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Os benefícios do pilates para os corredores

5 fevereiro, 2018 às 15:38  |  por Vinicius Boreki

Atividade ajuda no fortalecimento, na respiração e na concentração, além de ser ótimo no pós-prova

Engana-se quem acha que correr é apenas calçar um par de tênis e ir para a rua. Não que isso não seja possível, mas para uma boa performance e pensando nos cuidados com o corpo, aliar uma segunda atividade, como o pilates, à corrida é muito positivo.

A fisioterapeuta Patrícia Iara, responsável pelo Studio Neoville Pilates, listou uma série de benefícios que os corredores podem colher com a prática de pilates:

- Melhora da respiração: durante os exercícios de pilates, a respiração é um fator primordial, já que todo movimento é executado em sincronia com a inspiração e expiração, que deve ser feita de forma lenta e profunda. O resultado é o aumento da ventilação pulmonar, o que evita fadigas. Exercícios de alongamento também promovem maior abertura da caixa torácica, melhorando a capacidade pulmonar do atleta.

- Concentração: o trabalho de executar um movimento suave, associado com a contração da musculatura abdominal, em sintonia com a respiração, faz com que o atleta aprenda a focar nas contrações, que permitem uma postura correta. Isso resulta em menos gasto energético e evita tensionar grupos musculares na corrida, como a região de coluna cervical e de ombros.

- Fortalecimento: os exercícios do pilates permitem trabalhar diferentes grupos musculares em um só movimento. Esse equilíbrio oferece fortalecimento e flexibilidade para todo o corpo, prevenindo lesões e aumentando a resistência muscular, auxiliando nas corridas mais longas e no impacto nas articulações.

O Power House (musculatura estabilizadora do tronco) é trabalhado em todos os exercícios, e o resultado desse fortalecimento é a melhor sustentação do corpo e controle da postura, deixando os movimentos mais fáceis e com menor gasto energético. O diafragma também é fortalecido na contração do Power House, ajudando no controle da respiração.

No pós-treino, a metodologia auxilia para o relaxamento dos músculos, alongando todos os membros e aliviando a fadiga e as dores musculares.

Fique atento com o seu corpo

É normal que os corredores se preocupem com as pernas – panturrilha, anterior da coxa, tornozelo -, mas é sempre bom salientar que o corpo todo deve ser lembrado. “Falta de flexibilidade e força de tronco e membros superiores podem influenciar diretamente na corrida, gerando maior gasto energético e tensões musculares, levando a dores durante a corrida ou no pós-treino”, diz Patrícia.

Pilates é só alongamento

Existe esse mito de que o pilates só trabalha o alongamento, e isso não é verdade. Não existe um protocolo específico para os corredores, até porque cada aluno é individual e tem suas limitações, mas é possível mesclar exercícios que trabalhem o corpo todo em prol da performance nas corridas.

“Damos um foco especial para a musculatura do core (músculos abdominais, estabilizadores da coluna superficiais e profundos), pois sem a sustentação do tronco a tendência é aumentar o ângulo de flexão da coluna, trazendo estresse para o quadril e coluna lombar”, explica a fisioterapeuta.

O músculo glúteo médio também deve ser trabalhado, pois tem como função a estabilidade do quadril. A musculatura anterior de coxa (quadríceps), a musculatura da panturrilha (tríceps sural) e anterior da perna (tibial anterior), também são mais enfatizadas.

“É possível usar acessórios, como a bola suíça, faixas elásticas, discos proprioceptivos, entre outros, visando o condicionamento dos principais grupos musculares, além de fazer exercícios que simulam os movimentos da corrida”, complementa.

Em relação à frequência, Patrícia diz que tudo vai depender dos objetivos. “É importante fazer um cronograma, de preferência junto do profissional, pois cada tipo de corredor tem uma periodicidade. Mas é tranquilo mesclar os treinos, as aulas de pilates, sem esquecer os dias de descanso, que também devem fazer parte do treinamento”.

O Studio Neoville Pilates fica no Neoville Center Mall. Para conhecer a metodologia do pilates agende uma aula experimental gratuita pelo (41) 99899-3585.

Corrida da Ponte

MBA aborda a gestão de corridas de rua

22 janeiro, 2018 às 19:03  |  por Vinicius Boreki

Aulas começam a partir de abril, em Curitiba, e tratam da organização de eventos do segundo esporte mais praticado no país

O número de participantes em corridas de rua tem crescido a cada ano. Estima-se que hoje sejam 6 milhões de corredores, o segundo esporte mais praticado no Brasil. Com o mercado em ascensão, uma instituição de ensino do Paraná abre curso de formação em Gestão de Eventos Esportivos com enfoque em Corrida de Rua. Segundo os organizadores, este segmento – que envolve a área da qualidade de vida e promoção da saúde – é um dos mais rentáveis na área de gestão esportiva.

“De 2012 a 2017, tivemos 50% de crescimento em número de corredores de rua, mais de 1 mil eventos por ano, 60 só em Curitiba. Nos últimos dez anos, crescimento em 200% em número de corridas de rua realizadas. Isso movimenta por ano cerca de R$ 1 bilhão na economia brasileira”, destaca Arthur Trauczynski, Diretor de Negócios da Global Vita Sports,  organizadora da Maratona de Curitiba em 2017 e coordenadora do curso pioneiro, que integra a programação de 2018 da Faculdade Inspirar.

Objetivos

Em um mercado deste porte, torna-se essencial o aprimoramento e a ampliação dos serviços prestados no gerenciamento estratégico de eventos esportivos, certificando o respeito ao atleta e a qualidade na produção dos eventos. Por esse motivo, há uma demanda para a capacitação desses profissionais em diversas áreas: desde a criação, o planejamento, a organização e a produção de eventos esportivos em três fases de trabalho (pré-evento, evento e pós-evento).

“É um segmento que necessita o desenvolvimento de competências gerenciais para aproveitar este mercado rentável e em crescimento constante” ressalta Ricardo Carneiro, vice-presidente de Franchising da Faculdade Inspirar.

O público-alvo do curso de formação em Gestão de Eventos Esportivos com enfoque em Corrida de Rua abrange professores e gestores de assessorias de corrida e academias, staffs e coordenadores de eventos, pessoas com interesse em marketing esportivo e negócios relacionados ao bem-estar e saúde.

Números

6 milhões de corredores é a estimativa do número de praticantes no Brasil

50% foi o crescimento de corredores entre 2012 e 2017

200% de aumento no quantidade de eventos feitos no Brasil

60 eventos por ano em Curitiba — você pode conferir algumas dessas provas entre janeiro e março aqui

R$ 1 bilhão é a projeção de movimentação na economia do país

 

 

Portico

A tecnologia nas corridas de rua

9 janeiro, 2018 às 10:00  |  por Vinicius Boreki

Identificação por Rádio Frequência ou tecnologia RFID é o mecanismo usado para controlar a passagem de corredores pelos pórticos e pontos de controle

Se você já correu com um relógio para corredores em vez de usar o celular, já percebeu como a tecnologia pode ajudar a ser um corredor melhor, tendo as informações sobre seu desempenho na hora em que quiser e de fácil acesso. Fato é que a tecnologia não está apenas nos tênis e nos dispositivos usados pelos corredores, mas nos conhecidos chips de corrida.

Empresas que trabalham na área de logística, por exemplo, utilizam a tecnologia RFID (Identificação por Rádio Frequência) para identificar produtos que entraram ou saíram do seu estoque, simplificando a logística das empresas.

A lógica é bastante simples: os itens são equipados com uma etiqueta eletrônica (composta por um microchip) e, nos pontos estratégicos, como a entrada e saída dos armazéns, instalam-se antenas para fazer a leitura.

Alguma semelhança com a corrida? Em vez de produtos, temos os corredores, que passam pelos pórticos de largada e de chegada e por alguns locais selecionados pelas organizações no meio da prova. Os chips colocados nos tênis são as etiquetas eletrônicas e os pórticos (e pontos de controle no meio da prova) são as antenas que realizam a leitura e confirmação dessas informações.

“Percebemos que, cada vez mais, empresas que atuam neste ramo estão interessadas nesse tipo de tecnologia. Trata-se de uma forma interessante para fidelizar os corredores, com informações precisas e rápidas do desempenho nas provas”, explica Jaime Peters Junior, um dos sócios da Bz Tech, empresa que atua na área de e-commerce de produtos de automação comercial.

As vantagens

Assim como nas empresas, o uso desse tipo de tecnologia em provas simplifica o trabalho das organizações em, ao menos, três frentes, de acordo com Peters Junior:

- Identificação automática dos corredores

- Segurança e controle das provas, confirmando que todos passaram pelos pontos de controle e pórticos

- Virtualização automática das informações para os servidores

Não à toa, atualmente, um corredor simplesmente conclui a prova e, em alguns casos, automaticamente recebe seu tempo e performance praticamente no mesmo instante por meio de aplicativos de mensagem.

 

Sergio

O que o seu sorriso tem a ver com a corrida?

19 dezembro, 2017 às 12:00  |  por Vinicius Boreki

Rotina de treinos, alimentação, sono… Muitas são as preocupações dos corredores, mas você sabia que a saúde bucal pode estar relacionada a tudo isso?

Um corredor amador se preocupa com vários detalhes de sua rotina: qual a alimentação adequada? Que tipo de treino deve realizar? Quantas horas por noite deve dormir? Essas são apenas alguns dos cuidados adotados para tentar o melhor desempenho possível na tão sonhada prova. Você sabia que aquela dor incômoda no quadril ou na pisada pode ser reflexo de sua saúde bucal?

Uma disfunção dos músculos temporomandibulares (ATM), por exemplo, costuma gerar dores nas costas e no pescoço e um desalinhamento postural, que pode reverter em uma sobrecarga das articulações, como quadril, joelhos e tornozelo. “Os estímulos dolorosos podem ser transmitidos entre os tecidos que envolvem os músculos e para os nervos, causando consequências em outras partes do corpo”, explica o dentista Sergio Correia, especialista em dentística restauradora e em periodontia.

Outro ponto mencionado por correia está relacionado ao sono. Muitas pessoas não sabem, mas sofrem com bruxismo – o ato de ranger os dentes –, que afeta não só a quantidade de horas dormidas, como também a qualidade. “Esse tipo de preocupação e cuidado, por vezes, é negligenciado pelos corredores por falta de informação. Por isso, há a importância de manter a saúde bucal em dia, com as consultas de rotina”, ressalta o profissional, cujo consultório está localizado no bairro Batel.

Bons hábitos

Assim como nos treinos de corrida, os hábitos de higiene diários costumam evitar uma série de problemas para as pessoas, em especial pequenos focos de infecções, que costumam tornar os atletas menos eficientes. A escovação diária adequada, somada ao uso do fio dental e do enxaguante bucal, costuma evitar uma série de problemas.

No entanto, é importante agendar, ao menos uma vez ao ano, uma consulta de rotina. Durante esse período, o profissional será capaz de perceber uma série de detalhes da sua boca, como o bruxismo, presença de infecções e a saúde da boca de uma forma mais global.

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Quiropraxia para corredores

12 dezembro, 2017 às 19:11  |  por Vinicius Boreki

Neste ano, descobri a quiropraxia por acaso e me apaixonei pelos benefícios gerados por essa prática e como ela beneficiou minha corrida

Na sexta-feira, véspera da maratona de Curitiba, marquei uma sessão com a quiropraxista Inajara Maciel, que nos atende desde o meio do ano. A ideia era só soltar os músculos da perna e das costas para estar na melhor forma possível para a prova. Depois de um ano de treinos intensos, fiquei gripado justamente na semana da prova e ela fez uma série de manobras para liberar os músculos no entorno do pulmão. Resultado: saí de lá com a respiração bem mais aliviada e tranquila e muito mais confiante de que iria terminar a prova bem, o que aconteceu de fato.

Na terça-feira seguinte, voltei para uma sessão de pós-prova, com dores no corpo, especialmente no quadril, e alguns incômodos musculares. Saí de lá, novamente, com a impressão de que poderia correr – algo que parecia impossível para alguém que sofria cada vez que olhava uma escada e pensava em descê-la (se você já ficou com aquela dor chata da corrida, sabe que descer escada é um verdadeiro tormento).

Nas consultas de rotina, depois de uma avaliação completa do paciente e de escutar os propósitos com o tratamento, a profissional sente, pelo toque, quando os músculos e nervos estão desalinhados, procurando a origem do problema.

“Após a queixa do paciente, vamos percebendo, com o toque, quando há algo de errado que pode ser ajustado. No caso de atletas, tanto amadores quanto profissionais, a técnica previne lesões e também melhora a performance. O curioso é que nem sempre a origem do problema está no foco da dor”, explica Inajara Maciel, que atende no bairro Portão.

O que é quiropraxia?

Em geral, as pessoas só buscam a quiropraxia quando estão com algum tipo de lesão, em especial na coluna. As estimativas do IBGE apontam que 27 milhões de brasileiros sofrem com dor nas costas. No entanto, a quiropraxia está longe de tratar apenas deste mal.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os tratamentos realizados pela técnica buscam equilibrar aspectos neuro-músculo-esquelético, por meio da manipulação manual (com os famosos estralos) ou por meio de equipamentos adotados pelo profissional, sem o uso de medicamentos ou o apoio de procedimentos cirúrgicos.

Os benefícios

O quiropraxista busca alinhar o corpo por meio de manobras. Por vezes, a dor sentida no quadril, por exemplo, não tem a ver com aquela região, mas com a falta de sintonia desta parte do corpo com as demais. A ideia é melhorar tanto a postura quanto a biomecânica de cada atleta, sendo possível até mesmo corrigir a pisada no caso dos corredores ou as joanetes!

Uma das técnicas mais conhecidas é o uso das fitas de kinésio (ou Kinesio Taping), que são coladas em partes estratégicas do corpo para propiciar estabilidade do músculo e da articulação. Ela pode ser usada tanto para prevenir lesões, como para otimização da performance, visando a melhora dos movimentos esportivos. Essa técnica foi desenvolvida pelo quiropraxista Kenzo Base, na década de 1970, no Japão, embora recentemente tenha se tornado comum também entre os fisioterapeutas.

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Durante a Copa do Mundo de 2014 – apesar do inesquecível 7 a 1 –, os atletas da seleção brasileira pediram à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que chamasse uma profissional. “É um trabalho excelente. Você sente o corpo mais equilibrado, tudo no lugar. Faz diferença quando se trata de alta performance”, afirmou, à época, o zagueiro Dante ao site da CBF.

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Os relatos do Dr. Drauzio te motivam a correr

5 dezembro, 2017 às 13:42  |  por Vinicius Boreki

Lançada em 2015, a obra mescla conhecimentos científicos, relatos de treinos e provas e a relação de Drauzio Varella com um esporte que pratica há mais de 20 anos, muito antes da democratização vivida nos dias atuais

Motivação para correr é algo muito pessoal, assim como os objetivos com o esporte. Algumas pessoas praticam pelo simples bem-estar gerado, enquanto outras visam derrubar desafios, seja uma maratona, uma meia maratona ou ser cada vez mais rápido em provas de 5 e 10 quilômetros. É curioso como cada pessoa tem uma relação com a corrida e nem sempre temos conhecimento disso.

Essa foi uma das razões pela qual recomendo o livro Correr – O Exercício, a Cidade e o Desafio da Maratona, do médico Drauzio Varella. A obra é uma daquelas experiências que vale a pena ser vivida por um corredor e para aqueles que pensam em se tornar adeptos deste democrático esporte.

Drauzio - Correr

De leitura rápida, simples e agradável, em 206 páginas, o livro mostra alguns dos desafios vividos pelo médico em seus mais de 20 anos de corrida pelo mundo – ele já concluiu algumas das principais maratonas, como Nova Iorque e Tóquio, por exemplo.

Em uma mescla entre relatos pessoais de treinos e provas, especialmente maratonas, com informações médicas e científicas sobre o ato de correr e seus impactos e riscos para o corpo, e até mesmo uma pesquisa sobre a verdadeira história da Maratona (aquela, que envolve a Grécia Antiga), o médico consegue deixar qualquer corredor muito à vontade com suas experiências e, ao mesmo tempo, motivá-los.

Alguns capítulos chamam a atenção, especialmente o momento em que Dr. Drauzio – vou tomar a liberdade de chamá-lo pelo nome e não pelo sobrenome – mostra como é a rotina de uma maratonista profissional. Seu volume de treinos, as dificuldades, a necessidade de abrir mão de tantas coisas, como vida social, férias, uma alimentação menos controlada. Ao conhecer esse cotidiano, garanto que você vai evitar de criticar qualquer atleta profissional – de qualquer esporte.

É preciso se identificar

Neste ano, durante a maratona de Curitiba, quando voltava pelo viaduto da Marechal Floriano, no quilômetro 32, havia algumas pessoas ao lado da pista. Uma delas falou: “Vamos, Vinicius!”, e a pessoa do lado brincou: “Olha a cara dele, ele tá bem! Grita para quem parece mais cansado”. E eu me convenci de que estava bem!

Mais tarde, quase no quilômetro 39, subíamos o viaduto do Capanema e uma menina foi extremamente hábil para se agachar e me entregar um geladinho, que é quase uma tradição naquele ponto da prova. Nessa hora, ao contrário do momento anterior, percebi que minha expressão não devia ser das melhores, mesmo que me sentisse bem, considerando que corria há quase quatro horas.

Meu relato é, de certa forma, próximo ao vivido pelo Dr. Drauzio em uma de suas maratonas:

“Naquele trecho, cada curva da estrada parecia trazer o fim da ladeira, impressão frustrada ao atingi-la e constatar que a subida se prolongava até a virada seguinte. Foram quatro ou cinco curvas assim, já não recordo. Só ficaram as memórias do esforço, do frescor da mata virgem ao lado, do sol e da ambulância que passou por mim, com um rapaz de branco sentado na parte traseira, de porta aberta: “Tudo bem com você?”. Respondi que sim, ele insistiu: “Tudo bem mesmo?”. Fiquei impressionado com a organização: uma ambulância para saber como estava cada corredor. No entanto, para minha surpresa, o carro seguiu sem perguntar nada a mais ninguém, até sumir de vista. Achei estranho”.