Resposta às mudanças

Resiliência é ingrediente fundamental para sobreviver às crises

(Foto: Divulgação)

A resiliência é um conceito apropriado da física, que diz respeito à capacidade de alguns corpos voltarem à sua forma inicial depois de passarem por um processo de deformação. No sentido figurado e amplamente aplicado no âmbito profissional, a resiliência nada mais é do que a capacidade de uma empresa superar as adversidades e dar respostas ágeis às mudanças inesperadas. Mais do que isso, é seguir ainda mais fortalecida após a adaptação aos cenários adversos como, por exemplo, à nova realidade após os impactos provocados pela Covid-19.

Neste processo, entra em jogo o chamado leapfrogging, ou o pulo do sapo em língua inglesa, o que seria algo equivalente à nossa expressão "pulo do gato". Um recente trabalho comandado por especialistas do CRE da Fundação Dom Cabral (FDC) focou no leapfrogging de startups brasileiras para projetar como a inovação e a tecnologia, aliadas a modalidades colaborativas, podem auxiliar no fortalecimento da resiliência e dar mais robustez a empresas que passam por impactos, como a crise do coronavírus.

Segundo uma pesquisa da McKinsey Digital Business Building Survey, a prioridade de construir novos negócios – ou dar uma guinada nos já consolidados – após os impactos da Covid-19, passou a figurar na pauta de 52% dos CEOs, 20% a mais do que em 2019.

Novas diretrizes

Ainda de acordo com o estudo, a criação ou reformulação de um negócio pode seguir três diferentes vertentes: mudança no jeito de servir, expansão da franquia de portfólio, e ampliação das fronteiras da empresa, com oferta de novos produtos ou serviços. "As três frentes estão diretamente ligadas à disrupção digital, que permite a abertura de novas formas de se fazer negócio, ampliação da base de clientes e criação de vantagem competitiva", explica o diretor executivo da JValério, Clodoaldo de Oliveira.

No entanto, o processo requer energia, que passa pela chamada resiliência empresarial, apoiada em um tripé que inclui saúde corporativa e bem-estar dos colaboradores, políticas públicas para o suporte organizacional e, mais do que nunca, proteção da informação contra ataques cibernéticos. "O novo ambiente altamente digitalizado aumenta a circulação de dados, o que requer muita atenção para que a relação de confiança com os clientes não seja quebrada", aponta Clodoaldo.

Como fortalecer a resiliência?

O aprimoramento da capacidade de se adaptar aos novos cenários é um dos objetivos do Learn & Go: Crescimento Sustentável, workshop online promovido pela JValério Gestão e Desenvolvimento, em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). A formação, voltada para líderes de empresas de médio porte interessados em aumentar a competitividade, será realizada ao vivo nos dias 24 e 29 de junho, com três horas de encontro a cada dia.

Durante dois dias, especialistas em gestão partem de um diagnóstico personalizado para identificar falhas e apontar caminhos eficientes para tomada de decisões ágeis e assertivas no novo cenário pandêmico.

Para o diretor-executivo da JValério, Clodoaldo de Oliveira, mudanças como a transformação digital, por exemplo, já estavam em curso, mas se tornaram prioridade para melhorar o relacionamento com o público interno, externo e demais stakeholders durante a crise provocada pelo coronavírus.

"Em momento em que os contatos presenciais precisaram ser deixados de lado, muitas empresas precisaram reinventar seus processos para sobreviver e é nesse sentido que o Learn & Go é um aliado dos gestores que desejam aumentar a produtividade da organização, sem comprometer o futuro dos negócios".

Carlos Bonato, professor de gestão estratégica e gestão da performance da Fundação Dom Cabral irá ministrar o workshop e explica que, na gestão estratégica, os gestores enfrentam dois desafios. O primeiro deles, segundo ele, é a estruturação de uma estratégia capaz de garantir o crescimento sustentável. Isso depende da eficiência no custo, despesas e capital de giro. "E quando uma organização cresce e quanto maior é sua velocidade de crescimento, mais a empresa pressiona por aumento de custo, despesa e capital de giro. Isso significa que as dificuldades são proporcionais ao grau de crescimento dessas empresas. Outra questão que deve ser levada em conta é nossa capacidade de repensar, quando o modelo estratégico se esgota. Em outras palavras, é preciso buscar novas soluções para alcançar o crescimento sustentável", relata.

 O segundo desafio da gestão estratégica apontado pelo professor é nossa capacidade de executar as estratégias. "Um estudo da Fundação Dom Cabral mostrou que 75% das organizações falham na hora de realizar essas estratégias. Todas essas questões serão trabalhadas no workshop, que permitirá às empresas reconhecer as grandes dores e os pontos críticos do negócio", conclui.

Learn & Go foi moldado justamente para orientar executivos e preencher algumas lacunas que se fazem presentes na gestão empresarial. Esses hiatos foram observados com base em uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral em parceria com a consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) e que foi divulgada no último mês de maio. O levantamento realizado com empresas familiares do mundo todo identificou que 85% dos entrevistados brasileiros confirmam que a digitalização, inovação e tecnologia são prioridades, mas apenas 15% (contra 19% da média global) confirmaram estar com sua jornada digital completa. Outros 72% (foram 62% na média global) reconhecem que há um longo caminho a percorrer.

Para mais informações sobre o Learn & Go e para inscrições, basta acessar https://materiais.jvalerio.com.br/learn-and-go.