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Futebol

Que time perde mais e outras respostas sobre corte do patrocínio da Caixa

(Foto: Alexandre Vidal / Flamengo)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Principal patrocinadora do futebol brasileiro, a possível saída da Caixa Econômica Federal do mercado preocupa os clubes pela perda da receita e a dificuldade em encontrar substituto. 

Apenas no ano passado, o banco estatal gastou R$ 183 milhões para patrocinar 25 times do Campeonato Brasileiro das séries A e B.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, considera que o banco pode usar melhor o dinheiro do que em contratos com os clubes e, como a Folha de S.Paulo revelou, cartolas foram informados que a instituição planejava não continuar no futebol.

Veja abaixo as principais questões sobre a relação da Caixa com as equipes do país.

Que clube será mais atingido pelo corte da Caixa?

Em termos de valores absolutos será o Flamengo, que tinha no ano passado contrato de patrocínio de R$ 32 milhões. Mas de acordo com estudo do banco Itaú BBA, a verba representa 5,4% da receita anual do time carioca. Entre os que disputaram a Série A em 2018, a perda mais sentida será a do Ceará, que tinha no patrocínio da Caixa (R$ 6,7 milhões) 24,8% de sua arrecadação.

Quanto a Caixa investiu?

Em 2018, o banco gastou R$ 191,7 milhões em patrocínios no futebol, que representa 28% do orçamento destinado à comunicação e publicidade.

Desde quando a Caixa investe em futebol?

Desde 2012, quando fechou patrocínio com Athletico Paranaense, Avaí e Figueirense. No final daquele ano, o banco fechou acordo com o Corinthians.

Quanto o banco já gastou?

De acordo com dados da estatal, R$ 663,6 milhões.

Por que os patrocínios correm risco de acabar?

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), eleito em novembro do ano passado, não é simpático à ideia de usar dinheiro público para patrocinar clubes de futebol, principalmente nos valores atuais. Após vencer o pleito, ele disse que a Caixa gastou R$ 2,5 bilhões em publicidade em patrocínios e considerou um absurdo. O valor não bate com os dados do banco sobre a verba de publicidade (R$ 685,4 milhões). O ministro da Economia, Paulo Guedes, também é contra os patrocínios. "Às vezes, é possível fazer coisas 100 vezes melhores com menos recursos do que gastar com publicidade de times de futebol", disse na última segunda (7). Mesmo antes disso, a Caixa já vinha dando sinais de desaceleração no seu investimento em futebol.

A Caixa é a única estatal que patrocina times de futebol?

Não. Entre os clubes das Séries A e B do Brasileiro em 2018, Internacional, Grêmio, Brasil de Pelotas e Juventude foram patrocinados pelo Banrisul, banco estatal gaúcho.

A Caixa paga mais do que patrocinadores privados?

Não. O maior contrato individual do futebol brasileiro é o da Crefisa, que pagou R$ 78 milhões ao Palmeiras no ano passado. Mas no investimento geral, o gasto de R$ 183 milhões da Caixa com os 25 clubes das Séries A e B é o maior.

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