Junte-se a líderes.Troque ideias. Entre em ação!

  • CRESCIMENTO INDIVIDUAL

    Desenvolvimento pessoal: o que fazemos de bom volta para nós!

    Desenvolvimento pessoal é um processo de crescimento que remete a ideia de ação, de movimento, de buscar novas perspectivas, conhecimentos e habilidades. Para quem se interessa pelo tema, sabe que é necessário buscar a concretização dos ideais para nos motivar a nos desenvolver ainda mais.

     

    Ao refletir sobre a frase anterior, muito provavelmente seu pensamento deve estar vagando em algo como: "Legal, mas e aí como praticamos isso? De que forma podemos colocar em prática as ideias que desenvolvemos? Como treinar antes de levar ao ambiente de trabalho?"

     

    O desenvolvimento pessoal é algo abstrato, estimula-nos a pensar sobre sucesso, autoconhecimento, liderança e o quanto isso se difere de pessoa para pessoa, bem como, o quanto esse processo leva uma vida toda de aprendizado. Semelhante ao preparo para uma maratona, ele envolve tempo, empenho, treino, erros e acertos até a finalização da prova, crescer pessoalmente irá exigir de você! Sair da zona de conforto é difícil, mas também, se olhar por outro ângulo, deve se tornar prazeroso ao longo da caminhada.

     

    Afinal, o que a família rotária tem a ver com o desenvolvimento pessoal?

    Envolver-se com essa família te levará além. Ela te ajudará a estimular as qualidades e ferramentas contidas na expressão “desenvolvimento pessoal” e essa construção se dará a partir de uma base sólida de alguns princípios e objetivos que guiam os rotarianos.

     

    • Primeiro: o desenvolvimento do companheirismo como elemento capaz de proporcionar oportunidades de servir.
    • Segundo: o reconhecimento do mérito de toda ocupação útil e a difusão das normas de ética profissional.
    • Terceiro: a melhoria da comunidade pela conduta exemplar de cada um em sua vida pública e privada.
    • Quarto: a aproximação dos profissionais de todo o mundo, visando à consolidação das boas relações, da cooperação e da paz entre as nações.

     

    Somado a esses objetivos, o Rotary possui padrões de trabalho para nortear os passos de seus associados, denominadas de Comissões de Serviços:

     

    • Os Serviços Internos enfatizam o fortalecimento dos clubes para que tenham relacionamentos sólidos e planos para o desenvolvimento do quadro associativo.
    • Os Serviços Profissionais incentivam todos os rotarianos a trabalharem com integridade e a usarem seus talentos em prol da comunidade.
    • Os Serviços à Comunidade enfatizam a importância do trabalho para melhorar a qualidade de vida dos menos privilegiados e para atender às necessidades locais.
    • Os Serviços Internacionais exemplificam nosso alcance global para promover a paz e a compreensão mundial através de projetos e atividades.
    • Os Serviços à Juventude reconhecem a importância da capacitação dos jovens.

     

    E você poderá ingressar nessa família de diversas formas e, inclusive, desde muito pequeno. A união de pessoas com objetivos em comum fará você decolar.

     

    Ótimo, mas agora você deve ter pensado: Você sabe quantos anos eu tenho? Eu já passei da idade. Calma... É aí que você se engana... Se você quer se tornar um rotariano, não há limite de faixa etária.

     

    No Rotakids, crianças de até 12 anos desempenham atividades diversas que incluem projetos sociais devidamente supervisionados por adultos bem instruídos.

     

    Passada essa fase, podemos incentivar nossos primos mais novos, sobrinhos, conhecidos ou, ainda, aquele jovem que você conheceu aleatoriamente — mas que você vê uma grande disposição para aprender mais e fazer um mundo melhor — a ingressar a partir de 12 anos no Interact, programa do Rotary para adolescentes.

     

    Nesse programa, jovens de até 18 anos incompletos aprendem sobre liderança, comunicação, oratória, gerenciamento de projetos, assumem responsabilidades e fazem novas amizades. São incentivados a conhecer novas culturas para ajudar a quem precisa, mas sem deixar de se divertir muito, pois cada fase da vida deve ser respeitada para o desenvolvimento completo deles como pessoas.

     

    Ainda na adolescência, é possível fazer intercâmbio por meio da família rotária, possibilitando ao jovem se tornar um cidadão do mundo, aprender idiomas e conviver com famílias totalmente diferentes da sua (origem, nacionalidade e cultura). E o mais importante para nós: esse jovem se tornará um embaixador da paz. Existem ainda outras modalidades de intercâmbio que permitem essa experiência até os 30 anos de idade.

     

    Dentro dos programas oferecidos aos jovens, se você encontrar algum rotariano e ele já tiver participado de um RYLA, o depoimento dele sempre será no sentido de que “esse evento transformou sua vida para melhor”.

     

    Mas o que é o RYLA? A sigla representa um prêmio de liderança juvenil para jovens de 12 a 30 anos, que busca oferecer oportunidades de aperfeiçoamento como oratória, criatividade, organização, gestão de projetos, gestão de pessoas, liderança e inovação. Juntar a teoria com a prática enriquece muito o cabedal de conhecimento deixando o jovem ainda mais preparado e confiante para o seu futuro, no mercado de trabalho e na vida pessoal, pois se tem uma ferramenta que a família rotária traz na bagagem é network.

     

    Já no Rotaract, os jovens a partir dos 18 anos se envolvem em atividades relacionadas a melhorar a vida de pessoas e comunidades mais necessitadas, utilizando todas as ferramentas já comentadas anteriormente. O Rotaract é focado no desenvolvimento profissional e pessoal dos jovens que fazem isso assistindo suas comunidades.

     

    Se você, assim como eu, descobriu a família rotária há pouco, incentivo-lhe a procurar um clube de Rotary em que você se sinta bem. Não existe uma idade mínima ou máxima para integrar o Rotary, em geral são pessoas a partir de 30 anos, cujo único requisito é ter uma profissão. São pessoas que perceberam que podem e querem ajudar o mundo a ser menos desigual e para isso se utilizam também dos instrumentos que cabem dentro da expressão “desenvolvimento pessoal”, afinal quer melhor desenvolvimento do que a prática e as conexões?

     

    O meu testemunho é que no Rotary encontrei pessoas ricas em conhecimentos muito diversos, com uma visão de mundo muito ampla, com quem tenho aprendido e trabalhado cada dia mais com engajamento, coragem e felicidade, porque percebo que em cada desafio que nos propomos temos que nos qualificar para liderar e fazer acontecer.

     

    O que isso mudou na minha vida pessoal? Entendo que hoje tenho mais conhecimento de pessoas, posso entendê-las e as ajudar a melhorar o seu dia a dia, incentivar a dar o seu melhor. Também acredito que isso é só o começo de uma trajetória linda que tenho construído, com um único ponto de tristeza, eu poderia ter conhecido essa família antes e sem dúvida já teria conquistado mais degraus desse tão querido desenvolvimento pessoal.

     

    * Graciele Cristina Glucksberg é formada em contabilidade e está cursando MBA em Contabilidade, Compliance e Direito Tributário. Atualmente é colaboradora da Forcontabil Assessoria Empresarial, rotariana associada ao Rotary Club Satélite de Curitiba Norte Inspiração.

     

  • EMPODERAMENTO FEMININO

    Por que precisamos falar e trabalhar em prol do empoderamento feminino?

    Antes de começarmos essa conversa é preciso que a gente defina o que é empoderamento, afinal o termo foi tão distorcido nos últimos tempos que se faz necessário alinhar esse significado antes de mais nada. 

     

    De acordo com o dicionário Aurélio, empoderamento significa:

    “Ação de se tornar poderoso, de passar a possuir poder, autoridade, domínio sobre; exemplo: processo de empoderamento das classes desfavorecidas.” O dicionário vai além, oferecendo uma extensão deste conceito, caracterizando-o como gíria: passar a ter domínio sobre a sua própria vida; ser capaz de tomar decisões sobre o que lhe diz respeito, exemplo: empoderamento das mulheres.”

     

    Note que a palavra empoderamento pode ser empregada para todos aqueles que buscam conquistar ou proteger direitos que, de alguma forma, foram negados ou negligenciados ao longo dos anos. Dito isso, podemos retomar nossa conversa sobre o empoderamento feminino, afinal estamos falando única e exclusivamente sobre equidade de gênero na sociedade em que vivemos e isso todos podem ser capazes de apoiar, não é mesmo? E por que isso se faz tão necessário?

     

    A resposta para essa pergunta é longa, rende livros e inúmeras pesquisas, mas vou me ater aos dados atuais sobre as mulheres em nosso país:

    • As mulheres são a maioria da população brasileira, totalizando 51,8% de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual (Pnad Contínua), do IBGE, de 2019.

    • Apesar disso, no Congresso brasileiro elas são apenas 15%  das congressistas. Entre os vereadores, são 13,5% e entre os prefeitos apenas 12%, o que nos coloca nas últimas posições nos rankings da participação política feminina: de 190 países estamos na posição 152. 

    • E não é só na área pública que a representatividade não acontece. Nas empresas privadas de médio porte, as mulheres em cargos de liderança atingem 34%.

    • Nós também somos a maioria entre os que têm ensino superior. Das mulheres com mais de 25 anos, 23,5% concluíram a graduação, esse percentual entre os homens da mesma idade é de 20,7%. Os dados são do IBGE.

    • De maneira geral, as mulheres também têm, em média, mais tempo de estudo do que os homens. São 8,4 anos em média, enquanto os homens, 8,01 anos.

    • Ainda sim as mulheres ganham 77,5% do salário dos homens executando uma mesma função. Ainda que ela venha caindo nos últimos anos, os dados do IBGE mostram que os homens ganharam em média R$ 2.574 por mês no 1º trimestre de 2020, enquanto as mulheres receberam apenas R$ 1.995.

    • Os afazeres domésticos ainda recaem sobre as mulheres que gastam quase o dobro (21,4 horas semanais) do tempo que os homens (11 horas semanais) nesse quesito.

    • 1 em cada 4 mulheres brasileiras (24,4%) acima de 16 anos afirma ter sofrido algum tipo de violência ou agressão nos últimos 12 meses, durante a pandemia de covid-19. Isso significa dizer que cerca de 17 milhões de mulheres sofreram violência física, psicológica ou sexual no último ano. Aqui o agravante é que essa violência acontece, na grande maioria das vezes, por homens da convivência da mulher, 72,8% dos autores das violências sofridas são conhecidos das vítimas.

    • 4,3 milhões de mulheres foram agredidas fisicamente com tapas, socos ou chutes. Isso significa dizer que a cada minuto, 8 mulheres apanharam no Brasil durante a pandemia do novo coronavírus. 

    • 1.338 feminicídios foram registrados no Brasil em 2020. 

     

    Quando falamos em empoderamento feminino falamos justamente em quebrar esse círculo de desigualdade e violência e oportunizar às mulheres condições reais de tomarem as rédeas da sua vida. Para isso, além do trabalho com as mulheres, é preciso trabalhar essas questões ainda na infância e adolescência, que não passa ilesa dos dados que não gostaríamos de ver, observe:

     

    • Em números absolutos, o Brasil ocupa a quarta posição no ranking internacional de casos de casamento infantil.

    • O Brasil registra 6 abortos por dia em meninas entre 10 e 14 anos estupradas.

    • A cada hora, quatro meninas de até 13 anos são estupradas no país.

    •  1 a cada 4 mulheres faltou a aula por não poder comprar absorvente.

    • As meninas são mais do que o dobro de meninos entre jovens fora da escola e sem atividade remunerada.

    • Para meninas, ter um filho pode ser considerado um fator decisivo na hora de evadir do ensino médio. Das adolescentes fora do ambiente escolar, 29,6% são mães.

     

    Podemos notar que os direitos e oportunidades das mulheres vão se esvaindo desde cedo. Constatamos também que falar de empoderamento feminino das meninas obrigatoriamente passa por um processo educativo dos meninos. E só um caminho é capaz de mudar esse cenário: a educação, sempre ela porque uma situação leva a outra, veja:

     

    • Meninas, especialmente em situação de vulnerabilidade, acabam em relacionamentos abusivos ainda antes dos 18 anos, o que leva a uma gravidez precoce e ao abandono da escola. É a escola que geralmente identifica os abusos e violências sofridas pelas crianças, longe da escola elas são um alvo ainda mais fácil.

     

    Portanto, diante dessas informações, não é mais possível ignorar a realidade. Ela está aí e gritando na nossa cara. E o como nós faremos? Trabalhar pelo empoderamento das meninas deve ser um compromisso de toda sociedade e isso inclui o Rotary.

    Mas como o Rotary pode trabalhar no empoderamento das meninas?

    Reverter esse cenário é um trabalho que exige tempo, mas que precisa começar agora. Precisamos garantir a presença das meninas nas escolas, garantir acesso à informação e garantir perspectiva de futuro e garantir a educação dos meninos. Veja alguns exemplos de ações que os rotarianos e rotarianas podem se comprometer:

     

    • Fornecer ou garantir o acesso das meninas a absorventes, por meio da confecção do item pelos próprios rotarianos ou no investimento da compra de máquinas, ou ainda por meio da proposição de uma lei que garanta o acesso das meninas de baixa renda. 

    • Ampliar a conversa sobre o assunto em parceria com as escolas. É possível realizar fóruns, manifestações artísticas, debates, intervenções e uma série de ações continuadas. Outra possibilidade é incluir a produção de uma cartilha educativa para os alunos.

    • Dar acesso a saúde de maneira constante, informações importantes sobre seus corpos, gravidez precoce. Criar uma rede de apoio para escuta e acolhimento.

    • Capacitar as meninas para garantir sua independência financeira e dar a elas uma visão de futuro é fundamental. De cursos de corte a panificação, é possível estabelecer parcerias para possibilitar a formação no contraturno escolar. Mas aqui a recomendação é furar essa bolha mais emergencial, que tal oferecer cursos de robótica, programação e outras habilidades e competências que são cada vez mais essenciais para o mercado de trabalho do século XXI? 

    São muitas as ações e projetos que os rotarianos e rotarianas podem encabeçar, o que o Rotary não pode é ignorar o fato de que trabalhar o empoderamento das meninas é uma demanda urgente.

    * Raphaella Caçapava é jornalista, especialista em comunicação, marketing e gestão de negócios, rotariana associada ao Rotary Club Satélite de Curitiba Norte Inspiração.

     

    Para conhecer mais sobre o Rotary acesse o site rotary4730.org.br ou siga a organização nas redes sociais @Rotary4730

     

  • DIA MUNDIAL DA ALFABETIZAÇÃO

    A educação transforma o mundo e o Rotary apoia a educação

    Uma das áreas de enfoque do Rotary Internacional é Educação Básica e Alfabetização, que tem como objetivo fortalecer a capacidade das comunidades de apoiarem educação básica e alfabetização, reduzir a disparidade de gêneros na área educacional e aumentar a alfabetização de adultos.

    Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), o analfabetismo ainda é a realidade de mais de 775 milhões de pessoas com mais de 15 anos, o que representa 17% da população adulta do mundo. No Brasil, cerca de 11,3 milhões de jovens e adultos eram analfabetos em 2018, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A alfabetização de adultos foi o que deu visibilidade ao trabalho de Paulo Freire (1921-1997), educador pernambucano, Patrono da Educação Brasileira, que no dia 19 de setembro faria 99 anos. Freire é o mais reconhecido educador brasileiro, homenageado com pelo menos 35 títulos de Doutor Honoris Causa em universidades brasileiras e estrangeiras.

    Vencedor do Prêmio Educação para a Paz, concedido pela Unesco, Freire é o terceiro autor mais citado do mundo na área de ciências sociais, de acordo com pesquisa da London School of Economics, sendo que seu livro, "Pedagogia do Oprimido", está entre os 100 mais pedidos pelas universidades de língua inglesa, segundo o projeto Open Syllabus, que reúne dados do mundo acadêmico, sendo o único brasileiro nesta lista.

    ROTARY INVESTE  EM PROJETOS EDUCACIONAIS PARA REDUZIR DESIGUALDADES AGRAVADAS PELA PANDEMIA

    Mas por que as ideias de Paulo Freire são tão relevantes? Porque sua abordagem procurava a formação integral do indivíduo, não dissociando o conhecimento teórico dos saberes da vida cotidiana dos alunos. Freire buscava uma aproximação com a realidade dos alunos, utilizando termos de seu cotidiano como "palavras geradoras" para alfabetizar e teve resultados impressionantes.

    Em 1963 na cidade de Angicos, no Rio Grande do Norte, 300 adultos foram alfabetizados em apenas 40 horas de aula, experiência registrada no documentário “As quarenta horas de Angicos”. O sucesso obtido mudou a realidade do município e foi documentado na produção “40 horas na memória”, sendo que os dois documentários estão disponíveis na plataforma YouTube.

    Os livros de Paulo Freire colocam a educação como uma grande ferramenta de transformação social e a desigualdade social como resultado de um sistema educacional que a perpetua. Segundo Freire, a função do educador não é apenas transferir conhecimento, mas criar condições e fornecer os elementos necessários à sua construção, conduzindo ao pensamento crítico.

    De fato, é evidente que a exclusão educacional agrava as desigualdades sociais. A baixa escolaridade acontece entre as pessoas mais pobres e é mais frequente entre os negros e pardos, cujo analfabetismo no Brasil atinge 11%, configurando-se em mais que o dobro da população branca, segundo o IBGE.

    Outra questão que afeta a qualidade da educação no Brasil é que a profissão de professor não é valorizada social e economicamente. O salário médio de professores, pedagogos e licenciados é mais baixo do que o de outras profissões que exigem igualmente formação de nível superior. Além disso, as condições de trabalho são muitas vezes degradantes, com grande número de alunos por turma e falta de estrutura. As situações de desrespeito e violência enfrentadas em algumas escolas são um desafio para quem escolheu o magistério como profissão. Tal realidade muitas vezes leva às salas de aula profissionais desmotivados.

    Além do investimento em estrutura e tecnologia há necessidade de formação continuada para que estes profissionais acompanhem as inovações tecnológicas e possam garantir melhor preparo dos alunos para um mundo em constante mudança. Essa não é uma realidade exclusivamente brasileira, mas de muitos países em desenvolvimento.

    Pensando nisso, o Rotary desenvolve diversas iniciativas pelo mundo para melhorar a educação básica, seja fornecendo recursos físicos e tecnológicos para as escolas ou investindo no treinamento de professores.

    Na Nigéria, por exemplo, o Rotary, em parceria com uma universidade, educa e alimenta crianças e adolescentes refugiados; no Afeganistão, rotarianos abriram uma escola para meninas a fim de interromper o ciclo de pobreza e a desigualdade social e, no Líbano, com mais de cem milhões de dólares em subsídios, os rotarianos estão fornecendo água limpa a todas as escolas para que os estudantes possam ter mais saúde e, consequentemente, melhor desempenho.

    CONHEÇA MAIS INICIATIVAS AQUI! 

    A atuação eficiente do Rotary pode ser comprovada pelo Treinamento de Inovação para Professores do Nepal (NTTI), que incentiva o aprendizado infantil por meio da capacitação de professores.

    Da mesma forma, no Projeto de Alfabetização da Guatemala, no qual mais de 600 clubes e 80 distritos têm trabalhado juntos desde 1997 para melhorar a educação de alunos carentes no país que sofrem com a pobreza extrema e onde um terço da população nativa é analfabeta. Este projeto envolve um programa de incentivo à leitura nas séries iniciais, com fornecimento de livros e computadores, além de um treinamento de dois anos para os professores a fim de aprimorar a forma como alfabetizam, substituindo exercícios de memorização e repetição por atividades que despertam o senso crítico dos estudantes.

    Desde o início do projeto, mais de 225 mil alunos já foram favorecidos e obtiveram resultados 49% melhores do que a média nacional em compreensão de leitura. Com habilidades de leitura adequadas, esses jovens se tornam capazes de compreender um extrato bancário, uma cédula de votação ou uma bula de remédio, sendo que sem esta capacidade continuariam sendo alvos de exploração e injustiça e o ciclo da pobreza continuaria para eles e suas famílias.

    Outro projeto que merece ser destacado é o Linha de Leitura do Distrito 4730, já aplicado a 6 mil alunos em cinco cidades do Paraná. Com um método holandês, cujo objetivo é criar o hábito de leitura nas crianças do ensino fundamental, que são avaliadas e agrupadas por seu nível de leitura, são entregues livros adequados ao nível das crianças, para que leiam em duplas diariamente por 15 minutos. Também há capacitação para os professores, que devem compreender o método para auxiliar as crianças. Este projeto superou as expectativas com a melhora dos resultados destes alunos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

    A alfabetização é libertadora, a educação é o caminho para uma sociedade mais justa e o Rotary trabalha para a levar aos lugares onde é mais necessário.

    É possível apoiar as iniciativas do Rotary associando-se a um clube, apoiando seus projetos ou fazendo doações, mas se desejar apenas saber mais sobre o impacto da educação nas transformações sociais, ler Paulo Freire é um passo.

    * Marcele Minozzo é arte-educadora, mestre em Design pela UFPR, doutoranda, mãe do Bernardo e da Stella e rotariana.

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  • Violência contra mulher

    Agosto reforça a importância do combate à violência contra mulher

    Lei Maria da Penha instituiu mecanismos para reduzir e prevenir a violência doméstica e familiar contra mulheres de todo o Brasil e, no dia 07 de agosto de 2021, completou 15 anos.

    Para marcar a data, criou-se a campanha “Agosto lilás” que almeja alertar a sociedade sobre a importância da prevenção e do combate à violência contra a mulher.

    O objetivo desta campanha é estimular denúncias de agressão contra as mulheres, incluindo-se neste rol todo o tipo de agressão, sejam elas físicas, sexuais e psicológicas.

    Muitas mulheres vivem em relacionamentos abusivos e, por não terem apoio da família, amigos e da própria sociedade, sentem-se desprotegidas de inúmeras formas.

    Por muitas vezes convivem com o parceiro agressivo, por não terem uma forma de renda que possa suportar sua subsistência e, muitas vezes, o sustento de seus filhos. Acabam, por fim, aceitando as agressões, por medo de represálias do parceiro (a) ou de este (a) possa fazer algo contra sua família também.

    Rotary por ser uma instituição humanitária, possui o privilégio de se manifestar e produzir projetos que possam auxiliar na conscientização da sociedade contra as abusividades sofridas às mulheres de todo o mundo, criando projetos que despertem um olhar crítico e de suporte a esta causa.

    O problema de violência à mulher é mundial, infelizmente, e para demonstrar as várias formas de conscientização e projetos formulados pelo Rotary, oportuno citar os projetos dos Rotary Clubs da Austrália que efetivaram uma campanha em várias comunidades com apelos diferenciados para cada uma na tentativa de resgate não somente das mulheres, mas também das famílias e dos homens ofensores.

    O Rotary Club de Maryborough, na Austrália, por exemplo, criou a campanha “fale abertamente!“ #SayNO2familyviolence, que promove um debate com a comunidade por meio de mídias sociais, folhetos e cartazes promocionais, oferecendo aos membros daquela região  um grande desempenho na resolução deste problema social.

    Para divulgar a mensagem, o clube teve como público alvo os principais influenciadores culturais e comportamentais da comunidade, principalmente os clubes esportivos que apoiaram a campanha, promovendo um campeonato, realizado recentemente, cujo lema foi #SayNO2familyviolence – Diga Não à Violência Doméstica!

    A campanha fez uma grande diferença na comunidade: aumentou-se o número de denúncias contra a violência doméstica, bem como promoveu na sociedade uma maior discussão sobre o tema.

    Já o Rotary Club de Brighton, fez uma campanha muito interessante e audaciosa, efetivou um programa online que está ajudando homens abusivos a aprender novas maneiras de lidar com a ira, mantendo relacionamentos pessoais mais agradáveis e positivos.

    O Programa de Mudança de Comportamento Masculino, instituído pela organização Famílias Livres da Violência da Austrália, consiste em um planejamento interativo para homens que não podem ou se recusam a participar de sessões de aconselhamento pessoal, devido à horários de trabalho conflitantes ou de constrangimento, trazendo um apoio psicológico para que os mesmos possam modificar suas atitudes e tentar melhorar seu comportamento perante à sociedade.

    O Rotary se preocupa com problemas sociais de impacto e, sendo que a violência contra a mulher é um problema mundial, socorre-se aos nossos olhos e ouvidos a necessidade de expandir projetos que promovam a conscientização da população para sua gravidade.

    As campanhas feitas, como o Agosto Lilás, tem o objetivo de dar o estímulo necessário para que a mulher, vítima da violência, denuncie o agressor e dessa forma, possa deixar esse ciclo de violência.

    Atenção agressores estamos de olho! O Rotary não se cala às desmazelas da sociedade. A violência contra mulher é algo ainda muito presente em nossas vidas e no meio em que estamos todos inseridos.

    Camila Luz é advogada, especialista na área previdenciária, mãe do Júlio César e rotariana.

     Para conhecer mais sobre o Rotary acesse o site rotary4730.org.br ou siga a organização nas redes sociais @Rotary4730