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Cinema

‘Judy’ reaquece o filão das cinebiografias premiáveis

(Foto: Divulgação)

A explosão de ‘Bohemian Rhapsody’, em 2018, reabriu um filão de cinebiografias – a de artistas da música – para os produtores de Hollywood. ‘Bohemian’ concorreu a cinco Oscars e levou quatro, incluindo melhor ator para Rami Malek no papel de Freddie Mercury. Em seguida, foi lançado ‘Rocketman’, cinebiografia de Elton John. Para estranheza geral, Taron Egerton, que brilhou como o extravagante músico inglês, acabou esnobado nas indicações ao Oscar 2019/2020. Contudo, outra cinebiografia, menos baladada, conseguiu o que faltou a ‘Rocketman’: indicação ao Oscar para melhor intérprete. E essa intérprete é a atriz René Zellweger, que encarna Judy Garland em ‘Judy – Muito Além do Arco-Íris’, que estreia nesta quinta-feira (30) em Curitiba.

Ao contrário das cinebiografias de Mercury ou Elton John, ‘Judy’ não acompanha do começo ao fim a carreira daquela que já foi chamada de “namoradinha da América” – embora Judy fosse inglesa de nascimento. O filme foca mesmo é na decadência da cantora e atriz. O começo fulgurante da carreira – com 16 anos, ela estrelou ‘O Mágico de Oz’, seu filme mais conhecido – é apenas uma lembrança (aliás, o substítulo “Muito Além do Arco-Íris” é uma referência explícita a ‘Over the Rainbow’, famosa canção do clássico de 1938). No filme dirigido por Rupert Goold, o momento é outro: Londres, inverno de 1968, quando Judy Garland chega ao Swinging London para se apresentar no The Talk of the Town. Isso ocorre 30 anos depois das gravações de ‘O Mágico de Oz’. Sua voz está fraca e sua aparência, claudicante. Durante a apresentação, flashes de memórias vêm à tona.

Como toda cinebiografia, ‘Judy’ tem lá suas licenças poéticas e alguns fatos que não aconteceram da forma como foram mostrados. Mas os fatos principais estão lá, como as relações com alguns dos vários maridos – ela se casou cinco vezes –, as pressões dos estúdios e a dependência química. Judy Garland morreu de uma overdose acidental, em 1969, aos 47 anos.

Apesar de ser uma atriz cheia de fazer caretas (‘Bridget Jones’ que o diga), Renée Zellweger consegue entregar uma Judy Garland bastante factível. Cantar, Renée sabe (‘Chicago’ que o diga). E a aparência da atriz, muito criticada depois de plásticas com resultados polêmicos, ajuda na interpretação de uma Judy Garland decadente. Depois de acumular prêmios de melhor atriz, como o Golden Globe e o Critics’ Choice, Renée Zellweger tem chances enormes de levar o Oscar de melhor atriz para casa. ‘Judy’, assim, mantém aquecido o filão das cinebiografias de artistas da música, um bom caminho para quem mira as premiações no cinema.

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