Home office

Na Grande Curitiba, 30,2% da população poderia trabalhar remotamente, aponta Ipea

(Foto: Marcello Casal Jr/ABr)

Na Grande Curitiba, 30,2% das população ocupada poderia trabalhar de forma remota, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em  nota de Conjuntura divulgada nesta sexta (27). Isso equivale a 504.254 pessoas. O estudo também mostra que os rendimentos recebidos por ocupados exercendo potencialmente suas atividades de forma remota na Região Metropolitana de Curitiba é de R$ 2,3 bilhões, o quinto maior entre as regiões estudadas e que representa 36,1% do potencial de todo o Paraná.

O estudo revela que a maior parte dos trabalhadores que poderia desenvolver as atividades de forma remota na Grande Curitiba é mulher (57,30%); branca (80,90%); com nível superior completo ou pós-graduação (62,1%); e tem idade entre 20 e 49 anos (77,5%).

No Paraná

De acordo com o Ipea, no Paraná são 1.394.468 pessoas que poderiam trabalhar de forma remota, que correspondem a 26,30% da população ocupada, o quarto no ranking nacional. No Estado, 62% deles têm ensino superior completo ou pós-graduação e maioria, 67,5%, está na faixa etária entre 29 e 59 anos

Na análise, o Ipea utiliza dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2021. O Instituto esclarece que não existem dados oficiais de quantas pessoas no Brasil trabalham remotamente. Por isso, realizou um levantamento das atividades que poderiam ser realizadas em teletrabalho.

Como critério foi considerado, por exemplo, se os trabalhadores possuem ou não condições de realizar as tarefas em teletrabalho e se há fatores na realização do trabalho de forma remota que podem aumentar a produtividade.

No Brasil

No Brasil, aproximadamente uma a cada quatro pessoas poderia trabalhar de forma remota, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Isso equivale a 20,4 milhões de pessoas, que representam 24,1% do total da população ocupada no país.  O estudo mostra que, a maior parte dos trabalhadores que poderiam desenvolver as atividades de forma remota, assim como na Grande Curitiba e no Paraná, é mulher (58,3%); branca (60%); com nível superior completo (62,6%); e tem idade entre 20 e 49 anos (71,8%).

Mais da metade desses trabalhadores em teletrabalho potencial encontra-se na região Sudeste, aproximadamente 10,5 milhões. Na região Sul estão 3,6 milhões; no Nordeste, 3,5 milhões; e, no Centro-Oeste, 1,7 milhão. Essas pessoas estão prioritariamente em áreas urbanas. No entanto, segundo o Ipea, há cerca de 650 mil pessoas em teletrabalho potencial no campo, o que corresponde a 6,4% do total de ocupados na zona rural. 

O recorte por unidade federativa mostra que, enquanto o Distrito Federal apresenta teletrabalho potencial de 37,8%, no Pará esse percentual cai para menos da metade, 15,3%. Em relação às cidades, Florianópolis aparece na liderança, com cerca de 40,4% das pessoas ocupadas em regime potencial de teletrabalho.

O Ipea também estimou a massa de rendimentos dos trabalhadores e constatou que, o rendimento efetivo das pessoas ocupadas, no geral, consideradas na Pnad, supera os rendimentos habituais. Ou seja, o que os trabalhadores receberam de fato pelo trabalho, no período considerado, foi maior do que o que costumam receber. Consideradas apenas as pessoas em teletrabalho potencial, o rendimento efetivo supera o habitual em 9%. Segundo o Ipea, as pessoas em teletrabalho potencial, juntas são responsáveis por cerca de 40% do total de rendimentos no Brasil.