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  • PROJETOS HUMANITÁRIOS

    Desenvolvimento econômico e comunitário melhora condições e transforma vidas

    Voluntários do Rotary unem forças ao redor do mundo para projetos eficazes no desenvolvimento e crescimento de comunidades socioeconomicamente vulneráveis

     

    O desenvolvimento econômico e comunitário é responsável por garantir que os clubes de Rotary trabalhem em prol de fornecer meios para que as condições econômicas das pessoas pertencentes a comunidades carentes e mal atendidas pela administração pública melhorem de forma duradoura, diminuindo a pobreza. Para isto, os clubes promovem ações internas como cursos, palestras, treinamentos, visando que seus associados e voluntários sejam capazes de realizar os projetos desta área de enfoque.

     

    Há, no mundo todo, 36.331 clubes de Rotary espalhados, formando uma força rotária integrada por mais de um milhão de pessoas. Pessoas estas, que, unidas e motivadas pelo senso da capacidade de melhoria humana, buscam constantemente ajudar seus semelhantes a se desenvolverem e evoluírem.

     

    Com o surgimento de uma ideia de um projeto, ou com a oportunidade de acolher algum projeto já existente em determinada comunidade, o primeiro passo é o processamento da viabilidade de realizá-los, procurando garantir que tudo o que venha a ocorrer com os subsídios a serem outorgados seja feito com qualidade e eficácia. Sustentada a viabilidade e decidido a realizar o projeto, o clube de Rotary passa a promover ações de forma planejada e estruturada, a fim de atender determinada comunidade. Estas iniciativas podem envolver: captação de recursos, campanhas de arrecadação de doações, atividades de conscientização, palestras e cursos de capacitação profissional, atividades de desenvolvimento profissional, entre outras ações.

     

    Todas as ações são realizadas com o propósito de garantir que as pessoas da comunidade em questão melhorem suas condições de trabalho, tenham possibilidade de conquistar alguma fonte de renda ou até mesmo aumente as possibilidades de se adequarem às ofertas de trabalho do mercado, de forma que, como consequência, haverá a melhoria da qualidade de vida de toda a comunidade e a pobreza será mitigada.

     

    Como exemplo de projeto desenvolvido nesta área de enfoque, bem próximo a nós acontece o projeto Horta Comunitária, em Pinhais, realizado pelo Rotary Club da cidade em parceria com a Associação de Moradores do Jardim Jerivá. O projeto incentiva a alimentação saudável, sem o uso de agrotóxicos e, ao mesmo tempo, a redução dos gastos do orçamento familiar, ensinando os moradores da região a cultivar seus próprios alimentos.

     

    Assim como o projeto de Pinhais, há casos de sucesso em diversas partes do mundo, afirmando a importância global desta área de enfoque. Entre muitos outros, na Nigéria, o Rotary Club de Apo, ofereceu a viúvas microcrédito e treinamento para expandirem seus negócios. Os Rotary Clubs Gubbio e Korça, na Albânia, fornecem colmeias e treinamento sobre apicultura e vendas de produtos derivados do mel a famílias para criar uma fonte de renda sustentável.

     

    Por fim, deixamos o gentil convite para você, leitor, conhecer o Rotary e participar de nossos eventos. Você pode ficar ligado em tudo o que acontece por meio de nossas redes sociais (@rotary4730).

     

     

    * Elane Dalpiaz, bacharela em Gestão da Informação pela Universidade Federal do Paraná, acadêmica de Direito pela Universidade Positivo e voluntária do Rotary.

     

  • LIDERANÇA

    Para liderar, é preciso gostar de pessoas e se reinventar

    “É preciso ter resiliência, paciência, compreensão, e o mais importante é ser exemplo, principalmente sobre aquilo que você gostaria que fosse seu ponto forte em todos que você lidera”

     

    Desde a primeira vez que assumi uma equipe, que fui chamada de “chefe” e tive funcionários hierarquicamente abaixo de mim - mesmo que ainda poucos, apenas 3 pessoas - comecei a me perguntar: e agora? Como ter respeito? Como fazer com que façam aquilo que eu solicito? Como impor meu ritmo de trabalho? Como entregar resultados não dependendo mais somente das minhas atitudes e minhas ações?  Estes eram os meus maiores questionamentos, meus grandes receios com 24 anos de idade.

     

    Em um primeiro momento, me posicionava de tal forma a parecer que era “chefe”. Eu acreditava que os liderados teriam respeito por mim se eu me parecesse com aqueles executivos que víamos nas grandes empresas com cara de mau, braços cruzados, postura ereta, olhar superior, como nas imagens que eu mesma presenciei quando entrei no mercado de trabalho, com 17 anos, ainda estagiária.

     

    Posteriormente, comecei a procurar cursos, congressos, palestras, workshops, livros, especializações, literaturas que me ensinassem como fazer gestão de pessoas com técnicas, metodologias, mas na verdade o que mais buscava era a “receita do bolo”, um passo a passo, literalmente um manual sobre como liderar.

     

    Todos os estudos me levaram a entender os conceitos teóricos de liderança e todas as vezes que apliquei na prática tive acertos bastante comemorados. Mas também cometi inúmeros erros que geraram enormes aprendizados.

     

    O que mais aprendi é que tudo depende.

     

    Depende da situação a ser tratada, do trabalho a ser executado, do envolvimento de mais pessoas, depende da cultura da empresa em que está inserido, ou se é seu próprio negócio, dos gestores anteriores e seus traumas deixados ou até mesmo uma ausência de chefe anteriormente. E o mais importante: depende da própria pessoa a ser liderada.

     

    É importantíssimo levar em consideração o funcionário, seu histórico dentro e fora da empresa. Sim! Sua vida pessoal importa e muito, seu histórico, sua família, seus valores, seus aprendizados desde criança, sua personalidade, seu jeito de ser, absolutamente tudo influenciará no ambiente de trabalho.

     

    Somos um único ser humano, extremamente difícil nos dividir em profissional, pessoal, pai, mãe, filho, amigo, deixando da porta para fora da empresa aquilo que acontece em casa. É praticamente impossível nossa mente parar de funcionar a partir de uma porta, não pensar no problema da família a partir de um relógio ponto.

     

    Considerar todos esses fatores vai evitar conflitos em dias extremamente ruins, vai fazer você deixar de criar expectativas na produtividade naquele dia ou naquela semana, vai deixar o funcionário mais próximo de você a ponto dele mesmo te entregar mais para compensar a sua compreensão.

     

    É claro que conhecer todos os seus funcionários, entender um pouco sobre cada um, saber o que importa para eles, exige uma certa percepção, um pouco de curiosidade e principalmente muito tempo para que você consiga aprender a se moldar a cada um, conduzir de uma maneira personalizada.

     

    Quando se faz gestão de pessoas de maneira rígida, inflexível, quando se trata todos os colaboradores da mesma forma, os resultados colhidos serão diferentes, porque cada um absorverá a mesma informação de formas diferentes, e lhes entregarão produtos diferentes, como um telefone sem fio. O que se orienta e fala no início da brincadeira, chega completamente distorcido no final, pois cada um deu atenção a palavras que lhe fizeram mais sentido e traduziram, interpretaram por outras que lhes foram convenientes.

     

    É preciso ter resiliência, paciência, compreensão, e o mais importante é ser exemplo, principalmente sobre aquilo que você gostaria que fosse seu ponto forte em todos que você lidera.

    Leia também: Como se engajar no voluntariado

     

    Sabe aquela frase corporativa de que a equipe é a cara do chefe? É verdade. Concentre seus esforços em dar exemplos naquilo que você quer que sua equipe repita, pelo que você entrega e pelo que você faz.

     

    Liderança pelo exemplo faz com que as pessoas trabalhem por você e não para você, faz com que as pessoas queiram ser você quando crescer, faz com que te admirem.

     

    Minha maior satisfação profissional é quando, mesmo depois de bastante tempo não sendo mais chefe de alguém, ainda recebo mensagens como: “com você aprendi muito”, “levo pra vida”, “cresci profissionalmente com seu exemplo”, “você foi a melhor chefe que eu tive” ou “estou me vendo em você agindo desta forma e sendo reconhecido”. Nestes momentos, eu tenho a certeza de que estou no caminho certo e que não passei em vão pela vida das pessoas. Deixei minha marca, minha cara, meu exemplo.

     

    Hoje, continuo aprendendo a lidar com gente.

     

    Continuo errando e mudando a forma de gerir pessoas todos os dias.

     

    A receita do bolo ainda não existe.

     

    É preciso gostar de pessoas, de desafios, de se reinventar diariamente por todos aqueles que estão com você.

     

    * Djeyse Toyama é formada em administração e gestão de negócios, especializada em qualidade e administração estratégica. Atua em cargos de liderança desde 2008, chegando a ter mais de quatro mil colaboradores em sua gestão. Hoje é gestora de hotelaria na área da saúde em hospital de grande porte em Curitiba. Djeyse é rotariana associada ao Rotary Club de Curitiba Norte Inspiração.

     

  • COP26

    Saneamento básico é um direito: investimento em coleta e tratamento de esgoto previne doenças e salva vidas

    O acesso à água é um dos maiores problemas da humanidade. Segundo dados apresentados durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), que termina nesta sexta-feira (12/11), cerca de 3,6 bilhões de pessoas em todo o mundo já enfrentam dificuldade para ter acesso à água pelo menos um mês por ano.  Este número deve aumentar e ultrapassar 5 bilhões de pessoas até 2050. Os motivos por trás deste problema são diversos, desde eventos climáticos extremos (secas, inundações, etc) até a falta de investimento em medidas como o saneamento básico.

     

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde, para cada um dólar investido na área de saneamento básico são economizados 4,3 dólares em custos na área da saúde, isso porque milhares de pessoas são atendidas nos sistemas de saúde em decorrência de doenças causadas pela falta de esgoto e água potável.

     

    Entre os entraves para a questão do saneamento, está o alto custo envolvido para a implantação e manutenção de redes e sistemas de tratamento, o que o torna economicamente inviável em muitos casos, tais como em pequenas comunidades e comunidades rurais com moradias esparsas, e tendo um amplo apelo de cunho socioambiental.

     

    No Brasil, a Lei 11.445/2007 contempla o abastecimento de água e o esgotamento sanitário, além da limpeza urbana e o manejo dos resíduos sólidos, sendo direitos assegurados pela Constituição da República. Aproximadamente 83,7% da população brasileira é atendida com água potável e 54,1% dos habitantes têm seu esgoto coletado.

     

    Somente no ano de 2019, foram investidos 5,76 bilhões de reais em água limpa e 5,33 bilhões em coleta e tratamento de esgotos no Brasil. Os investimentos na área não param, mas muitas variantes estão envolvidas no processo e fazem com que os números cresçam timidamente. A concepção dos sistemas, a elaboração dos projetos, a captação de recursos financeiros, a execução das obras demandam um horizonte de planejamento de 20 anos, seguindo as diretrizes do Plano Nacional de Saneamento Básico, até culminar na operação dos sistemas e no atendimento à população.

     

    Somando-se a tudo isso estão os processos de urbanização e expansão das cidades (que devem ser estimados), os interesses coletivos e outros obstáculos que, por vezes, redirecionam o planejamento.

     

    Iniciativas visando a melhoria da qualidade de vida da população sob o viés do saneamento básico também são tomadas por rotarianos em todo o mundo.

     

    No Líbano, cerca de 200 escolas já foram equipadas com a instalação de filtros e reservatórios d'água em um projeto que reúne 24 clubes de Rotary, em parceria com fornecedores e utilizando fundos distritais e subsídios globais. O objetivo principal do projeto é fornecer água potável para as escolas, mas o mesmo está unindo diferentes líderes religiosos, culturais e políticos, contribuindo na promoção da paz em momento oportuno frente a crise na Síria e o constante recebimento de refugiados, incluindo crianças em idade escolar.



    Em Madan, na Índia, Rotary Clubs fizeram parceria com organizações locais para criar um centro de coleta e distribuição de água da chuva para 4.000 pessoas. Na Tanzânia, 12 Rotary Clubs colaboraram com parceiros locais para instalar um sistema que leva água a 1.500 pessoas da aldeia de Kigogo.

     

    Já nas Filipinas, Rotary Clubs e parceiros construíram 222 sanitários, seis coletores de água da chuva, sete estações coletivas para lavagem das mãos e 20 filtros de areia, atingindo mais de 1.000 pessoas. Desta forma, as ações do Rotary voltadas para área do saneamento são abrangentes e corroboram com outras causas do Rotary tais como o combate a doenças, a proteção do meio ambiente e a promoção da paz.

     

    * Jefferson Eloi Zyla é Engenheiro Civil, Técnico em Edificações, Fiscal de Obras Públicas da Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR) e pai da Surya. Voluntário do Rotary.

     

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    Fontes:

    SNIS. Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento, 2019.

    ROTARY. Home Page do Rotary Internacional. https://www.rotary.org/

     

     

     

  • TRABALHO VOLUNTÁRIO

    Como se engajar no voluntariado

    ‘Isso não é problema meu’, ‘Não tenho tempo’ ou ‘Você sonha demais’: essas são as frases mais comuns quando se fala em trabalho voluntário, mas estão distantes da realidade

    Não é preciso santidade para realizar o trabalho voluntário, basta apenas querer mudar a si e entender seu papel de cidadão.

    Se tem uma coisa que eu aprendi ao longo desses anos como voluntária é que doar seu tempo para resolver problemas da sua comunidade não é benevolência, é cidadania. Afinal, o problema que está lá e que, provavelmente você não olha, não deixa de existir e ele certamente afeta ou afetará a sua vida.

    O fato de desviarmos o olhar não o torna invisível, pelo contrário, o deixa mais potente e ele vira uma bomba relógio prestes a explodir. Pode parecer exagero, mas se reclamamos da violência, da economia, do desenvolvimento das cidades e do país, tudo isso tem ligação com os problemas sociais que precisam ser enfrentados.

    Há os que digam: ‘mas eu pago meus impostos, quem tem que resolver isso é o governo. Isso não é problema meu’. De fato existe uma grande parcela de responsabilidade da administração pública, mas o grande x da questão é: qual a sua parcela?

    Se o Estado é feito pelos próprios cidadãos, somos nós que temos o dever de cuidar do bem público e participar para além do voto e da fiscalização da atuação governamental, afinal, nem tudo depende do Estado e o conceito de cidadania vai muito além: ser cidadão também é tomar parte da vida em sociedade, participando ativamente no que diz respeito aos problemas comunitários. Desse ponto de vista, a cidadania deve ser um processo constante e coletivo que busca uma sociedade mais igual, mais justa e mais fraterna.

    Portanto, o voluntário é o cidadão que entende seu papel social e atua diretamente para a construção dessa sociedade que tanto almeja. Ele assume um trabalho sem ter a obrigação de fazê-lo porque entende que mudanças, sejam elas quais forem, só acontecem com participação.

    Existem também aqueles que dizem: ‘eu não tenho tempo’, como se o voluntário fosse um desocupado (risos). Costumo dizer que tempo é questão de prioridade, logo você fará no seu dia e na sua vida aquilo com que estiver mais comprometido. É assim no trabalho quando precisamos escolher entre uma tarefa e outra, é assim na vida quando optamos por ver uma série ao invés de fazer um exercício. É assim no trabalho voluntário. As pessoas que conheço que mais realizam coisas são também as mais ocupadas e que, portanto, teriam mais desculpas para dizer: ‘estou sem tempo’. Entretanto, são justamente elas que sempre fazem acontecer.

    É como diz aquela frase do fundador do Rotary Paul Perci Harris: “se quiser que uma tarefa seja bem feita peça para alguém realmente ocupado, ele saberá como fazê-la.”

    Também encontramos aqueles que ligam o voluntariado à santidade ou a sonhadores que querem mudar o mundo, esses dizem: ‘nossa, você tem um bom coração!’ ou ainda ‘você sonha demais, você não vai mudar o mundo’. Sabemos que existe um grande idealismo nas pessoas predispostas ao trabalho voluntário, mas é mais que isso. O voluntariado é muito mais sobre se tornar melhor, aprender, sair da sua bolha, se conectar com o mundo real. É mais sobre você do que sobre o outro.

    Por isso, há alguns anos, temos reparado que as empresas privadas vêm dando mais atenção aos candidatos que realizam o voluntariado em suas seleções. Isso acontece justamente porque a organização entende que a pessoa que consegue dedicar parte do seu tempo e do seu talento na resolução dos problemas da sociedade é uma pessoa comprometida, consciente, que sabe trabalhar em equipe, que consegue fazer uma boa gestão do tempo e dos recursos, que sabe se comunicar. Competências fundamentais para qualquer profissional do século XXI.

    Logo, se você é uma pessoa ocupada, se deseja ampliar sua visão de mundo, se entende sua responsabilidade na vida em sociedade, você pode (e deve!) se tornar um voluntário. Encontre um grupo que tenha sintonia com o que busca, são milhares de focos e direcionamentos em que você pode dedicar parte do seu tempo: desde fiscalização das contas públicas em organizações que investigam e denunciam casos de corrupção, passando por proteção de crianças, idosos, educação, meio ambiente...até a causa animal.

    Certamente você encontrará a sua forma de contribuir. Mas, lembre-se sempre: o voluntariado é dúplice, ele te dá na mesma medida que você se dá para ele. Você vai ajudar muito, mas com certeza quem mais sairá ganhando é você.

    * Raphaella Caçapava é jornalista, especialista em comunicação, marketing e gestão de negócios, rotariana associada ao Rotary Club Satélite de Curitiba Norte Inspiração.

  • ÁGUA E SANEAMENTO

    Garantir água limpa é condição mínima para a dignidade humana

    O acesso a água limpa é uma das causas pelas quais os rotarianos de todo o mundo se dedicam em prol da qualidade de vida, pois ela - somada ao saneamento e a higiene - são necessidades básicas para uma vida mais saudável e produtiva.

     

    Os projetos do Rotary costumavam se concentrar na construção de poços visando o fornecimento de água potável, na instalação de tubulações, no fornecimento de filtros, pias e vasos sanitários. Mas, o maior desafio ocorre após a instalação destes equipamentos. Bombas de água enferrujadas e instalações sanitárias mal conservadas, sem a devida manutenção e, muitas vezes, com a operação inadequada, são comuns tornando-se monumentos de projetos humanitários que se mostraram insustentáveis. A análise de 2013 da Aguaconsult, uma consultora independente, citou esses problemas em projetos realizados pelo Rotary e indicou o fator que ajudaria a planejar projetos mais eficazes: a sustentabilidade.

     

    "Todos os projetos de água e saneamento do Rotary são cheios de entusiasmo e bem-intencionados, mas muitos deles nem sempre atenderam às demandas reais da comunidade", afirma F. Ronald Denham, membro fundador e presidente do Grupo Rotarianos em Ação pela Água e Saneamento, formado em 2007, que enfatiza a abordagem de projetos baseada em necessidades locais e sustentabilidade.

     

    Desta forma, o Rotary mudou seu foco nos últimos anos para a educação, a colaboração e a sustentabilidade. Por meio de programas WASH (Water, Sanitation and Hygiene) e iniciativas relacionadas à água, saneamento e higiene, o Rotary mobiliza recursos, forma parcerias e investe em infraestrutura e treinamentos que promovem mudanças — tais como cultivar hábitos saudáveis e boas práticas de higiene, contribuindo com a redução de doenças como cólera, disenteria, pneumonia, gripes, covid-19, dentre outras.

     

    Como é o caso do centro de coleta e distribuição de água da chuva para quatro mil pessoas em Madan, que além da instalação prevê o treinamento de mulheres da comunidade e estudantes de 35 escolas. Outro projeto implantado na Escuintia, Guatemala, melhorou a condição de 1793 crianças em 10 escolas com o fornecimento de sanitários, estações de lavagens de mãos e tanques de água e treinamentos da população envolvida.

     

    Em um sistema implantado em Kigogo, na Tanzânia, os rotarianos e colaboradores ensinaram a comunidade local a manter o sistema e como ter bons hábitos de higiene. Por fim, o projeto de limpeza do Rio Mississippi, que atravessa os Estados Unidos, uniu diversos clubes de Rotary, prefeituras e comunidades em prol da sustentabilidade ambiental e educação ambiental.



    Por esta razão, nós do Rotary Club Satélite de Curitiba Norte Inspiração focamos as nossas ações na área da educação e em projetos sustentáveis inspiradores, pois acreditamos que eles são as chaves para a verdadeira mudança no mundo.

     

    Além das ações pontuais, o programa piloto WASH in Schools Target Challenge visa motivar Rotary Clubs a desenvolver programas sustentáveis para água, saneamento, higiene e projetos educacionais ao redor do mundo. O guia para a aplicação do WASH nas escolas fornece informações para promover a mudança com base no reconhecimento das necessidades locais da escola e da comunidade do entorno. No ano de 2020, Belize, Guatemala, Honduras, Índia e Kenya iniciaram suas ações WASH.



    Assista ao vídeo institucional para conhecer melhor o programa WASH:



    * Neile Cristina Andraos é Engenheira Civil da Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR) e mãe da Surya. Voluntária do Rotary.

     

  • SAÚDE

    Vacinação, combate à pólio e mais: como atuar na prevenção e tratamento de doenças

    Ao longo de sua trajetória, o Rotary sempre teve entre seus enfoques a prevenção, o tratamento e o compromisso com a erradicação de doenças, como a poliomielite.

     

    Dentro de nossa rotina rotária, junto de nossos clubes e comunidades, é comum investirmos e encamparmos projetos que tenham como objetivo levar às comunidades informações, tratamentos, assistência médica e iniciativas de defesa à saúde e ao bem-estar social.

     

    Mesmo tendo como bandeira a erradicação da poliomielite no mundo, o Rotary International também atua em frentes de combate à malária, por meio de iniciativas de prevenção e tratamento da doença; o enfrentamento ao Mal de Alzheimer e a demência, por meio de colaborações e iniciativas educacionais; estratégias e apoio às campanhas de vacinação pelo mundo e outras campanhas e projetos locais que cada distrito* desenvolve com o objetivo de atender a situações locais e regionais. 

     

    Leia também: Rotary e Instituto Melanoma Brasil distribuem protetores solares para projetos sociais | Distrito 4730

     

    A nossa forma de enfrentamento ao tratamento de doenças possui como cerne o cuidado ao próximo. Esse próximo que muitas vezes não tem acesso aos meios de prevenção e proteção. E bem sabemos que doenças resultam em miséria e sofrimento a milhões de pessoas por todo o mundo. Combater tais doenças é um compromisso sério para o Rotary.

     

    Temos muito orgulho de termos imunizado 2,5 bilhões de crianças contra a paralisia infantil em 122 países, representando uma redução de 99,9% no número de casos mundiais, desde 1985, quando o Rotary International lançou a campanha Pólio Plus, sendo o maior esforço privado em apoio à saúde privada.

     

    Leia também: Com a menor taxa de vacinação dos últimos anos, doenças quase erradicadas podem voltar a contaminar as crianças | Distrito 4730

     

    Atualmente, enfrentamos uma grave crise sanitária causada pelo coronavírus SARS-COV-2, o qual causa a doença covid-19. Apoiamos todas as medidas sanitárias necessárias para que nossa população se mantenha saudável e em segurança e torcemos para que a vacinação chegue o mais rápido possível para toda a população brasileira. Como exemplo de nossas iniciativas durante a pandemia, realizamos inúmeras campanhas para que os profissionais que estão na linha de frente no combate da doença recebessem materiais de proteção, como a face shield, além de amparar a comunidade em vulnerabilidade.

     

    A prevenção e o tratamento de doenças sempre serão uma bandeira para o Rotary.

     

    Campanha Nacional de Multivacinação e Atualização da Carteirinha

    A Campanha Nacional de Multivacinação tem como objetivo incentivar a atualização da carteirinha de crianças e adolescentes, na faixa etária entre 0 a 15 anos. A iniciativa imuniza e protege as crianças contra doenças graves como a poliomielite, tuberculose, meningite, entre outras. Neste ano, a campanha vai até 29 de outubro, com “Dia D” em 16 de outubro (sábado). Para participar, basta procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima.

     

    Serviço:

    Data da campanha: do dia 01 até o dia 29 de outubro de 2021, com mobilização nacional reforçada no sábado (16 de outubro);

    Local e horário: varia de acordo com a Unidade de Saúde Básica (UBS) de cada região, para conferir a unidade mais próxima no estado do Paraná basta acessar pac.gov.br/infraestrutura-social-e-urbana/ubs-unidade-basica-de-saude/pr;





    * Distrito: área administrativa do Rotary. O Distrito 4730 abrange Curitiba, Região Metropolitana, Litoral e Campos Gerais do estado do Paraná.

    ** Karen Cristina Borges da Silva é advogada, atuante na área trabalhista, rotariana associada ao Rotary Club Satélite de Curitiba Norte Inspiração.

     

  • EMBAIXADORES DA PAZ

    Descubra como o Rotary tem atuado na paz, prevenção e resolução de conflitos em todo o mundo

    O Rotary está ligado de maneira imprescindível à formação de embaixadores pela paz. Seja pela  capacitação de associados, ações nas comunidades ou investimentos em programas de intercâmbio, a instituição se dedica a treinar líderes preparados para mediar conflitos e apoiar atividades voltadas para a paz e resolução de conflitos. E isso em diversas regiões e comunidades espalhadas pelo mundo. Mas como o Rotary consegue promover essas iniciativas?

     

    Em 2002, foram criados os Centros Rotary pela Paz, responsáveis por promover a oferta de bolsas e treinamentos em Universidades espalhadas pelo globo. O intuito era capacitar líderes para que possam trabalhar nas comunidades que possuem problemáticas tendentes à eclosão de guerras, conflitos e embates, por diversas questões: falta de recursos, fome, tensões culturais e étnicas, pobreza, discriminação, desigualdade social, nenhum ou pouco acesso à educação e inclusão digital.

     

    Leia também: Os diferentes caminhos para a paz e resolução de conflitos | Distrito 4730

    Os bolsistas passam por uma seleção rigorosa, visando a escolha daquele que realmente, além das qualidades curriculares e técnicas, tenha compromisso em se tornar um Embaixador da Paz pelo Rotary. A ideia é que este embaixador traga ao seu local de origem todo o conhecimento adquirido e proporcionado, compartilhando com aqueles que não puderam ou não tiveram a oportunidade deste estudo e aprofundamento, possam também atuar dentro de suas comunidades.

     

    Quando pensamos, assim, em prevenção de conflitos, somos transportados por nossas vivências e experiências a imaginar alguém com uma bandeira branca, como a Cruz Vermelha ou a Organização das Nações Unidas, em meio a uma guerra civil em um país do Oriente Médio ou em uma guerrilha de tribos “rivais” em Uganda.

     

    Todavia, deixando de lado o imaginário desta que vos escreve e talvez de muitos, a promoção da paz não precisa ser romantizada como em um filme hollywoodiano. A atuação do Embaixador pode ser inclusive erroneamente minimizada quando se pensa em uma pequena comunidade em que a desigualdade e pobreza imperam e o que resta aos que nela moram é não seguir qualquer código de conduta e fazer o que estiver ao seu alcance pela sobrevivência.

     

    Só que o que está ao seu alcance pode desencadear em um conflito com os demais membros dessa comunidade e é aí que o papel do rotariano capacitado pode ser visto.

     

    Não que não existam Embaixadores da Paz em áreas que demandem gravíssimos conflitos e guerras, mas é importante frisar que podemos ver a promoção da paz em nossas próprias comunidades através de pequeninas ações, mas não menos essenciais.

     

    Exemplo disso é a criação pelo Rotary Club do Rio de Janeiro-Mercado São Sebastião do projeto Força Jovem Judô que proporciona a jovens moradores da Comunidade da Mangueira, no Rio de Janeiro, treinar judô, fornecendo ainda cestas básicas aos membros da equipe, inscrição para competições e para realização do sonho olímpico dos atletas, fornecendo uniformes e proporcionando o condicionamento físico permitindo que pratiquem, além das aulas, musculação no local.

     

    Outro projeto que merece nossa atenção e admiração é o criado e desenvolvido por Margee Ensign, reitora da American University of Nigeria e associada do Rotary Club Yola-AUN, do estado de Adamawa, cujo objetivo primordial era o de motivar líderes universitários a se envolver na comunidade, mas que acabou servindo de refúgio para milhares de crianças e jovens na Nigéria.

     

    Aterrorizados pelas crises e guerrilhas internas promovidas pelo grupo terrorista Boko Haram, as crianças e jovens conseguiram ver uma alternativa ao destino cruel de se tornar um terrorista ou ser escravizado, através dos projetos pela paz e resolução de conflitos desenvolvidos pela Universidade e pelo Rotary.

     

    Além de prestar todo o auxílio a essas pessoas em estado de vulnerabilidade, o grupo criou a Iniciativa de Paz de Adamawa (API), visando identificar e auxiliar, na cidade de Yola (Nigéria), crianças e jovens (cerca de 42 mil na ocasião) e prover educação, alimentação e integração destes (muitos deles de etnias e religiões diferentes).

     

    A partir deste programa, muitos outros foram criados por esta parceria: Peace through Sports (organização das crianças locais de diferentes religiões e grupos étnicos em times mistos, com jogos e refeições juntas); Whiz Kids (aulas gratuitas aos jovens de ciências, tecnologia, engenharia e matemática); Feed and Read (oferece às crianças refeições e aulas de inglês e matemática) e muitos outros.

     

    As áreas de enfoque do Rotary buscam abarcar diversas celeumas enfrentadas pelas comunidades em todos os distritos espalhados pelo globo. Desse modo, a instituição se debruça sobre cada uma, dentro do seu clube, compreende o bem que pode ser extraído e verifica de que modo você pode ajudar, possibilitando o crescimento, o engajamento e o sucesso da organização.

     

    Isso porque, somente através da união e tendo como objetivo a luta pelo bem comum é que poderemos encontrar a tão almejada paz e propiciar uma mudança efetiva seja em nossas comunidades, seja em comunidades de outros Distritos que necessitem do nosso auxílio.

     

    Por mais que nossa realidade local não coadune com as realidades enfrentadas pelos países que vivenciam o conflito diário, podemos encontrar um modo de nos fazermos e sermos úteis. O resultado do nosso engajamento pode ser surpreendente.

     

    * Bruna Patricia dos Santos Stremel é formada em direito e atua como servidora pública no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, rotariana e associada ao Rotary Club Satélite de Curitiba Norte Inspiração.

     

  • CRESCIMENTO INDIVIDUAL

    Desenvolvimento pessoal: o que fazemos de bom volta para nós!

    Desenvolvimento pessoal é um processo de crescimento que remete a ideia de ação, de movimento, de buscar novas perspectivas, conhecimentos e habilidades. Para quem se interessa pelo tema, sabe que é necessário buscar a concretização dos ideais para nos motivar a nos desenvolver ainda mais.

     

    Ao refletir sobre a frase anterior, muito provavelmente seu pensamento deve estar vagando em algo como: "Legal, mas e aí como praticamos isso? De que forma podemos colocar em prática as ideias que desenvolvemos? Como treinar antes de levar ao ambiente de trabalho?"

     

    O desenvolvimento pessoal é algo abstrato, estimula-nos a pensar sobre sucesso, autoconhecimento, liderança e o quanto isso se difere de pessoa para pessoa, bem como, o quanto esse processo leva uma vida toda de aprendizado. Semelhante ao preparo para uma maratona, ele envolve tempo, empenho, treino, erros e acertos até a finalização da prova, crescer pessoalmente irá exigir de você! Sair da zona de conforto é difícil, mas também, se olhar por outro ângulo, deve se tornar prazeroso ao longo da caminhada.

     

    Afinal, o que a família rotária tem a ver com o desenvolvimento pessoal?

    Envolver-se com essa família te levará além. Ela te ajudará a estimular as qualidades e ferramentas contidas na expressão “desenvolvimento pessoal” e essa construção se dará a partir de uma base sólida de alguns princípios e objetivos que guiam os rotarianos.

     

    • Primeiro: o desenvolvimento do companheirismo como elemento capaz de proporcionar oportunidades de servir.
    • Segundo: o reconhecimento do mérito de toda ocupação útil e a difusão das normas de ética profissional.
    • Terceiro: a melhoria da comunidade pela conduta exemplar de cada um em sua vida pública e privada.
    • Quarto: a aproximação dos profissionais de todo o mundo, visando à consolidação das boas relações, da cooperação e da paz entre as nações.

     

    Somado a esses objetivos, o Rotary possui padrões de trabalho para nortear os passos de seus associados, denominadas de Comissões de Serviços:

     

    • Os Serviços Internos enfatizam o fortalecimento dos clubes para que tenham relacionamentos sólidos e planos para o desenvolvimento do quadro associativo.
    • Os Serviços Profissionais incentivam todos os rotarianos a trabalharem com integridade e a usarem seus talentos em prol da comunidade.
    • Os Serviços à Comunidade enfatizam a importância do trabalho para melhorar a qualidade de vida dos menos privilegiados e para atender às necessidades locais.
    • Os Serviços Internacionais exemplificam nosso alcance global para promover a paz e a compreensão mundial através de projetos e atividades.
    • Os Serviços à Juventude reconhecem a importância da capacitação dos jovens.

     

    E você poderá ingressar nessa família de diversas formas e, inclusive, desde muito pequeno. A união de pessoas com objetivos em comum fará você decolar.

     

    Ótimo, mas agora você deve ter pensado: Você sabe quantos anos eu tenho? Eu já passei da idade. Calma... É aí que você se engana... Se você quer se tornar um rotariano, não há limite de faixa etária.

     

    No Rotakids, crianças de até 12 anos desempenham atividades diversas que incluem projetos sociais devidamente supervisionados por adultos bem instruídos.

     

    Passada essa fase, podemos incentivar nossos primos mais novos, sobrinhos, conhecidos ou, ainda, aquele jovem que você conheceu aleatoriamente — mas que você vê uma grande disposição para aprender mais e fazer um mundo melhor — a ingressar a partir de 12 anos no Interact, programa do Rotary para adolescentes.

     

    Nesse programa, jovens de até 18 anos incompletos aprendem sobre liderança, comunicação, oratória, gerenciamento de projetos, assumem responsabilidades e fazem novas amizades. São incentivados a conhecer novas culturas para ajudar a quem precisa, mas sem deixar de se divertir muito, pois cada fase da vida deve ser respeitada para o desenvolvimento completo deles como pessoas.

     

    Ainda na adolescência, é possível fazer intercâmbio por meio da família rotária, possibilitando ao jovem se tornar um cidadão do mundo, aprender idiomas e conviver com famílias totalmente diferentes da sua (origem, nacionalidade e cultura). E o mais importante para nós: esse jovem se tornará um embaixador da paz. Existem ainda outras modalidades de intercâmbio que permitem essa experiência até os 30 anos de idade.

     

    Dentro dos programas oferecidos aos jovens, se você encontrar algum rotariano e ele já tiver participado de um RYLA, o depoimento dele sempre será no sentido de que “esse evento transformou sua vida para melhor”.

     

    Mas o que é o RYLA? A sigla representa um prêmio de liderança juvenil para jovens de 12 a 30 anos, que busca oferecer oportunidades de aperfeiçoamento como oratória, criatividade, organização, gestão de projetos, gestão de pessoas, liderança e inovação. Juntar a teoria com a prática enriquece muito o cabedal de conhecimento deixando o jovem ainda mais preparado e confiante para o seu futuro, no mercado de trabalho e na vida pessoal, pois se tem uma ferramenta que a família rotária traz na bagagem é network.

     

    Já no Rotaract, os jovens a partir dos 18 anos se envolvem em atividades relacionadas a melhorar a vida de pessoas e comunidades mais necessitadas, utilizando todas as ferramentas já comentadas anteriormente. O Rotaract é focado no desenvolvimento profissional e pessoal dos jovens que fazem isso assistindo suas comunidades.

     

    Se você, assim como eu, descobriu a família rotária há pouco, incentivo-lhe a procurar um clube de Rotary em que você se sinta bem. Não existe uma idade mínima ou máxima para integrar o Rotary, em geral são pessoas a partir de 30 anos, cujo único requisito é ter uma profissão. São pessoas que perceberam que podem e querem ajudar o mundo a ser menos desigual e para isso se utilizam também dos instrumentos que cabem dentro da expressão “desenvolvimento pessoal”, afinal quer melhor desenvolvimento do que a prática e as conexões?

     

    O meu testemunho é que no Rotary encontrei pessoas ricas em conhecimentos muito diversos, com uma visão de mundo muito ampla, com quem tenho aprendido e trabalhado cada dia mais com engajamento, coragem e felicidade, porque percebo que em cada desafio que nos propomos temos que nos qualificar para liderar e fazer acontecer.

     

    O que isso mudou na minha vida pessoal? Entendo que hoje tenho mais conhecimento de pessoas, posso entendê-las e as ajudar a melhorar o seu dia a dia, incentivar a dar o seu melhor. Também acredito que isso é só o começo de uma trajetória linda que tenho construído, com um único ponto de tristeza, eu poderia ter conhecido essa família antes e sem dúvida já teria conquistado mais degraus desse tão querido desenvolvimento pessoal.

     

    * Graciele Cristina Glucksberg é formada em contabilidade e está cursando MBA em Contabilidade, Compliance e Direito Tributário. Atualmente é colaboradora da Forcontabil Assessoria Empresarial, rotariana associada ao Rotary Club Satélite de Curitiba Norte Inspiração.

     

  • EMPODERAMENTO FEMININO

    Por que precisamos falar e trabalhar em prol do empoderamento feminino?

    Antes de começarmos essa conversa é preciso que a gente defina o que é empoderamento, afinal o termo foi tão distorcido nos últimos tempos que se faz necessário alinhar esse significado antes de mais nada. 

     

    De acordo com o dicionário Aurélio, empoderamento significa:

    “Ação de se tornar poderoso, de passar a possuir poder, autoridade, domínio sobre; exemplo: processo de empoderamento das classes desfavorecidas.” O dicionário vai além, oferecendo uma extensão deste conceito, caracterizando-o como gíria: passar a ter domínio sobre a sua própria vida; ser capaz de tomar decisões sobre o que lhe diz respeito, exemplo: empoderamento das mulheres.”

     

    Note que a palavra empoderamento pode ser empregada para todos aqueles que buscam conquistar ou proteger direitos que, de alguma forma, foram negados ou negligenciados ao longo dos anos. Dito isso, podemos retomar nossa conversa sobre o empoderamento feminino, afinal estamos falando única e exclusivamente sobre equidade de gênero na sociedade em que vivemos e isso todos podem ser capazes de apoiar, não é mesmo? E por que isso se faz tão necessário?

     

    A resposta para essa pergunta é longa, rende livros e inúmeras pesquisas, mas vou me ater aos dados atuais sobre as mulheres em nosso país:

    • As mulheres são a maioria da população brasileira, totalizando 51,8% de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual (Pnad Contínua), do IBGE, de 2019.

    • Apesar disso, no Congresso brasileiro elas são apenas 15%  das congressistas. Entre os vereadores, são 13,5% e entre os prefeitos apenas 12%, o que nos coloca nas últimas posições nos rankings da participação política feminina: de 190 países estamos na posição 152. 

    • E não é só na área pública que a representatividade não acontece. Nas empresas privadas de médio porte, as mulheres em cargos de liderança atingem 34%.

    • Nós também somos a maioria entre os que têm ensino superior. Das mulheres com mais de 25 anos, 23,5% concluíram a graduação, esse percentual entre os homens da mesma idade é de 20,7%. Os dados são do IBGE.

    • De maneira geral, as mulheres também têm, em média, mais tempo de estudo do que os homens. São 8,4 anos em média, enquanto os homens, 8,01 anos.

    • Ainda sim as mulheres ganham 77,5% do salário dos homens executando uma mesma função. Ainda que ela venha caindo nos últimos anos, os dados do IBGE mostram que os homens ganharam em média R$ 2.574 por mês no 1º trimestre de 2020, enquanto as mulheres receberam apenas R$ 1.995.

    • Os afazeres domésticos ainda recaem sobre as mulheres que gastam quase o dobro (21,4 horas semanais) do tempo que os homens (11 horas semanais) nesse quesito.

    • 1 em cada 4 mulheres brasileiras (24,4%) acima de 16 anos afirma ter sofrido algum tipo de violência ou agressão nos últimos 12 meses, durante a pandemia de covid-19. Isso significa dizer que cerca de 17 milhões de mulheres sofreram violência física, psicológica ou sexual no último ano. Aqui o agravante é que essa violência acontece, na grande maioria das vezes, por homens da convivência da mulher, 72,8% dos autores das violências sofridas são conhecidos das vítimas.

    • 4,3 milhões de mulheres foram agredidas fisicamente com tapas, socos ou chutes. Isso significa dizer que a cada minuto, 8 mulheres apanharam no Brasil durante a pandemia do novo coronavírus. 

    • 1.338 feminicídios foram registrados no Brasil em 2020. 

     

    Quando falamos em empoderamento feminino falamos justamente em quebrar esse círculo de desigualdade e violência e oportunizar às mulheres condições reais de tomarem as rédeas da sua vida. Para isso, além do trabalho com as mulheres, é preciso trabalhar essas questões ainda na infância e adolescência, que não passa ilesa dos dados que não gostaríamos de ver, observe:

     

    • Em números absolutos, o Brasil ocupa a quarta posição no ranking internacional de casos de casamento infantil.

    • O Brasil registra 6 abortos por dia em meninas entre 10 e 14 anos estupradas.

    • A cada hora, quatro meninas de até 13 anos são estupradas no país.

    •  1 a cada 4 mulheres faltou a aula por não poder comprar absorvente.

    • As meninas são mais do que o dobro de meninos entre jovens fora da escola e sem atividade remunerada.

    • Para meninas, ter um filho pode ser considerado um fator decisivo na hora de evadir do ensino médio. Das adolescentes fora do ambiente escolar, 29,6% são mães.

     

    Podemos notar que os direitos e oportunidades das mulheres vão se esvaindo desde cedo. Constatamos também que falar de empoderamento feminino das meninas obrigatoriamente passa por um processo educativo dos meninos. E só um caminho é capaz de mudar esse cenário: a educação, sempre ela porque uma situação leva a outra, veja:

     

    • Meninas, especialmente em situação de vulnerabilidade, acabam em relacionamentos abusivos ainda antes dos 18 anos, o que leva a uma gravidez precoce e ao abandono da escola. É a escola que geralmente identifica os abusos e violências sofridas pelas crianças, longe da escola elas são um alvo ainda mais fácil.

     

    Portanto, diante dessas informações, não é mais possível ignorar a realidade. Ela está aí e gritando na nossa cara. E o como nós faremos? Trabalhar pelo empoderamento das meninas deve ser um compromisso de toda sociedade e isso inclui o Rotary.

    Mas como o Rotary pode trabalhar no empoderamento das meninas?

    Reverter esse cenário é um trabalho que exige tempo, mas que precisa começar agora. Precisamos garantir a presença das meninas nas escolas, garantir acesso à informação e garantir perspectiva de futuro e garantir a educação dos meninos. Veja alguns exemplos de ações que os rotarianos e rotarianas podem se comprometer:

     

    • Fornecer ou garantir o acesso das meninas a absorventes, por meio da confecção do item pelos próprios rotarianos ou no investimento da compra de máquinas, ou ainda por meio da proposição de uma lei que garanta o acesso das meninas de baixa renda. 

    • Ampliar a conversa sobre o assunto em parceria com as escolas. É possível realizar fóruns, manifestações artísticas, debates, intervenções e uma série de ações continuadas. Outra possibilidade é incluir a produção de uma cartilha educativa para os alunos.

    • Dar acesso a saúde de maneira constante, informações importantes sobre seus corpos, gravidez precoce. Criar uma rede de apoio para escuta e acolhimento.

    • Capacitar as meninas para garantir sua independência financeira e dar a elas uma visão de futuro é fundamental. De cursos de corte a panificação, é possível estabelecer parcerias para possibilitar a formação no contraturno escolar. Mas aqui a recomendação é furar essa bolha mais emergencial, que tal oferecer cursos de robótica, programação e outras habilidades e competências que são cada vez mais essenciais para o mercado de trabalho do século XXI? 

    São muitas as ações e projetos que os rotarianos e rotarianas podem encabeçar, o que o Rotary não pode é ignorar o fato de que trabalhar o empoderamento das meninas é uma demanda urgente.

    * Raphaella Caçapava é jornalista, especialista em comunicação, marketing e gestão de negócios, rotariana associada ao Rotary Club Satélite de Curitiba Norte Inspiração.

     

    Para conhecer mais sobre o Rotary acesse o site rotary4730.org.br ou siga a organização nas redes sociais @Rotary4730

     

  • DIA MUNDIAL DA ALFABETIZAÇÃO

    A educação transforma o mundo e o Rotary apoia a educação

    Uma das áreas de enfoque do Rotary Internacional é Educação Básica e Alfabetização, que tem como objetivo fortalecer a capacidade das comunidades de apoiarem educação básica e alfabetização, reduzir a disparidade de gêneros na área educacional e aumentar a alfabetização de adultos.

    Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), o analfabetismo ainda é a realidade de mais de 775 milhões de pessoas com mais de 15 anos, o que representa 17% da população adulta do mundo. No Brasil, cerca de 11,3 milhões de jovens e adultos eram analfabetos em 2018, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A alfabetização de adultos foi o que deu visibilidade ao trabalho de Paulo Freire (1921-1997), educador pernambucano, Patrono da Educação Brasileira, que no dia 19 de setembro faria 99 anos. Freire é o mais reconhecido educador brasileiro, homenageado com pelo menos 35 títulos de Doutor Honoris Causa em universidades brasileiras e estrangeiras.

    Vencedor do Prêmio Educação para a Paz, concedido pela Unesco, Freire é o terceiro autor mais citado do mundo na área de ciências sociais, de acordo com pesquisa da London School of Economics, sendo que seu livro, "Pedagogia do Oprimido", está entre os 100 mais pedidos pelas universidades de língua inglesa, segundo o projeto Open Syllabus, que reúne dados do mundo acadêmico, sendo o único brasileiro nesta lista.

    ROTARY INVESTE  EM PROJETOS EDUCACIONAIS PARA REDUZIR DESIGUALDADES AGRAVADAS PELA PANDEMIA

    Mas por que as ideias de Paulo Freire são tão relevantes? Porque sua abordagem procurava a formação integral do indivíduo, não dissociando o conhecimento teórico dos saberes da vida cotidiana dos alunos. Freire buscava uma aproximação com a realidade dos alunos, utilizando termos de seu cotidiano como "palavras geradoras" para alfabetizar e teve resultados impressionantes.

    Em 1963 na cidade de Angicos, no Rio Grande do Norte, 300 adultos foram alfabetizados em apenas 40 horas de aula, experiência registrada no documentário “As quarenta horas de Angicos”. O sucesso obtido mudou a realidade do município e foi documentado na produção “40 horas na memória”, sendo que os dois documentários estão disponíveis na plataforma YouTube.

    Os livros de Paulo Freire colocam a educação como uma grande ferramenta de transformação social e a desigualdade social como resultado de um sistema educacional que a perpetua. Segundo Freire, a função do educador não é apenas transferir conhecimento, mas criar condições e fornecer os elementos necessários à sua construção, conduzindo ao pensamento crítico.

    De fato, é evidente que a exclusão educacional agrava as desigualdades sociais. A baixa escolaridade acontece entre as pessoas mais pobres e é mais frequente entre os negros e pardos, cujo analfabetismo no Brasil atinge 11%, configurando-se em mais que o dobro da população branca, segundo o IBGE.

    Outra questão que afeta a qualidade da educação no Brasil é que a profissão de professor não é valorizada social e economicamente. O salário médio de professores, pedagogos e licenciados é mais baixo do que o de outras profissões que exigem igualmente formação de nível superior. Além disso, as condições de trabalho são muitas vezes degradantes, com grande número de alunos por turma e falta de estrutura. As situações de desrespeito e violência enfrentadas em algumas escolas são um desafio para quem escolheu o magistério como profissão. Tal realidade muitas vezes leva às salas de aula profissionais desmotivados.

    Além do investimento em estrutura e tecnologia há necessidade de formação continuada para que estes profissionais acompanhem as inovações tecnológicas e possam garantir melhor preparo dos alunos para um mundo em constante mudança. Essa não é uma realidade exclusivamente brasileira, mas de muitos países em desenvolvimento.

    Pensando nisso, o Rotary desenvolve diversas iniciativas pelo mundo para melhorar a educação básica, seja fornecendo recursos físicos e tecnológicos para as escolas ou investindo no treinamento de professores.

    Na Nigéria, por exemplo, o Rotary, em parceria com uma universidade, educa e alimenta crianças e adolescentes refugiados; no Afeganistão, rotarianos abriram uma escola para meninas a fim de interromper o ciclo de pobreza e a desigualdade social e, no Líbano, com mais de cem milhões de dólares em subsídios, os rotarianos estão fornecendo água limpa a todas as escolas para que os estudantes possam ter mais saúde e, consequentemente, melhor desempenho.

    CONHEÇA MAIS INICIATIVAS AQUI! 

    A atuação eficiente do Rotary pode ser comprovada pelo Treinamento de Inovação para Professores do Nepal (NTTI), que incentiva o aprendizado infantil por meio da capacitação de professores.

    Da mesma forma, no Projeto de Alfabetização da Guatemala, no qual mais de 600 clubes e 80 distritos têm trabalhado juntos desde 1997 para melhorar a educação de alunos carentes no país que sofrem com a pobreza extrema e onde um terço da população nativa é analfabeta. Este projeto envolve um programa de incentivo à leitura nas séries iniciais, com fornecimento de livros e computadores, além de um treinamento de dois anos para os professores a fim de aprimorar a forma como alfabetizam, substituindo exercícios de memorização e repetição por atividades que despertam o senso crítico dos estudantes.

    Desde o início do projeto, mais de 225 mil alunos já foram favorecidos e obtiveram resultados 49% melhores do que a média nacional em compreensão de leitura. Com habilidades de leitura adequadas, esses jovens se tornam capazes de compreender um extrato bancário, uma cédula de votação ou uma bula de remédio, sendo que sem esta capacidade continuariam sendo alvos de exploração e injustiça e o ciclo da pobreza continuaria para eles e suas famílias.

    Outro projeto que merece ser destacado é o Linha de Leitura do Distrito 4730, já aplicado a 6 mil alunos em cinco cidades do Paraná. Com um método holandês, cujo objetivo é criar o hábito de leitura nas crianças do ensino fundamental, que são avaliadas e agrupadas por seu nível de leitura, são entregues livros adequados ao nível das crianças, para que leiam em duplas diariamente por 15 minutos. Também há capacitação para os professores, que devem compreender o método para auxiliar as crianças. Este projeto superou as expectativas com a melhora dos resultados destes alunos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

    A alfabetização é libertadora, a educação é o caminho para uma sociedade mais justa e o Rotary trabalha para a levar aos lugares onde é mais necessário.

    É possível apoiar as iniciativas do Rotary associando-se a um clube, apoiando seus projetos ou fazendo doações, mas se desejar apenas saber mais sobre o impacto da educação nas transformações sociais, ler Paulo Freire é um passo.

    * Marcele Minozzo é arte-educadora, mestre em Design pela UFPR, doutoranda, mãe do Bernardo e da Stella e rotariana.

    Para conhecer mais sobre o Rotary acesse o site rotary4730.org.br ou siga a organização nas redes sociais @Rotary4730

  • Violência contra mulher

    Agosto reforça a importância do combate à violência contra mulher

    Lei Maria da Penha instituiu mecanismos para reduzir e prevenir a violência doméstica e familiar contra mulheres de todo o Brasil e, no dia 07 de agosto de 2021, completou 15 anos.

    Para marcar a data, criou-se a campanha “Agosto lilás” que almeja alertar a sociedade sobre a importância da prevenção e do combate à violência contra a mulher.

    O objetivo desta campanha é estimular denúncias de agressão contra as mulheres, incluindo-se neste rol todo o tipo de agressão, sejam elas físicas, sexuais e psicológicas.

    Muitas mulheres vivem em relacionamentos abusivos e, por não terem apoio da família, amigos e da própria sociedade, sentem-se desprotegidas de inúmeras formas.

    Por muitas vezes convivem com o parceiro agressivo, por não terem uma forma de renda que possa suportar sua subsistência e, muitas vezes, o sustento de seus filhos. Acabam, por fim, aceitando as agressões, por medo de represálias do parceiro (a) ou de este (a) possa fazer algo contra sua família também.

    Rotary por ser uma instituição humanitária, possui o privilégio de se manifestar e produzir projetos que possam auxiliar na conscientização da sociedade contra as abusividades sofridas às mulheres de todo o mundo, criando projetos que despertem um olhar crítico e de suporte a esta causa.

    O problema de violência à mulher é mundial, infelizmente, e para demonstrar as várias formas de conscientização e projetos formulados pelo Rotary, oportuno citar os projetos dos Rotary Clubs da Austrália que efetivaram uma campanha em várias comunidades com apelos diferenciados para cada uma na tentativa de resgate não somente das mulheres, mas também das famílias e dos homens ofensores.

    O Rotary Club de Maryborough, na Austrália, por exemplo, criou a campanha “fale abertamente!“ #SayNO2familyviolence, que promove um debate com a comunidade por meio de mídias sociais, folhetos e cartazes promocionais, oferecendo aos membros daquela região  um grande desempenho na resolução deste problema social.

    Para divulgar a mensagem, o clube teve como público alvo os principais influenciadores culturais e comportamentais da comunidade, principalmente os clubes esportivos que apoiaram a campanha, promovendo um campeonato, realizado recentemente, cujo lema foi #SayNO2familyviolence – Diga Não à Violência Doméstica!

    A campanha fez uma grande diferença na comunidade: aumentou-se o número de denúncias contra a violência doméstica, bem como promoveu na sociedade uma maior discussão sobre o tema.

    Já o Rotary Club de Brighton, fez uma campanha muito interessante e audaciosa, efetivou um programa online que está ajudando homens abusivos a aprender novas maneiras de lidar com a ira, mantendo relacionamentos pessoais mais agradáveis e positivos.

    O Programa de Mudança de Comportamento Masculino, instituído pela organização Famílias Livres da Violência da Austrália, consiste em um planejamento interativo para homens que não podem ou se recusam a participar de sessões de aconselhamento pessoal, devido à horários de trabalho conflitantes ou de constrangimento, trazendo um apoio psicológico para que os mesmos possam modificar suas atitudes e tentar melhorar seu comportamento perante à sociedade.

    O Rotary se preocupa com problemas sociais de impacto e, sendo que a violência contra a mulher é um problema mundial, socorre-se aos nossos olhos e ouvidos a necessidade de expandir projetos que promovam a conscientização da população para sua gravidade.

    As campanhas feitas, como o Agosto Lilás, tem o objetivo de dar o estímulo necessário para que a mulher, vítima da violência, denuncie o agressor e dessa forma, possa deixar esse ciclo de violência.

    Atenção agressores estamos de olho! O Rotary não se cala às desmazelas da sociedade. A violência contra mulher é algo ainda muito presente em nossas vidas e no meio em que estamos todos inseridos.

    Camila Luz é advogada, especialista na área previdenciária, mãe do Júlio César e rotariana.

     Para conhecer mais sobre o Rotary acesse o site rotary4730.org.br ou siga a organização nas redes sociais @Rotary4730