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Pouco explorada por brasileiros, cidade em Portugal tem passeios históricos e bons vinhos

LISBOA, PORTUGAL (FOLHAPRESS) - Embora a quantidade de turistas brasileiros em Portugal siga batendo recordes, a maioria dos visitantes ainda se concentra em Lisboa ou no Porto. Uma pena: a uma curta viagem dos grandes centros, há uma série de cidades cheias de charme ainda pouco exploradas.

É o caso de Ponte da Barca, na região do Minho, no Norte do país.

Localizada a menos de uma hora de distância do Porto, esta simpática cidade conjuga atrações históricas, belezas naturais e uma boa oferta gastronômica e de vinho (com direito às generosas porções que fazem a fama do interior de Portugal).

Como o próprio nome já antecipa, Ponte da Barca foi batizada com referência a uma imponente ponte construída no século 15 e que ainda em funcionamento.

A vista da ponte –e seus característicos arcos de pedra refletindo sobre as águas cristalinas do rio Lima– é um dos principais cartões postais da região.

Compacto, o centro histórico e suas construções medievais são facilmente percorríveis a pé.

O entorno do rio Lima também é convidativo para esticar as pernas, com vários caminhos interessantes e muitas paradas estratégicas, seja para uma foto ou só para sentar em uma pracinha e apreciar a paisagem.

Há ainda uma ecovia, que facilita a ligação, de bicicleta, de Ponte da Barca à cidade de Viana do Castelo.

O castelo de Lindoso fica a uma curta distância de carro. A fortificação tem um papel importante na história de Portugal, especialmente em relação ao conflito com os vizinhos espanhóis.

A construção do castelo começou no século 13, determinada por d. Afonso 3º. Mais de um século depois, ele foi ampliado por d. Diniz.

Apesar de bem guardado, o castelo foi dominado pelos invasores espanhóis, que acabaram por aumentá-lo ainda mais e construir as características muralhas externas, que têm formato de uma estrela.

Em frente ao castelo está instalada a maior concentração de espigueiros do país, com 67 deles. O primeiro dele surgiu em 1721 e muitos permanecem em uso até hoje.

Essas construções, que parecem casinhas retangulares elevadas, servem para armazenar e secar o milho depois da colheita.

Os espigueiros estão erguidos a 1,10 m de distância do solo para proteger as espigas da umidade. O formato inclinado de duas pilastras também dificulta que ratos e insetos consigam alcançar os grãos.

Os espigueiros são construídos em pedra (granito, abundante na região) e madeira. Em geral, quanto mais elementos de pedra (a matéria prima mais cara), mais rica é a família que o possui.

Parte do território de Ponte da Barca está na reserva de Peneda-Gerês, o único parque nacional de Portugal. Sobram águias e pássaros de todos os tipos.

Entre as atividades aquáticas, a canoagem e o stand up paddle são as mais populares.

Quem só quiser aproveitar a paisagem, tem a opção da praia fluvial, com uma boa infraestrutura, e algumas cachoeiras,

GASTRONOMIA

Um dos principais pratos da região é a chamada posta barrosã, um gigantesco naco de carne servido normalmente com batatinhas e arroz de feijão.

A iguaria é tão apreciada que já tem até um fim de semana inteiramente dedicado a ela no calendário oficial da cidade.

A chamada carne barrosã tem uma denominação de origem certificada, reconhecida pela União Europeia, e precisa obedecer a critérios específicos. Ela tem de vir de um bovino da raça barrosã, abundante na região do Minho.

Segundo os especialistas, a carne barrosã é tenra e suculenta, ideal para um bife enorme, como os servidos nesta zona do país.

A região de Ponte da Barca também tem uma extensa produção de mel. Por isso, não se deve perder a chance de experimentar a doçaria local. Em especial o famoso bolo de mel local.

VINHOS

A produção de vinho é a principal atividade econômica do município, e os vinhos de Ponte da Barca são bastante apreciados no país.

O destaque fica entre os vinhos brancos, especialmente os das castas alvarinho e loureiro, que se desenvolvem bem na região.

Para acompanhar a posta barrosã e outros pratos de carne, os locais normalmente apostam no chamado vinhão: um vinho tinto bastante encorpado, com sabor forte e que chega a deixar os lábios arroxeados.

Para apreciar a bebida como um minhoto, o ideal é abrir mão da taça e optar pela malga, espécie de tijela usada justamente para servir o vinhão.

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