso, mas, como é uma mulher, ninguém dá ouvidos. Contudo, o dispositivo está no radar de uma das Bosley (Elizabeth Banks), uma ex-Pantera, que destaca as agentes Sabina (Kristen Stewart) e Jane (Ella Balinska), ex-MI-6, para evitar uma tragédia.

    O roteiro pode parecer cheio de clichês. Elena Houghlin é inteligente, mas atrapalhada – e acaba virando uma Pantera “sem querer”. Sabina e Jane se antipatizam logo na primeira cena do filme, mas salvam a vida uma da outra quando necessário. E o tal dispositivo será vendido como arma no mercado negro. Além disso, há a possibilidade de uma traição dentro do grupo de espiãs.

    Mas as Panteras acompanharam a evolução dos costumes. Na prática, o que diferencia esse filme dos outros é o olhar feminino da diretora e roteirista Elizabeth Banks sobre as agentes. O tom leve, inerente ao seriado e aos filmes do começo do século, foi mantido. Há equilíbrio entre humor e ação. As garotas até querem ser sensuais, mas trabalham duro, são competentes no que fazem e acreditam umas nas outras. Em tempos de empoderamento feminino, nada melhor que contar histórias de mulheres com uma honestidade feminina na abordagem. Sim, as Panteras estão mais poderosas do que nunca.

  • Acordo por Homem-Aranha saiu por causa de fãs, dizem estúdios

    No fim de setembro, a Marvel e a Sony entraram em acordo a respeito da utilização do Homem-Aranha nos cinemas. Nesta quarta-feira (30/10), o chefe de produção da Disney, Alan Horn, e o chefe de estúdio da Sony, Tom Rothma, afirmaram que o acordo saiu por causa da reação dos fãs. A afirmação foi dada por ambos ao ‘The Hollywood Reporter’.

    Os direitos do Homem-Aranha para o cinema pertencem à Sony, que produziu sete filmes do herói desde 2002. Mas o personagem integrou filmes do Universo Cinematográfico Marvel (que pertence à Disney), como os dois últimos ‘Os Vingadores’, além de ‘Capitão América: Guerra Civil’. Para que a Marvel pudesse continuar utilizando o personagem em seus filmes, o longa ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’, lançado neste ano, deveria passar de US$ 1 bilhão nas bilheterias. A marca foi batida, mas mesmo assim os estúdios romperam o acordo. Isso em setembro.

    Segundo o site ‘Deadline’, a questão da ruptura teria sido financeira. A Marvel propôs um acordo de bancar 50% do financiamento dos próximos filmes, com a Sony pagando os outros 50%. Consequentemente, o lucro seria metade para cada um. Mas a Sony recusou – até então, ela pagava 90% da conta, mas ficava com toda a bilheteria. Como a bilheteria dava lucro...

    A ruptura dos dois estúdios não havia sido bem aceita pelos fãs. A Marvel perderia a chance de usar o Homem-Aranha em filmes com outros heróis da editora e a Sony perderia força criativa – os filmes com Tom Holland foram exatamente os que mais renderam nas bilheterias. Como o dinheiro é a mola do mundo, os executivos se acertaram e o Aranha deverá integrar mais filmes da Marvel, além de longas próprios feitos pela Sony. "O ritmo de negociações entre estúdios e o ciclo de notícias da imprensa nem sempre coincidem. Nós teríamos chegado a um acordo de qualquer forma. A cobertura da imprensa foi um pouco além do que deveria", disse Rothman. "O nosso público gosta que o Homem-Aranha faça parte do universo Marvel. Nós ouvimos o retorno dos fãs, e ele sugeria que continuar a nossa parceria era a escolha certa", falou Horn.

  •  ‘Anna – O Perigo Tem Nome’ é Luc Besson sendo Luc Besson

    Helen Mirren, Sasha Luss e Luke Evans em 'Anna - O Perigo Tem nome'
    Helen Mirren, Sasha Luss e Luke Evans em 'Anna - O Perigo Tem nome' (Foto: Divulgação)

    ‘Anna – O Perigo Tem Nome’, filme que estreia nesta quinta-feira (29) em Curitiba, tem direção e roteiro do francês Luc Besson. Dizer isso é quase um pleonasmo. O filme repete muitas ideias de ‘La Femme Nikita’, de 1990, com Anne Parillaud: uma protagonista que tem uma vida comum até virar uma espiã, muita ação e tiroteios e uma reviravolta na história. Não por acaso, ‘Nikita’ é do mesmo diretor francês. Ou seja, ‘Anna – O Perigo Tem Nome’ é Luc Besson sendo Luc Besson.

    Para não dar muito na cara que está se repetindo, Besson usa uma narrativa não-linear em ‘Anna”. Se a trama é previsível, a maneira de contar dá uma disfarçada. Anna Poliatova (Sasha Luss) é uma garota russa que vende artesanato e também consegue uns trabalhos de modelo. Em pouco tempo, ela já é uma matadora da KGB, cheia de missões secretas. Depois é que se vê como ela chegou lá. As cenas de ação estão lá, suficientemente convincentes, mas quase cartunescas. Bem como as reviravoltas propostas pelo diretor.

    O elenco de ‘Anna’ ainda tem Helen Mirren, Cillian Murphy e Luke Evans com destaques. Ela como uma espécie de chefe de Anna e os dois como contrapontos. Mas eles não interferem em uma nova “repetição” de Besson, a de tentar entregar uma protagonista feminina forte, assim como em ‘Nikita’ – e também em ‘Lucy’, com Scarlett Johansson, de 2014. Sasha Luss segura a onda, interpretando uma “espiã-matrioshka”: cheia de camadas facetadas. Ela ainda pode se gabar de estar em boa companhia.

  • Marvel não poderá mais produzir filmes do Homem-Aranha

    (Foto: Divulgação)

    A Marvel não poderá mais produzir filmes do Homem-Aranha. A informação foi dada nesta terça-feira (20) pelo site ‘Deadline’ e por outros sites internacionais. Embora o herói tenha sido criado pela Marvel (hoje pertencente à Disney), os direitos dele para o cinema são da Sony. E os dois estúdios não teriam entrado em acordo para co-produzir novos filmes. Como consequência, os filmes do Aranha não farão mais parte do Universo Marvel.

    A Sony produziu todos os filmes do Homem-Aranha desde 2002. Mas, em 2015, o estúdio entrou em acordo com a Marvel e, com isso, o personagem pôde aparecer em ‘Capitão América: Guerra Civil’ e nos filmes dos Vingadores – produzidos pela Marvel. Além disso, os dois estúdios fizeram, juntos, os longas ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’ e ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’.

    O acordo, porém, não vale mais. Existia uma possiblidade de ruptura vinculada à bilheteria de ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’, lançado em julho deste ano. Se não rendesse pelo menos US$ 1 bilhão, os direitos reverteriam todos para a Sony. Nesta semana, o filme passou de US$ 1 bilhão na bilheteria, mas mesmo assim o acordo foi desfeito.

    A questão da ruptura teria sido financeira, segundo o ‘Deadline’. A Marvel propôs um acordo de bancar 50% do financiamento dos próximos filmes, com a Sony pagando os outros 50%. Consequentemente, o lucro seria metade para cada um. Mas a Sony recusou.

    Por ora, não se sabe o que vai acontecer com os outros filmes do Aranha que estavam em desenvolvimento. Não há nada sobre troca de elenco e nenhuma das empresas se pronunciou oficialmente.

  • Pai herói, literalmente? Veja as relações de pai e filho entre os personagens Marvel

    Os filmes da Marvel são filmes-família. Pode reparar: a maioria dos personagens da Marvel tem uma relação pai/filho forte. Isso ficou evidente nos longas – em especial, em ‘Vingadores: Ultimato’. E muitas vezes são essas relações que determinam os heróis. Entre os principais vingadores, todos eles tiveram pelo menos alguma citação de relação pai e filho (o texto pode conter spoilers).

    Thor
    Thor, Deus do Trovão, é filho de Odin, o rei dos Deuses nórdicos. Em seu primeiro filme, de 2011, o herói – então uma espécie de playboy de Asgard – é punido pelo pai e acaba encaminhado à Terra (sem poderes) para aprender a ser humilde. Em ‘O Mundo Sombrio’, é Thor quem ensina humanidade ao pai. Em “Thor: Ragnarok’, o Deus do Trovão acaba se despedindo de Odin.

    Homem de Ferro
    Nos filmes, é talvez a relação mais densa entre pai e filho dentre os heróis Marvel. Howard Stark, pai de Tony Stark, já havia aparecido em ‘Capitão América: O Primeiro Vingador’ e já havia morrido quando Tony Stark se tornou o Homem de Ferro. Se antes vivia às turras com o pai e tinha queixas dele, Tony passa a reconhecer os esforços dele em transmitir conhecimento (em ‘Homem de Ferro 2’) e percebe que, se chegou longe, foi graças aos esforços de Howard. Tony também reconhece e lamenta que o último dia em que falou com o pai não foi amigável (em ‘Capitão América: Guerra Civil’). Já ciente de como é ser pai, uma vez que tem a pequena Morgan, Tony ganha uma chance de rever Howard num contexto diferente, em ‘Vingadores: Ultimato’.

    Capitão América
    A única referência ao pai de Steve Rogers é que já é falecido em 1942, quando o jovem (ainda raquítico e tísico) tenta se alistar ao exército norte-americano para lutar na Segunda Guerra Mundial.

    Viúva Negra
    “Natasha, filha de Ivan”, diz a ela o Caveira Vermelha no planeta Vormir, em ‘Vingadores: Ultimato’. Foi ali que ela soube que seu pai se chamava Ivan.

    Gavião Arqueiro
    Clint Barton é filho de Edith, como dito pelo Caveira Vermelha em ‘Ultimato’. Mas a relação pai/filho para ele é diferente. Trata-se do único vingador que tem filhos – e os outros colegas só descobrem isso em ‘Vingadores: Era de Ultron’. A cena em que seus três filhos desaparecem com o estalar de dedos de Thanos abre ‘Vingadores: Ultimato’ – e também determina as ações do Gavião no desenrolar do filme.

    Pantera Negra
    T’Chala é filho de T’Chaka, rei de Wakanda, que acaba morto num atentado terrorista em ‘Capitão América: Guerra Civil’. Com isso, T’Chala assume o trono e a roupa do Pantera Negra, uma entidade protetora do país africano. Mas, em ‘Pantera Negra’, o herói descobre que o pai, apesar de bom e sábio, é falível, e suas falhas trazem consequências graves.

    Peter Quill
    Quill é, literalmente, filho de um planeta, Ego – que um dia assumiu uma forma humana e acasalou com a mãe dele na Terra. O poder conferido pelo pai faz com que o filho aguente segurar, na mão, a joia do Poder (uma das joias do infinito), como visto em ‘Guardiões da Galáxia’. Mas o pai mostra não ser o santo que parece em ‘Guardiões da Galáxia: Volume 2’.

    Homem-Formiga
    Scott Lang cometeu alguns deslizes na vida e foi preso por isso, mas sua relação de carinho com a filha, Cassie, é altamente genuína. Ele faz tudo por ela. É ela sua primeira preocupação quando ele retorna do mundo quântico em ‘Vingadores: Ultimato’. O mentor de Scott, Hank Pym, o inventor da tecnologia que faz as coisas diminuírem de tamanho, também faz tudo pela filha, Hope.

    Homem-Aranha
    Não tem quase nenhuma relação paternal. Nos filmes de 2012 e 2014 (com Andrew Garfield como Peter Parker), mostra-se que o trabalho perigoso do pai, Richard Parker, é o que leva Peter a ir morar com os tios, Ben (irmão de Richard) e May Parker. Na prática, quem faz o papel de pai é o tio Ben, autor involuntário da frase “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Sua morte é que leva Peter Parker a se tornar o Homem-Aranha (como visto no filme de 2002).

    Hulk
    Na nova geração de filmes dos Vingadores, desde 2008, Bruce Banner não tem nenhuma relação paternal. Mas, em ‘Hulk’, de 2003, o pai dele se mostra como o grande vilão do filme.

    Thanos
    Parece incrível, mas o grande vilão dos Vingadores é um pai zeloso, à maneira dele. Ensina as filhas (adotivas) Gamora e Nebula a serem fortes e a lutar – mesmo que, no caso de Nebula, isso signifique substituir partes orgânicas por componentes tecnológicos. Ensina também a sempre falar a verdade. O sofrimento do Titã Louco em sacrificar Gamora para obter a joia da Alma (em ‘Vingadores: Guerra Infinita’) é de doer na alma.