Arquivo mensais:setembro 2015

PACTO GLOBAL – SVB lança carta aberta para redução no consumo global de alimentos de origem animal

25 setembro, 2015 às 16:52  |  por Ana Maria Ferrarini

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) e a InternationalVegetarian Union (IVU) lançaram uma carta aberta ao governo brasileiro e líderes globais pedindo a inclusão da redução do consumo de alimentos de origem animal nos objetivos de desenvolvimento sustentável e em negociações climáticas. O texto pode ser lido na integra nos endereços: http://dietethics.org/ e http://dietethics.org/openletter/ (versão em inglês).

O documento é lançado em um momento chave. Entre os dias 25 e 27 de setembro a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável da ONU irá reunir mais de 150 líderes em Nova York para o lançamento de uma agenda global que estabelece 17 objetivos e 169 metas de desenvolvimento sustentável até 2030. Logo em seguida, em novembro, os governos de 196 países deverão estabelecer um novo acordo de metas para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), que tem como objetivo garantir que o aumento da temperatura global permaneça abaixo de 2ºC.

A carta destaca que a maioria das crises ambientais que vivemos é profundamente ampliada pelo consumo, ainda crescente, de produtos do setor pecuário, e ilustra os efeitos ambientais nocivos do setor sobre o desmatamento, emissões de gases de efeito estufa, escassez hídrica e a poluição das águas.

O documento da SVB e da IVU traz, ainda, pesquisas recentes que mostram que medidas voltadas exclusivamente para melhorias no setor de produção não serão suficientes para aplacar os efeitos nocivos da pecuária sobre o ambiente. O último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas aponta que, se houver uma redução no consumo de carnes, o nível de emissões de gases de efeito estufa pode cair em 64%.

Políticas voltadas à redução na demanda por produtos de origem animal também seriam benéficas em outros setores, como no combate a escassez hídrica, preservação florestal, do solo e da biodiversidade, além de contribuir para a melhoria da saúde da população.

A carta enfatiza que uma mudança na demanda global por alimentos de origem animal já não pode mais ser ignorada: é uma das medidas mais eficazes para permitir o desenvolvimento das nações, a preservação ambiental e a garantia de um futuro saudável para todos.

É NA COZINHA – Vagens com Pimentão ao Curry

25 setembro, 2015 às 11:30  |  por Ana Maria Ferrarini

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Ingredientes

300 g de vagens frescas
1 colher (sopa) de molho de soja (shoyu)
1 colher (chá) de amido de milho
2 colheres (sopa) de geleia de damasco ou de laranja
2 colheres (chá) de curry em pó (ou a gosto)
2 colheres (chá) de óleo de gergelim
1 pimentão vermelho pequeno, cortado em tiras finas

Preparo

Cozinhe as vagens em água fervente suficiente para cobri-las por cerca de 4 minutos ou até ficarem al dente. Escorra, enxágue com água fria e escorra bem. Reserve. Numa tigela pequena, misture o molho de soja e o amido de milho até ficar homogêneo. Adicione a conserva de damasco e o curry em pó, misture bem e reserve. Aqueça o óleo de gergelim numa frigideira grande antiaderente em fogo médio-alto. Adicione o pimentão e cozinhe, mexendo eventualmente, por 3 minutos. Adicione as vagens, e cozinhe, mexendo por 2 minutos. Adicione a mistura de molho de soja e cozinhe por mais 1 minuto ou até o molho engrossar.

Rendimento: 2 a 4 porções –  Fonte: Receita e fotos de McCormick

GERAL – Excluir carne da dieta pode curar diabetes, diz estudo

25 setembro, 2015 às 11:26  |  por Ana Maria Ferrarini

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Adotar uma dieta vegetariana pode ajudar os diabéticos a reverter a doença. De acordo com estudo divulgado pelo site do jornal britânico Daily Mail, as pessoas que lutam contra a doença podem melhorar os níveis de açúcar do sangue apenas tirando a carne da sua alimentação diária.

Cientistas da Faculdade de Medicina e Ciência da Saúde da Universidade George Washington acreditam que o fato de remover a gordura animal pode curar de vez a condição. Eles afirmam que a mudança de dieta pode ser uma alternativa de tratamento para diabetes do tipo 2.

A análise de estudos anteriores mostrou também que o fato de remover este tipo de gordura da dieta ajuda a melhorar a sensibilidade à insulina.

Já uma alimentação baseada em vegetais reduz uma proteína importante, a HbA1c. Em diabéticos, quanto maior esta proteína no sangue, maior o risco de complicações relacionadas à doença.

O estudo feito com veganos ou vegetarianos mostrou que a dieta diminuiu o HbA1c de forma equivalente aos efeitos causados por medicamentos de controle para pessoas com diabéticos.

Segundo Susan Levin, uma das autoras do estudo, uma dieta baseada em vegetais melhora o açúcar do sangue, o peso corporal, pressão, colesterol, tudo ao mesmo tempo, “algo que uma droga não pode fazer”.

Os especialistas afirmam que trata-se de um tratamento fácil de se seguir, eliminando a rotina tediosa de se tomar medicamentos e injetar insulina.

Ao redor do mundo, 347 milhões de pessoas sofrem de diabetes, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Eles preveem que, até 2030, esta será a sétima principal causa de morte.

 

CONSUMO RESPONSÁVEL – James Cameron cria a primeira escola vegana dos EUA

25 setembro, 2015 às 11:22  |  por Ana Maria Ferrarini

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James Cameron é um dos diretores de cinema mais importantes da atualidade, mas a sua fama vai muito além de Holywood. O canadense é conhecido internacionalmente por sua luta em prol das causas ambientais. Seu envolvimento com o tema é tanto que ele e a esposa são os responsáveis pela criação da primeira escola vegana dos Estados Unidos.

A ideia surgiu a partir de uma necessidade identificada na educação dos próprios filhos. Mesmo tendo matriculado suas crianças em uma escola “ambiental”, James Cameron e Suzy Amis Cameron perceberam que a alimentação na instituição continuava cheia de itens industrializados e pouco saudáveis.

No site da MUSE, nome dado à escola, Suzy explica como este projeto começou. Em 2005, enquanto o marido dirigia um dos filmes de maior sucesso dos últimos dez anos, Avatar, ela e a irmã discutiam formas de criar uma escola com uma filosofia voltada para o desenvolvimento humano, social, cultural e ambiental das crianças.

Um ano depois de começarem a idealizar, a instituição foi aberta. Inicialmente eram apenas 11 alunos. Hoje, a unidade instalada na Califórnia já conta com 140 alunos. Pelo menos por enquanto, a escola é destinada apenas a crianças do ensino fundamental.

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Com uma grande área usada para o plantio, a maior parte dos alimentos consumidos dentro da MUSE é produzida pelos alunos, com um cultivo orgânico. Os excedentes ainda são vendidos pelas próprias crianças a comunidade local. Durante todo este processo os professores aproveitam para ensinar outros valores, como o cuidado com o meio ambiente e noções de economia e negócios. A sustentabilidade também é um tema muito trabalhado com os alunos, para isso foram usadas técnicas de reciclagem na construção, que recebeu o selo ambiental LEED, placas solares para o fornecimento de energia, entre outras coisas. No site, os fundadores explicam que a filosofia usada na instituição é de transformar a escola em um lugar acolhedor, onde as crianças têm a oportunidade de explorar, refletir, ter experiências interculturais, praticar a liderança e se prepararem para os desafios da vida.

 

É BOM SABER – Por que os alimentos orgânicos fazem tanto sucesso?

25 setembro, 2015 às 11:15  |  por Ana Maria Ferrarini

Com a população cada vez mais conscientizada, o consumo de alimentos orgânicos não para de crescer – e o planeta agradece.

Ajudar a salvar o planeta é mais fácil do que você imagina. Pode até ser meio clichê, mas sim, se todos tomarem pequenas atitudes, a saúde da humanidade agora e até das próximas gerações pode melhorar. Nunca é tarde demais para começar a se preocupar com o bem estar da sociedade, e muitos estão descobrindo isso – e colocando em prática esses cuidados. Talvez seja por isso que esteja tão em voga falar sobre assuntos como o vegetarianismo, mobilidade social, emissão de gases, efeito estufa, alimentos orgânicos, etc.
Segundo dados de matéria do “O Globo”, a produção de alimentos orgânicos no Brasil cresceu mais de 20% em 2013 em comparação com o ano anterior. Esse número é só uma das provas sobre como o brasileiro está cada vez mais consciente de que precisa cuidar do meio ambiente ao mesmo tempo em que se alimenta melhor, deixando de lado os produtos com agrotóxicos e enlatados – mesmo que isso signifique pagar mais caro pelo que se come.
Segundo a engenheira agrônoma Carol Chab, para ser caracterizado como orgânico, o produto precisa englobar cinco práticas, que são ressaltadas pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA): “é preciso que o solo seja enriquecido naturalmente, sem receber agrotóxicos, pesticidas ou adubos químicos; que não sejam utilizadas sementes transgênicas; que, se tratando de animais, eles sejam criados livres, sem hormônios de crescimento ou anabolizantes; que os trabalhadores tenham seus direitos preservados; e que haja um cuidado com a disposição do lixo. Resumidamente, é preciso que os recursos naturais sejam manejados de forma harmoniosa, garantindo a saúde daqueles que consomem os produtos e também de todo o ambiente em questão”, pontua.
A especialista comenta que os produtos orgânicos, além de auxiliarem o meio ambiente, já que são isentos de qualquer tipo de adubo químico, pesticidas ou demais produtos tóxicos, eles favorecem o organismo, oferecendo alimentos mais naturais, saudáveis, e com maior quantidade de nutrientes, vitaminas, minerais, etc. “É claro que os produtos utilizados hoje em dia são muito melhores do que os que eram usados antigamente, fazendo com que o alimento consiga preservar boa parte de suas propriedades energéticas. Mas um alimento cultivado de forma natural continua sendo a melhor opção para a saúde – e para o meio ambiente”, explica Carol.
Não é a toa que muitas pessoas estão optando por pagar mais caro pelos alimentos. Alguns dizem até que o sabor muda quando trata-se de um alimento livre de agrotóxicos, enquanto outros não sentem essa mudança no paladar, mas acreditam no bem que o alimento pode fazer para o seu próprio organismo e para o mundo. “Muitas pessoas entendem que o agrotóxico desequilibra a cadeia alimentar, já que mata alguns bichos e polui o eco sistema. Talvez seja por esses motivos que está cada vez mais fácil encontrar alimentos orgânicos em mercados e que a procura por eles só aumenta”, conclui. E você, já faz parte daqueles que consomem comida orgânica? Se não, experimente!

É NA COZINHA – PATÊ DE TOFU COM COGUMELO PARIS E AGRIÃO

16 setembro, 2015 às 18:45  |  por Ana Maria Ferrarini

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Ingredientes

250 g de tofu
200 g de cogumelos paris
1 maço pequeno de agrião
Sal, sementes de cominho e shoyu a gosto

Preparo

Toste levemente as sementes de cominho. Acrescente o cogumelo paris picado e o shoyu e refogue até amolecer um pouco. Junte o agrião e abafe. Coloque o refogado no liquidificador ou processador (preferimos o processador, neste caso), acrescente o tofu e bata. Acrescente sal, se necessário. Sirva com palitinhos de gergelim ou torradinhas.

Fonte: Receita e foto do livro Ser Vegana – Receitas sem dor

É BOM SABER – POLÍTICA SEXUAL DA CARNE

16 setembro, 2015 às 18:42  |  por Ana Maria Ferrarini

LIVRO

A escritora e ativista Carol J. Adams, envolvida em militância de ativismo por justiça social por mais de 40 anos, é uma das atrações da quinta edição brasileira e nona edição latino-americana do VegFest, o maior evento vegetariano da América Latina, promovido pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), que acontece entre os dias 23 e 26 de setembro no Recife (PE).

A fala da autora sobre seu livro “Política Sexual da Carne”, que celebra 25 anos de lançamento em 2015, acontece no primeiro dia, às 14h15, no Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), sede do encontro, que reunirá cerca de 100 palestrantes nacionais e internacionais.

Considerado a “bíblia da comunidade vegan” pelo jornal “The New York Times”, a obra de Carol ganhará esse ano uma edição comemorativa especial, em outubro, pela BloomsburyRevelations series. No Brasil, o livro tem edição da Editora Alaúde, lançado pela primeira vez no país em 2010.

No livro, que Carol começou a conceber 15 anos antes de sua publicação, em 1990,  ela explica o conceito do “referencial ausente”, mecanismo de alienação possibilita a exploração de não-humanos.

Outra tese defendida pela autora – que gerou e ainda gera muita polêmica – é a influência da sociedade patriarcal nos hábitos alimentares, e na relação de seus membros com as mulheres e os animais: segundo Carol, a matança de animais e a violência contra a mulher estão intrinsecamente ligadas.

Além do ativismo na causa animal, Carol J. Adams se dedica, ainda, em causas como violência doméstica, racismo e falta de moradia. Por vários anos, ela se envolveu na prestação de cuidados a três pessoas idosas – e está terminando um livro sobre a experiência.

Carol vive com a esposa, Rev Bruce A. Buchnan, e com dois cães resgatados, Holly e Inky, em Dallas. Afirma que “ama cozinhar e compartilhar refeições veganas, sabendo que nenhum animal foi usado na preparação da refeição. Desta forma, partilhar alimentos encarna a compaixão.”

Inscrições – www.vegfest.com.br.

É BOM SABER – VEGFEST 2015 – Inscrições para o evento estão abertas

14 setembro, 2015 às 16:18  |  por Ana Maria Ferrarini

Entre os dias 23 e 26 de setembro, acontece no Recife(PE), a quinta edição brasileira e nona edição latino-americana do VegFest, o maior evento vegetariano da América Latina, promovido pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). As inscrições já estão abertas, e podem ser realizadas no site: www.vegfest.com.br. Para associados à SVB, o investimento para o congresso fica em R$ 170  – quem deseja filiar-se à sociedade para participar pagando o valor com desconto, ainda tem tempo. No site www.svb.org.br, é possível escolher com o quanto quer contribuir: R$ 10 mensais ou R$ 100 anuais (há, ainda, outras opções de doação).  Os filiados recentes que se inscreverem no VegFest receberão a carteirinha no balcão de credenciamento do evento.

Além da carteira de filiação e de ajudar a viabilizar o trabalho de uma das organizações vegetarianas mais atuantes do mundo, o filiado recebe os livretos: “Impactos Sobre o Meio Ambiente do Uso de Animais para Alimentação” e “Tudo o Que Você Precisa Saber Sobre Alimentação Vegetariana”, ambos produzidos pela SVB, além do documentário “Peaceable Kingdom: O Despertar”. Há, ainda, descontos em congressos, cursos, feiras e em diversos estabelecimentos vegetarianos de todo o Brasil.

O valor integral para o congresso é de R$ 380 (inteira), R$ 190 (meia-entrada ou idoso) e R$ 170 (para filiados à SVB).  O curso de nutrição é pago separadamente: R$ 110 (filiado à SVB), R$ 125 (meia-entrada ou idoso) e R$ 270 (inteira).

Experimentação animal, movimentos sociais, meio ambiente, proteção animal e empreendedorismo vegetariano são outros temas que serão abordados ao longo do VegFest.

Hospedagem

Para incentivar a participação de visitantes de outros estados, o VegFest organiza um grupo de hospedagem solidária no Facebook (Hospedagem solidária VEGFEST 2015) para que pessoas possam trocar informações e ajuda sobre alojamento na cidade.

Inscrições

As inscrições para o VegFest podem ser feitas pelo site www.vegfest.com.br. Congresso: R$ 170 (para filiados à SVB), R$ 190 (meia-entrada ou idoso) e R$ 380 (inteira). Para o curso de nutrição, o investimento é de R$ 110 (filiado à SVB), R$ 125 (meia-entrada ou idoso) e de R$ 270 (inteira).

 Serviço:

Vegfest – V Congresso Vegetariano Brasileiro e IX VegFest Latino-Americano

Data: de 23 a 26 de setembro

Local: Centro de Ciências Sociais Aplicadas da UFPE (Av. Prof. Morais Rego, 1235 – Recife, PE).

*No dia 26, as palestras são abertas ao público em geral. Nos outros dias, somente para inscritos

Informações e inscrições: www.vegfest.com.br e contato@vegfest.com.br.

GERAL – Campanha de adoção de cães e gatos

9 setembro, 2015 às 17:12  |  por Ana Maria Ferrarini

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O Animalia Curitiba mais uma vez convida a população a participar da campanha de adoção de pets (cachorros e gatos), que irá acontecer neste sábado (12/09), das 9 às 17 horas, no Espaço Pet, Rua Nilo Peçanha, 760, Bom Retiro em Curitiba.  São 55 pets, sendo 50 cães e 05 gatos – a maioria filhotes e alguns adultos – que esperam a visita de pessoas que realmente amem, respeitem e tenham condições de cuidar de animais até o fim da vida deles, oferecendo-lhes um lar seguro e amoroso.

BOAS PRÁTICAS – Animais que seriam sacrificados são adestrados

9 setembro, 2015 às 17:06  |  por Ana Maria Ferrarini

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No Estado de Geórgia, nos EUA, o projeto Jail Dogs (Cães de Cadeia, em português) está salvando, ao mesmo tempo, a vida de presidiários e animais que estavam condenados ao Corredor da Morte no Centro de Zoonoses da região.

O projeto ensina aos presos a arte do adestramento de bichos, utilizando como “modelos vivos” os cães e gatos do Centro de Zoonoses que já estavam com data marcada para serem sacrificados por apresentar comportamento violento

Os animais que participam do projeto passam exatas 12 semanas “morando” no presídio do Condado de Gwinnett com os presos, que também ficam responsáveis por todos os cuidados básicos dos bichinhos – como higiene e alimentação.

Ao fim do processo, nada de voltar ao Corredor da Morte! Os animais, que foram adestrados pelos presos, são encaminhados para adoção para serem reinseridos na sociedade. Assim como os presos, que ganham uma oportunidade de se recolocar no mercado de trabalho ao aprender uma nova ocupação profissional.