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Curar a si, para curar a todas.

23 agosto, 2017 às 15:58  |  por Rafaelle Mendes

Eu não sei como foi para vocês, mas para mim a chegada dos 35 veio com os dois pés no peito. Tanto das coisas boas, quanto das não tão boas assim. E como um presente de aniversário, o universo me deu uma oportunidade que não aparece todo dia. E é sobre ela que vou contar um pouquinho aqui.

“Um mergulho no coração de quem se é”. É com essa frase que o Florescer da Curandeira faz o seu chamado para participação das mulheres que acessam seu site, e suas redes sociais. E, antes que qualquer desavisado se pronuncie, curandeira aqui não tem o mesmo significado do dicionário: Indivíduo que se propõe curar doenças pela prática, sem curso de habilitação; charlatão em medicina, aliás, passa longe disso.

É exatamente o extremo oposto. Babi Surati Kiliam Farah, terapeuta corporal, especialista em análise reichiana e análise bioenergética, é a criadora do Florescer da Curandeira, e explica que a escolha da palavra curandeira se deu primeiro para desmistificar e tirar o estigma desse significado, já que etimologicamente a palavra remete à cura. E segundo porque, para ela, o real significado da curandeira é “aquela que cura a si mesmo antes de mais nada, e com a ressonância de sua própria cura, compartilha e auxilia a cura de quem a rodeia”.

Isso é ao que se propõe o Florescer da Curandeira, uma vivência de autoconhecimento, de cura, união do sagrado feminino e formação de condutoras de Círculos de Cura. Babi explica que, “nosso corpo é o primeiro sistema que temos e, como um sistema, armazena todos os acontecimentos da vida”. Segundo ela, essa memória do corpo atua mais no nosso dia a dia do que a memória da mente, muito mais forte​mente​ do que as pessoas se dão conta. E “enquanto não se reconhece em si as coisas que incomodam, elas vão continuar voltando. Mudam os cenários, os personagens, mas o enredo vai ser o mesmo até que se olhe de frente pra ele. O único lugar que existe pra gente ir é para dentro.”

Então,​ o caminho para que se possa acessar esse sistema a fim de reparar e reprogramar é sair da zona de conforto, pois “olhar pra dentro nem sempre é um exercício fácil, nem sempre é bonito, mas sempre é fortalecedor. Ao fazer isso, as pessoas conseguem sair do sonho e partir para a realização. E com esse aterramento, vem a força, vem a estrutura para se realizar o que se quer, para vida e para si mesma”, esclarece Babi.

Para a participante da última formação que finalizou em julho deste ano, Etiene Spack, o Florescer da Curandeira foi um enorme aprendizado desde a hora em que decidiu se inscrever. “Eu estava numa fase da vida em que já não acreditava em muita coisa e precisava de ajuda.”, desabafa rindo. Quando viu o vídeo, diz que não pensou muito e se inscreveu, mesmo sem fazer ideia do que era aquilo. “Sempre fui uma pessoa muito fechada e tímida. Mas, com o Florescer consegui me libertar de muitas coisas. Consegui me reconhecer, me encontrar, me tranquilizar, perder muitos medos, e principalmente em me sentir muito bem comigo mesma e quando estou em grupo”, ressalta.

As ferramentas utilizadas pela terapeuta vão desde técnicas e dinâmicas da psicologia corporal, até medicinas indígenas, como o rapé – também conhecido como Sopro Sagrado, é uma medicina muito especial, feita de tabaco moído junto com cinzas de determinadas árvores e/ou plantas. É usado por povos de várias tradições indígenas tais como Yawanawá, Kaxinawás, povos do Equador e Colômbia. Promove bem-estar, podendo trazer muitas curas, limpeza, conexão. – e o temazcal – é uma das cerimônias ameríndias mais antigas de que temos conhecimento, que simboliza o retorno à origem, representado pelo regresso ao ventre da Mãe Terra, para um processo de purificação e renascimento.

Outro propósito da vivência é fortalecer o laço entre as mulheres, curar e aprofundar-se no Sagrado Feminino, fazendo o exercício de reconexão com esta irmandade, de beleza e encantamento, de vida, de mergulhar no próprio coração e no coração de todas as coisas. “Um convite para nos olharmos a partir de novas perspectivas, e assim, também podermos ampliar esta visão para o todo” diz sua criadora.

Sobre essa reconexão e reencontro com outras mulheres, Etiene é categórica: “o apoio das mulheres também foi algo maravilhoso na minha vida. Outra grande mudança​ é que antes só andava em grupos de homens. Aceitei e acolhi a mulher em mim e a minha volta. E tudo mudou na minha vida de uma maneira linda. Saí do Florescer querendo que outras mulheres pudessem sentir tudo isso. Querendo ajudar, dar forças e carinho pra que esse Florescer chegue no coração de muita gente”, conclui.

Em sua 4ª edição, que tem início no próximo dia 1º de setembro, o Florescer da Curandeira é dividido em quatro módulos, que acontecem uma vez ao mês, durante uma imersão de três dias em um sitio da região metropolitana de Curitiba e tem inscrições abertas até o próximo dia 20 de agosto, pelo endereço: www.cirandadascurandeiras.com.​

PS: Prometo que volto aqui contar como foi! Até.

 

A família que teve coragem de se mudar de Curitiba por causa do tempo ruim

6 abril, 2015 às 22:49  |  por Josianne Ritz

Passei os últimos três fins de semana em hospitais com meu caçula de 2 anos. O mesmo périplo que cumpro há 15 anos, quando minha filha mais velha nasceu. Quando o Outono chega, e as variações de temperatura de Curitiba castigam os pequenos, médios, crianças, jovens, idosos. No mesmo período, observei oito entre 10 mães da timeline do Twitter e no Facebook passando sufoco com as crianças, a maioria com doenças respiratórias, como bronquite e pneumonia.

Então me lembrei da minha professora amada de dança,  que há quase 20 anos teve a coragem de fazer o que as mães e pais de Curitiba ensaiam: ela se mudou da cidade porque o tempo fazia muito mal aos seus filhos pequenos. Pepita Liparotti, o marido, João Roberto, e os filhos pequenos Thábata e Renan deixaram o tempo louco de Curitiba e se mudaram para Natal, no Nordeste, em agosto de 1997. Para encorajar, ou não, pais e mães, resolvi conversar com eles para relembrar os passos e saber se hoje ainda acham que tomaram a decisão certa.

“Um dos motivos da mudança foi a asma de Renan que era crônica e dependia de cinco medicações em alguns momentos mais críticos, mas Thábata também tinha crise,s só que agudas e fortes, Pepita sofria de rinite e eu tinha reações alérgicas de pele com o frio. A somatória destes motivos nos levou a procurar a mudança, principalmente depois que moramos durante três meses entre Parati e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro,  num inverno-primavera e nos sentimos todos melhores”, lembra 

A menor variação de temperatura, o clima mais ameno fez a família aos poucos diminuir de medicamentos de uso contínuo, principalmente os remédios com corticóide de Renan que usava corticoterapia. Todos melhoram de suas alergias.

João e Pepita dizem que não se arrependem da mudança e recomendam, apesar de toda a logística que envolve uma mudança do Sul para o Nordeste. “Existem dificuldades nas adaptações das crianças nas escolas, a distância da família, mas somos privilegiados pois como servidor público federal e docente do ensino superior tive oportunidade de concursos e transferência”, conta João. Pepita que tinha uma academia de dança em Curitiba, recomeçou o seu trabalho de professora lá e se sente realizada também. Os dois lembram que opiniões contrárias à mudança não faltaram. “Mas estudamos a situação e decidimos de forma consciente e entendendo que amor é parceria. Se era para tentar melhorar para uma vida mais saudável dos nossos queridos filhos (e nossa também!), assim o fizemos. Tem gente que nos questiona até hoje!”, diz João.

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Animal não é presente de Natal

12 dezembro, 2014 às 16:11  |  por Melissa Sabo

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Faz algum tempo penso neste post. Até porque sou veterinária, antes de ser mãe.

Quando resolvi ter filhos eu já tinha 4 cachorros (porte grande) e 3 gatos.

Claro que quando o Francisco nasceu eu criei aquela imagem de filme de comédia romântica com ele numa canga no jardim, iluminado pelo sol e a bicharada toda em volta tranqüilamente.
Não é bem assim que acontece, qdo ele era pqno não gostava muito dos cachorros, pq os caninos lambiam o rostinho dele e ele não gostava.
Decepção total para a mãe veterinária. Ele não tinha medo, não chorava, só os evitava. Em compensação um dos gatos virou o melhor amigo do meu bb. Claro que no início tomei alguns cuidados, como deixar a porta fechada do quarto quando ele estava dormindo, mas depois que ele estava mais pesado que o gato deixava os dois compartilhando o berço.
Um dos segredos para a adaptação dos animais depois que vc chega com um pacotinho novo em casa é fazer que o animal entenda que ele não perderá seu espaço, seus donos, suas brincadeiras, ou seja, tente incorporar a vida do bebê a vida do seu pet e não ao contrário, isso é bom pra todos.
Ah!  E quando algum obstetra disser pra vc se livrar dos seus bichinhos de estimação por causa da gravidez, troque rapidamente de médico. A tão temida toxoplasmose pode ser mais facilmente transmitida através de uma salada mal lavada de um restaurante chic do que do seu doce bichano que vive somente dentro do seu apartamento. Por isso quando ficar grávida, leve seus bichinhos no veterinário e faça uma consultoria com ele.
Agora se vc não tem um pet e quer pq quer formar a família Doriana completa, pense bem, pondere vários aspectos.
Primeiro. Vc quer ter um gato ou um cachorro? Do que vc mais gosta? Qual personalidade combina mais com a sua família? Vcs viajam muito?
Gatos são mais independentes, mais fáceis de lidar na questão de limpeza, podem ficar alguns dias sozinhos. Entre os felinos tb tem uma variação menor de personalidade, com exceção do siamês que são estricnados e amam escalar cortinas……
Também abandone o pensamento que os gatos adotam a casa, que são traiçoeiros e causam alergia. Tudo mito, quase da idade média!
Se vc for escolher um cão, pense na raça, pesquise a personalidade da raça, as característica, os cuidados com pêlo, pelagem e alimentação e as possíveis doenças que cada raça é propensa. Agora se optar por um vira latas, dê preferência em adotar um adulto, pois um filhotinho de vira é uma caixinha de surpresas, como não sabemos quais raças estão ali misturadas, dificilmente saberemos a personalidade que o pqno dog terá, assim como tamanho e outras cositas mas!
Outra coisa muito importante!!! Qual a idade do seu filho? A interação com animais rola melhor a partir dos 6 anos. Eles tomaram mais cuidado e vão interagir melhor. Se seu filho for muito pqno de preferência a animais de médio porte, pois são mais resistentes aos carinhos de nossos pqnos humanos. Já vi crianças derrubarem filhotinhos do colo e estes morrerem ou ficarem sequelados com a queda.
Enfim, e nunca, nunca esqueça. Um animal não pode ser presente de Natal, ou de aniversário, pq ele não se enquadra ao mundo dos objetos, eles precisam de atenção, cuidados, carinho, eles possuem personalidade, humor e amor!!!!

Cardiopatias congênitas

23 março, 2014 às 20:26  |  por Lilian Alves

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Cardiopatias congênitas são más formações cardíacas que ocorrem ainda no útero materno – mesmo que descobertas só mais tarde. Pois bem, nascem no mundo, aproximadamente, 130 milhões de bebês com cardiopatias congênitas por ano. No Brasil, a média fica na casa dos 24 mil. Pode parecer pouco para alguns, tendo em vista o número total de nascidos vivos, mas a incidência é mais comum do que possamos imaginar. E a parte mais triste é que segundo um estudo apresentado no 38º Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, 62% dos bebês que nascem no Brasil não recebem atendimento. Os dados mostram que existem apenas 495 médicos que atuam sobre algum tipo de cardiopatia congênita. E desses, somente 5,6% trabalham exclusivamente com cirurgias de cardiopatias congênitas.

Fica evidente que estamos muito aquém do ideal em hospitais e médicos especializados, mas a falta de informação também é um grande obstáculo. O diagnóstico precoce e correto é muito importante. Precisamos estar alertas sobre os fatores de risco relacionados aos defeitos no coração. A mortalidade decorrente das cardiopatias congênitas seria drasticamente reduzida se todos os cuidados pré e pós natais fossem devidamente realizados. Há chances reais de cura e correções para os mais complexos defeitos nas estruturas do coração. E eu tenho um exemplo: o Lucca!

Durante o Ecodoppler (exame que permite analisar o fluxo de sangue que circula nas veias e artérias) realizado no final da minha gestação, o médico detectou que o Lucca tinha uma pequena comunicação interatrial, mas que ela provavelmente fecharia até o nascimento – contudo- ela não fechou. Realizamos exames mais precisos e recebemos o diagnóstico que ele tinha na verdade um DSAV (Defeito do Septo Atrioventricular, que leva ao aumento de fluxo sanguíneo para os pulmões em graduação proporcional ao tamanho do defeito, ou seja, quanto mais acentuado maior a repercussão pulmonar). E, a não ser por um milagre, seria preciso operar. Rezei muito, a ideia de abrir o peitinho do meu pequeno me aterrorizava. Mas não teve jeito, a comunicação aumentou e com 7 meses chegou nosso prazo máximo. Em busca do melhor que eu poderia fazer, fui para São Paulo consultá-lo com o Dr. Carlos Pedra (médico referência em cirurgias de comunicação interatrial por cateterismo) que me apresentou ao Dr. Marcelo Jatene já que o caso do Lucca era mais complexo. Dr. Jatene é conhecido como o “consertador de coraçãozinhos” e enquanto eu esperava a consulta, parei para observar as paredes de seu consultório preenchidas com fotos de muitas crianças que já tiveram seu coração “consertado”.  Uma forte percepção de que eu não estava sozinha me invadiu, tive a certeza de que muitas (muitas mesmo) pessoas passavam por aquilo e por situações até mais graves, e eram capazes de superar. Decidi então que eu também seria forte, também superaria. Afinal, acho que mãe é feita pra isso mesmo… superar! Marcamos a cirurgia e nos mudamos temporariamente para o HCor (Hospital do Coração de São Paulo), assinei todos os papeis e entreguei meu filho para Deus. Foram 8 horas –intermináveis- de cirurgia até o momento em que o Dr. Marcelo Jatene me chamou para dizer que ele precisou de uma transfusão de sangue, mas que o objetivo da cirurgia tinha sido alcançado e em breve eu poderia vê-lo. Me preparei psicologicamente, precisava mais uma vez ser forte, entrar na U.T.I. e encontrar meu pequeno vencedor. E lá estava ele! Eu não sabia que cabiam tantos tubos em um bebê tão pequeno… aparelhos apitavam, enfermeiras iam e vinham com medicamentos, fisioterapeutas aspiravam suas vias aéreas três vezes ao dia, médicos examinavam e às vezes a enfermeira chefe pedia para eu me retirar pois eles fariam algum “procedimento” forte demais para eu assistir. E esse era o único momento em que eu me afastava dele. Durante os 10 dias que ele ficou na U.T.I. eu passava a maior parte do tempo acordada e o tempo todo do lado dele, não sei, mas o sono não vinha, era emocionante observar ele superando e sobrevivendo a tudo. Ele dormiu por dois dias seguidos -efeito dos remédios- e quando enfim acordou: olhou pra mim e sorriu. Sim, ele sorriu! Com todos aqueles tubos, com seus braços e pernas amarrados, com dreno, com uma cicatriz para cuidar e com as costelas fechadas por ganchinhos de arame, ele sorriu. E eu só sabia agradecer por ser mãe daquele ser iluminado, por ter a oportunidade de estar em um bom hospital, com enfermeiras e médicos competentes.

Situações como essa nos fazem perceber que somos capazes de coisas que nem imaginamos. Portanto, mamães que estão passando por situações semelhantes: tenham fé!

Como diria Bertold Brecht:

“Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis.”

 

  • Gravidinhas: não deixem de fazer o Ecocardiograma fetal, por volta das 20 semanas, e exijam o teste do coraçãozinho na maternidade, ele atua como ferramenta de rastreio, e pode salvar a vida de bebês cardiopatas. Claro que não desejamos isso para nossos pequenos, mas como mães preparadas temos que estar sempre a frente, portanto, vamos utilizar uma de nossas armas mais poderosas: a informação!

Beijinhos ♥

Bendita bandagem elástica

21 janeiro, 2014 às 10:25  |  por Lilian Alves

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É só eu sair na rua com o Lucca que muitas pessoas se incomodam com as “fitinhas” no rosto dele. Já me pararam algumas vezes pra perguntar como foi que ele bateu o rosto pra estar com tantos “curativos”.  Na verdade são as benditas fitas de bandagem elástica. Essas fitinhas surgiram no Japão em 1970 e há pouco tempo chegaram aqui no Brasil, onde têm sido usadas em vários segmentos através de seu “poder” nas diversas funções dos músculos, como contração, controle da circulação sanguínea e da temperatura corporal.

O Lucca nasceu com a língua hipotônica, ou seja, não tinha muito controle sobre a linguinha e ela acabava ficando pra fora da boca. Por isso, desde os três meses ele faz fono, e foi ela (Fga. Erika Campos) que nos apresentou a bandagem.

Funciona assim: uma vez por semana, após a terapia, a fono coloca as fitinhas em três pontos do rosto dele, elas pressionam os músculos faciais de tal forma que acabam “forçando” – sem machucar- a boca a ficar fechada. O Lucca fica em média um ou dois dias com elas (depois ele arranca… rs) mas é tempo suficiente para os músculos entenderem o recado. Hoje colocamos as fitinhas esporadicamente, e ele tem ficado com a língua sempre pra dentro. Tratamento que dá certo vale a pena ser compartilhado!

Mamães que têm filhos hipotônicos: vale a pena conhecer os benefícios da fita de bandagem elástica, elas podem ajudar em todos os músculos do corpo. E mamães que não têm filhos hipotônicos: quando virem uma criança com essas fitinhas coloridas, já sabem, né? Não é machucado. Rs

Beijinhos!