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Escovar os dentes sem Pasta?

27 junho, 2014 às 06:29  |  por Dr. Bruno Brites

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O futuro da higiene bucal pode ser solar. Pelo menos é o que pretendem pesquisadores da Universidade de Saskatchewan, no Canadá, que criaram uma escova de dentes capaz de realizar toda a limpeza oral usando apenas a energia do sol.

As escovas Soladey dispensam pasta de dente porque funcionam através de uma barra de titânio sensível à luz que se localiza no cabo da escova. Quando exposta à luz (natural ou artificial), ela libera íons que, ao se misturarem com a saliva, produzem uma reação química capaz de neutralizar a placa bacteriana.

A saliva atua como ingrediente natural e não-abrasivo de limpeza e quanto mais forte for a fonte de luz mais eficaz é a utilização da escova. Segundo os criadores, Soladey tira até mesmo o amarelado causado pelo cigarro. O aprelho é fabricado pela empresa japonesa Shiken e precisa da mesma quantidade de luz que uma calculadora comum para funcionar.

Além de natural, a higiene oral também torna-se mais econômica. Para aqueles que acham difícil deixar para trás a pasta de dentes, os cientistas recomendam quantidades muito pequenas. Por enquanto, a escova de energia solar está em fase de testes de testes com 120 jovens.

O objetivo é certificar-se dos resultados oferecidos pela escova em comparação com um modelo comum aplicado para escovação tradicional.”

Muito Cuidado sobre isto, não podemos nos esquecer que  a pasta de dente é imprescindível para aumento do Flúor na boca, para manter o ph em ordem. Além de detergentes e e substâncias terapêuticas e preventivas,

Nada melhor que uma boa escovação com uma cabeça de cerda macia ou extra macia e cabeça pequena.

Halitose

2 junho, 2014 às 11:50  |  por Dr. Bruno Brites

Sua gengiva sangra com a escovação e o uso do fio dental? Fique atento a isso e procure seu dentista para um exame periodontal (tecidos que sustentam o dente na boca, como gengiva, ligamentos e osso). O sangramento nestas condições já é um sinal de inflamação gengival (doença periodontal) e está relacionada, na maioria das vezes, a uma má técnica de higiene oral. Um grande número de pessoas pensa que foi a escova ou o fio que machucou e por isso vai adquirindo uma técnica de higiene cada vez mais deficiente e, desta forma, aumentando o número de bactérias que estão nas áreas próximas da gengiva ou mesmo sub-gengivais.

A doença periodontal é uma das afecções bucais mais freqüentemente encontrada no dia a dia nas clínicas odontológicas. Tem uma prevalência muito alta ainda e é resultante da ação de bactérias periodontopatogênicas presentes no biofilme dental próximo à margem gengival que não são removidas adequadamente na higiene bucal diária. Acomete de maneira reversível, ou seja, ao se remover a causa, a saúde é restabelecida sem perdas teciduais – gengivite. Já a forma irreversível da doença, denominada de periodontite, causa perda de inserção progressiva, incluindo destruição do ligamento periodontal e suporte ósseo alveolar com conseqüente formação de bolsa periodontal. Esta segunda forma da doença aumenta os mediadores pro – inflamatórios locais e sistêmicos que podem influenciar na severidade da doença periodontal e interferir também em outras doenças crônicas sistêmicas, como a diabetes mellitus, por exemplo. O fumo e o estresse, como fatores de risco ambientais, podem também modificar o curso e a severidade da doença periodontal (estes dois também causam halitose, lembram?).

Vários estudos nacionais e internacionais têm evidenciado que a doença periodontal pode influenciar a ocorrência e a severidade de outras doenças sistêmicas também, incluindo alterações cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais e parto prematuro

Mas o que a doença periodontal tem em comum com a halitose?

Como já foi mencionada em outros artigos aqui postados, a halitose tem sua origem em aproximadamente 90% dos casos na boca. Os compostos sulfurados voláteis(CSV), que são os principais gases responsáveis pelo mau hálito, resultam da degradação de proteínas salivares, restos alimentares, leucócitos presentes na bolsa periodontal e, principalmente, das células epiteliais descamadas da mucosa bucal, pela ação de bactérias proteolíticas anaeróbicas Gram-negativas. Estudos mostram que a presença dos CSV pode ser mais um fator de risco para a doença periodontal. Por quê? Eles podem promover alterações teciduais, pois são altamente tóxicos aos tecidos periodontais, causando redução de colágeno nos fibroblastos gengivais, morte celular e diminuição da concentração de células responsáveis pela formação óssea (osteoblastos), conseqüentemente aumentando a taxa de reabsorção óssea pela ativação das células responsáveis pela reabsorção (osteoclastos) (RATCLIFF, JOHNSON, 1999; MORITA; WANG, 2001; IMAI et al, 2009; LI et al, 2010).

Já sabemos que a doença periodontal é uma das causas da halitose, mas agora queremos enfatizar que o tratamento periodontal não se restringe somente aos procedimentos direcionados ao periodonto, mas temos que ter uma visão sistêmica e saber tratar a halitose na sua diversidade de causas que alimentam a produção desses gases responsáveis pelo mau odor e pelo agravamento das doenças periodontais.

Endocardite Bacteriana! A relação entre Boca e Coração.

22 março, 2014 às 10:01  |  por Dr. Bruno Brites

A Endocardite Infecciosa (EI) é uma doença comum, que causa alto índice de mortalidade. Trata-se de uma infecção da parede interna do coração ou das válvulas do coração e uma de suas causas é a má conservação dos dentes.

Seguindo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), a doença é responsável por uma alta morbidade e por significativas taxas de mortalidade. Em torno de 20% dos doentes não sobrevivem. Porém, quando a endocardite bacteriana tem foco dentário ela chega a ser responsável por cerca de 10% dos casos de morte, de vítimas de doenças no coração, em todo o mundo.Para quem ainda não conhece, a endocardite é o nome dado às afecções, infecciosas ou não, do endocárdio, camada interna do coração da qual fazem parte as válvulas cardíacas. O comprometimento da saúde bucal está diretamente associado à endocardite infecciosa. A doença afeta o coração com rapidez e pode comprometer as funções vitais, exigindo uma internação prolongada.

O coração humano é constituído de quatro câmaras (dois átrios e dois ventrículos). Os átrios são responsáveis por mandar sangue, que vem dos pulmões, ou do restante do corpo, para os ventrículos, enquanto os ventrículos mandam o sangue para os pulmões ou para o restante do corpo. O sangue que vai para os pulmões é o que será oxigenado e, para o restante do organismo, o sangue vai cheio de nutrientes e de oxigênio, mantendo seu funcionamento.

 

A boca é a maior cavidade do corpo em contato com o mundo exterior. Porta de entrada do tubo digestivo e auxiliar da respiração. Por suas características e funções, a boca é um ninho de bactérias. Em apenas um mililitro de saliva pululam 150 milhões de bactérias. Quando o equilíbrio entre essas bactérias se quebra podem surgir o que dentistas e médicos chamam de doenças periodontais (gengivite e periodontite), inflamações na gengiva ou no tecido que une os dentes ao osso. Em suas formas mais graves, elas contribuem para o desenvolvimento de distúrbios cardíacos. De cada dez brasileiros, nove sofrem em algum grau desse tipo de afecção. Na maioria dos casos, ela decorre de uma higiene bucal inadequada e da falta de visitas periódicas ao dentista.

As implicações da gengivite e da periodontite seguem basicamente o seguinte caminho: inflamados, os tecidos se tornam irritáveis e sangram durante a mastigação, pela ação da escova de dentes ou do fio dental. Essa hemorragia, por sua vez, possibilita que os micróbios que desencadearam o processo entrem na corrente sanguínea e cheguem a outras partes do organismo. É relativamente fácil que isso aconteça porque a gengiva e o periodonto têm irrigação sanguínea abundante. Por este motivo, a endocardite bacteriana está mais presentes em vítimas de doença periodontal. Para evitar esse mal as sociedades americanas de cardiologia e odontologia estabelecem que, antes de se submeter a uma cirurgia na boca, todo paciente propenso a ter uma endocardite bacteriana deve tomar, uma hora antes, uma dose de antibióticos. O objetivo é evitar os riscos de infecção durante a operação.

90% dos brasileiros sofrem de algum grau de doença periodontal, inflamações na gengiva ou no tecido que une o dente ao osso
- 1 mililitro de saliva contém 150 milhões de bactérias
- 1 grama de placa bacteriana abriga 100 bilhões de micróbios
- O risco de problemas cardíacos é 25% maior entre pacientes com doença periodontal

Causa

A causa da endocardite bacteriana é a presença de agentes infecciosos no sangue, que pode decorrer de uma atividade normal, como espremer uma espinha ou escovar os dentes, o diagnóstico se faz por métodos de ecocardiografia, e pela demonstração de infecção sanguínea, através de hemocultura, a demonstração de bactérias livres no sangue.
Tratamento:
O tratamento visa controlar a infecção e a correção do fator que predispôs a endocardite. São longos tratamentos, com muitas semanas de internação hospitalar, com uso de um grande número de medicamentos, inclusive antibióticos, e muitas vezes necessitando de cirurgia cardíaca.

Sintomas

Febre de longa duração, suores noturnos persistentes, baço aumentado de volume, alterações cardíacas ou agravamento súbito de uma doença cardíaca previamente existente.

Por isso fiquem atento, a qualquer sinal de doença, procurem o dentista.

Esse post serve para alertar nossos queridos pacientes e leitores, para que a manutenção de 6 em 6 meses ou de 4 em 4 meses seja realizada por profissionais capacitados

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Dr. Bruno Brites

CEOPAR

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Implantes Dentários: Verdades e Mitos

18 fevereiro, 2014 às 04:56  |  por Dr. Bruno Brites

Todos os dias em nossa clínica recebemos pacientes com a intenção de realizar implantes dentários, a maioria, por ter acesso a informação, sendo via internet ou qualquer outro meio de comunicação, já sabe um pouco de como funciona essa especialidade, porém algumas coisas precisam ser esclarecidas para um melhor entendimento de todos.

Atualmente temos implantes nacionais e importados  que se assemelham e muito a qualidade. Portanto aquela pergunta que sempre me fazem, já cai em terra. ” Mas o importado não é melhor?” A resposta é simples, “Não, nem sempre”. Temos implantes nacionais com tecnologia tão avançada quanto os importados. A vantagem de um implante nacional de qualidade é o atendimento que a fábrica lhe dá e a rapidez em que ele podem lhe fornecer ou repor peças.

Outra pergunta frequente é relacionada a rejeição do implante. Nunca foi diagnosticado nem descoberto nenhum caso de rejeição ao titânio encontrado nos implantes, o que existe é a má indicação do mesmo, que resulta em casos de infecção, perda óssea, inflamação dos tecidos ao redor do implante, o que pode acarretar a perda do mesmo.

Então, quais são os pacientes que não são indicados para o implante dentário? Pacientes que não possuem quantidade óssea necessária( avaliada por exames de imagem e exame clínico), pacientes com doenças sistêmicas, pacientes com dificuldades de coagulação e homeostase, pacientes que utilizam medicamentos a base de alendronato. Ainda existem fatores que são considerados de risco para o sucesso dos mesmos como tabagismo severo, excesso de álcool, diabetes não controlada.

Nos casos de falta de osso, a enxertia surge como uma alternativa para positiva para a reposição do que falta, seja por meio de enxerto do próprio paciente ou com biomateriais que podem induzir a formação óssea.

Como ocorre a aderência do implante ao osso? Através da osteointegração, processo no qual o organismo reconhece o titanio do implante como parte do organismo e acaba por envolver as espiras do implante com osso e assim cria uma conexão rígida entre implante e osso do paciente. Uma vez bem instalado e bem cuidado o implante e a prótese sobre o mesmo, a duração dele não tem data. Antigamente era recomendado um tempo de 4 meses para mandíbula e 6 meses para maxila, porém com o avanço das técnicas, esse tempo já é diminuído e o paciente já sai da consulta com um provisório e dependendo do implante em poucos meses, já coloca a coroa definitiva.

Implantes sem cortes e cirurgia guiada: É uma técnica, na qual implantes são realizados sem a necessidade de cortes, assim diminuindo o tempo cirúrgico e possível dor pós-operatória, lembrando que esse tipo de cirurgia, precisa ser avaliada e tem uma indicação correta, pois os sucesso depende da quantidade óssea do paciente.

Qual o melhor implante para se utilizar? Atualmente, existem dois tipos de implantes que são mais utilizados. Os implantes de plataforma Hexágono Externo( utilizados desde 1964) e os implantes Cone Morse. Os implantes de plataforma hexágono externo foram durante anos a melhor alternativa para todos os casos de implantes, na verdade, ainda são indicados em casos de protocolos( quando o paciente não possui nenhum dente e é colocada uma dentadura fixa sobre os mesmos). Com o avanço dos recursos e tecnologias, hoje temos os implantes Cone Morse, que nada mais são do que uma “solda fria”. Ao invés do componente ou da prótese sair direto da “cabeça” do implante, como é no hexágono, no cone morse, sempre é colocado um componente protético que melhora o perfil ósseo, gengival e estético.

Cada caso é um caso na implantodontia, porém com as tecnologias que temos no mercado hoje, dificilmente um paciente ficará descoberto de tratamento.IMAGES_0007529_1 IMG_0054 implante-dentario-parafuso-e1305943438325 implantes

Reabilitação Oral: Mitos e Verdades!

29 janeiro, 2014 às 09:50  |  por Dr. Bruno Brites

A reabilitação oral representa o maior desafio da odontologia moderna, pois sua finalidade é restabelecer uma nova  oclusão (forma como os dentes se tocam e encaixam uns nos outros). Trata-se de uma área de grande abrangência que reunirá todas as especialidades odontológicas para que os todos os detalhes sejam observados atenção.

Cada caso envolve o planejamento multidisciplinar, onde todas as necessidades são traçadas pela equipe. Na maioria dos casos, o planejamento é realizado unindo várias informações obtidas no exame clínico, na expectativa inicial do paciente e no diagnóstico  do modelo de gesso que é uma réplica da situação inicial do paciente. Trabalhamos em cima dessa boca em gesso fazendo uma simulação do tratamento em cera que funciona de forma parecida com um projeto arquitetônico onde é simulado o sorriso inicial para aquele paciente.

A consulta inicial é considerada a limpeza da casa (quando necessário), onde os trabalhos inadequados são removidos, as cáries são limpas e são instalados dentes provisórios confeccionados de acordo com o enceramento inicial.

Após os provisórios começamos a trabalhar com a fundação da construção da boca que são as especialidades de apoio: canais necessários, tratamento periodontal, confecção de pinos metálicos nas raízes, enxertos ósseos (quando necessário), implantes nas regiões sem dentes ou nas regiões com indicação de extração de dentes.

Após a fundação do trabalho estar adequadamente saudável e estruturada, o paciente é moldado, fotografado, selecionada a cor dos dentes com iluminação adequada e todas essas informações são enviadas ao ceramista para que os dentes sejam criados de forma natural devolvendo a estética e a função mastigatória

Uma reabilitação pode ser feita da seguinte forma:

- Em cima dos seus próprios dentes

Na ausência deles podera ser feita com:

- Instalação de implantes

- Proteses parciais removiveis

- Protese total (dentadura)

- Com instalação de aparelho ortodôntico

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A importância do Sorriso

19 outubro, 2013 às 09:18  |  por Dr. Bruno Brites

Em uma pesquisa feita há cerca de um ano, entre diferentes pessoas, países e culturas, foi constatado que 47% das pessoas reparam primeiramente no sorriso das outras, ao invés de olhos, cabelos, roupas…. Com isso, a Colgate, resolveu fazer um “teste” com seus consumidores.

Nas 3 fotos que seguem da propaganda, o que mais chama a atenção é a sujeira nos dentes dos modelos. Após uma analise minuciosa, pode-se constatar que na primeira foto a senhora apresenta um dedo a mais que o normal.

Já na segunda foto, um braço “fantasma” aparace abraçando o homem que está com o dente sujo

E na terceira foto, o modelo não apresenta uma orelha…..

Lógico que depois que lrmos e prestarmos atenção nas imagens, tudo fica mais claro…. Mas inicialmente, o que mais lhe chamou a atenção?

Por isso cuide sempre de seu Sorriso!

A equipe do CEOPAR estará sempre disponível para os atender e oferecer o melhor tratamento possível

www.ceoparana.com.br

41 3338-7029

Pay attention!!

Sabe o que você está bebendo?

26 fevereiro, 2013 às 11:22  |  por Dr. Anderson Kovaleski
Todos os dias converso com meus pacientes e tenho uma preocupação cada vez maior em cultivar hábitos de saúde bucal e orientá-los em relação às erosões dentárias. Percebi que, nos últimos anos, meus pacientes estão mais ativos. Academia de ginástica e musculação, corrida de rua, natação, bicicleta, artes marciais, enfim, atividades físicas que exigem um grande esforço do organismo. Para repor a energia, muitos utilizam bebidas energéticas e que repõem os sais minerais. Normalmente, estas bebidas são carbonadas. 
 
 
Um estudo comparando a Coca-Cola Classic, Diet Coke, bebida esportiva Gatorade, Red Bull bebida de alta energia, e água da torneira (controle) e seus respectivos potenciais erosivos no esmalte dos dentes, mostrou  que todas as bebidas testadas exibem um efeito significativamente erosivo no esmalte dental exibindo dissolução da superfície na seguinte ordem: Red Bull> Gatorade> Coca-Cola Classic> Diet Coke. Outros estudos avalairam até a água com gás e notaram desmineralização do esmalte.
 
Portanto, o consumo excessivo de bebida carbonadas deve ser avaliado e drasticamente reduzido nas pessoas que apresentam uma predisposição à erosão dentária. A minha orientação é a de avaliar a sua susceptibilidade e o que você está consumindo para obtermos o melhor caminho de uma saúde plena.
 
Fonte:
Departamento de Odontologia Restauradora, da Universidade de Tennessee, Faculdade de Odontologia, 875 Union Avenue, Memphis, TN 38163, EUA. bowens@utmem.edu J Dent Pract Contemp. 2007 Nov 1; 8 (7) :11-20.

Foto; http://biomedicaloptics.spiedigitallibrary.org/article.aspx?articleid=1167082

Detector de câncer bucal

18 fevereiro, 2013 às 10:45  |  por Dr. Anderson Kovaleski

Infelizmente, todos nós sabemos que os casos de câncer aumentaram muito nos últimos anos e os que índices estatísticos continuam fazendo uma prospecção de crescimento da doença. Por isso, nos exames de rotina do consultório odontológico, é sempre interessante avaliarmos não só os dentes e suas estruturas de suporte, mas também todas as áreas dentro e fora da boca, incluindo: bochechas, assoalho de língua, fundo da garganta, lábios, articulação, musculatura, glândulas e ligamentos.

Para auxiliar no diagnóstico e na prevenção de cânceres e pré-cânceres,  tenho utilizado um aparelho que usa a fluorescência para detectar as alterações celulares antes mesmo de elas serem percebidas a olho nú. As céluals anormais absorvem e refletem a luz de maneira diferente das saudáveis. Quando excitadas pela luz ultra-violeta do aparelho, o tecido saudável aparece esverdeado enquanto o alterado aparece escuro. Isso nos ajuda no diagnóstico precoce da doença, favorecendo as chances de tratamento e cura. Vejo como um “algo a mais” na prevenção de futuras doenças e uma forma nada invasiva de se ter uma avaliação mais completa e detalhada.

 

Dieta ácida e erosão dentária entre os atletas

5 fevereiro, 2013 às 15:01  |  por Dr. Anderson Kovaleski

 

Os cuidados com a saúde do corpo estão em alta. Tudo conspira para que adotemos a prática de exercícios regulares e de um estilo de vida saudável. Com isso, torna-se comum o consumo de alimentos e bebidas esportivas e energéticas. Contudo, o que não nos damos conta, é que muitos destes produtos são ácidos e podem contribuir para a erosão dos dentes.

Em uma pesquisa feita na Tailândia, a erosão dentária foi relatada em pouco mais de 25% dos atletas, sendo que o consumo de alimentos e bebidas ácidas foi freqüente entre a maioria deles. No Reino Unido pesquisadores estudaram a correlação  do potencial erosivo ácido de cinco bebidas esportivas. As bebidas foram avaliadas em laboratório medindo o seu pH, acidez neutralizáveis e sua capacidade de corroer o esmalte e os resultados mostraram que todas apresentavam um potencial de erosão.  

Com estas e outras informações, percebemos que muitos atletas e amadores podem estar se colocando involultariamente em risco de erosão dentária, simplesmente pelo fato de consumirem produtos que, aparentemente, só fazem o bem a saúde; e que uma orientação nutricional faz-se indispensável para minimizar os riscos e potencializar os resultados. 

Fontes:
Departamento de Saúde Bucal Adulto, Faculdade de Odontologia, País de Gales Faculdade de Medicina, Universidade de Cardiff, Reino Unido Eur J Dent Prosthodont Restor.dezembro 2005, 13 (4) :186-90.
Departamento de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia, Universidade de Chiang Mai, na Tailândia. Dent Aust J. 2002 Sep; 47 (3) :228-36.
Fonte da imagem:
moderna-mulher.blogspot.com

Oral-B 3Dwhite whitestripes

17 janeiro, 2013 às 07:43  |  por Dr. Anderson Kovaleski

Oral-B 3D white whitestripes é o nome das tiras de clareamento dentário que a Procter & Gamble do Brasil trouxe dos EUA para o mercado nacional. Muitos pacientes me perguntam se realmente funciona. Como o produto ainda é novo no Brasil e não tenho pacientes que testaram, procurei pela internet e achei vários blogs que estão comentando que ele causa um “leve clareamento” dos dentes, removendo apenas o “amarelinho”.

Achei no site do fabricante a composição do produto. Parece-me que as tiras têm o que é necessário para clarear os dentes. O que pode estar acontecendo é das pessoas colocarem as tiras sobre os dentes ainda sujos. Se houver “tártaro” ou uma placa viscosa já formada na superfície dentária, não vai clarear mesmo. Nem o clareamento profissional faria melhor! O ideal seria remover de forma profissional a sujidade dos dentes e depois utilizar o produto com máxima eficiência. Acredito que assim o resultado seria melhor.

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No site http://www.oralb.com/brazil/products/Oral-B_Fitas_Branqueadoras , o fabricante coloca um vídeo que ensina como aplicar as tiras e esclarece grande parte das dúvidas na página: “Perguntas mais frequentes”. O endereço do vídeo é: http://www.youtube.com/watch?v=qNvKpmSXOzI . Ainda, há a recomendação do paciente procurar previamente o auxílio de um dentista, para não acabar aplicando o produto sobre cáries existentes ou em uma gengiva doente.